Homem em Catarse – Mergulho no Cávado (2025)(2025) (single)
Homem em Catarse – Mergulho no Cávado (2025)(2025) (single)
A vontade e o desejo estão na liberdade de um mergulho. Tirar a roupa a correr, um quase tropeçar nas raízes das árvores, antes de mergulhar no rio onde a cidade não manda. Da liberdade à libertação nas águas mais densas, dança-se e celebra-se a possibilidade das coisas simples, das asas não cortadas, dos últimos redutos sem rede antes que a selva de betão expluda.
“Mergulho no Cávado (2025)” celebra um pássaro revigorado, um “Guarda-Rios” num voo picado, mostrando-nos que, para ele, a liberdade de um rio ainda impera. É nele que as coisas simples da mãe- natureza nos mostram que as âncoras de mundo ainda são melhores. Se desligarmos os dados móveis podemos homenagear, com gratidão, a dança que a liberdade de um mergulho no rio nos promete.
Os rios sempre foram inspiração para Homem em Catarse, e o Cávado foi o primeiro de todos. Dez anos depois celebra-se o primeiro álbum com uma nova, fresca e dançável versão de “Mergulho no Cávado”, a que seguirá uma reedição em vinil de “Guarda-Rios”. Curto, mas especial, este registo catapultou Homem em Catarse para a estrada e para um trajeto sempre ascendente, bem próprio na nova música portuguesa da última década.
Caco – Nós (2025) (single)
Caco – Nós (2025) (single)
‘Nós’ é o novo single de CACO
Depois de, em 2024, apresentar o single ‘Voltar p’ra Ti’ onde explora o conceito de vulnerabilidade no seu mais puro significado, num ritmo dançante mas ainda assim emotivo, CACO apresenta o single que dá continuidade a estes temas, ‘Nós’.
A artista conta com um álbum de estreia editado em 2021, ‘Sen-t(ir)’, e o novo single é também um ponto de partida, tal como ‘Voltar p’ra Ti’ foi, para os próximos passos na carreira de Caco.
As sonoridades exploradas são cada vez mais próprias e num caminho de procura daquela que é a sua expressão musical, tanto a nível sonoro como a nível lírico.
Depois de contar com um tema do seu primeiro álbum na novela ‘Festa é Festa’ da TVI, da sua participação no programa Ídolos sendo uma das 15 finalistas, de ter aberto o concerto da Bárbara Bandeira e do rapper T-Rex na Expofacic, e ainda ter participado no Festival Agit’Águeda, Caco volta aos lançamentos com uma canção que diz ser o espelho da libertação, seja numa relação seja pessoalmente.
Carolina Félix, de nome artístico CACO, é natural de Tomar e tem vindo a construir o seu caminho na peculiaridade que é o seu timbre e a sua maneira de escrever canções.
“Esta canção fala da libertação (a muito custo) daquilo que nos prende a uma pessoa que amámos, daqueles “nós” invisíveis que fomos atando ao longo de um período de tempo e que hoje nos prendem ao passado e nos impedem de viver o presente.” Afirma a cantora, e acrescenta: “É uma canção dividida em “duas partes” – uma de “aceitação triste” e a outra em que entramos numa atmosfera tão envolvente que conseguimos ir instantaneamente para o momento da raiva e da angústia de não ter dado certo.”.
Depois deste lançamento, CACO contará com vários lançamentos ao longo do ano, completando, quem sabe, um próximo longa duração a sair em 2026. Por agora, é em ‘Nós’ que nos devemos focar, na sua nova canção e no que realmente queremos – liberdade, aceitação e cura.
“Apesar de querer fazer da música a minha profissão, a música é a coisa mais pessoal para mim e gosto de saber que ponho canções no mundo que me façam sentido no momento em que as lanço.” Conclui CACO.
Marta Bettencourt – Só a Lua Sabe (2025) (single)
Marta Bettencourt – Só a Lua Sabe (2025) (single)
Novo EP “Conversas Com A Lua” de Marta Bettencourt disponível a 9 de maio
O primeiro EP de Marta Bettencourt é um retrato honesto e cru de um período de grande transformação na vida da artista. Gravado em formato acústico, o projeto revela canções intimistas que exploram temas como o amor, a amizade, a família e a relação consigo mesma.
“Este EP surgiu numa fase em que passei por muitas mudanças e em que cresci muito em todas as áreas da minha vida”, partilha Marta. “As canções falam sobre isso mesmo. Creio que o facto de tudo soar muito orgânico e cru é o que faz com que as pessoas se conectem com a minha música.”
A simplicidade dos arranjos acústicos permite que a vulnerabilidade das letras se destaque, criando uma experiência sonora sincera e emocional.
O tema de destaque do primeiro EP de Marta Bettencourt, “Só a Lua Sabe”, é mais do que uma canção — é uma celebração do amor e da amizade. “Foi a primeira música que escrevi em português e, por isso, é muito especial para mim”, partilha Marta.
“Só a Lua Sabe” veste-se de Bossa Nova e nostalgia. Fala de uma confissão de amor feita a um amigo — aqui representado simbolicamente pela lua -, sendo que o dueto com João Miguel eleva a melodia.
“É uma Bossa Nova e sinto que evoca um sentimento enorme de felicidade e de nostalgia do verão. Com a voz incrível do João Miguel a completar, ‘Só a Lua Sabe’ é a música perfeita para este verão”, acrescenta a artista açoriana.
Este é o tema que abre caminho para o universo cru, acústico e emocional do EP de estreia de Marta Bettencourt — uma nova voz da pop portuguesa com raízes no Jazz e na Folk, e que promete deixar marca pela sua autenticidade e sensibilidade musical.
Marta Bettencourt é uma cantautora de Ponta Delgada, nos Açores, que se mudou para a capital na procura pelo seu sonho. Já com quatro singles cá fora, lança este ano de 2025 o seu primeiro EP a solo. Com influências do Jazz e da música Folk, introduzidas no universo da Pop, as suas composições juntam os conhecimentos adquiridos durante a sua licenciatura em Jazz e Música Moderna, com uma certa ingenuidade refletida nas suas letras e com um instrumental acústico que traz uma certa frescura à Pop. Fala-nos de vários assuntos com os quais os ouvintes, facilmente, se relacionam como, a amizade, a família, o amor, entre outros.
Disponibilizamos “Só a Lua Sabe” em WAV e MP3 para se tiverem interesse em incluir o tema na programação. Caso queiram também entrevistar a Marta, estou totalmente disponível para agendar.
La Negra – O Canto (2025) (single)
La Negra – O Canto (2025) (single)
La Negra edita EP de estreia “Deus Só” – um grito íntimo de liberdade e transformação
A artista e performer La Negra acaba de lançar o seu EP de estreia, “Deus Só”. Com quatro faixas, este primeiro trabalho afirma uma identidade sonora e artística singular no panorama nacional, explorando o poder transformador da solidão e a complexa dualidade da existência humana.
“Deus Só” é apresentado esta noite em Lisboa, no Teatro Ibérico, num concerto com início marcado para as 21h. O espetáculo contará com a primeira parte de Joana Guerra, num concerto de voz e violoncelo, e com as participações especiais dos performers Frederico Barata e Duarte Melo.
A acompanhar La Negra em palco estão os músicos Ricardo Martins (bateria) e Alexandre Bernardo (guitarra e teclados), compositores e produtores do EP, cujo trabalho em conjunto dá forma a uma sonoridade que se move entre o pop cósmico, a música urbana, o spoken word e o fado, numa paisagem sonora intensa, emocional e ritualística.
Com letras, composição e voz de Sara Ribeiro, “Deus Só” é uma viagem sensorial e política, mística e profundamente pessoal. A artista explica: “Fechei os olhos para ver e coloquei-me a sós. Dei por mim perplexa e maravilhada com a complexa dualidade da existência humana: criadores todos nós, matamos com a mesma leveza com que fazemos nascer; tão fortes e tão frágeis. Tenho urgência em falar, tenho a urgência do fogo na voz.”
Cada tema assume-se como um manifesto – um convite ao empoderamento individual, ainda que silencioso e invisível, enquanto força de crescimento coletivo. A dramaturgia interna de cada canção guia os ouvintes numa jornada profunda e emocional, onde a solidão se revela como semente de revolução, consciência e resgate interior.
Depois de Lisboa, La Negra segue com uma série de concertos para apresentar o EP ao vivo: 17 de maio na Cooperativa Mula no Barreiro, e a 24 de maio na Sociedade Harmonia Eborense, em Évora.
Ao vivo, La Negra é um corpo em movimento e palavra em combustão. Um concerto seu não se limita ao palco: é um campo vibrante de manifestação coletiva, onde a música convoca, desperta e transforma. É uma experiência sensorial onde se cruza o lirismo da voz com a fisicalidade da performance, amplificada por uma linguagem musical que se recusa a ser contida em categorias fixas.
Sara Ribeiro, aka La Negra, é artista e maga – nas palavras, na voz e na presença. Em palco, transfigura-se em canal e impulso. Une a performance vocal e física camaleónica a uma expressão emocional indomável, capaz de elevar corações e limpar almas. Ao lado de Ricardo Martins e Alexandre Bernardo, músicos e coautores do projeto, La Negra encontra o espaço ritual onde o som é manifestação de liberdade e consciência.
O EP “Deus Só” já se encontra disponível em todas as plataformas digitais.
GANA – Manhãs de Nevoeiro Ft. Maze (2025) (single)
GANA – Manhãs de Nevoeiro Ft. Maze (2025) (single)
“Manhãs de Nevoeiro” é o 2o single de avanço do 1o álbum dos GANA e conta com a participação do rapper Maze, membro do lendário grupo de hip-hop português Dealema, e de Cátia M. Oliveira (A Garota Não).
“Manhãs de Nevoeiro” demonstra outra face da banda, em comparação com o anterior “Mundo a Sós” (feat. Andrea Verdugo), na qual se revela a prevalência do rap consciente com preocupação poética pincelada pela spoken word. “Manhãs de Nevoeiro” invoca o conceito da morte metafórica, como que um portal para a superação atravessando um O videoclipe de “Manhãs de Nevoeiro”, realizado por Tiago Cerveira, demonstra o potencial performativo da banda num ringue de kickbox intercalado por duas lutadoras que posicionam o ritual do combate como uma metáfora para o exigente percurso do quotidiano. A cidade de Coimbra serve de plano de fundo, culminando na partida do último comboio da Estação Nova da cidade antes do seu encerramento, espelhando a transformação da urbe, a sua morte e esperança no renascimento.
“Manhãs de Nevoeiro” é o segundo episódio de um disco composto por 14 faixas cuja edição está prevista para o último trimestre do ano e conta com a participação de outros artistas portugueses, além de Andrea Verdugo, Maze e A Garota Não.
So Dead – Roadkill (2025) (single)
So Dead – Roadkill (2025) (single)
Depois de em Janeiro lançarem o single “PUSH”, os So Dead estão de volta com “Roadkill”, o lado A de um novo 7” que marca o início de uma nova fase: mais ácida e mais incisiva. A faixa é uma descarga de inquietação ou anti-apatia, com uma lírica que oscila entre o desabafo e o confronto emocional.
Este single dá-nos mais um vislumbre do novo álbum, com lançamento marcado para o final de maio, onde os So Dead disparam sem rodeios contra o estado do mundo.
Do outro lado, “I Shot JFK”, mostra o título provocador que antecipa uma viragem mais politizada da banda.
Está dado o pontapé de saída de um disco que promete não deixar ninguém indiferente!
O 7″ está disponível na Lucky Lux numa edição de autor super limitada.
Bermim – Renascer (2025) (single)
Bermim – Renascer (2025) (single)
Bermim é um projeto musical acústico que nasce inspirado na resiliência, serenidade e paz da planta que lhe dá o nome. É constituído pelos músicos do norte de Portugal Filipe Fonseca, Duda (Maria Eduarda) e do galego Marcos Fernandez. Este primeiro disco reúne composições de vários autores açorianos, como Carlos Alberto Moniz, António Bulcão, Zeca Medeiros, Aníbal Raposo, Luís Alberto Bettencourt, e as de Filipe Fonseca, que também assina todos os arranjos musicais, onde se destaca a introdução da sonoridade da viola da terra, pelas mãos de Marcos Fernandez. Bermim valoriza a poesia de Natália Correia, Gabriela Silva, Victor Rui Dores, entre outros, fazendo levar ao público a essência da força da palavra cantada por Duda. A primeira amostra do disco de estreia é a canção da autoria de Filipe Fonseca, “Renascer”.
Nos dias 16 e 17 de maio o disco de estreia será apresentado em concerto no Teatro Faialense, no âmbito do 50º aniversário da RTP Açores. Os Bermim vão contar com alguns convidados especiais como Aníbal Raposo, António Bulcão, Carlos Alberto Moniz, Luís Alberto Bettencourt e Zeca Medeiros.
Bermim é uma viagem musical que homenageia as raízes e a criatividade que ligam o continente às ilhas, oferecendo uma experiência profunda e autêntica em que a herança cultural se funde com a originalidade, criando uma sonoridade única, envolvente e contemporânea. Apesar do disco de estreia ser inspirado em compositores açorianos, o objetivo de Bermim é explorar várias sonoridades e conceitos, sempre com a música portuguesa como pano de fundo.
“Bermim é uma planta que dá uma flor de pétalas brancas, símbolo de paz e tranquilidade, mas também de resiliência e capacidade de adaptação devido à sua habilidade de crescer em ambientes costeiros e adversos.
Assim também é a canção que, na sua efémera duração, existe e resiste.
Por isso, Filipe Fonseca convida Duda e o Marcos Fernandez, e concebe “Bermim”, um projeto acústico que celebra a essência da música, numa viagem que cruza olhares a partir de diferentes ambientes sonoros e padrões melódicos, a par de diferenciados universos poéticos bastante reveladores.
O que escutamos é um misto de emoções, sentimentos e estados de alma a par de inquietações que questionam o sentido das coisas e da vida” – por Victor Rui Dores
The Pages – Ordinary Love (2025) (single)
The Pages – Ordinary Love (2025) (single)
“Ordinary Love” é o mais recente single do primeiro disco dos The Pages a sair no próximo dia 30 de Maio com o selo da Lux Records
Saiu no passado dia 22 de Abril este single de antecipação do primeiro LP dos The Pages. “Ordinary Love” é um single apaixonante e intrigante, marcando um compasso tranquilo e envolvente. Vem acompanhado de um vídeo elegante e sedutor, tal como a música, que fala do amor nos dias de hoje.
Os The Pages são o Philip Page na voz, Stephon Page na voz e guitarra, Peter Page no baixo e Casper Page na bateria. Nasceram em fevereiro de 2023 e foram inicialmente pensados para homenagear os Secret Affair, criando para o efeito um estilo dentro do conceito Mod Revival/Power Pop.
Em Maio de 2023 editaram o seu primeiro single “God Save The President” que foi incluído na compilação This Is Camouflage Records 20, tendo-se estreado ao vivo a 11 de Novembro de 2023 no Cine Teatro de Corroios com Maloio e os escoceses The Outcasts.
Sempre com o revivalismo demarcado, os The Pages trazem o estilo Mod aos palcos de Portugal, mantendo-o bem vivo.
No dia 1 de Abril de 2024 foi editado um split LP com a banda sevilhana do Revival, The Neuras, tendo como antecipação o single “Circle of Life“ que saiu no dia 28 de Fevereiro. Contou com o selo da Lux Records. Depois de terem tocado em várias salas do país e de Espanha, preparam-se agora para lançar o primeiro disco We Are The Pages!, a sair no dia 30 de Maio de 2025 com o selo da Lux Records e com apresentação no dia 31 na Blackbox do Cineteatro Ginásio Clube de Corroios na companhia dos The Neuras.
Fritz Kahn and The Miracles – Love knows (2025) (single)
Fritz Kahn and The Miracles – Love knows (2025) (single)
Fritz Kahn and The Miracles lança “Freedom” — um EP de intervenção sobre a liberdade como estado transitório
Depois de “Attila, the Crow”, editado no ano passado, Fritz Kahn and The Miracles regressa aos lançamentos com “Freedom”, um novo EP que explora, de forma clara e direta, a liberdade enquanto estado instável, ameaçado e, por isso mesmo, urgente. A acompanhar o disco, é lançado também o single “Love Knows”.
“Freedom” é uma obra de intervenção. Em tempos em que se normalizam discursos autoritários e se diluem direitos adquiridos, o projeto assume uma posição. A liberdade pode ser passageira — mas vale sempre a pena lutar por ela. A capa do EP, onde uma onda prestes a desfazer-se na areia transmite essa mesma ideia, sublinha que, mesmo efémera, a liberdade deixa marca.
O disco é composto por cinco temas, cada um com uma identidade própria, mas todos ligados por um mesmo fio condutor: a busca, a resistência e a dignidade.
“Love Knows” abre o EP com um olhar sobre a perda. Fala das vozes que desapareceram, das memórias que resistem e da fé num amor transformador, mesmo em contextos de violência e esquecimento. A letra e voz pertencem a Gonçalo Serras, criador do projeto, e a produção musical esteve a cargo de Rúben Alves, que também assina a orquestração e interpreta o piano. Mário Delgado assume as guitarras, Miguel Amado o contrabaixo e baixo acústico, e a captação de som ficou a cargo de Nuno Simões no Slow Music Studios. A mistura e masterização foram feitas por Samuel Nascimento, e o vídeo foi produzido nos EUA pela equipa da ViewManiac.
O disco prossegue com “Going Home”, tema que aborda o regresso, não necessariamente geográfico, mas emocional e simbólico — um reencontro com aquilo que permanece quando tudo o resto se desmorona. “The Great Escape” é um exercício sobre resistência individual. Fala de fuga e escolha, sobre manter a vontade de viver com sentido, mesmo quando o mundo parece ter perdido o seu. “Jeremy The Outlaw” dá voz a uma figura solitária que se recusa a desistir. Uma canção sobre coragem e insubmissão — alguém que canta, dança e questiona, mesmo quando a resposta é o silêncio ou a violência. “The End” encerra o EP com uma aceitação lúcida do fim. Não como derrota, mas como constatação — e, quem sabe, como ponto de partida para outra coisa.
Este novo lançamento consolida a linguagem musical e filosófica do projeto Fritz Kahn and The Miracles, fundado por Gonçalo Serras, compositor que questiona as fronteiras entre lógica e magia, ciência e espiritualidade. O nome é uma homenagem interrogativa ao médico e cientista judeu-alemão Fritz Kahn, e serve de ponto de partida para um universo onde o rigor harmónico da composição se funde com uma expressão emocional intensa e transformadora.
Depois de uma menção honrosa no International Songwriting Competition (2006) e atuações em palcos como o Super Bock Super Rock ou a Casa da Música, Gonçalo Serras viveu um longo percurso de reinvenção, agora espelhado neste trabalho: “Freedom” é um disco curto, mas claro. Não tem a intenção de ser neutro. É um gesto artístico e político. E uma afirmação de que, mesmo sabendo que a liberdade não dura sempre, há quem continue a escolhê-la.
O Simplesmente – Sem Saber Sentar (2025) (single)
O Simplesmente – Sem Saber Sentar (2025) (single)
ATROPELEI-ME, o novo EP de O Simples Mente (OSM), é um exercício de libertação emocional e criativa. Nascido da espontaneidade e do caos ordenado dos pensamentos do artista, este trabalho segue a sua linhagem hip-hop consciente misturando lo-fi, pop e outras influências sem seguir regras fixas, refletindo uma mudança de atitude e um espírito comum entre as faixas. O título simboliza a luta interna entre pensamento e expressão — uma metáfora para a constante tensão entre o mundo e o eu.
Com 25 anos, natural de Viana do Castelo e atualmente a viver em Barcelona, onde frequenta o mestrado em gestão e produção musical da ESMUC, Leo Amorim apresentou-se como O Simples Mente em 2021, com o EP Vino Blanco at 4AM, após a colaboração em Flight com Leexo. Desde então, lançou O Puto (com Marrquise) e Procura (com LeirBaG), ambos em 2023, afirmando o seu percurso no hip-hop nacional.
Depois dos singles VENTOSO e SEM SABER SENTAR, juntam-se agora PINTOR e QUANTOS QUERES (com a participação de ROSEE), completando o alinhamento do EP. A edição física e digital, disponível através do Bandcamp da Biruta Records, inclui ainda duas faixas bónus exclusivas: ARRENDAR e CASTELOS.
ATROPELEI-ME está disponível em formato digital, físico (Chave-Pen USB) e nas principais plataformas de streaming. O EP foi escrito, produzido e interpretado por Leo Amorim, com colaborações de ROSEE, Manel G, Nuno Moreira, Sofia Calvet, João Marques, Tuito Loureiro, Francisco Rua e Luara Ateyeh.
A 7 de junho, O Simples Mente apresenta o EP ao vivo no MAVY, em Braga, num concerto especial em formato banda.
Andy Scotch & Leak Wine – Tradição é Tradição (2025) (single)
Andy Scotch & Leak Wine – Tradição é Tradição (2025) (single) id
Andy Scotch lança hino à tradição com muito humor.
Andy Scotch está de volta com um novo tema que promete pôr toda a gente a bater o pé e a levantar o copo: “Tradição é Tradição”, uma canção que é tanto uma sátira como uma celebração da identidade cultural portuguesa. O tema conta com a participação especial do carismático Leak Wine, que dá o tempero certo a este verdadeiro petisco musical.
Com uma sonoridade que cruza ritmos populares com uma produção moderna, “Tradição é Tradição” é uma crítica bem-humorada aos modismos contemporâneos e uma ode às raízes: pão caseiro, chouriço no altar, marteladas no São João e um brinde sempre pronto. Tudo embalado num refrão que não sai da cabeça e numa mensagem clara: há coisas que não se podem esquecer.
Segundo Andy Scotch, “esta música é uma forma de pôr o dedo na ferida com humor e ao mesmo tempo relembrar o valor das nossas tradições, daquelas memórias que fazem parte de quem somos. E com o Leak Wine ao meu lado, a coisa só podia sair bem regada.”
O videoclipe oficial mantém o espírito irreverente da música, com imagens carregadas de humor.
O projecto contou ainda com o apoio de empresas da região de Andy Scotch (Mealhada), o restaurante Rei dos Leitões, Grupo C’s e a Tropical Padaria & Pastelaria, cujo contributo ajudou a dar vida à ao videoclipe. “Faço questão de valorizar a minha terra, e agradeço sinceramente a estas três casas por apoiarem esta ideia desde o início”, sublinha o artista.
“Tradição é Tradição” para quem quiser ouvir, rir e brindar à portuguesa.
FeMa., Francis Salema, Malinwa, Mia Lobo – Queimada (2025) (single)
FeMa., Francis Salema, Malinwa, Mia Lobo – Queimada (2025) (single)
“Queimada” nasce da junção de quatro vozes, distintas, ligadas pela palavra e pela maneira como entrelaçam o tradicional e a vanguarda para criar canções que vivem de tapeçarias singulares e coloridas. Em estúdio juntam-se Francis Salema, FeMa, Mia Lobo e Malinwa, com abordagens estilísticas e de composição muito diferentes, mas com o elo em comum da exploração da palavra e da narrativa melancólica e íntima que se atribui aos melhores contadores de histórias.
Sob a alçada do produtor Nuno Rancho, desconstroem o cancioneiro popular português, filtram-no pela pop e electrónica contemporânea mais arrojada e, voltam a montar tudo sobre delicadas camadas instrumentais.
Em “Queimada”, são explorados os vários estágios do luto sobre um pulsar hipnótico de baixo e percussão, onde o mantra do refrão nos lembra que depois das cinzas, a manhã canta sempre.
Este projeto foi criado em novembro de 2023 no espaço SERRA (Leiria), no âmbito das Academias MIL. E em 2024 foi finalista da Mostra Nacional de Jovens Criadores do Gerador.