“Ketja Pina Mon Amour”, is a semi-serious dance on the edge of addiction, above insomnia, above boredom, in a permanently in bloom, shocking pink world. Spring sometimes catches us off guard. Often from behind.
PT
“Ketja Pina Mon Amour” é uma dança semi-séria no limite da dependência, acima da insónia, acima do tédio, num mundo rosa chocante permanentemente em flor. A Primavera, por vezes, apanha-nos desprevenidos. Muitas vezes por trás.
Mallina – Astrologia (2023) (single) ID
Mallina – Astrologia (2023) (single) ID
“Astrologia” é o novo single da Mallina, novo talento do panorama da pop emergente em Portugal e que agenda a edição do seu EP de estreia para setembro 2023.
Muito inspirada pela cultura pop atual, Mallina produziu este tema com DØR (Miguel Ferrador) e que desvenda um pouco do universo que a artista criou para o seu primeiro EP, um mundo onde se dança e se canta alto as ânsias de uma geração a crescer e a quem escapa o controlo de muitas das coisas que lhe acontecem.
“Escrevi a ASTROLOGIA como uma forma validar ‘o não te culpes por aquilo que não controlas’, quer seja em relacionamentos (no caso da música) ou outra coisa qualquer.” Afirma a cantora ao referir-se à mensagem do seu novo single.
A sonoridade da canção é propositadamente um meltingpot das influências da artista, um beat de pop latino, com melodias características da pop anglo-saxónica mas também com ideias de fado. “A ideia era fazer uma música que ficasse na cabeça das pessoas, mas que trouxesse algo de novo ao que já se ouve em Portugal, com letras engraçadas numa pop de fácil audição e que certamente as pessoas queiram dançar”, refere Mallina ao falar da sonoridade de “ASTROLOGIA”.
O EP de estreia da artista chega-nos em setembro e até lá serão conhecidos novos temas da artista.
Quem é Mallina?
Nasceu e cresceu entre o litoral do Alentejo e o Algarve e desde pequena que é conhecida entre a família como Moça Malina (mulher de força, feitio e raça forte). Sempre sentiu algo fora deste planeta quando via alguém em palco ou quando assistia a um espetáculo e hoje em dia percebe porque é que isso acontece. A música é um sonho para Mallina.
No entanto a relação com a música não foi uma coisa imediata. Só depois de sair da universidade é que decidiu explorar esse mundo e tirar um curso de produção musical. Desde essa altura que o seu foco é o de criar uma identidade artística e fazer música que goste, mas com que as pessoas também se identifiquem.
Hoje, a música faz parte do seu dia-a-dia, quer seja a fazê-la ou a ouvi-la. Faz música pop influenciada por vários ritmos, entre eles os de Ana Moura, Bárbara Bandeira, Doce, D’Alva, Dalida, Madonna, Bad Bunny, Kali Uchis, Katy Perry, Charli XCX e Tove Lo. Mas não se enganem, apesar de ter todas estas referências, quer fazer as coisas à sua maneira.
Enquanto produz as suas músicas gosta de se imergir em cultura pop, música, moda, cinema. Tem sempre uma história para contar, um cenário imaginado e uma performance que, espera, que faça qualquer um fechar os olhos e dançar. Preocupa-se muito com identidade visual e em dar imagem ao que cria, quer ser uma artista que se reinventa nas suas eras e que traz sempre algo de novo, com um conceito disruptivo.
Festival Micro Clima – Entrevista Com Francisco Cambim (15-03-23)
O Festival Micro Clima é um dos projetos da programação anual da Associação Micro Clima. Nasceu em 2017 pela mão de um conjunto de amigos em redor da SMUP – Sociedade Musical União Paredense e desde então tem sido acarinhado, crescendo a cada edição com a participação de vários artistas musicais e plásticos. A ideia é oferecer ao público um programa heterogéneo, não se limitando a um só género musical ou corrente artística. Os dois dias de festival pretendem ser assim uma celebração da transdisciplinaridade e do multiculturalismo, convidando o público, de diferentes gerações, culturas e geografias, a partilhar um ambiente acolhedor e plural. Nas suas edições anteriores, o Festival Micro Clima recebeu artistas como Conjunto Corona, B Fachada, Ena Pá 2000, Sensible Soccers, Bonga, Luís Severo, Jasmim, Rapaz Ego, Bone Slim, Filipe Karlsson, Tito Paris, Álcool Club, entre outros.
Abraçar novos talentos é uma das motivações deste festival, rodeado de um núcleo musical e artístico muito efervescente e consciente do paradigma artístico atual, juntando assim artistas de referência com uma nova geração. A prova disso é o cartaz que o Festival Micro Clima apresenta em 2023, com artistas consagrados como Pongo, EU.CLIDES, Ganso ou Progressivu e artistas emergentes como Soluna, Extrazen, Atalaia Airlines e M3DUSA. Mas não ficamos pela música e, como é costume, as artes visuais também marcam presença. Os artistas João Campolargo Teixeira e João Madureira apresentam uma instalação inédita e Eugénia Burnay, Margarida Conceição, Ricardo Oliveira e Luísa Tudela são os artistas escolhidos para a intervenção artística plástica que marca as casas-de-banho do nosso festival. Mariana Tudela e Pedro Fernandes voltam a ser os artistas responsáveis pela cenografia do nosso palco, que ano após ano não deixa de surpreender e de ser um símbolo distintivo do Festival Micro Clima.
O Festival Micro Clima tem também como objetivo romper com a ideia de uma oferta cultural para a dita “periferia” da capital, trazendo uma programação diversificada e de qualidade, e promovendo novas centralidades, através do desenvolvimento de laços afetivos com o território e com a comunidade.
Informações
Local: SMUP – Sociedade Musical União Paredense Morada: R. Marquês de Pombal, 319 2775-265 Parede, Cascais
Bilhetes
Passe geral (venda limitada, dá acesso aos dois dias de festival) – 35€ Bilhete diário – 20€ Os bilhetes estão disponíveis para compra online em See Tickets e de forma presencial na secretaria da SMUP (2ª a 6ª das 15:00 às 19:00, encerra nos feriados).
Nota importante: as condições de acesso ao evento estão sujeitas às medidas definidas pela DGS que se encontrem em vigor nas datas do festival.
“Berço de Ouro” é o tema de avanço para Megafauna, o novo álbum de Daniel Catarino.
Para além da base constituída por Molarinho no baixo e Xinês na bateria, também participam neste tema e respectivo vídeo o coro formado por Angelina Nogueira e Rebecca Moradalizadeh.
DISCO MEGAFAUNA
Observar o mundo de perto com olhos de satélite
Megafauna é o primeiro disco da Trilogia Bioma, em que o artista alentejano migrado no Porto se propõe a ligar metaforicamente as diferentes formas de vida com as especificidades humanas. O álbum surge 2 anos depois do EP Isolamento Voluntário?, e 4 anos após o LP Sangue Quente Sangue Frio. Desde 2018 que Catarino se apresenta ao vivo em power trio, e o formato vê agora a sua sonoridade impressa neste novo registo, com mais rock para reforçar a acutilância das palavras.
O novo disco de Daniel Catarino aborda dúvidas existenciais sem propor qualquer resposta e se questiona sobre quem se acha no direito de ter certezas. É um disco de cantautor, mas com os amplificadores bem altos.
A fauna proposta no título do álbum surge representada logo no primeiro tema, “Manequim”, e propaga-se por “Fado do Caixão” e “Olho do Tubarão”, que retratam os humanos pela forma como tratam os animais e os seus habitats, entre porcos a que só é reconhecido valor pelo sabor dos seus cadáveres, repastos de peixes em extinção, cães e gatos maltratados, e um tubarão que chora plástico.
Se “Fodidos” e “Até o Mais Honesto é Guloso” abordam a política social na era das opiniões debitadas em instrumentos de plástico, também há entradas a pés juntos no osso da precariedade artística em “Sonhos Sem Objectivos” e “Berço de Ouro”, que soltam lágrimas de raiva e uivos de ironia por não vivermos o mundo que sonhámos.
Embora os temas sejam largamente universais, “Teias de Aranha” fecha o disco com desabafos pessoais, narrando hipóteses perdidas, arrependimentos mal resolvidos e o amor enquanto força (des)motivadora.
Musicalmente, é rock. São canções rock despretensiosas, interpretadas maioritariamente no formato power trio que apresenta ao vivo, com momentos de psicadelia não conformada. É possível que não seja disco de deixar a rodar enquanto se escreve uma tese de mestrado ou se lava a loiça. Há malhas de guitarra que entram para furar os ouvidos, as letras tanto dão coices como carícias, o baixo dança de crista em riste, a bateria evoca pentagramas. Se os tipos do grunge não tivessem morrido, talvez soassem assim agora. É rock, com a honestidade que se lhe deve quando se tenta observar a vida de perto com olhos de satélite. Só dúvidas, zero respostas.
Megafauna é lançado em vinil, CD e nas plataformas digitais a 5 de Maio, pela editora portuense Saliva Diva. Foi produzido pelo próprio com Ricardo Cabral e Manuel Molarinho (Baleia Baleia Baleia) no entretanto gentrificado Quarto Escuro, no Porto.
Com a base rítmica fornecida por Molarinho (baixo) e Xinês (bateria), o disco conta com as participações de Francisco Lima (Conferência Inferno), Rodrigo Pedreira (Duas Semicolcheias Invertidas), e o coro formado por Angelina Nogueira e Rebecca Moradalizadeh. A masterização ficou a cargo de Joel Figueiredo (Omitir) e a arte gráfica foi criada por Cristina Viana.
Os concertos de apresentação confirmados são: 18 de Março no CAEP em Portalegre, 29 de Abril no GentriFest no Porto, 24 de Junho no Maus Hábitos em Vila Real e 20 de Agosto nas Festas de São Fecundo em Abrantes.
Beak Scenatrio – The Gull, The Whale And The Gale (2023)(single)
O novo single dos Beak Scenatrio já se encontra nas plataformas digitais!
“The Gull, the Whale and the Gale” é o novo single dos Beak Scenatrio. Inspirado por um poema de Banjo Paterson, o trio cria uma espécie de banda sonora instrumental, impulsionada por batidas funky e linhas de baixo hipnóticas, enquanto sons ecléticos de guitarra elétrica, banhados em wha wha e delays, adicionam um toque de psicodelia moderna à fundação de groove.
O novo single da banda formada por Abel Beja na guitarra/composição (Primitive Reason), João Sousa na bateria (Lusitanian Ghosts) e Pedro Pinto no contrabaixo (The Voice) já se encontra nas plataformas digitais.
Já se encontra disponível online o vídeo oficial de “The Gull, the Whale and the Gale”, o mais recente single dos Beak Scenatrio. O clipe, inspirado no poema de Banjo Patterson, “The grey gull sat on a floating whale”, retrata a história de uma gaivota que conta a sua história sobre a tempestade e o vendaval que encontrou enquanto voava pelo Mar do Norte.
A faixa animada e divertida do trio instrumental Lisboeta liderado por Abel Beja (guitarrista/compositor e membro de longa data dos Primitive Reason) é impulsionada pelas batidas saltitantes de João Sousa (bateria) e as linhas graves hipnóticas de Pedro Pinto (contrabaixo) enquanto guitarras elétricas ecléticas, banhadas em wha wha e delays, adicionam um toque de psicodelia moderna à base orientada pelo groove.
O videoclipe oficial já está disponível no canal dos Beak Scenatrio no YouTube: https://youtu.be/HM5Edg2l4LE
Rogério Godinho – We Change (2023) (single)
Rogério Godinho – We Change (2023) (single)
FICHA TÉCNICA:
Letra, música, arranjo, piano, voz: Rogério Godinho Violinos: Pedro Lopes, Daniel Bolito Violoncelo: César Gonçalves Viola de arco: Joana Tavares Contrabaixo: Miguel Menezes Flugelhorn – Pedro Monteiro Flauta transversal: Carlos Teixeira Clarinete: Miguel Costa Trombone: Eduardo Lála Produção musical do album: Francisco Sales Mistura e Masterização: Mo Hausler Imagem original da capa: Jorge de Sá Design gráfico: Rogério Godinho, Crisálida Agency, Tiago Alves
Nile Valley – Floating Lines (2023) (álbum) ID
ARTISTA: Nile Valley TÍTULO: floating lines DATA DE LANÇAMENTO: 9 de Março de 2023 RESUMO: O álbum é composto por seis canções, que abordam temas como liberdade, nostalgia, recomeços e sensações recorrentes no dia-a-dia. Neste disco, de caráter leve e contemplativo, mas enérgico e dançante, alguns pensamentos são expostos, sob um ponto de vista sereno e otimista. “linhas flutuantes” que se movem por uma ampla e abstrata paisagem, com espaço e tempo infinitos para decorar e redecorar, expressando o que queremos e não sabemos dizer, e que podem representar um lugar mais leve e livre. Interligam-se ideias do Soul moderno e referências desde o Jazz, ao R&B, passando pelo Hip-Hop e música eletrónica, com produção inteiramente a cargo da banda, criando um ambiente sonoro muito próprio.
BIOGRAFIA: Projeto fundado no Porto, no ativo desde 2022, formado por Teresinha Sarmento (voz e eletrónica), Ricardo Martins (baixo e fx) e João Pedro Almeida (bateria e eletrónica). Uma voz, um baixo, e a electrónica, fundem-se num amplo espaço para explorar. A banda lançou os singles “new beginning” em Julho de 2022, ano em que iniciou também os primeiros concertos, e mais recentemente “lighter than thoughts”. Lança dia 9 de Março de 2023 o primeiro álbum “floating lines” pela editora Saliva Diva e prepara a agenda de concertos de lançamento do disco (25 de Março: Citynizer- Ribeira, Porto; 14 de Abril: Maus Hábitos, Vila Real)
The Invisible Age – Magic Trick (2023) (single)
The Invisible Age Magic Trick
‘Magic Trick’ é o segundo single de ‘Sixth Effect’, novo disco da The Invisible Age, com lançamento previsto para o dia 17 de março. A faixa marca novamente a colaboração entre a banda e o amigo de longa data Raphael Katyara, com a adaptação do poema ‘Morada’ para o inglês.’Magic Trick’ também conta com a participação de Pedro Veríssimo, vocalista da já extinta banda brasileira Tom Bloch, e filho do escritor Luís Fernando Veríssimo.
Magic Trick tem Luiz Alberto na voz, violão, guitarra e synths; Marcelo Caldas no baixo; Iuri Freiberger na bateria e produção; Pedro Veríssimo na voz; Carlos Mallmann nos trombones; e Renato Dallago no trompete. A mixagem e masterização ficaram por conta de Ignacio Sodré.
Metais e voz de Pedro Veríssimo gravados no Estúdio Marquise 51, Porto Alegre, Brasil.
Distribuição One Level Up
Colectivo Gira Sol Azul – Dar Corda As Palavras (2023) (single)
“Dar corda às palavras pala ellas estarem a dançar” é o 2º single do disco Tangerina do Colectivo Gira Sol Azul, conta com a colaboração especial de Marcos Cavaleiro na bateria e Xosé Miguelez no sax tenor e vem acompanhado de um videoclipe concebido por Maria Mónica.
É um tema inteiramente instrumental pois nem de propósito serve para “Dar corda às palavras para ellas estarem a dançar”. Inspirado num beat de um velhinho Casio SA-20, e a querer vagamente pedir emprestado o balanço ao som dos Depeche Mode, cresce assente em riffs rock acompanhados de sopros que culminam num intrincado e contundente solo de trompete. Ao vivo, o tema tem sido debitado com igual energia e impele o público a abanar cabeças e até a levantar-se para dançar.
Inspirado no universo dos mais novos mas decididamente dirigido a todas as idades, Tangerina sucede Pequenos Piratas (2018), disco de estreia do Colectivo Gira Sol Azul liderado por Ana Bento e Bruno Pinto, e é uma viagem pelo universo da palavra feita, ora prosa ora poesia num “tom de menino pequeno que está a falar com a sua mãe”, pela infância e suas memórias, o questionamento do mundo que nos rodeia, o deslumbramento da descoberta e experimentação.
A Invenção do Dia Claro de Almada Negreiros foi o ponto de partida para Tangerina, onde é recuperada a metáfora da tangerina que rola de um cesto até ao mar e descobre o mundo, e com ela também todos partem à descoberta de novos lugares. Inventar o que já foi inventado é premissa deste disco que, emprestando vida e sons a palavras, em 12 faixas compostas e arranjadas por Ana Bento e Bruno Pinto, apresenta um lado rock/pop como identidade aglomeradora, mas cujas composições são muito influenciadas quer pela harmonia jazz, música erudita ou música étnica. Esta fusão de estilos é uma característica permanente nos vários trabalhos que Ana Bento e Bruno Pinto têm desenvolvido enquanto dupla de músicos.
A viagem de Tangerina começou em forma de oficina que esteve em cena na Casa da Música (Porto) ao longo de dois anos, mas com a sensação de que a viagem ainda ia a meio, Ana Bento e Bruno Pinto lançaram-se numa nova etapa com desenhos de novos arranjos sobre alguma música que já tinham criado e incluiram temas novos. Foi nessa altura que desafiaram a encenadora e coreógrafa Joana Providência a entrar na viagem e juntos exploraram novas possibilidades de apresentação do trabalho que estreou em 2020 no Teatro Viriato (Viseu) em forma de concerto onde, para além de palavras e de música, também integraram outras linguagens como vídeo, sombras e um maior cuidado com as movimentações dos corpos em palco. As apresentações ao vivo são marcadas pela ideia de viagem quer pela dramaturgia que integra textos de Almada Negreiros e letras de canções de Bruno Pinto, quer pela cenografia de Patrícia Costa na qual imensas malas de viagem antigas são também manipuladas de forma coreográfica.
O disco Tangerina é editado dia 10 de Março, inclui a participação de Luísa Antunes (violoncelo), Marcos Cavaleiro (bateria e percussão) e Xosé Miguelez (sax tenor) mas em palco, ao vivo, é uma família que dá voz ao disco: Ana Bento na voz, Bruno Pinto na guitarra e os quatro filhos (Olívia no baixo e voz, Jasmim no trompete, teclado e voz, Artur na bateria e voz e Úrsula no violoncelo, teclado e voz). Raquel Balsa assina o design gráfico a partir de ilustrações da família e o booklet que este inclui, para além das letras das músicas, apresenta aos ouvintes desafios criativos inspirados neste universo.
O Colectivo Gira Sol Azul deixa o convite aberto para se fazer parte desta festa ao vivo e se deixar contagiar pela alegria e pelo sabor doce e fresco de Tangerina, onde o público é convidado a participar quer ao nível musical, cantando refrões, dançando e até mesmo provar tangerinas. Para já estão anunciadas apresentações em Viseu (18 de Março no Carmo81) e Porto (7 de Abril no m.O.u.C.o.).
André Carvalho – Tagumi (2023) (single)
“Palavras intraduzíveis, uma inesgotável fonte de inspiração que dá corpo à sequela do primeiro álbum do meu trio”. É desta forma que André Carvalho, contrabaixista e compositor, define o seu novo álbum Lost in Translation – Vol. II.
SINGLE “TAGUMI”
“Tagumi” é o primeiro single do novo álbum de André Carvalho. De origem Haúça, língua falada no coração de África, “Tagumi” é uma palavra intraduzível que significa “descansar a cabeça sobre uma mão ou joelho num acto de reflexão ou introspecção ou simplesmente de descanso”. A Carvalho junta-se os habituais elementos do seu trio: José Soares (saxofone) e André Matos (guitarra).
“Quando escrevi este tema, imaginei um ambiente contemplativo, introspectivo e calmo, próprio de quem está a descansar a cabeça, desligando-se por momentos do mundo exterior, ouvindo e perscrutando a sua voz interna.” O tempo é muito elástico, criando silêncios entre uma ideia melódica que se vai repetindo e mutando ao longo do desenrolar do tema, tocada ora pelo contrabaixo ora pela guitarra. Por sua vez, o saxofone expressa-se de uma forma textural e contrapontística, ou com sons guturais ou com pequenas contra melodias.
O primeiro single encontra-se disponível em todas as principais plataformas de streaming. O vídeo que acompanha o lançamento do single foi realizado por Pedro Caldeira, com direcção de fotografia de João Hasselberg e assistência de Martim Torres. O som, tanto do vídeo como de todo o novo álbum esteve a cargo do engenheiro de som Tiago de Sousa.
Bela Ensemble – Bela Ensemble (2023) (entrevista + Álbum)
A AUTÊNTICA MÚSICA URBANA PORTUGUESA QUE BROTA DA CULTURA VIVA DA CIDADE DE LISBOA.
Os Bela Ensemble nasceram em Alfama, no seio de uma das casas mais representativas da tradição musical desse pitoresco bairro de Lisboa. Uma casa que transpira tradição, mas que também é uma vitrina da Alfama contemporânea, habituada a conviver, desde sempre, com culturas e gentes de todos os cantos do mundo.
Fados com letras de poetas antigos como Henrique Rego, Gabriel de Oliveira, João Dias, entre outros, são aqui cuidadosamente revestidos com uma roupagem musical arrojada e contemporânea. Autêntica música urbana portuguesa que brota da cultura viva da cidade de Lisboa.
Nesse processo criativo e musical, a carga emocional e poética da tradição é o veículo perfeito para o arrojo de novos arranjos, para a desconstrução rítmica, a fim de alcançar o ponto de convergência entre a tradição e a experimentação.
Assim, o Bela Ensemble aposta numa mistura cuidada de ritmos e balanços oriundos de outras latitudes, com especial influência de géneros das músicas do mundo como o flamenco, a música afro-latina, sobretudo de Cuba e do Peru, o samba de raiz brasileiro, o rock, o metal e a música progressiva.
Carlos Mil-Homens (Percussão) João Penedo (Contrabaixo) Otto Pereira (Violino) Ana Margarida (Voz) Rafael Brides (Guitarra de Sete Cordas).
BEST OF FEBRUARY (Part 2) 2023 B&W Humanist and Street Photography Corner