Nanook o vagabundo – Onde Foi Que Te Perdi (2022) (single)
Encontra-se já disponível em todas as plataformas digitais o novo single de Nanook o vagabundo, “Onde foi que te perdi”.
Neste tema a voz de Nanook leva-nos para uma letra introspetiva invocando a perda que nos leva acima de tudo à esperança! Conta com a participação de vários músicos convidados incluindo nomes como Poliana Magalhães (Adam Lambert), Augusto Macedo (Selma Uamusse), Vitor Bacalhau ou Carolina Fonson “Onde foi que te perdi” é mais um single que integrará “INQUIETUDE”, o próximo longa duração do cantautor.
Importante também lembrar que este tema é acompanhado por um vídeo que nos transporta ao início dos saudosos anos 80 e que teve como realizador, Eduardo Raposo. Link: https://www.youtube.com/watch?v=BCsY5qc-MqY
SITE NANOOK O VAGABUNDO
Outros links: https://linktr.ee/nanookovagabundo
Rogério Godinho – Reset (2022) (single)
Rogério Godinho é um artista multifacetado – pianista, cantor e compositor, cuja formação passou pela Universidade de Évora, Lemmensinstituut (Bélgica) e no Hot Club de Portugal, que tem na fotografia, nas filmagens e na poesia outras manifestações do seu universo artístico, como criador.
Nos seus trabalhos e espectáculos procura sempre que haja uma forte ligação entre a mensagem e a música, servindo um conceito e uma estética que vai definindo.
O seu novo álbum “We Change”, que começa a ser divulgado a 9 de Dezembro de 2022, com o single “Reset”, surge da necessidade que sentiu em ter a sua mensagem entendida para além da Língua Portuguesa, quebrando fronteiras numa arte em que, na realidade, estas não devem existir. Este disco é a prova que não devem, também, existir limites na criação, dado que cada pessoa tem em si muitas “outras personalidades” e facetas, devendo manifestá-las quando assim lhe fizer sentido.
Em 2015, editou o seu primeiro trabalho discográfico – “ETERNO REGRESSO”, num estilo distinto, também com música original por si composta e uma narrativa subjacente, em que transpareciam algumas das suas influências: o Fado, o Jazz e a Música Popular Brasileira (MPB), com muitos elementos clássicos também presentes. Tratou-se de um conceito maioritariamente intimista, onde a palavra, a imagem e a música são indissociáveis.
Em 2017 editou uma música que compôs em homenagem a Bernardo Sassetti, artista que muito admirava, a que chamou “Para Sassetti”.
Mais recentemente, editou a sua composição “Évora, Cidade do Mundo”, que fez parte do documentário do realizador Jorge de Sá, dedicado à distinção de Évora como cidade Património Mundial, por parte da UNESCO.
A ligação da sua música à obra de Fernando Pessoa tem despertado interesse junto da “comunidade pessoana”, nomeadamente, através da Casa Fernando Pessoa, onde já actuou por diversas vezes.
A partir da edição do seu primeiro disco, “Eterno Regresso”, teve a oportunidade de ver o seu trabalho apresentado nomeadamente na Antena 1, RTP, Rádio Amália, Rádio Nacional Española e Rádio Clásica, ambas pertencentes à rTVE, de Espanha.
Novo Single “Reset”
No dia 9 de Dezembro, foi lançado em todas as plataformas digitais o primeiro single (“Reset”) do segundo Álbum de originais de Rogério Godinho, “We Change”.
Num disco cantado em inglês, este tema tem a participação da cantora Ana Stilwell e fala da necessidade de mudança pessoal que cada um pode sentir em determinados momentos da vida. Porque o tempo não pára, quebrar rotinas que já não fazem sentido é imperativo para voltar a viver. E, para isso, é necessário arriscar e sentirmo-nos confortáveis a caminhar nesse “arame”, para chegarmos a algo melhor.
Num disco que conta com 14 músicos, em que todas as músicas são compostas por Rogério Godinho e com produção de Francisco Sales, este tema contou com a seguinte ficha técnica:
Letra: Rogério Godinho, Ana Stilwell, Manuela Quaresma Piano e Voz: Rogério Godinho Voz: Ana Stilwell Baixo eléctrico: Rui Pedro Pity Bateria: André Silva Mistura e Masterização: Mo Hasler Fotografia capa single: Brett Sayles
Luca Argel & A Garota Não – Países Que Ninguém Invade (2022) (single)
A GAROTA NÃO E LUCA ARGEL LANÇAM NOVO SINGLE
“Países que ninguém invade” é o resultado da parceria entre os dois artistas, materializada após os caminhos de Catia Mazari Oliveira (A Garota Não) e Luca Argel se terem cruzado numa homenagem a Chico Buarque.
Nas palavras d’A garota não: “Aconteceu que nos cruzámos num mesmo palco, onde se homenageava Chico Buarque. Enquanto aguardávamos a nossa vez de entrar, falávamos baixinho atrás do pano sobre a vida no geral e nada em particular. E vai daí disse para o Luca: vamo fazê uma música em conjunto, menino? Ele não pareceu entusiasmado, mas foi amável como sempre é. Não voltámos a tocar no assunto, até que alguns dias depois recebi um pequeno audio cantarolado. Era o início da nossa canção”.
O tema representa “uma construção feita da matéria dos sonhos, das terras que estão por inventar e vivem dentro de nós. Onde os bens são universais, pertença de ninguém, mantidos e cuidados por todos, para todos. Onde a guerra acontece sem armas, sem lágrimas, sem morte, e os desentendimentos são tratados na palavra e na razão, não sem dor, mas para elevação coletiva”.
O vídeo conta com a realização de Pedro Estêvão Semedo, direção de fotografia de Mário Guilherme e Raquel Moreira e produção da Garagem.
My Noisy Twins – Hover (2022) (EP)
My Noisy Twins – Hover (2022) (EP)
“Hover”, é o 1º single do próximo álbum de MY NOISY TWINS, músico, sonoplasta e produtor de música electrónica também conhecido como Jorge Cunha Machado.
Este 2º trabalho discográfico, que sucede ao 1º álbum editado em 2019, “Fragments of a Living City”, será lançado em 2023 e conta com o apoio à Edição Fonográfica de Intérprete da Fundação GDA.
Com mistura e masterização de José Veiga e fotografia e artwork de Bruno Martins, “Hover”, já se encontra disponível em todas as plataformas digitais desde dia 28 de Novembro.
Mais informações em: https://linktr.ee/mynoisytwins
Sinopse:
“MY NOISY TWINS é um músico, sonoplasta e produtor de música electrónica também conhecido como Jorge Cunha Machado. Partindo da evidente apropriação da linguagem cinematográfica, deslocando-se por narrativas de carácter mais distópico e sombrio ligadas a um imaginário urbano conectado ao trip hop, alastra-se para uma espacialidade mais leve, luminosa e delicada associada ao nu jazz. É um organismo vivo, mutante, sinestésico, de histórias, metamorfoses e acontecimentos, de fortes contrastes, sobreposições e justaposições. De diferentes e diversas tonalidades, densidades e texturas onde o som é quase visual”.
Biografia:
“Impulsionado pelo interesse no cruzamento entre a música e outras expressões artísticas, nomeadamente as artes performativas, plásticas e visuais, cedo percebeu que queria fazer desse interesse percurso académico e, mais tarde, opção profissional. Envolvido, como músico, em projectos multidisciplinares, compõe música para teatro, dança, vídeo-arte, performance e contos infantis, colaborando em paralelo, como percussionista, com vários grupos, produtores e autores. Destaca-se a sua presença em projectos como: OCO, Cachupa Psicadélica, ATMA, UDJAT Ensemble, The Positronics, El Camino Flamenco, entre outros”.
Sardinhas com Bigodes – Sardinhas com Bigodes (2022) (EP)
Sardinhas com Bigodes – Sardinhas com Bigodes (2022) (EP).
As Sardinhas com Bogode, são uma banda de Lisboa que trabalha na procura de melodias portuguesas. Entre a tradição e o folclore constroem uma sonoridade alternativa.
Em 2017, lançaram o primeiro trabalho Anzol ao Mar, um EP com 4 músicas. Em 2018, concorrem e vencem com a música “Troca o par”, os Novos Talentos Fnac. Entretanto, em Novembro de 2022 editam um novo trabalho, um EP com 5 temas e que tem como título o nome da banda. Deste trabalho já se podia ouvir o single “Largo da Palmeira”, que foi publicado previamente com um videoclipe.
Natal Surreal – Associação A Palavra (entrevista com Miguel Limão e António Silva)
Sobre a associação:
A PALAVRA é uma associação cultural inteiramente dedicada à palavra nas suas múltiplas vertentes, combinações e possibilidades. Da palavra dita, à performance poética, do spoken word ao poetry slam, da edição ao espectáculo, A PALAVRA cria, desenvolve e apoia projectos que tenham como matriz a expressão poética ou que façam da palavra o seu protagonista principal. No nosso website https://apalavra.pt/ pode ficar a conhecer mais sobre as nossas actividades.
Sobre o evento:
NATAL SURREAL
Quando: dia 17 de dezembro, das 18h às 23h
Onde: no Quartel do Largo do Cabeço de Bola
Entrada: 5€ (com direito a uma bebida) ou 20€ (com jantar incluído)
Este Natal, seja surreal. O conselho é d’ A Palavra e vai ser posto à prática no dia 17 de Dezembro, entre as 18h00 e as 23h00, no recém-inaugurado QUARTEL do Largo do Cabeço de Bola.
As celebrações têm Nuno Miguel Guedes como mestre de cerimónias, e abrem ao som das escolhas dos DJs Miguel Limão e Discos Sortidos, instigadores sonoros do underground lisboeta, e prosseguem ao ritmo da Bolsa de Poetas e Dizedores d’A Palavra, que terá Tânia Fernandes, João Meirinhos, Rosi Ferh e Sofia Freitas Abreu como representantes. Neste período, o microfone estará aberto ao público geral que queira mostrar os seus dotes de dizedor.
A surrealização completa-se com um concerto do Poetry Ensemble, que neste dia convida Filipe Homem Fonseca (theremin) para um espectáculo à medida dos sonhos mais surreais que Lisboa já teve.Ao longo de toda a tarde e noite, o restaurante Messe terá as portas abertas para garantir que não faltam comes e bebes a todos os que seguirem o nosso conselho natalício.
As entradas para o “Natal Surreal” custam entre 5€ (com direito a uma bebida) e 20€ (com jantar incluído).Horário:18h às 21.30h – Bolsa de Poetas e Dizedores (A PALAVRA) + DJ’s Miguel Limão e António Silva20h às 21h30 – Jantar da Messe21h30 às 22h15 – Poetry Ensemble com convidados/as22h15 às 23h – Microfone Aberto“Natal Surreal” é uma criação da Associação Cultural A Palavra, em parceria com o LARGO Residências.
FICHA TÉCNICA E ARTÍSTICA
Poetry Ensemble: Alex Cortez (baixo elétrico e programações), Luís Bastos (clarinete, clarinete baixo e saxofone), Filipe Valentim (teclados), José Anjos (voz, guitarra e bateria) e Paula Cortes (voz)Bolsa de Poetas e Dizedores: Tânia Fernandes, João Meirinhos, Rosi Ferh e Sofia Freitas AbreuDJs: Discos Sortidos e Miguel LimãoUma produção: Associação Cultural A Palavra
Parceria: Largo Residências
POETRY ENSEMBLE
O Poetry Ensemble é um projeto satélite da Lisbon Poetry Orchestra. Foi pensado para a realização de espetáculos temáticos sobre um autor, um movimento artístico, uma efeméride ou outros temas relacionados com literatura ou poesia.
BOLSA DE POETAS E DIZEDORES
A poesia por quem a trabalha! Os nossos dizedores são daqueles que têm a capacidade de transformar versos em imagens, um poder sinestésico já muitas vezes comprovado por aí… E não só dizem como também escolhem poetas para dizer o que lhes vai na alma, a uns e outros.
https://www.instagram.com/caos.neon/
https://www.instagram.com/tant3i/
https://www.instagram.com/sofiafreitasabreu/
https://www.instagram.com/rosiferh/
MIGUEL LIMÃO
Explorador inconformado de pérolas ocultas, Miguel Limão é um DJ com escuta atenta para o inesperado. Fez rádio e organiza noites por Lisboa e arredores. Aconteça o que acontecer, é temporal o que se ouvista.
https://www.instagram.com/miguel__limao
/DISCOS SORTIDOSAlter-ego gira-disquista acidental de António M. Silva (fundador da combustão lenta records), dedicado à investigação sonora e a tocar música normalmente na velocidade errada.
https://www.instagram.com/combustaolentarecords/
Kicu – Anjos (2022) (Single)
“Anjos”: Onde estão os anjos do mundo moderno?
Dia 2 de Dezembro de 2022 às 00:00, saiu à rua “Anjos”, o segundo single do futuro EP “O Acordar da Sesta” de KICU, cantor e produtor de Sintra.
Seguido de “Acordar”, este tema é um novo capítulo na sua exploração da relação homem-natureza, com todas as suas complexidades e ângulos menos bonitos de caracterizar.
Pode ser ouvida em: soundcloud.com/anjos Estará disponível em: ANJOS
Evocando os versos de António Variações – “Eu tenho um anjo da guarda / Que me protege de noite e de dia” – o tema coloca uma simples questão: “O que é feito dos anjos?”. Este sentimento de falta de fé e tristeza para com o presente mundo é acompanhado de um beat bastante eletrónico, com saturação e distorção a representar o caos e a violência por detrás da canção.
KICU é um cantor e produtor de 25 anos que escreve música portuguesa com a preocupação de trazer o seu mundo até ela, passando por todas as suas inspirações e experiências. Tendo uma grande base eletrónica, o artista tem uma grande paixão e curiosidade por experimentar e explorar elementos de diferentes géneros, o que faz sempre escrevendo sobre as suas experiências enquanto jovem LGBT português. Nomeia como suas maiores inspirações Sérgio Godinho, António Variações, Frank Ocean, Sevdaliza, FKA Twigs e Bjork.
Para entrevistas e informações, por favor contacte kicu.musica@gmail.com
Choices Made – AND THEN band (Susana Travassos, Ken Johnson, Thiakov) feat. Tony Cassanelli.
A partir de dia 14 de Dezembro 2022 em todas as plataformas digitais!
Pré-lançamento/ Audição de CD – 6 de Dezembro – Pharmácia Musical Lançamento em todas as plataformas digitais – 14 de Dezembro
CD de homenagem a Torii Johnson, o jovem australiano de 34 anos que foi executado há 8 anos no Lindt Café em Sydney, Austrália. Torii Johnson decidiu arriscar a própria vida para proteger os reféns e esse acto custou-lhe a vida. Na Austrália foi-lhe concedida uma medalha de bravura e reconhecida a nível internacional. Este CD foi gravado em Portugal e é uma colaboração de artistas visuais e músicos, com produção executiva da cantora Susana Travassos e a produção musical do produtor e músico brasileiro Thiakov. Todas as canções foram escritas por Ken Johnson, o pai de Torii. O artista plástico australiano Ken Johnson visitou Lisboa pela primeira vez em 2018 para visitar o seu amigo, o artista italiano Tony Cassanelli que escolheu Lisboa para viver. Uma noite, Ken Johnson verteu lágrimas ao ouvir a cantora portuguesa Susana Travassos cantar no Tejo Bar. Foi assim que decidiu confidenciar-lhe a história de seu filho Torii. Torii foi feito refém e executado sob a mira de uma arma por um único terrorista do ISIS num cerco que durou 17 horas. Este acto impensável foi coberto internacionalmente pelos mídia, transmitido ao vivo e tornou-se um desastre de reféns políticos altamente controversos. Os 18 meses de inquéritos que se seguiram tornaram-se uma montanha russa política afectando ainda mais a família de Torii. Ao ouvir a história de Ken, Susana Travassos que é também psicanalista, decidiu promover a gravação de um CD que ela acreditou ser uma saída para o difícil luto que Ken atravessava. Foi então que o incentivou a escrever 10 letras de canções que mais tarde foram musicadas por ela e por Thiakov. Susana Travassos convidou o produtor e músico brasileiro Thiakov para fazer a produção musical e seleccionou e convidou músicos de diferentes nacionalidades para participar do CD: Giovanni Barbieri (Brasil), Marc planells (Espanha), Carlos Cesar (Brasil), Sunil Pariyar (Nepal), Francesco Cabral (Portugal), Francesco Valente (Itália) e como convidados especiais Tony Cassanelli (Itália) e Clarita Maria ( Zambia). O resultado foi um álbum com uma sonoridade única, uma colaboração internacional entre artistas visuais e músicos que conseguiram criar uma mensagem poderosa da necessidade de amor, paz e união no mundo.
Ficha Técnica: Composições e Pré-produção at “ Fruitbox Studio” by “ AND THEN band ….” Sintra Portugal Gravado no Estúdio Atlantico Blue “ Oeiras/ Portugal Técnico de Som Nuno Oliveira( in memorium) e Joao Pedreira Assistente de Gravação – André Tavares Edição e Mixagem ” Estudio Motor” Belo Horizonte- Brasil por Ygor Rajao Masterizado por Joe Carra no estúdio “ Crystalmastering “ Melbourne Australia Produção Executiva – Susana Travassos Pordução Musical – Thiakov Co-produção musical Susana Travassos Videos e fotografias – Eni Sunalita e Ken Johnson CD art cover – Susana Travassos – Australia Graphic Design – Susana Travassos
Bore Dome – Nothing Ever Happens (2022) (single)
De Lisboa para o mundo: Diogo Rosa, Hugo Arco, João Cortesão e Ti Ar trazem uma sonoridade que mistura o velho e o novo, com letras melancólicas e emotivas, vestidas com a estrutura simples da música pop. Os Bore Dome são quatro pessoas muito diferentes com um objetivo muito igual: o de fazer boa música.
The Cordovox Project – Second Coming (2022) (álbum)
The Cordovox Project é David Polido Nascido em Novembro de 1961, os seus primeiros contactos com a música começaram desde tenra idade, quando o seu irmão, 15 anos mais velho punha a tocar no gira-discos coisas como os The Kinks, Beatles, Yadbirds, Rolling Stones…
Para ele, a música não é só uma paixão. Para ele, música é vida. Ainda em criança, quis aprender a tocar bateria, mas nunca teve grande oportunidade. Mas, nos finais dos anos 90, conseguiu juntar uns amigos e formou uma banda. Infelizmente, nunca saíram da sala de ensaios.
Nos anos 2000, começou-se a interessar em fazer produção musical em casa, sozinho, tendo experimentado vários softwares de producção musical, até encontrar o Cubase. No início de 2006, começou a trabalhar no que seria o seu primeiro trabalho, de nome “About Time”, que lhe durou 7/8 meses a fazer, recorrendo a samples, loops, VST’s e kits de construção. Todo o “trabalho de estúdio” foi também feito por ele.
Ao fim dum hiato de 16 anos, voltou ao trabalho e em Maio de 2022, começou o seu 2º disco, de nome (apropriado) “Second Coming”, mais uma vez usando samples, VST’s e kits de construção e fazendo sozinho todo o trabalho de estúdio.
Este seu 2º disco foi editado pela distribuidora ONErpm e saiu internacionalmente dia 07/12/2022 nas mais variadas plataformas de streaming e digital download.
Maria Kopke – The last song (2022) (single)
A artista luso-brasileira Maria Kopke lançou no passado dia 28 de Novembro o seu novo single, “The last song”, com letra e música de sua autoria.
O arranjo e a produção ficaram a cargo de Treego, também responsável pela produção do EP de estreia da artista, “Jenny”, lançado no ano passado. O tema conta ainda com a colaboração do músico afegão Fawad Murad, na sitar.
“The last song” conta a história de uma despedida dolorosa e inevitável. A letra, acompanhada por piano, percussão e sitar, faz-nos um convite: uma última canção, uma última dança, e depois, o esquecimento. Se por um lado, “The last song” difere muito, na sonoridade e na temática, dos temas em “Jenny”, é por outro lado uma proposta de desfecho: Jenny dialogava com um fantasma que a assombrava, e agora, esse fantasma despede-se de vez.
“The last song” está disponível nas habituais plataformas digitais de streaming.
Link: https://onerpm.link/347482550266
Redes sociais dos artistas: @mariafkopke @treegotunes @fawad__murad_music
Manuel Fúria – Os Perdedores (2022) (álbum)
Perder é a Glória dos Bravos
“Eu sinto uma disposição/ Eu sinto uma inclinação/ Para falar, ouvir falar/Daquilo que amo”. “Prece 909”, Os Perdedores
O disco mais pessoal de Manuel Fúria – ele que só sabe edificar uma arte assente na biografia. O passado quer-se arrumado em cima da cama como o vestuário que já não serve. Fúria decide catalogar a memória e arriscar a reinvenção. Ao banho de uma nostálgica melancolia, como aconteceu em périplos anteriores, prefere tentar uma catarse antes da luz.
Para isso, assume a dor da perda e a religião. Lembra mártires, denuncia massacres, nomeia a brevidade de tudo, homenageia um chão. Coloca na montra das lojas que já morreram destroços, raízes, o rosto de pessoas que foram decisivas, paisagens que determinam vidas.
“Os Perdedores” é o disco de uma banda de quem já teve uma banda. É nessa contradição que se cumpre e se transcende.
Reúne um punhado de canções de um rockeiro que adere à electrónica para dizer o tempo das guitarras. Uma electrónica sem heroísmos, que, ela própria, homenageia um cânone. Quase como um paradoxo, o sentido é o de densificar e convocar sombras. Para depois voltar a uma possibilidade, assente na glória de perder.
Músicas de quem já foi “o maior” e quer purgar a soberba e outros deslumbres. Canções de quem aceitou a escultura do tempo e procura formas de salvação possível ao gritar o nome dos amigos naufragados ou ao lembrar a infância, dividida entre a cidade e as serras, de “um menino de seu pai”.
“Os Perdedores” é o melhor título para um álbum musical-conceptual concretizado num tempo em que o triunfo mentiroso é o fetiche dominante. A autoria é apagada para dar lugar ao escândalo do anonimato.
Bravo gesto de quem se despede, acerta contas, paga dívidas, acorda noutra manhã. Que é como quem diz: de quem alinha os escombros e abre, com o destemor da fragilidade, as portadas do futuro.