André Murraças – Dança Dos Perdidos (2023) (single)

André Murraças – Dança Dos Perdidos (2023) (single)

Este é o single que antecipa o primeiro álbum em nome próprio de André Murraças, que sairá em Março do próximo ano.
No meio de um universo Jazz com diversas influências, como o Rock ou o Drum and Bass, surge esta balada intimista que, de uma forma natural, viria a merecer algum destaque.


Dança dos Perdidos cria um paralelo entre a música e a vida, onde todos, em algum ponto, nos encontramos “perdidos”. A dança torna-se uma metáfora para a jornada humana, destacando a experiência compartilhada de enfrentar desafios e incertezas. Na vida, a música une-nos na compreensão de que, ao nos perdermos, descobrimos uma conexão profunda uns com os outros, transformando a vulnerabilidade em uma dança coletiva de resiliência e compreensão mútua.

O tema conta com a participação de João Carreiro (guitarra), Francisco Brito (contrabaixo) e Luís Candeias (bateria). A gravação ficou a cargo de Hugo Valverde, mistura e masterização de Luís Candeias.

Apresenta-se também com um videoclipe, realizado por John Wolf e com a produção da Underworld Productions. Participação de Maribel Márquez, Bruno Schiappa e André Murraças.

André Murraças é licenciado em Saxofone Jazz pela Escola Superior de Música de Lisboa, passou pelo Conservatório de Caldas da Rainha, Escola de Jazz do Hot Club de Portugal e Conservatorium Van Amsterdam.

É professor de saxofone nas escolas United International School Of Lisbon,  Musicentro – Salesianos do Estoril e New Music School.

No seu percurso, tem feito parte de diferentes projetos, participando em concertos nos principais festivais, clubes nacionais e internacionais, com alguns dos músicos mais relevantes do panorama musical. 


Colaborações com, Nelson Cascais, Gonçalo Marques, Jeffrey Davis, Pedro Moreira, João Cabrita, Pedro Abrunhosa, Aurea, Orquestra de Jazz do Hot Club de Portugal, Brainstorming, Churky, Cacique 97, Gume, Sérgio Carolino, Benny Golson, André Fernandes, António Loureiro, Ricardo Pinto, Victor Zamora, Isabel Rato, Guillermo Klein, Desidério Lázaro, Zé Eduardo, entre outros.

Cultoras #25 (3ª Temporada) – Talulah Neira

Cultoras #25 (3ª Temporada) – Talulah Neira

Yo quiero verte libre
y que tengas tu corazón tranquilo…
Viene desde el norte
nuestros sentidos se juntan a imaginar,
salgo a caminar a la ciudad
por esa dignidad estival.
“Verte libre”, Fragmento.

Cantante, compositora, productora y docente, Talulah Neira es una de las voces femeninas más destacadas del ska y el reggae hecho en Chile. Sus inicios en la escena nacional están marcados por la banda de su hermano, Quique Neira, con quien giró por Chile y el mundo siendo corista y percusionista de Gondwana, desde el año 2001. En 2013, debuta como compositora y voz principal de la banda Manifiesto Skajazz, y unos años más tarde, lanza el disco propio “Mujer” (de 2017), al que le anteceden y seguirán una serie de singles en que explora repertorios folklóricos, de la Nueva Ola e incluso de la música urbana. Integrante además de la Cantoría Popular de Mujeres que dirige Érika Ramos Oróstica, como activista y gestora cultural es también productora en las disqueras familiares independientes “Cosas Buenas” y “Ghetto Estudio”, e integrante de la directiva de la Asociación Gremial Industria Musical Independiente de Chile (IMICHILE), para el trabajo musical cooperativo.

Contactos:

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IG
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Youtube
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Spotify
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Mito Urbano – Fora De Horas (2023) (single)

Mito Urbano – Fora De Horas (2023) (single)

“Fora de Horas”, obra registada na SPA e associada ao seguinte código ISRC: PT-7UJ-23-00004.

Mito Urbano – Rockeiro Vendido (2023) (single)

Mito Urbano – Rockeiro Vendido (2023) (single)

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Rafa – A Gente Canta (2023) (single)

Rafa – A Gente Canta (2023) (single)

“a gente canta.”, single de estreia de rafa., escrita pelo próprio e composta em conjunto com o produtor Tom Oakley, responsável pela mistura e masterização do tema. Com uma sonoridade Dance-Pop e toques de ritmo funky, “a gente canta.” apela a que a gente vá, cante, dance e grite dando confiança ao ouvinte: “no meio do ruído, acredita, tu vais ser ouvido”!

“É com esta música que nos vão ouvir” são as palavras cantadas que tencionam sublinhar várias questões que muitas vezes são silenciadas, mas que segundo rafa. “com a música, o cantar e o dançar qualquer mensagem pode ser transmitida de forma divertida, tranquila e
ser ouvida”.

“Esta canção foi escrita quando, numa das minhas notas perdidas no telemóvel, encontrei a frase “os meus dias andam cinzentos”. Um sentimento muito díspar do que sentia no momento em que a reli. Comecei a escrever o que diria ao meu “eu” antigo, o que mudou na minha vida, o que conquistei, e a música foi a grande diferença, também deixei de dar ouvidos ao “que é suposto fazer”, às vozes que diziam para eu não inventar muito… tinha
uma rotina que já não me saciava, fiz uma pausa na profissão de Médico Veterinário e dei, então, ouvidos ao Rafa de 6 anos que sempre quis partilhar arte em Portugal. Olhei para mim e comecei a ser mais feliz.” revela o cantautor.

Traz Os Monstros – Manifesto II (2023) (single)

Traz Os Monstros – Manifesto II (2023) (single)

Durante a primeira maratona de concertos, continuou a necessidade de evoluir, a necessidade se encontrarem como projeto e o seu objetivo. Com isso continuaram a procurar novas formas de expressão, quer liricamente quer instrumentalmente, voltarem algumas das sonoridades dos primeiros EP’s com uma nova fome de ser mais cru com a letras e com a composição instrumental, e dai surgiu a proposta de fazer o segundo álbum do projeto, novamente com a Pé em Triste.
“Diferente, mas necessário…” é o que descrevem deste segundo álbum denominado de “UNTO”, mais visceral na sonoridade, voltam ao sintetizadores dos primeiros EP’s mas desta vez com uma camada de overdrive “eletrificante”, dar um novo papel a desempenhar aos teclados neste álbum, enquanto a guitarra desempenha outras funções em contrapartida, para procurar as texturas mais “excêntricas” e outras formas de expressão. A percussão é criada de raiz, à base de samples gravados pela banda, de vários objetos, metais, vidro entre outros elementos sobre superfícies com diferentes tipos de atrito.
“UNTO” é,…será na sua coletividade é uma procura enorme de sobrevivência na nossa atualidade e até de uma certa maneira, profética aos tempos que virão.
Liberdade social e pessoal, paradoxos políticos e injustiças, a demolição da “cultura demasiado séria” e os seus falsos pretextos para aproveitamento próprio e económico, em defesa dos incompreendidos pervertidos, estes e outros temas são alvos abstratos da lírica presente do álbum.
O single “Manifesto II” é um excelente resumo dessa nova sonoridade que irá predominar no álbum, uso dos instrumentos, como a guitarra elétrica, de forma pouco convencional e tradicional para criar texturas e padrões de ruídos que remontam para influências industriais, “dance noise” e post punk”. A percussão do álbum foi samplada pela banda com objetos do quotidiano à procura de sons revigorantes e diferentes, e tem um caracter eletrónico, mecânico e “repetitivo” como a música eletrónica contudo imprevisível devido as suas camadas e variedade sonora, incentivando o “pézinho de dança” ao ouvinte enquanto a forte lírica acerta no “nervo”, provocante, pesada, abstrata e entregue a obscuridade da realidade da sociedade.

BIOGRAFIA DA BANDA
Em 2021, Traz os Monstros surgem como “filhos da quarentena”, na mesma altura do surto que passamos nesse ano, por Fábio Matos e Xavier Sousa, que com os anos de amizade e de noites de jams insensatas e irresponsáveis por Coimbra, enquanto lá estudavam, nascem os Traz os Monstros numa altura em que havia mais necessidade de expressar e talvez a melhor altura para apresentar ao mundo o que queriam e querem fazer,”(…)resultado de uma esquizofrenia coletiva, entre mais condimentos existenciais(…)”,.
Lançam ao mundo o seu primeiro trabalho, o EP “Demos para o Papá e a Mamã Vol. I”. Um ano depois sai o segundo EP “Demos para o Papá e a Mamã Vol.II”, desta vez já só
com Xavier a continuar o projeto.
Mal após o lançamento do segundo EP foram convidados a gravar o seu primeiro álbum com a Pé Em Triste (@pe.em.triste), a ser produzido, masterizado e promovido pelos mesmos. Surge então, em Novembro de 2022, o primeiro álbum “Porcelana Boa da Avó”, do qual participaram Rui Bastos nos teclados e backvocals e Saulo Oliveira no baixo.
2023 foi o ano de estreia dos Traz dos Monstros nos concertos por Portugal, vestidos de velhas a promover o seu primeiro álbum em vários palcos como, Maus Hábitos (Vila Real), Espaço Compasso (Porto), Em Direita (Viseu), Fabrica de Alternativas ( Algés), Cave Avenida (Viana do Castelo), Tokyo (Lisboa), Bota Anjos (Lisboa), etc…
Atualmente a banda é formada por três membros: Xavier de Sousa na guitarra, piano e voz, Rui Bastos nos teclados e vozes e Rafael Borges no baixo.

Carlos Cavallini – Sempre Mar (2023) (single)

Carlos Cavallini – Sempre Mar (2023) (single)

SINGLE “SEMPRE MAR”

A morar há 15 anos em Lisboa, o cantor e compositor capixaba Carlos Cavallini apresenta “Sempre Mar”, single de seu primeiro álbum O Tamanho do Tempo, produzido por Ricardo Dias Gomes e Domenico Lancellotti, que será lançado em janeiro de 2024.

“Sempre Mar” é uma composição que nasceu da necessidade de celebrar a ligação profunda que tenho com o mar. Estou sempre perto do mar porque o levo em mim. A frase presente no livro ´Desato´, de Viviane Mosé, foi uma das inspirações para esta música: ´Queria me mudar para bem perto do mar. Pensei. Mas o mar é aqui. Queria me mudar para bem perto daqui´”, conta Carlos.

DISCO O TAMANHO DO TEMPO

Atento ao que nos faz bem

Em seu disco de estreia “O Tamanho do Tempo”, Carlos Cavallini contempla a imensidão do tempo e do mar com minimalismo do eu, enaltece os horizontes dos infinitos amores e nos oferece amizade por todo o percurso da obra.

Imenso céu e sempre mar.

Infinitos desertos, ondas e caminhos em que estaremos de alguma forma no tempo. A primeira viagem de Carlos Cavallini em disco é muito do mundo, do eu; condensa bastante de experiências dos sons e sentimentos que viveu, afinal o primeiro disco é sempre um apanhado de composições e experiências de épocas diversas que levaram o artista até uni-las em estúdio. Há beleza de muitos momentos e sabores a cada faixa, numa obra que se abre com o mar e sua imensidão. O mar para Carlos começou em Vitória, onde nasceu no Brasil e virou cais em Lisboa, onde resolveu aportar há 15 anos.

Ao longo da obra que nos cria, recria e nos mergulha em mares tranquilos, o tempo é protagonista em um cenário para audição de um disco que nos conecta com tantos abraços. No ar, no espaço, nas pessoas e na natureza. As 12 faixas são 12 elos entre si e entre quem as ouve.

Agradecimento e contemplação à beira de águas intermináveis abrem “O Tamanho do Tempo”. Apresentar-se como chuva, obediente ao vento, e se reconhecer como muito do que parece ao ouvinte, é começar o percurso do disco já a dizer um pouco sobre sua alma. Em “Sempre Mar”, Carlos não esconde o ‘eu’, ao contrário, nos oferece a face mais interior do seu sentimento e criatividade. A doçura de apreço nas palavras namora com os sons enquanto sintetizadores e as guitarras de João Erbetta nos transportam de Lisboa às paisagens sonoras e tranquilas do Ceará.

Referências com sopros suaves nos lindos arranjos de trompete e flugelhorn do talentoso Aquiles Moraes enlaçam “Natureza” (segunda faixa do disco). A sequência sonora doce entre influências do Cidadão Instigado às baladas Soul de Cassiano traz reconexões poéticas entre parte de um todo humano à sua mistura com a natureza. ‘Ser capaz de estocar amor pra depois distribuir’ é promessa da segunda faixa que se cumpre na audição e nas canções subsequentes.

A produção musical e os arranjos de Ricardo Dias Gomes e Domenico Lancellotti são delicados, criativos e multiplicam os significados das canções para seguir o seu enlace. Essa linguagem não-verbal sensível da dupla é fundamental para a compreensão da narrativa de ‘O Tamanho do Tempo’.

Se em muitos momentos a obra se enlaçará com o contemplar da natureza, em outros se mostrará cosmopolita com a doçura poética de estar atento, mesmo nas grandes cidades e suas dinâmicas mais complexas, aos detalhes mais delicados sobre as relações e sentimentos humanos. Isso se reflete em violões das referências interioranas do Brasil até as baterias e arranjos a la Strokes e Weezer.

José Rego – Cidade dos Lobos (2023) (single)

José Rego – Cidade dos Lobos (2023) (single)

Da introspeção negra à descoberta fora de si, e no contraste entre a cidade e a natureza, é assim que José Rego, compositor e guitarrista Alentejano baseado em Lisboa, se estreia a solo com a “Cidade dos Lobos”. Na sua génese um EP que tem como base a sua guitarra acústica, apresenta-se como muito mais que isso. Um diálogo entre o instrumento de nylon que produz som por si e a máquina que manipula a forma do som, na busca da harmonia entre o sintético e o natural, a máquina e a natureza, o limite do instrumento que cria som e infinidade de cores que a máquina consegue criar.

Neste caos disciplinado inspirado entre o Alentejo e a cidade bem como pela
troca de vivências no mundo da música Portuguesa, Rego apresenta 6 faixas que fustigam o ouvinte a perpetrar memórias ou a sonhar acordado, no ritmo do pensamento e usando da nostalgia produzida pelo dedilhar acústico de uma guitarra que ora soa amiga ora desafiante e a entrar por lugares escuros.Na essência está a certeza da humanização e a fronteira entre o que a música faz sentir e o real.

“São composições feitas pelas pessoas com quem me cruzei e cruzo no dia a dia, entre as viagens de autocarro e as luzes dos candeeiros durante as noites longas Lisboetas e Alentejanas. Vai desde o estridente som do elétrico no Largo do Camões ao agressivo, tremendo e natural das quedas de água do Pulo do Lobo. Do cante alentejano às manifestações aos sábados. Da urgência de querer explodir enquanto olho para as pontes romanas que me aparam a inquietação”

Produzido por João Galvão (sonoplasta que também acompanha José Rego em palco) e José Assunção (que dedicou horas extra a gravar as guitarras), este é um projeto que se vê interdesciplinar e explorador do encontro das artes. Com um primeiro passo nesse sentido com a apresentação na Galeria Zé dos Bois no passado dia 4 de Fevereiro, onde se testemunhou de um cruzamento largo com a sonoplastia de João Galvão, Rego procura partilhar palcos com todo e qualquer artista que se identifique como um humano que procura acrescentar algo ao projeto, artistas plasticos, poetas, bailarinos, sonoplastas, técnicos de luz. “É um instrumento de trabalho, de expressão, de vivência. Uma experiência extrasensorial, onde a música se transforma a cada interpretação, nunca sendo igual mas um instrumento de fomento para outras artes”.

Sobre José Rego:
Um astronauta alentejano que deambula no cosmos das sensações. Na procura eterna de quem é e quer ser, muitas vezes perdendo o caminho mas sempre a arranjar novos meios para que qualquer descoberta tenha um propósito contributivo para o si e para todos os que o rodeiam. Formado no Conservatório Regional do Baixo Alentejo, José Rego é um vivente do contraste entre o Alentejo e Lisboa onde no meio nocturno alternativo tem também actuado como técnico de som em múltiplas casas e membro integrante de projetos em que contracena com muitos outros músicos.

André Seravat & Blacci – Conflito (2023) (single) ID

André Seravat & Blacci – Conflito (2023) (single)

André Seravat edita hoje o aguardado EP de estreia “Pontos Finais”. O lançamento composto por 6 canções é uma reflexão sobre a vida do artista, uma fase terapêutica de autodescoberta, em que encontrou resiliência e equilíbrio emocional, entre as lutas, triunfos e perdas que foi enfrentando.
“O EP “Pontos Finais” não é apenas sobre o encerramento de capítulos, mas também sobre a libertação e a cura que vêm com a aceitação. Exploro uma variedade de temas desde relações e inseguranças até ao peso do passado e a necessidade de seguir em frente”, revela o cantor. “Através de sonoridades distintas, desde baladas pop, canções R&B e até produções dance-pop, cada música tem uma narrativa profundamente pessoal, servindo como um testemunho da minha jornada interior, do meu crescimento enquanto pessoa e da afirmação da minha própria identidade”, diz ainda.  
Entre os colaboradores de André Seravat em “Pontos Finais” estão Gonzalo Tau, Riic Wolf e Tyoz e os produtores Hits Mike e Diogo Costa. O EP chega com o novo single ‘Conflito’, dueto com a luso-brasileira Blacci.

“A faixa ‘Conflito’ fala sobre uma relação que acabou e cada um de nós conta o seu lado da história, destacando os desafios, ciúmes e discussões que muitas vezes persistem, mesmo após o final de um relacionamento. A forma como a Blacci canta e escreve inspira-me muito”, afirma o cantor.

“Participar nesta música com o André Seravat foi muito especial, não só pela sua energia mas também pelo tema incrível. Escrever este verso foi como um desabafo e acho que a nossa música vem para somar ao panorama pop nacional”, diz Blacci.
 
O tema ‘Conflito’ é disponibilizado com um visual realizado por António Medeiros, que acompanhou a narrativa imagética das novas canções de “Pontos Finais”. Além do novo tema, o primeiro EP de André Seravat inclui os singles ‘Sala de Espera’, editado no final de outubro, a canção dance pop ‘Fora da Lei’, que já ultrapassou os 100 mil streams, e ‘Alguém’, que contabiliza mais de 200 mil streams nas várias plataformas digitais, entrou nas 50 Canções Virais no Spotify Portugal e ganhou airplay diário na RFM e noutras rádios nacionais. 
O EP de estreia de André Seravat será apresentado ao vivo, com banda, a 11 de novembro, pelas 18h30, na FNAC Santa Catarina, no Porto.

Natural de Vila Nova de Gaia, o cantor, compositor e ator André Seravat participou na mais recente temporada do The Voice Portugal com o grupo Good Habits, integrando a equipa de Diogo Piçarra.

Depois do programa de televisão, editou o single a solo ‘Alguém’. Composta em parceria com Tyoz – cantor e compositor português que já trabalhou com nomes como Bárbara Bandeira, Blaya, SYRO, Anitta e Madonna, a canção apresenta uma mistura de sonoridades Pop e R&B, com um refrão viciante e um videoclipe realizado por Diogo Costa, o produtor da faixa. Seguiu-se o tema ‘Fora Da Lei’, uma viragem para a sonoridade dance pop, acompanhado por um videoclipe com a participação da influencer digital portuguesa Mariana Bossy, e os mais recentes ‘Sala de Espera’ e ‘Conflito’, este último um dueto com Blacci.

Com influências variadas no mundo da música, como Lil Nas X, Miley Cyrus e Freddie Mercury, o artista André Seravat é, também, um sucesso no online, com mais de 50 mil seguidores nas redes sociais e mais de 4 milhões de visualizações no TikTok.

Mendel – Moonliht Talks VF (2023) (single)

Mendel – Moonliht Talks VF (2023) (single)

Sebastião Pinto dos Santos aka Mendel, é um jovem músico em ascensão e em busca de afirmação no panorama nacional.

Mendel, cresceu envolto num ambiente musical, tendo começado com 5 anos a aprender piano, instrumento que está na génese de todas as suas composições!

Jazz, R&B e Pop são alguns dos seus estilos favoritos, o que reflete o seu gosto diversificado que ultrapassa as barreiras entre os diferentes estilos.

O jovem artista procura focar-se na criação de uma identidade musical que toque em pessoas de todas as idades, tentando em cada canção partilhar um bocadinho da sua visão sobre o mundo.

Nesta sequência, nasceu “Moonlight Talks ”, o quarto single do artista que com uma sonoridade suave e introspectiva termina um ciclo de “love songs” lançados no último ano e meio!

Nome do projeto artístico : Moonlight Talks
Nome da pessoa : Sebastião Pinto dos Santos (Mendel)
Redes Sociais : Instagram – @sebastiaoo_25/ TikTok – @mendelpds

Fumaça #3: Le Trio Joubran: o oud é uma arma (Reportagem)

Fumaça #3: Le Trio Joubran: o oud é uma arma (Reportagem)

Samir Joubran nasceu na Nazaré, Palestina. É um dos três irmãos que compõe a banda Le Trio Joubran, a quarta geração de tocadores de oud da família. “Eu gostava que a nossa música não fosse política”, diz, “mas enquanto a Palestina estiver ocupada, a nossa identidade musical continuará sob ocupação”. Ouve aqui a reportagem.
Fumaça é um projeto de jornalismo independente, progressista e dissidente de acesso livre e sem publicidade. Acreditamos que é possível ser totalmente financiados por quem nos ouve, vê ou lê. Se queres continuar a ouvir entrevistas como esta e fazer parte da nossa comunidade, contribui em http://bit.ly/2TyPKCO

PUBLICADO
quinta-feira, 28 de março de 2019, 5:09 AM

[Este episódio foi produzido para ser ouvido, não apenas lido. O que se segue abaixo é a transcrição e tradução integral de toda a peça áudio.]

Há quase um ano publicámos o primeiro episódio da série documental “Palestina, histórias de um país ocupado”. Quem a ouviu sabe que uma grande parte da banda sonora é composta por músicas da banda Le Trio Joubran. O grupo veio a Portugal a semana passada para dois concertos em Lisboa e Évora e falámos com eles.

Para perceberes melhor as referências e o contexto histórico desta conversa ouve primeiro os seis episódios da série “Palestina, histórias de um país ocupado”.

TRANSCRIÇÃO

Em 1948, mais de 800 mil palestinianas e palestinianos foram expulsas das suas casas. Durante a Nakba – ou catástrofe, em português -, mais de 500 vilas desapareceram do mapa, destruídas pelas forças militares do recém-criado Estado de Israel. Nazaré, uma das maiores cidades do norte da Palestina, foi das únicas a manter-se de pé. Resistiu à limpeza étnica e albergou milhares de famílias que fugiam da morte. A família Joubran foi umas delas.

Samir Joubran:
Acho que foi um caos, um desastre. Um desastre para todo o povo Palestiniano, para a nossa história.

Samir, Wissam e Adnan Joubran nasceram em Nazaré. Para Samir, o mais velho dos três, a palavra “ocupação” tem mais do que um sentido. Há a ocupação da Palestina, que existia há já mais de duas décadas, ainda ele não era nascido. E há uma outra, mais bonita, diz: foi ocupado pelo oud, um instrumento de cordas criado há milhares de anos.

oud é um dos mais importantes instrumentos do mundo árabe e Hatem Joubran, pai dos irmãos, um dos seus mais reconhecidos luthiers, o nome dado aos artesãos que fabricam ou reparam instrumentos de corda com caixa-de-ressonância. Os irmãos Joubran são a quarta geração de luthiers e tocadores de oud desta família. Em 2004, formaram a banda Le Trio Joubran e, no final do ano passado, lançaram o seu sexto álbum, “The Long March”, que serve de homenagem a Mahmoud Darwish, talvez o maior poeta palestiniano do último século, falecido em 2008. O nome do álbum, tal como o título de todas as músicas que o compõe, são citações do seu poema “O Penúltimo discurso do ‘Índio Vermelho’ ao homem branco”.

Samir Joubran recebeu-nos no Salão Nobre do Teatro da Trindade, em Lisboa, depois dos testes de som de mais de três horas e cinco antes de um de dois concertos que deram na semana passada em Portugal. A conversa foi dura, difícil, mas nunca tão dura quanto a realidade de quem sofre uma ocupação que se perpetua no tempo e que parece não ter fim. 

Seja toda a gente bem-vinda ao Dois Pontos: um programa Fumaça de histórias contadas com tempo. Eu sou o Ricardo Esteves Ribeiro.

Samir Joubran: 
Para mim, a Palestina é a semente que a minha avó me ofereceu da sua terra, antes de 1948. Ela veio em 1948 para Nazaré e esta pequena semente é a esperança que eu vivo hoje. Se lhe juntares água e ar, pode crescer. Para mim, a Palestina não é uma bandeira ou uma geografia. É uma noçãodo que é ser humano, de que merecemos viver sem ocupação. Nós merecemos viver sem qualquer violência, nós merecemos viver num sítio onde possamos cheirar as árvores e cheirar as flores sem ter de cheirar o gás das bombas; sem ódio. Nós não podemos viver hoje em paz enquanto a ocupação estiver deitada na nossa cama.

Ricardo Esteves Ribeiro:
Nazaré é amplamente considerada como uma das poucas cidades ou vilas que não se renderam à ocupação, expropriação de terras e limpeza étnica durante a Nakba, em 1948. Podes explicar essa história

Samir Joubran:
Eu não tinha ainda nascido para poder explicar isso, mas a história conta que Nazaré era a maior cidade do Norte da Palestina. E muitas pessoas abandonaram as suas casas durante a Nakba, em 1948, vieram de pequenas vilas para a cidade Nazaré. Penso que por causa do medo de tudo o que acontecia nos arredores da cidade de Nazaré. As pessoas fugiram do medo e da matança desses sítios e vieram para a cidade de Nazaré.

Samir Joubran:
Algumas pessoas fugiram de Nazaré para o norte, até ao Líbano ou à Síria, e hoje são refugiados. Estes são os refugiados que estão no Líbano. A maior parte deles são do norte da Palestina e, quando fugiram, acharam que iriam voltar passadas uma ou duas semanas. Ainda hoje têm as chaves com eles.

A família de Mahmoud Darwish é uma das que mantém a chave da casa que foi forçada a abandonar, em 1948. Numa carta escrita 40 anos depois, Darwish descreve como o exílio parecia ser apenas temporário: “Deixámos tudo como estava: o cavalo, ovelhas, o boi, portas abertas, jantar quente, o chamamento para a reza da tarde e o rádio sozinho – talvez tenha ficado ligado até hoje para transmitir as notícias das nossas vitórias”.

Samir Joubran nasceu e cresceu na cidade de Nazaré que, hoje, integra o território a que a maioria dos países do ocidente chama Israel. Ao contrário das pessoas que vivem do outro lado do muro da separação que Israel construiu, Samir pode viajar para qualquer parte Palestina.

Ricardo Esteves Ribeiro:
Como é viver com um cartão de cidadão ou passaporte israelita?

Samir Joubran:
Hum… tantas perguntas difíceis. Bem, é esquizofrénico. Tens um passaporte, que és obrigado a ter porque nasceste ali, mas estás sempre a lutar para dizer que és palestiniano. E, para os israelitas, ser Palestiano é algo negro, algo que não existe.

Ricardo Esteves Ribeiro:
Do you have Israeli friends?

Samir Joubran:
O que queres dizer com “amigos israelitas”? Amigos israelitas judeus? Sim, claro. Eu cresci em Nazaré, estudei hebraico nas aulas e, claro, tinha amigos. O nosso problema não é com seres humanos. O nosso problema é com políticos, com a política da ocupação. O nosso problema é com os nossos direitos enquanto palestinianos a viver dentro de Israel, para que tenhamos os mesmos direitos que toda a gente que detém o passaporte [israelita]. Agora vamos ter eleições e vês o Netanyahu [primeiro-ministro de Israel], como nas últimas eleições, a dizer: “Tenham cuidado, há uma corrida ao voto por parte dos árabes”. Isto cria separação.

Samir Joubran:
Eu vivo em Ramallah porque a minha mulher também é de Ramallah. A minha mulher tem um passaporte palestiniano e eu, apesar de ser Palestiniano, tenho um passaporte israelita.

Ricardo Esteves Ribeiro:
Então ela não pode entrar em Nazaré.

Samir Joubran:
Não, claro que não! A minha mulher não pode ir a Nazaré, não pode ir a Jerusalém. Consegues imaginar? A minha mulher nasceu em Jerusalém; é esposa de alguém com um passaporte israelita – filho de Palestinianos de antes de 1948; é mãe de duas meninas que têm passaporte israelita, ainda que sejam palestinianas; tem passaporte americano… Tu podes visitar Jerusalém e ela não.

Samir Joubran:
Eu gostava que a minha música, ou a nossa música, não fosse política, mas não podemos dizer que não seja política. Enquanto a Palestina estiver ocupada, sim, a nossa identidade musical continuará sob ocupação. Mas também é verdade acreditarmos que queremos ser livres a fazer a nossa música, porque quando te estás a libertar, quando és livre de ti próprio, podes fazer parte de um projeto de uma terra livre.

Samir Joubran:
Um longo tempo tem de passar
Antes de o presente se tornar história
Tal como nós
Vamos encarar uma longa marcha
Mas primeiro
Defenderemos as árvores que vestimos
Defenderemos o sino da noite e a lua suspensa sobre as nossas cabanas
Defenderemos o veado que salta
E as penas da águia nas asas das nossas últimas canções

Roger Waters:
Mas, em breve, irás erguer o teu mundo sobre as nossas ruínas
Irás pavimentar os nossos locais sagrados
Para criar um caminho até à lua satélite
Esta é a era da indústria
A era do carvão
Fósseis para alimentar a tua sede por bom vinho 
Há os mortos e os colonatos
Os mortos e os buldózeres
Os mortos e os hospitais
Há ecrãs de radares para captar os mortos
Que morrem mais do que uma vez nesta vida
Para captar os mortos que andam depois da morte
Os mortos que geram a besta da civilização
Os mortos que morrem para carregar a Terra
Depois de todas as relíquias terem desaparecido
Para onde, oh mestre branco, estás a levar o meu povo… e o teu?

Samir Joubran:
Porque o Roger [Waters] é uma das lendas… É a lenda da música no mundo, em primeiro lugar, como músico. Estamos a falar do fundador dos Pink Floyd. Este tipo está ao lado da causa Palestiniana há muito tempo. Ele luta por nós há muito tempo. Ele luta por justiça, não apenas para a Palestina, mas para outras causas no mundo, e nós, por acaso, soubemos que ele conhecia a nossa música. Então contactámo-lo, ele recebeu-nos em sua casa e depois dissemos-lhe “porque é que não fazemos este projeto juntos”? E isto foi uma resposta ao [Donald] Trump, depois de ele ter declarado Jerusalém a capital de Israel. Foi a nossa resposta e a de Roger Waters, com este grande poema escrito por Mahmoud Darwish.

Samir Joubran:
Bem, Mahmoud Darwish é o maior poeta do último século. No mundo, não apenas para os Palestinianos, não apenas no mundo Árabe. E nós fomos tão privilegiados por tê-lo conhecido durante 13 anos, por termos tocado com ele em tantos lugares, em todo o mundo. Para mim, Mahmoud Darwish é a identidade da Palestina, é o símbolo da nossa cultura, é o símbolo da identidade educacional pura, e daquele sonho que um dia se tornará real. É a metáfora de todos os políticos estúpidos e as suas decisões políticas. Mahmoud Darwish é o ritmo do mar em que podemos sempre nadar e sonhar com isso.

Ricardo Esteves Ribeiro:
O Roger Waters está também muito envolvido no movimento BDS (Boicote, Desinvestimento e Sanções), uma resistência contra a ocupação israelita. Ele pede também um boicote cultural a Israel e é por isso que ele se recusa a tocar lá. Apoias o BDS e o boicote cultural?

Samir Joubran:
Claro.

Ricardo Esteves Ribeiro:
E isso não significa que vocês não podem tocar em Nazaré?

Samir Joubran:
Não. 

Ricardo Esteves Ribeiro:
Já tocaram em Nazaré?

Samir Joubran:
Claro. 

Ricardo Esteves Ribeiro:
Como foi?

Samir Joubran:
Incrível. Tocámos em Nazaré, tocámos em Haifa, tocámos em todo o lado e temos uma audiência enorme em toda a parte. Este é o sítio onde eu nasci. Claro que ninguém no mundo e nenhum político nem nenhuma decisão me pode proibir de tocar no sítio onde eu nasci. Mas quando fazemos estes concertos produzimo-los nós próprios. Nunca aceitaremos qualquer convite. Nem de festivais israelitas, nem de promotores israelitas, nem… Não aceitamos qualquer patrocínio, nem parceria com o governo israelita ou o Ministério da Cultura. Produzimos tudo nós próprios, pagamos tudo nós próprios, e depois controlamos a sala e o espaço e toda a identidade.

No dia 16 de março, Roger Waters escreveu uma carta aberta ao artista Conan Osiris, que representará Portugal no Festival Eurovisão da Canção do próximo maio, pedindo que se recuse a atuar em território ocupado, boicotando o evento.

Ricardo Esteves Ribeiro:
A edição deste ano do Festival Eurovisão da Canção será em Tel Aviv. Os músicos devem boicotar a Eurovisão?

Samir Joubran:
Sim. Eu acho que Arte deve ser uma mensagem e uma mensagem muito poderosa. Boicotar alguma coisa artisticamente é a mensagem mais forte que se pode dar a políticos, porque os artistas são apaixonados pela  vida. Eles adorariam poder viver com outras pessoas, são muito sensíveis. Acho que através da arte podemos fazer passar uma mensagem muito importante. Nós não carregamos tanques, nós não carregamos bombas e não carregamos armas. Carregamos apenas a nossa cultura. Dizer não quando é tempo de dizer não. E isto é a coisa mais elementar que podemos fazer.

Ricardo Esteves Ribeiro:
Obrigado.

Samir Joubran:
Muito obrigado. Bem, isto foi duro.

Ricardo Esteves Ribeiro:
Muito obrigado.

A entrevista que fizemos a Samir Joubran e Wissam Joubran pode ser ouvida na totalidade no nosso podcast de extras. Vai à tua aplicação de podcasts e procura Extras, do Fumaça, para ouvires estas e outras entrevistas em bruto.

Nesta peça, foram utilizadas as músicas “The Trees We Wear”, “Supremacy”, “Carry the Earth” e “Time Must Go By”, do álbum “The Long March”, de Le Trio Joubran.

Retirado do website Fumaça. Link: https://fumaca.pt/le-trio-joubran-o-oud-e-uma-arma/

Bluebagbang – Bruto Amor (2023) (single)

Bluebagbang – Bruto Amor (2023) (single)

Um ‘amor vinil em lado B’, não comercial, é o tipo de sentimento retratado no novo single de bluebagbang – projeto fundado pela paulista Marina Hungria – em parceria com Márcio Lugó, que assina a produção musical. A faixa bruto amor chega hoje, 24 de novembro, às plataformas digitais, e vem acompanhada de um videoclipe criado a partir de imagens de filmes em domínio público que retratam casais LGBTQIA+, com edição de Marina Hungria. Assista aqui.

“Fizemos uma mistura com vídeos que estão em domínio público e também vídeos atuais. O que permeia o filme é o imaginário do universo homossexual, que sempre foi considerado um amor de lado b e marginalizado”, conta a artista. Foram utilizados trechos de obras audiovisuais que datam de 1894 a 2010 – um deles, inclusive, faz parte de um curta-metragem de 1961, Boys Beware, criado com o intuito de ser uma propaganda anti-gay, mas agora utilizado com o propósito de orgulho da luta contínua da comunidade LGBTQIA+.

A inspiração para a música surgiu de uma publicação do site Eu te dedico – projeto que reúne dedicatórias de livros – que dizia: “´Quando duas almas brutas, canalhas, despudoradas, cínicas e incendiárias (somos conscientes de que é isso que somos mesmo) se encontram, inacreditavelmente, surge também o amor´. E ele sempre esteve ali, ao meu lado: bebendo cerveja comigo, discutindo sobre a humanidade e distribuindo cinismo. O amor não é só delicadezas, ele tem um lado B, mais heavy e dark, autêntico, não comercial, como os vinis. E esse B-side é sempre o melhor do vinil. Somos o lado B do amor”, comenta Marina. A letra da canção começou a ser esboçada em 2013, mas só em 2022 foi finalizada, ano em que foi também gravada no Estúdio Mínimo, conduzido por Márcio Lugó, em São Paulo.

Música

Composição e Voz: Bluebagbang/Marina Hungria
Composição, Voz, Produção Musical, Guitarra, Baixo e Piano: Márcio Lugó
Trompete: Lariervas
Bateria: Bruno Marques

Videoclipe

Direção: Márcio Lugó e Marina Hungria
Edição: Marina Hungria