Lisa Sereno – Mystery (2024) (single)

Lisa Sereno – Mystery (2024) (single)

LISA SERENO LANÇA SINGLE DE ESTREIA “MYSTERY”

ARTISTA ATUA NO MIL LISBOA A 26 DE SETEMBRO

Lisa Sereno, cantautora de Leiria que se estreia nas edições, lança o seu primeiro single “Mystery” com o selo Omnichord e um vídeo realizado por Martim Braz Teixeira. Em setembro sobe ao palco do MIL Lisboa, para uma primeira apresentação ao vivo em festival.

“Mystery” é a canção que nos introduz ao universo de Lisa Sereno, um cosmos nostálgico, repleto de inbuências da folk e referências da pop americana dos anos 1960-70. É uma nova aposta da Omnichord, editora que lança este seu single de estreia e que promete mais música nova até ao [nal de 2024.

“Mystery” é uma canção-poema, uma declamação ao desejo de se ser misterioso. Segundo a artista a letra fala-nos de uma espera eterna por alguém que se esconde por detrás de uma aura de mistério, nunca revelando demasiado de si, apenas o su[ciente para despertar um desejo e curiosidade que acabam por nunca ser correspondidos. Envolvida por uma atmosfera de nostalgia, para a qual as cordas e o som aproximado ao de um cravo contribuem, “Mystery” invoca velhas memórias e faz-nos sonhar com o que poderia ter sido. É uma viagem inegavelmente dramática e triste, mas que, quando acaba, se sente como aceitação.

Lisa Sereno estreia-se também ao vivo já no próximo mês de Setembro, fazendo uma pequena digressão de apresentações ao vivo até culminar no seu primeiro concerto em festival, a acontecer a 26 de setembro no MIL Lisboa. A digressão, em modo “Road to MIL”, passará, ao longo de um [m de semana, por uma livraria de Leiria, uma varanda de uma estação de rádio em Coimbra e um espaço de restauração no Porto.

Lisa Sereno integrou, em 2023, o processo de capacitação de novos talentos das primeiras Academias MIL, realizadas em Leiria, em parceria com a Omnichord.

Lisa Sereno ao vivo:

20 Setembro LEIRIA – Livraria Arquivo (18h00)

21 Setembro COIMBRA – Varanda da RUC (15h30) 21 Setembro PORTO – Apuro (22h30)

26 Setembro LISBOA – FESTIVAL MIL

Quem é Lisa Sereno?

Cresceu em Leiria, onde, no coro da igreja local, se familiarizou com os louvores e o culto da música ao transcendente. Hoje, secularizou este louvor e dedica-o a episódios que a marcaram, enquanto encerra capítulos e aprende a lidar com a sua visão sensível do mundo, através de canções inbuenciadas pelo universo da música folk.

Naomi Falcon and the Dub Collective – They Said feat. Orlando Santos (2024) (single)

Naomi Falcon and the Dub Collective – They Said feat. Orlando Santos (2024) (single)

🤍 Dedicated to Irina Fernandes & Diogo Vasconcelos 🤍

Credits:

Vox & ukulele: Naomi Falcon
Guest vox: Orlando Santos
Lapsteelguitar: Ale Rista
Double bass: Lukas Keller
Drums: Sebástião Bergmann

Composition: Naomi Jessica Sigfalk

Producer/Co-producer: Falcon/Rista

Recording and mixing: Squeaky Takkie Productions PT

Mastering: Echochamber CH

Coverart Vinyl: Maya Mitten @mayamitten

HAYDENMAKESMUSIC – Meu Amor (2024) (single)

HAYDENMAKESMUSIC – Meu Amor (2024) (single)

O músico e compositor Hayden Nóbrega (aka HAYDENMAKESMUSIC) volta às edições com um novo single, “Meu Amor”, que promete abrir as portas a novos lançamentos a solo muito em breve.

“Meu Amor” é uma música de ritmos fortes e dançáveis, o retrato de um romance tão forte que chega a ser piroso. É sobre estar-se apaixonado de forma despretensiosa, mergulhar em toda a imagética relacionada com estereótipos do amor, como de quem vai a Paris, a cidade de “l’amour”, e se passeia pelo Sena, come croissants e vê o pôr do sol em Montmartre encostado à sua pessoa.

A canção vem acompanhada de um vídeo que já se encontra disponível no canal oZcial de YouTube do artista. A ação segue um literal casal de pombos e as suas aventuras de apaixonados. É gravado e realizado por Fresco Mafalda e HAYDENMAKESMUSIC.

“Meu Amor” é o segundo single de HAYDENMAKESMUSIC, artista que faz parte da banda de Papillon (conceituado rapper português que conta com mais de 200 mil ouvintes mensais) e colaborou com artistas como Alina Smith (produtora e compositora para artistas como Red Velvet e ITZY) e Alex D’Alva Teixeira (cantor e letrista de artistas como Virgul e membro dos D’Alva).

Recentemente o artista fez um DJ Set na festa “Baddies” com Peter Castro e Umafricana, subiu a palco no Super Bock Super Rock como baterista da banda de Papillon e integrou a peça Bravo2023 como multi instrumentista.

“Meu Amor” já está disponível em todas as plataformas digitais.

Quem é HAYDENMAKESMUSIC:

HAYDENMAKESMUSIC. Créditos: @Phantom.

HAYDENMAKESMUSIC é um artista, compositor, cantor, produtor e multi-instrumentista autodidata português. Começou a sua jornada musical em nauta transversal e percussão, mas foi na produção musical que se focou mais ao longo dos anos. Atualmente, é baterista e nautista de Papillon, um dos grandes nomes do hip-hop português, e integrou recentemente, como multi-instrumentista, a peça “Bravo, 2023!” da companhia Teatro Praga, com direção musical de Alex D’Alva Teixeira. Também trabalhou com Alina Smith, Charlie Beats, Vítor Carraca, entre outros. Com o seu projeto a solo, HAYDENMAKESMUSIC explora a criação de canções sinceras e vulneráveis que convidem os ouvintes a encontrar um eco das suas próprias experiências.

Rod Krieger – Cabelos Longos (2024) (single)

Rod Krieger – Cabelos Longos (2024) (single)

Pode ter sido a saudade do Brasil, talvez. O fato é que foi em Portugal que Rod Krieger mergulhou mais a fundo na música brasileira. “Era comum escutar discografias inteiras repetidas vezes”, lembra. E ao ouvir as obras de Alceu Valença, Krieger se reconectou com uma canção que há tempos não ouvia. Cabelos Longos, originalmente lançada em 1974, é o novo single do artista gaúcho. Ouça aqui e assista ao vídeo aqui.

A faixa traz um instrumento indiano já conhecido por aqueles que acompanham os lançamentos do artista. No sitar, está Fabio Kidesh, parceiro de Krieger desde o primeiro single, de 2018, Louvado Seja Deus. “O Fabio, foi escolhido para substituir as guitarras da versão original pelo sitar, instrumento que eu tento sempre trazer para o meu trabalho pela beleza da sonoridade que ele nos entrega”. “O mais legal de gravar a versão foi que mostrou como é grande o leque musical do Rod. Muitos não acreditariam se a música não fosse gravada de fato como foi e ficou sensacional”, comenta Fabio.

A canção de Alceu, talvez pelo tom sombrio, por vezes irônico, se encaixa no conceito do álbum e se faz bastante atual. “Penso que essa letra ainda faz sentido mesmo cinquenta depois. O tom irônico e sarcástico condiz muito com pensamentos que tenho em relação aos dias de hoje”, diz Rod.

“Na versão que produzi, o som da bateria eletrônica somado à linha de baixo leva o ouvinte para dentro da canção. E o sitar e a voz mais solta deram o equilíbrio que busco reforçar no meu trabalho ao misturar o eletrônico com o analógico”. 

E continua: “As notas tocadas pelo sitar dançam dentro da música e elevam as texturas sonoras. Isso é o que faz transitar por frequências que acabam alterando a percepção. E, de certa forma, as imagens sobrepostas também conseguem este efeito”. 

Rossana – Inglaterra (2024) (single)

Rossana – Inglaterra (2024) (single)

Depois do lançamento de “À La Portugaise”, primeiro single e faixa-título do próximo álbum de Rossana, a artista portuguesa radicada em Londres acaba de disponibilizar “Inglaterra”, novo tema de antecipação.

“Inglaterra” não é uma canção que apenas resulta de influências; é uma canção que fala, isso sim, sobre influências. Numa realidade que se desenrola entre dois mundos distintos: a sua terra natal e a terra que escolheu; é em Londres que Rossana renasce artisticamente. Entre o impacto desta vivência bipartida, é notória a sua relação com os sons da lusofonia, que vai redescobrindo em várias das suas criações, e a conciliação nas sonoridades mais jazz, blues e psicadélicas que a capital britânica a aproximou.

Este novo tema, que nos fala sobre ser-se emigrante e viver numa realidade diferente, e que ao mesmo tempo nos transporta para os bailes do verão lisboeta — sem dizer que não a um ‘pézinho’ de samba — exalta a tão nossa saudade, trazendo na volta um pedaço de Inglaterra, e abrindo assim uma nova porta dentro do universo de Rossana: a da abordagem consciente a essa dualidade.

A faixa já se encontra disponível em todas as plataformas digitais. O LP “À La Portugaise” está agendado para novembro e conta com o selo da BAIT Records.

Maria Café – Vai Ser Feliz (2024) (single)

Maria Café – Vai Ser Feliz (2024) (single)

Videoclipe de “Vai Ser Feliz” nasce do encontro entre Maria Café e Teatro Ribalta

Conhecedora da beleza do Teatro da Vista Alegre, a banda Maria Café sonhava gravar um videoclipe neste teatro do séc XIX. Conseguiu concretizá-lo no ano em que se celebram os duzentos anos da Vista Alegre e do próprio teatro original – que entretanto foi reconstruído nos anos cinquenta desse século. Para completar o certame, juntaram-se ao grupo de teatro residente, o Teatro Ribalta, com quem pensaram, criaram e produziram o vídeo. 

O mote para a “Vai Ser Feliz” surgiu pelo letrista Ricardo Neto numa altura em que via todos à sua volta, e a ele próprio, um pouco perdidos com o que esperar das suas vidas. Percebe que, apesar de tudo, as coisas acabam por tomar os seus lugares e seguir os seus caminhos – em jeito de conclusão, Ricardo canta para si próprio “tens só 23 anos e uma vida para seres o que quiseres ser de ti”. André, Tomás, Mãos-de-Ferro e Areias dão corpo e ritmo a estas palavras e não conseguem deixar de dançar sempre que a tocam. Ruben Teixeira, da Wakai Studios, foi de novo o escolhido pela banda como parceiro na imortalização do som desta música.

Já o vídeo ficou a cargo de Ricardo e Miguel Neto. Captada em one-shot (técnica que não permite cortes de imagem e obriga o operador de câmara a gravar toda a encenação de forma contínua) a performance de Graça Rocha e Inês Carvalho conta esse mesmo sentimento de estar perdido e, mesmo assim, garantir que as coisas vão ficar bem. João “Blytz” Correia dá cor e luz às cenas; a cenografia fica a cargo de João Anjos e Pedro Simões; toda a operação necessária atrás da câmara ficou entregue aos membros da banda com a ajuda de Leandro e Henrique Nunes.

No dia 19 de maio foi feito um convite à comunidade, que prontamente o aceitou, para participar na parte final deste vídeo. Agora gravado da forma habitual – sem recurso ao one-shot – os pais/filhos, avós/netos e noivos/noivas mostraram para a lente de Miguel o que os faz ser felizes. Cem pessoas compareceram nesta festa no Teatro da Vista Alegre, mesmo que duas delas ainda estivessem nas barrigas das suas mães. O momento foi de alegria e partilha.

O vídeo será apresentado, em ante-estreia, como forma de agradecimento à comunidade local, no concerto de Maria Café nas Festas dos 200 da Vista Alegre, no dia 03 de julho, com início às 21h30. Posteriormente, no 06 de julho, será feita a distribuição do single “Vai Ser Feliz” por todas as plataformas digitais.

J.Mystery – Reverie (2024) (single)

J.Mystery – Reverie (2024) (single) Id

J.MYSTERY APRESENTA NOVO SINGLE “REVERIE” Novo single sucede após Live nos Arda Recorders

”Reverie, é um tema enérgico com uma componente mais eletrónica onde o principal objetivo é o de levar os ouvintes numa viagem de memórias. O tema fala sobre aquele amor que te deixa sonhar acordado”, afirma J.MYSTERY.

O tema foi produzido por Francisco Reis e gravado nos ARDA & Lockdown Studios. “Queremos acima de tudo nesta fase mostrar uma nova vertente de J.MYSTERY enquanto Artista”, revela Tiago Martins.

“Para o vídeo de Reverie, contámos novamente com a realização de André Tentugal que retrata todo o tema de uma perspectiva diferente em termos visuais”, afirma J.MYSTERY. “Todo o vídeo foi filmado com um drone que percorre todos esses momentos e memórias cantadas na música”, conta J.MYSTERY.

“O estilo cinematográfico, que caracteriza o trabalho do André Tentugal, é a ligação perfeita para os meus temas e traz uma envolvência bastante especial que prende as pessoas aos vídeos e música”, assume J.MYSTERY.

O single fica hoje disponível em todas as plataformas digitais.

J.MYSTERY é um cantor e compositor, um artista enigmático que desafia a categorização, misturando perfeitamente várias influências musicais para criar um som cativante. Com uma abordagem única para a composição e uma presença inconfundível, leva os ouvintes numa viagem através do mistério e introspecção. J.MYSTERY combina elementos de rock alternativo, pop electrónico e atmosférico, que resulta numa paisagem sonora cativante, bela e profundamente reflexiva.

A personalidade enigmática de J.MYSTERY não se prende apenas na sua música, mas também na presença em palco e em toda a sua estética visual. A sua música e performances magnéticas, criam uma atmosfera transcendental que envolve o público. J.MYSTERY está a começar a traçar um caminho único na indústria da música, desafiando as tradições e expandindo os limites da exploração sonora. O seu som enigmático e performance cativante conquistaram seguidores dedicados que aguardam ansiosamente cada novo lançamento, antecipando os mistérios que estão por vir na música de J.MYSTERY. Dono de uma voz única, apresenta canções em inglês e a profundidade das letras e melodias mostram que se encontrava escondido há demasiado tempo. J.MYSTERY lançou já os singles de avanço “Better Days”, “Breakdown”, e “Everlasting Love”, e mais recentemente editou versão live destes 3 temas, nos Arda Recorders.

A edição do seu novo EP está prevista para breve. Vão poder ouvi-lo ao vivo no emblemático Hard Club no Porto, dia 19 de outubro. Os bilhetes já se encontram à venda na Bol.

Boémia – Nem Jeová Vai Lá ( À Palestina) (2024) (single)

Boémia – Nem Jeová Vai Lá ( À Palestina) (2024) (single)

 A urgência é ontem. 

Os Boémia não quiseram ficar calados nem de olhos fechados perante a barbárie que é cometida todos os dias e a toda a hora em Gaza. 

É urgente a denúncia.

É urgente um cessar fogo imediato.

É urgente a Paz.

Os Boémia juntam-se com a música “Nem Jeová vai lá (À PALESTINA)” ao coro de vozes que por esse mundo fora pede que pare a guerra e o genocídio contra o povo da Palestina, que pare a insana mortandade de um povo despejado da sua terra, um povo que ainda guarda as chaves das suas casas e que sonha voltar a abraçar as suas oliveiras.

Esta é a homenagem a todos os homens, mulheres e crianças que morreram ao longo dos últimos 76 anos, 10 meses e 2 dias e a todos os que lutam por uma Palestina Livre.

Letra e música de Rogério Oliveira

 Arranjo e direção musical de Marco Ferreira

Rogério Oliveira – voz

Marco Ferreira – Piano e coros 

Patrick Simeão – bateria, percussão e coros

Hélia Silva – acordeão

Isa Peixinho – flauta transversal

Jorge Anacleto – guitarras acústicas e coros 

Ricardo Duarte – baixo elétrico e coros 

Gravado, misturado e masterizado em julho de 2024 nos estúdios da Valentim de Carvalho por Suse Ribeiro.

Produção de Rogério Oliveira 

Imagens de estúdio por André Soares

Imagens locais autores desconhecidos 

Vídeo Rogério Oliveira 

Joaquim Rosa – Abandonado (2024) (single)

Joaquim Rosa – Abandonado (2024) (single)

Este novo single “Abandonado” escrito e musicado por mim, Joaquim Rosa, descreve a história de final de vida de uma pessoa. 

Baseada numa história real, fala sobre o final de vida de um homem com grandes posses, apesar disso faltava lhe a principal riqueza da vida, a amor da sua família..

Rod Krieger – Este Comboio Não Para Em Arroios (2024) (single)

Rod Krieger – Este Comboio Não Para Em Arroios (2024) (single)

Rod Krieger avança com a hipnótica Este Comboio Não Para em Arroios 

A frase que remete ao metro de Lisboa o acompanhou mesmo já não estando mais a viver na capital portuguesa

“A maioria dos artistas que me inspiram, ou me influenciaram de alguma forma, já tiveram músicas instrumentais, e alguns deles já até se arriscaram a compor álbuns. E este é um caminho que estou a trilhar, passo a passo”, comenta Rod Krieger que edita hoje (19) o tema Este Comboio Não Para em Arroios, segundo single do disco A Assembleia Extraordinária, após Cai o Sol e Sobe a Lua, lançado em Maio. 

Assista ao vídeo aqui e ouça nas plataformas de streaming aqui.

A canção instrumental segue uma tradição, uma vez que Raio, também foi single do álbum que marcou a estreia a solo, A Elasticidade do Tempo (2020). E desta vez vem com uma mensagem que marcou um período da vida do artista: “Este comboio não para em Arroios” era uma frase repetida todas as vezes que o metro passava pela estação de Arroios, em Lisboa, que naquela altura estava interditada para obra. Era pré-pandemia, uma outra realidade. E foi quando o tema ganhou os seus primeiros acordes. “Lembro de quando comecei a esboçar a música, recém tinha montado a minha banda, ainda em Lisboa. Depois de quinze anos como baixista, foram os primeiros ensaios de volta ao meu instrumento de origem, no caso a guitarra elétrica. O volume dos instrumentos era muito alto e isso colaborou para que nascessem canções mais pesadas”, recorda Krieger. 

“Nesta época, o disco que fazia a trilha sonora das minhas caminhadas até o estúdio era A Página do Relâmpago Elétrico, do Beto Guedes e o Com Uma Viagem na Palma da Mão, do Jorge Palma, dois álbuns que influenciaram todo este meu momento. E numa dessas idas e vindas aos ensaios, peguei o telemóvel do bolso e registei a voz que tanto ressoou nos meus ouvidos”, conta. 

No fim, a canção acaba por marcar a mudança de Lisboa para o Sobral do Parelhão, aldeia no oeste português onde o álbum foi registado e finalizado. “E a partir do momento que me mudei de Lisboa, a frase fez ainda mais sentido, pois a linha de trem da imagem da capa do single – no caminho entre Sobral do Parelhão e Bombarral – realmente não para em Arroios”, comenta Krieger.

Vídeo

“O trajeto percorrido durante o vídeo pode ser chamado de ‘o caminho da aprovação’, pois foi durante esse percurso que ouvi as misturas do álbum e as versões das músicas que estavam  a surgir no processo de composição do disco”, recorda. Além da cena bucólica do caminho de Krieger, na estrada que liga Sobral do Parelhão a cidade de Bombarral – onde está a trilha da capa do single -, imagens urbanas captadas pelo fotógrafo Daryan Dornelles se misturam a pessoas em movimento com um certa dose de voyeurismo, quase um sujeito oculto no meio do caos.

“Como faz parte de um filme que vai ser ilustrado com vídeos das músicas do álbum, a ideia de aparecer de costas foi pelo fato da música ser instrumental. Pensei que seria interessante brincar com isso. E as referências do vídeo, acabaram por ser o próprio áudio, como se as cenas se encaixassem. Outro ponto interessante é que o disco, os vídeos, capas e símbolos acabam por se encontrar em algum momento, e a cada processo que avanço crio uma interferência no outro. Trabalhar com todas essas frentes tem sido uma experiência estimulante”, comenta.

Till Sunday Pirate – Introspeção A Dois (2024) (single)

Till Sunday Pirate – Introspeção A Dois (2024) (single)

Artista em ascensão na música nacional prepara-se para brilhar no Japão

O talentoso músico português Till Sunday Pirate foi selecionado para se apresentar na prestigiada KANSAI Music Conference, que terá lugar em Outubro deste ano. Este evento proporcionará ao artista a oportunidade de mostrar o seu talento ao vivo para um público profissional da indústria da música nas cidades de Quioto, Osaka e Kobe.

Till Sunday Pirate tem vindo a afirmar-se como uma força inovadora na música portuguesa, combinando habilmente elementos da música tradicional com influências modernas. A sua recente atuação no SPIKE Bulgarian Showcase Festival, em Maio passado, foi um marco importante na sua carreira, chamando a atenção de líderes da indústria musical e do público do festival, solidificando a sua reputação como uma estrela em ascensão.

Reconhecimento internacional

A seleção de Till Sunday Pirate para o lineup oficial da KANSAI Music Conference é um testemunho do seu crescente reconhecimento internacional. Este evento, conhecido por atrair profissionais influentes da indústria musical, oferece uma plataforma crucial para o artista expandir ainda mais o seu alcance e cativar uma nova audiência no Japão. Este feito é apoiado pela GDA e pelo Programa Shuttle da PLAKA, que fornecem fundos essenciais para apoiar artistas do Porto.

Com apresentações ao vivo, workshops e colaborações, Till Sunday Pirate pretende promover a cultura portuguesa, fortalecer as relações culturais entre os dois países e abrir novas oportunidades de mercado para artistas portugueses. Como artista selecionado para a KANSAI Music Conference 2024, Till Sunday Pirate (Renato Oliveira) tem a oportunidade de uma vida de exportar a música inovadora do Porto para o Japão, destacando a riqueza cultural e musical de Portugal neste importante país asiático.

Till Sunday Pirate

Till Sunday Pirate, baseado no Porto, destaca-se pela sua capacidade de transcender géneros tradicionais através da fusão inovadora de sons. Com uma paixão pela inovação e pela troca cultural, o artista tem cativado audiências em todo o mundo com as suas performances dinâmicas e composições provocadoras. A sua música não apenas entretém, mas também provoca reflexão e emociona, deixando uma marca duradoura em todos que a escutam.

+ infos: 13barra27@gmail.com / T, 913 149 816

“Introspecção a Dois” dá título ao último single revelado – 19 de Julho – por Till Sunday Pirate | www.youtube.com/watch?v=Rm7LrGEaojA

Juao Nyn – Karaimonhang (2024) (single)

Juao Nyn – Karaimonhang (2024) (single) Id

O lançamento antecipa a chegada do primeiro disco solo do artista, intitulado NHE’ETIMBÓ, com previsão para agosto

“A gente nasce, a gente vive, a gente morre… Mas o nosso povo permanecerá nesta terra para sempre”. Este é o significado que o provérbio potiguara recitado pelo ativista e estudante Poran Potiguara, liderança indígena do Povo Potiguara da Paraíba, em uma Câmara do Senado de Brasília. Foi ali que o multiartista potiguara Juão Nÿn ouviu o provérbio pela primeira vez, e desde então vem sendo impactado pela força e significado que ele carrega. O artista conectou o ditado com uma performance que realiza desde 2015, em que renasce de dentro de uma betoneira, ferramenta responsável pela mistura do cimento e, então, construção de qualquer prédio. Tal relação, do equipamento como “útero” de toda cidade, desencadeou uma metáfora da força da natureza, com toda planta que persiste e nasce do asfalto. “Carrego comigo esta perspectiva de que a gente vai continuar nascendo onde plantarem cimento”, afirma Juão. A partir de tal conexão surge “ASÉ”, segundo single apresentado do disco que marca a estreia solo do artista. Ouça a canção aqui e assista ao registro documental com os bastidores da gravação aqui. 

O provérbio contemporâneo que inspirou a canção foi criado por um ancião chamado Josafá Freire, e, agora, tem sua potência eternizada em “ASÉ”. “Desde que ouvi este provérbio pela primeira vez fui impactado pelas conexões que me atravessaram. A performance que faço há quase 10 anos, em que eu nasço de uma betoneira, é uma reafirmação de que vamos continuar nascendo, brotando da desertificação”, conta Juão, que recita o provérbio: “ASÉ O’AR – ASÉ OIKOBÉ – ASÉ OMANÕ – YANDE ANAMA TE OIKOBÉ KÓ YBYPE AUIERAMANHENE” 

Marcando o encontro entre os Povos Potiguaras de Paraíba e do Rio Grande do Norte, o single resgata uma história que começou no século 17, quando o estado que abriga a capital João Pessoa acompanhou o líder indígena Pedro Poty, lutando ao lado dos holandeses. Enquanto isso, o Povo Potiguara do Rio Grande do Norte ficou do lado dos portugueses, liderados por Felipe Camarão, o que causou uma divisão histórica. “Ver esta conexão, assim como a do cocar potiguara, mostra como a nossa história está conectada, a partir da nossa cosmovisão e cultura. Enfatizando que as fronteiras que os estados coloniais inventaram não persistiram”, afirma Nÿn. 

Para elevar a potência da canção, Juão convidou dois artistas potiguaras da Paraíba para compor a letra baseada neste provérbio. Clara Potiguara e Valber Félix se juntaram a Nÿn e o produtor Kastrup em uma Tábua Potiguara, que se tornou estúdio para o nascimento de todo o projeto. “O disco nasceu com a nossa ida, minha e de Kastrup, para o território potiguara da Paraíba, onde vivenciamos uma semana de encontros, composições e gravações. Nós captamos tudo dentro de uma casa indígena de palha, ao lado de onde é a Baía da Traição”, lembra Juão, que finaliza: “A nossa geração é a que está reconstruindo e reconectando tudo, curando algumas dores do passado do nosso povo e do Brasil”.

FICHA TÉCNICA 

Composição e Vozes: Juão Nyn, Clara Potiguara e Valber Felix 

Letra: Lema/Provérbio Potyguara de @josafa_freire

Violão: Valber Felix

Beats: @nelsondofficial

Produção musical, gravação e percussões: @kastrup

Beatbox: @_alv_lara

Mixagem e Masterização: Caca Lima

Sincronização e Dystrybuyção: @ybmusic