Yaraka – Curannera – A Sand Ánne (2023) (álbum)

Yaraka – Curannera – A Sand Ánne (2023) (álbum)

Curannera
A Sand’Ánne
Maletìmbe
Fronni d’Alia
Canto all’alie
Tuppe Tuppe (Laude drammatica) 06. Affàscene
Draunara
Chiuviti

Gianni Sciambarruto: berimbao, guitar, saz, doromb, voice Virginia Pavone: voice, harmonic bark flute, shamanic tambourine Simone Carrino: tambourine, riq, daf, kanjira, troccola, voice
Professor Anna Vozza: narrating voice in “Tuppe tuppe” Cristina Ciura: violin – Sabrina Di Maggio: violin Arianna Latartara: viola
Mirko Sciambarruto: cello
Lyrics: traditional Tarantino, Lucano, Sicilian, and Romanian repertoire Music and arrangements: Yaràkä

Website: http://zeronovenove.com/artist/yaraka/ Facebook: www.facebook.com/YarakaEnsemble/ Instagram: www.instagram.com/yarakaensemble/

Recorded, mixed and mastered by Mimmo Galloppa at Perfect Waves Studio
Photo: Valentina Pavone – Bodypainting: Alessandro Matassa – Artwork: Giulio Rugge
Digital distribution: Believe
Physical distribution: Self (Italy), Xango Music (Belgium, Netherlands, Luxembourg)
Produced by Zero Nove Nove www.zeronovenove.com www.facebook.com/zeronovenove099 www.instagram.com/zeronovenove

Cabrita – 49th Birthday Blues (2023) (single)

Cabrita – 49th Birthday Blues (2023) (single)

Cabrita, músico e produtor há mais de 34 anos e com uma extensa discografia, lança um novo single “49th birthday blues”. Este tema surge depois de editar o seu disco de estreia (o homónimo “Cabrita” de 2020) e antecipa o lançamento do seu segundo disco a solo, que terá novamente o selo Omnichord Records. 

“49th birthday blues” é uma contemplação feita em solidão, uma reflexão sobre a fugacidade do tempo, mas convida na mesma ao passo de dança e ao festejo, não deixando de ser uma celebração.

É nesta ambiguidade e dicotomia do tema que surgiu também a vontade de estabelecer uma parceria para a realização do videoclipe oficial com a COLA Animation (cooperativa de animação recentemente nomeada ao Oscar de Melhor Curta-Metragem de Animação com o filme “Ice Merchants” de João Gonzalez).
Este vídeo é lançado a 19 de maio no canal de YouTube da Omnichord Records e tem a realização de Bartosz Stepnik.

“49th birthday blues” já está disponível em todas as plataformas digitais.
Sobre Cabrita:
Músico e produtor há 34 anos com uma já extensa discografia. Fez parte dos Sitiados, Kussondulola, Despe e Siga, os Assessores de Sérgio Godinho, Cacique’97, Virgem Suta, Dead Combo, entre outros. Vem feito vários trabalhos de teatro, publicidade, televisão e cinema como músico e/ou director musical. Trabalha mais esporadicamente com Zeca Baleiro, Caetano Veloso, Zeca Pagodinho, Rui Veloso, Vitorino, Martinho da Vila, Cool Hipnoise, Paulo de Carvalho, Jorge Palma, Orelha Negra, Virgem Suta, D.A.M.A. XWife, Selma Uamusse, entre outros.
Em 2020 Lançou CABRITA, o seu álbum de estreia, um disco de colaborações para celebrar os seus 30 anos de carreira.

Em 2022 lança CACHORRO SEM DONO, uma banda sonora imaginária escrita e produzida em parceria com Stereossauro.

Neste momento encontra-se a preparar com a sua banda  o novo espectáculo para promover o 2⁰ álbum.

Ficha técnica:
Música: João Cabrita
Bateria e percussão: Filipe Rocha
Saxofones e sintetizadores: João Cabrita
Produzido por Rui Gaspar
Gravado nos estúdios NTP por João Cabrita e na Casota por Rui Gaspar
Misturado e masterizado por Guilherme Gonçalves

Cultoras #8 – Camila Yáñez Muñoz

ela. li – Choradeira (2023) (single)

ela. li – Choradeira (2023) (single)


ela . li lança primeiro single ‘Choradeira’


A cantora, compositora e cineasta lisboeta ela . li estreia-se em nome próprio com o single ‘Choradeira’, que chega esta sexta-feira, dia 12 de maio. Escrita e produzida pela artista com Tayob J., a canção pop é o tema título e o cartão de visita daquele que será o primeiro trabalho discográfico da artista.
‘Choradeira’ é um manifesto à aceitação da dor como parte natural do processo de superação, uma aprendizagem que nos torna mais fortes e permite criar algo maravilhoso no seu lugar.


“Este tema é um pedido meu para que alguém leve a dor, mas quem me responde é ela mesma. Na parte falada da música é a minha dor que fala comigo. É uma perseguição de duas metades que não se podem separar: eu tento deixá-la, mas ela vem sempre atrás de mim.”, refere  ela . li.


O primeiro single da cantautora é acompanhado por um videoclipe realizado por Diana Antunes, que percorre a narrativa da música.


ela.li tem já uma vasta experiência de palco, graças a colaborações com artistas como Mirror People ou Flak, bem como uma passagem pelo Festival da Canção 2019, com o nome artístico Ela Limão.


‘Choradeira’ é o tema que dá nome ao disco de estreia de ela . li que será lançado em 2023.

Vasco Ribeiro & Os Clandestinos – Vida De Cao (2023) (single)

Vasco Ribeiro & Os Clandestinos – Vida De Cao (2023) (single)
Vida de Cão é o novo single de Vasco Ribeiro & Os Clandestinos, do futuro álbum Formas de Estar, a sair em finais de 2023. Baseado numa história verídica. Sobre os sonhadores ébrios nas noites escuras, os que não se adaptam às normas regentes, e que por más decisões ou falta de sorte, deambulam por aí sem direção aparente.
Vasco Ribeiro, juntamente com os Clandestinos, renovam elegantemente o folk português. Caracterizados pela voz e forte componente lírica do cantor e compositor Vasco Ribeiro, e pela diversidade sonora clandestina, convergem a música popular portuguesa com os tons e temáticas da modernidade.
Fortemente influenciados pelo cancioneiro português, bebem de sonoridades que vão desde o folk, rock, ao jazz e à bossa.

My Noisy Twins – Ghost Clubbing (2023) (EP)

My Noisy Twins – Ghost Clubbing (2023) (EP)

Descrição: Durante o processo criativo de produção do meu 3° álbum, que será lançado em Setembro, foi nascendo o desejo de percorrer uma zona inexplorada mais focada num registo clubbing. Dessa intenção, apareceram algumas músicas mais disruptivas em relação ao que produzi até agora e que não faziam sentido entrar neste álbum, mas podiam fazer parte de outro trabalho discográfico mais concreto e inteiramente relacionado com essa cultura e estética. Gradualmente, foi-se revelando, até ao momento em que compreendi que iria lançar dois álbuns no mesmo ano. Distintos, talvez até antagónicos, mas foi nesse entendimento que surgiu “Ghost Clubbing”, como uma aparição, um mecanismo para subverter a norma e os processos já por mim padronizados. 

Sinopse: “Com um foco óbvio na cultura clubbing e combinando atmosferas e elementos de jazz com ritmos de house e uk garage, “Ghost Clubbing” revela a faceta mais uptempo da discografia de My Noisy Twins até à data. Tons e acordes luminosos, sopros envolventes, baixos sincopados e batidas swingadas típicas das pistas de dança dos ’90s/ 2000s”. 

Com mistura e masterização de José Veiga e artwork de Jorge Cunha Machado, “Ghost Clubbing”, foi lançado em exclusivo no Bandcamp e em breve estará disponível nas restantes plataformas digitais.

Kikomori – Singles: “Live Alone” e “What If” (2023) ID

O single “live alone” junta-se ao recentemente editado “brainrot” e antecipa o lançamento do segundo EP de originais do artista, “In the Blink of an Eye”, com data de edição agendada para 19 de maio. Estas duas canções são já um vislumbre para o próximo trabalho do artista que continua a construir numa identidade musical onde R&B, city pop, hip-hop e música de videojogos coabitam em igual medida, culminando num dos resultados mais idiossincráticos da pop electrónica produzida actualmente a nível nacional.

kikomori, sobre este novo single, refere que “talvez seja a canção mais íntima que já escrevi. Esta é sobre uma relação à distância entre duas pessoas que querem manter-se juntas a todos os custos, enquanto tentam dar espaço um ao outro para crescer individualmente, tentando suportar os sonhos e planos de vida um do outro, para que um dia se possam vir a realizar. Embora estar sozinho possa ser uma ideia inquietante, uma pessoa nunca está realmente sozinha desde que exista este apoio.”

“live alone” é um tema produzido, escrito, misturado e masterizado por kikomori.

O EP de estreia (editado em 2022) intitulado “Game Over”, já acumulou mais de 2 milhões de streams no Spotify e um dos seus singles foi inclusivamente destacado pelo produtor norte-americano Mark Ronson numa playlist de Spotify semanal curada pelo próprio.
“what if” é o novo single de kikomori, projeto e alter-ego artístico de Frederico Medeiros, músico multi-instrumentista e produtor natural de Mafra e um dos nomes emergentes da pop portuguesa.

O single “what if” junta-se ao recentemente editado “live alone” e “brainrot”, antecipando o lançamento do segundo EP de originais do artista, “In the Blink of an Eye”, com data de edição agendada para 19 de maio.

Estas três canções são já um cartão de visita ao próximo trabalho do artista que continua a construir numa identidade musical onde R&B, city pop, hip-hop e música de videojogos coabitam em igual medida, culminando num dos resultados mais idiossincráticos da pop electrónica produzida actualmente a nível nacional.

kikomori, sobre este novo single, refere que “é uma canção de bedroom pop melancólica em que procurei explorar o tema de reflexão. Creio que em tempos de grande incerteza, o melhor que podemos fazer é refletir e pesar bem todas as possibilidades, em vez de desesperar e tomar decisões impulsivas. No entanto, somos também fruto de muitas decisões impulsivas, que nos ajudaram a definir quem somos hoje em dia.”

“what if” é um tema produzido, escrito, misturado e masterizado por kikomori.

Os dois singles de antecipação de “In the Blink of and Eye” editados em março e abril de 2023 já contam com mais de 50 mil audições no Spotify.
Quem é kikomori?
kikomori é o alter-ego artístico de Frederico Medeiros, multi-instrumentista e produtor musical natural de Mafra (Lisboa).
A música foi rápida a atravessar-se na vida de Frederico, aos 10 anos de idade entra na Escola Artística de Música do Conservatório Nacional para aprender piano, mais tarde passa também pelo Hot Clube em Lisboa e forma-se em jazz e piano. Mais recentemente acaba o curso de “Advanced Diploma in Music Production and Sound Engineering” na Abbey Road Institute em Amesterdão (Países Baixos).
Em 2020 é destacado na colectânea dos Novos Talentos FNAC e edita o seu EP de estreia enquanto kikomori em 2022, “Game Over”, que já conta com mais de 2 milhões de audições no Spotify. Um dos singles foi deste EP foi inclusivamente destacado pelo produtor norte-americano Mark Ronson numa playlist de Spotify semanal curada pelo próprio.
Hoje em dia produz centenas de projetos musicais nacionais e estrangeiros, mas no seu projeto a solo explora territórios musicais entre o bedroom pop, city pop, R&B e hip-hop.

Meia Cura – Ritual (2023) (álbum)

MeiaCura lançam o álbum “Ritual”

A banda MeiaCura anuncia o lançamento do seu primeiro álbum, Ritual, em todas as plataformas de streaming, no próximo dia 12 de Maio. O concerto de lançamento acontece dia 20 de Maio no Auditório Municipal de Arruda dos Vinhos.


Ritual descreve a nível artístico diferentes perspetivas dos processos envolventes de MeiaCura. O conceito do álbum, explícito e metódico (mesmo que abstrato e invisível ao ouvinte, com exceção a referências literárias e poéticas) não se limita a restrições quasi religiosas. A narrativa é a fonte abstrata que cria o universo musical e suporta as faixas como um todo. O álbum contou com Gravação e Mistura por João Oliveira e Masterização por Tiago de Sousa.

MeiaCura é um projeto de auto regeneração perante aquilo que enfraquece o Ser Humano, criado por Daniel Constantino (teclas, voz), Tiago Matos (teclas, voz), David Mourão (saxofone, percussão, voz), António Branco (eletrónica, percussão, voz) e João Tojeira (gaita de foles, guitarra portuguesa, percussão, voz). A banda combina influências da música portuguesa com jazz fusão, dance music, trance, funk, experimentalismo e World Music.

SINGLE PÓ NO CHÃO: 
https://www.youtube.com/watch?v=wsWCW9YgLFw

SINGLE NASCIMENTO:
https://youtu.be/6BgcRzHkn5g 


SINGLE NASCIMENTO:
https://drive.google.com/file/d/1J19TMMtbCrcA1dLbYOHlXc6-uI1ZuxLg/view?usp=sharing


BANDCAMP:
https://meiacura.bandcamp.com/
 

YOUTUBE: https://www.youtube.com/channel/UC6GKBcI98tR_Vyh54IcTE5w
 

SITE OFICIAL:
https://meiacura.pt/
 

INSTAGRAM:https://www.instagram.com/meiacura/

Hadessa – Singles: “Ruina”, “Mãe”, “Dedos da Mão”, “Força Motriz” (2023)

Hadessa – Singles: “Ruina”, “Mãe”, “Dedos da Mão”, “Força Motriz” (2023)

HADESSA, artista emergente da música portuguesa, depois de ter apresentado o seu mais recente single e vídeo “Ruína”, lança agora entre o 25 de Abril e o Primeiro de Maio um tríptico de lyric vídeos e singles. Três canções sobre luta, numa altura em que se assinala a luta pela liberdade e dos trabalhadores.



”Mãe (Elegia)”, “Dedos Da Mão” e “Força Motriz (ft. Mitó Mendes)” são canções com letras escritas pela própria artista e que refletem em muitos dos temas relevantes na história de HADESSA, tanto quanto artista como quanto pessoa. São lançadas assim em conjunto e num formato de lyric vídeo para que todos possam facilmente ler as palavras da artista.



Três canções centradas na desigualdade de género e desigualdade social. HADESSA reflete, nas suas palavras, na forma como dentro das famílias heteronormativas as mulheres trabalham o dobro, sobre como os trabalhos associados aos cuidados (como as limpezas ou a responsabilidade sobre crianças) são também, pela questão de género, amplamente precários e mal remunerados. São músicas sobre como quando falamos de Abril de 74 não só falamos quase sempre de homens protagonistas (quando as mulheres sempre estiveram presentes na luta contra a ditadura), mas também como esta revolução está inacabada: falta cumprir a verdadeira igualdade, o direito à saúde, educação e habitação.

HADESSA refere: “Depois de apresentar os meus primeiros singles, ‘Fortuna’ e ‘Ruína’, que delimitam o espectro do meu álbum de estreia, apresento três singles entre o 25 de Abril e o Primeiro de Maio, datas a que me faz todo o sentido ligar a estes lançamentos.

Chamo-lhes Tríptico porque apesar de integrarem o longa duração, também constituem uma narrativa própria. Se o conceito do álbum ‘Fortuna’ passa pelo questionar do que é o destino e o livre arbítrio, nestes três temas passamos por três momentos da tomada nas mãos do nosso próprio destino: a constatação da realidade, a negação das injustiças e a faísca da consciência, a ação e a incitação à revolta. São músicas de intervenção, na medida que não foram escritas só como forma de expressão artística, mas com uma responsabilidade política e social com a qual espero impactar o meu público.”Das três canções surge também uma parceria importante e única neste disco de estreia de HADESSA, o tema “Força Motriz” é cantado a duas vozes, com a participação da artista Mitó Mendes (Naifa, Señoritas). “Fortuna”, disco de estreia de HADESSA é lançado a 11 de junho, dia em que os romanos celebravam a deusa Fortuna.

Cristobal Rey – Brisa Do Sol (2023) (single)

Brisa de Sol é uma música refrescante em português com nuances brasileiras e progressivas que nos levam de volta aos anos 80, mas com um tom mais psicodélico e sul-americano. Uma história de reencontros que, como um feitiço, o tempo não consegue vencer e não há escolha a não ser se render e retomar uma história de amor que transcende o tempo. Cristóbal Rey está reformulando o toque tradicional do charango com uma abordagem progressiva clássica, retratando a mistura de países onde viveu e a música que costumava ouvir quando adolescente.

Com base em Berlim a banda esta em busca de parcerias, portanto você é super bem-vindo para ouvir o álbum inteiro.

https://www.cristobalrey.com/new-album (senha: tropicalandes) 

Também no site, você pode encontrar mais informações sobre nós. www.cristobalrey.com
Aguardamos seu contato!

@cristobalreymusic

Daniel Catarino – Fado Do Caixão (2023) (single)

Daniel Catarino – Fado Do Caixão (2023) (single)


Depois de nos apresentar o lado biográfico e irónico de Megafauna com o primeiro single “Berço de Ouro”, Daniel Catarino leva-nos agora a territórios mais sombrios do rock em “Fado do Caixão”, onde a crueldade humana para com as outras espécies parece não ter limites.


A volúpia do baixo, a assertividade da bateria e o dedilhar da guitarra criam tensão sob um negrume de sussurros em crescendo, que explodem no choro de um slide a deslizar pelas cordas. Somos confrontados com o enterro de um gato vivo, a imolação de uma cadela grávida, e um boi que jaz ao lado de «alguém com uma farpa na mão», numa simbiose que só a morte torna possível.


“Fado do Caixão” já está disponível nas plataformas digitais e vem acompanhado de um videoclipe realizado pelo próprio.


DISCO MEGAFAUNA


Observar o mundo de perto com olhos de satélite


Megafauna é o primeiro disco da Trilogia Bioma, em que o artista alentejano migrado no Porto se propõe a ligar metaforicamente as diferentes formas de vida com as especificidades humanas, a explorar a relação tóxica entre humanos e as outras formas de vida do planeta. O álbum surge 2 anos depois do EP Isolamento Voluntário?, e 4 anos após o LP Sangue Quente Sangue Frio. Desde 2018 que Catarino se apresenta ao vivo em power trio, e o formato vê agora a sua sonoridade impressa neste novo registo, com mais rock para reforçar a acutilância das palavras.


O novo disco de Daniel Catarino aborda dúvidas existenciais sem propor qualquer resposta e se questiona sobre quem se acha no direito de ter certezas. É um disco de cantautor, mas com os amplificadores bem altos.


A fauna proposta no título do álbum surge representada logo no primeiro tema, “Manequim”, e propaga-se por “Fado do Caixão” e “Olho do Tubarão”, que retratam os humanos pela forma como tratam os animais e os seus habitats, entre porcos a que só é reconhecido valor pelo sabor dos seus cadáveres, repastos de peixes em extinção, cães e gatos maltratados, e um tubarão que chora plástico.


Musicalmente, é rock. São canções rock despretensiosas, interpretadas maioritariamente no formato power trio que apresenta ao vivo, com momentos de psicadelia não conformada. É possível que não seja disco de deixar a rodar enquanto se escreve uma tese de mestrado ou se lava a loiça. Há malhas de guitarra que entram para furar os ouvidos, as letras tanto dão coices como carícias, o baixo dança de crista em riste, a bateria evoca pentagramas. Se os tipos do grunge não tivessem morrido, talvez soassem assim agora. É rock, com a honestidade que se lhe deve quando se tenta observar a vida de perto com olhos de satélite. Só dúvidas, zero respostas.


Megafauna é lançado em vinil, CD e nas plataformas digitais a 5 de Maio, pela editora portuense Saliva Diva. Foi produzido pelo próprio com Ricardo Cabral e Manuel Molarinho (Baleia Baleia Baleia) no entretanto gentrificado Quarto Escuro, no Porto.


Com a base rítmica fornecida por Molarinho (baixo) e Xinês (bateria), o disco conta com as participações de Francisco Lima (Conferência Inferno), Rodrigo Pedreira (Duas Semicolcheias Invertidas), e o coro formado por Angelina Nogueira e Rebecca Moradalizadeh. A masterização ficou a cargo de Joel Figueiredo (Omitir) e a arte gráfica foi criada por Cristina Viana.


Os concertos de apresentação confirmados são: 29 de Abril no GentriFest no Porto, 6 de Maio na CRU em Famalicão, 12 de Maio no Capote Fest em Évora, 24 de Junho no Maus Hábitos em Vila Real e 20 de Agosto nas Festas de São Fecundo em Abrantes.


https://danielcatarino.bandcamp.com
https://www.instagram.com/catarinod
https://www.facebook.com/catarinodaniel
https://salivadiva.bandcamp.com

Cultoras #7 – Rosa Jiménez Cornejo