Neste Embalo, o guitarrista madeirense André Santos decidiu gravar um conjunto de sete canções sozinho à guitarra (e ao cordofone madeirense, Rajão, numa das faixas), apenas com uma excepção: convidou o seu amigo Salvador Sobral para dar voz à canção que encerra o disco – Jobim – uma ode à música brasileira, com música de André Santos e letra de Salvador Sobral. Todos os temas são originais excepto Veneno de Moriana, um tema tradicional madeirense, para o qual André Santos fez novo arranjo.
«Este disco é um retrato fiel do músico que me sinto hoje em dia, fruto das muitas experiências musicais que vivi nestes últimos 6 anos desde que regressei de Amesterdão e gravei o meu último disco.
Logo à partida, no contacto mais profundo com a música tradicional madeirense e os seus cordofones, no projecto MUTRAMA; nos discos que gravei em parceria com o meu irmão Bruno, no projecto Mano a Mano e em muitos outros desafios, como guitarrista e director musical de vários projectos.
Para este disco, gravei bem mais que 7 temas, e depois fui selecionando, retirando, reduzindo ao essencial. Meia-hora de música, em prol da cronologia deste Embalo.»
O disco estará disponível para venda e nas plataformas digitais do músico, a 7 de dezembro. O VIDEOCLIPE sai a 3 de dezembro.
ANDRÉ SANTOS
Mano a Mano · duo de guitarras com o irmão, Bruno Santos 4 discos MUTRAMA · direção musical do projeto onde reinterpreta o cancioneiro tradicional da madeira Salvador Sobral · Quinta das Canções · Paris, Lisboa, 2019 e BPM, 2021 António Zambujo, homenagem a MAX · direcção musical e guitarra Maria João e Carlos Bica, quarteto Cantigas de Maio · Com João Neves, Bernardo Moreira e Ricardo Dias Joana Alegre · homenagem Manuel Alegre, com Camané, Jorge Palma, Agir, Ana Bacalhau, Cristina Branco – direcção musical e guitarra Rita Dias · direção musical e guitarra
Outras participações (em disco e ao vivo): Carminho, António Zambujo, Joana Alegre, Diogo Picão, Teresinha Landeiro, Júlio Resende, Ricardo Toscano, Rita Redshoes, João Mortágua, Magano, Ana Moura, entre outros
Porn Grenade – Troubles (2022) (single)
Olá somos uma banda independente de Stoner Rock originária de Lisboa. Heis um pouco da nossa história no multiverso da distorção:
Após o lançamento do seu EP homónimo em Maio de 2022 e de dois concertos físicos realizados em território luso: um na Fábrica do Braço de Prata em Lisboa e outro na Criarte Cascais Jovem em Carcavelos ano presente, e um concerto virtual em tempos de isolamento em 2021 gravado e transmitido no Youtube com a realização do jovem realizador Tiago Gameiro. Porn Grenade tem presenciado uma excelente recepção tanto da parte do público como de rádios emissoras e rádios online à volta do globo como Brasil, US, UK, Alemanha. Espanha, França, Austrália, Chile entre outros países (infelizmente em Portugal ainda não, mas a granada não perde a esperança).
É uma banda que parte na base do Stoner Rock, apesar de existirem anotações de outros estilos como: Blues rock, Prog Rock, Punk, Doom Metal entre outros estilos consoante as influências pessoais de cada músico do projecto, mas para tornar uma catalogalização simples e descomprometida é um projecto de Rock.
Dia 7 de Novembro estreou o 2º Videoclipe da banda com o tema “Troubles” presente no EP homónimo da banda e 4º single lançado pelas granadas.
“Troubles” conta a ansiedade e a depressão de uma geração que se formou ou se estava a formar em plena crise de 2008, que apesar de ser a geração com mais habilitações até a data viu os seus sonhos embargados por uma crise económica que herdou de gerações passadas.
Dado a esta narrativa e ao projecto ser uma banda independente, sem agenciamento ou mesmo label, os membros optaram por fazer uma mistura de vídeos cedidos pelo público durante as suas actuações e uma viagem que os dois membros fundadores do projecto: Pedro Chagas (Guitarrista) e Sérgio Cruz (Baterista), fizeram durante o Verão ao interior norte português, num mote de escapar à azáfama das vidas reais na grande cidade.
A ideia é algo cru e real, rústico mas verdadeiro; de forma a demonstrar quão orgânica é a banda e que mesmo sem grandes recursos, se a vontade é fazer música, apenas é preciso abraçar aquilo que são e expor-se ao público no modo mais próximo possível, mesmo que toda a footage seja proveniente de smartphones, de amigos e fãs que tão amavelmente cederam ao projecto. Tudo isto montado com uma pegada estética dos videoclipes da década de 90.
A banda encontra-se em produção do próximo single e a preparar-se para o regresso aos palcos ainda este ano se possível já tendo algumas datas alinhavadas para o início de 2023.
Divulgamos a novidade que Porn Grenade apresenta um alinhamento novo, com novo baixista. Bruno Fernandes que se junta assim ao malabarismo de granadas com: Pedro Chagas (Guitarra/Harmônica), Sérgio Cruz (Bateria/Back Vocals) Diogo Vasconcelos aka Double D (Voz) e Nuno Soares (Viola de Arco).
Linktree: https://linktr.ee/porngrenadeofficial
Esperamos que gostem do nosso novo e humilde vídeo.
Videoclipe: https://youtu.be/s8CR5mmEQ28
Callaz – Am-Dram (2022) (single)
A música de Maria Soromenho diz Callaz à frente, pseudónimo com o qual assina o seu percurso artístico desde 2017. Aprendeu a misturar sons sozinha, dando à sua linguagem musical o barulho de fundo próprio da autonomia.
“Queima Essa Ideia” (2020), “Living in a Garage” (2021) e “Galazaar” (2022) são os títulos dos singles que compôs durante o tempo que esteve em Berlim, produzidos pela artista Ah! Kosmos. O quarto tema da colaboração com a artista baseada em Berlim chama-se “Am-dram” e é agora apresentado como prelúdio da intenção de experimentar novas ideias na performance em palco.
O processo de Callaz na escrita e composição do tema “Am-dram” carrega as experiências da própria artista durante o Verão de 2022 passado em Antuérpia. Gravado e misturado num dia, no Fuu Studio Berlin e com teledisco realizado por Guilherme Valente, “Am-dram” é uma composição eletrónica, escrita em português, lo-fi, intensa e um prelúdio da intenção de experimentar novas ideias, tal co-mo o titulo sugere: “Amateur Dramatic”.
Callaz conta já com dois LPs e dois EPs, compostos e produzidos em diversos pontos da Europa e Estados Unidos, que têm subido aos palcos de tantas cidades como as que fazem parte da sua geografia afetiva e da história de cada uma das suas obras.
No primeiro EP, Beer, Dog Shit & Chanel N°5 (2017), coleção de cinco faixas produzida por Filipe Paes, estreia-se com um enredo aparentemente solarengo no qual picos de ansiedade, memórias turvas e afetos sobem ao palco sob um filtro retro. Sentem-se ecos do pesar melancólico de Nico e indícios de uma vontade pop experimental a que assistiríamos com The Space Lady.
Volvido um ano da sua estreia, Callaz edita o seu segundo EP Gaslight (2018), uma produção a cargo de Primeira Dama e Chinaskee, no qual se confirmam as ambições do primeiro EP. Tanto são aprofundados os devaneios e conclusões tirados a partir de experiências na primeira pessoa, como são poetizadas em canção figuras como Florbela Espanca ou Mary Landon Baker.
Após o lançamento de Gaslight, Callaz toca pela primeira vez fora de Portugal, em Los Angeles. É nesta viagem que começa a desenvolver a matéria prima que mais tarde se torna o seu primeiro disco. Inicia um longo processo de experimentação: as músicas são escritas ao longo de vários meses e exploradas ao vivo em vários sítios da Europa.
É nesse panorama que edita o auto-intitulado disco de estreia, Callaz (2020). Produzido em Lisboa por Adriano Cintra, agrupa dez temas numa cativante e imaginativa fusão de pop eletrónico e indie rock, com refrões incisivos e canções enraizadas na escuridão dançante a que já nos habituou.
No seu último disco, Dead Flowers & Cat Piss (2021), percorre o espectro que liga o pop eletrónico da pista de dança à sonoridade contemplativa de quem compõe sozinha no quarto. Produzido por Helena Fagundes, numa colaboração espontânea durante o confinamento, o disco junta 10 temas que revelam a vontade de experimentação, não só de ritmo e melodia, mas também de constante remodelação do seu processo criativo.
Callaz tocou ao vivo em Lisboa, Los Angeles, Malmö, Reykjavík, Berlim, Madrid, Bruxelas e fez uma digressão em Nova Iorque dando concertos em prestigiadas salas como The Bowery Electric e Rockwood Music Hall.
Coelho Radioactivo e Os Plutónios (EP)(2022)
“Passados quase oito anos do “Canções Mortas” lanço finalmente o meu terceiro disco acompanhado pelos meus queridos Plutónios, Carlos Rosário, Pedro Teixeira e Ricardo Barros. Foi dos discos que mais me custou lançar cá para fora, passou por incertezas e incapacidades minhas, momentos em que parecia muito distante, e outros momentos em que parecia estar ali quase ao meu alcance. Por outro lado, foi o primeiro disco de Coelho Radioactivo feito na sua totalidade em partilha com outras pessoas. Coelho Radioactivo nasceu algures em 2007, por essa altura já tinha conhecido o Ricardo Barros e o Carlos Rosário, no quinto e sétimo ano respectivamente. Pela altura do lançamento do meu primeiro EP, em 2009, eles tinham uma banda chamada Triple Plug, com outros amigos, entre os quais Pedro Teixeira. Quando surgiu a possibilidade de ir tocar ao festival termómetro achei que o melhor seria ir acompanhado de uma banda, fiz o convite aos três ilustres acima mencionados, e estavam assim nascidos Os Plutónios. Continuámos obviamente com a colaboração, às quatro músicas que aprendemos primeiro fomos acrescentando outras, eu trazia uma música de Coelho já feita, e fazíamos um novo arranjo à banda de rock, guitarra eléctrica, baixo, teclado e bateria; algumas músicas chegavam a ter até mais de uma versão ao longo do tempo, conforme o que andávamos a ouvir e a tocar. Eventualmente começámos a ter uma linguagem mais definida, e foi aí que começaram a surgir as músicas deste disco, músicas que agora só fazem sentido quando tocadas por esta banda, e que não teriam grande piada se eu as tocasse sozinho. Depois da gravação das bases das canções, o disco entrou no campo do Production Hell, regravaram-se instrumentos, regravaram-se vozes, reescreveram-se letras, cortaram-se músicas, perderam-se ficheiros, foise perdendo e ganhando ânimo, e desistindo e voltando ao disco. Finalmente, passados 8 anos lá conseguimos lançar um disco com o qual estamos contentes, não sem a ajuda de amigos que foram passando pelo estúdio e dando umas palavras de apoio, uns ouvidos amigos e umas vozes afinadas, entre os quais estão claro a Catarina Branco e o Luís Severo que numa visita a Aveiro passaram pelo estúdio e acabaram a gravar uns coros surpresa na Falamos do Escuro. Acabo este texto com um agradecimento a todos os que fizeram parte deste disco, directa ou indirectamente.
Coelho Radioactivo e Os Plutónios – Coelho Radioactivo e Os Plutónios (EP)(2022)
1 Perdidos
Anda Vai Prá Cama
Mão Luminosa
Fuckuldade
Falamos Do Escuro
Já Não Tenho Tempo
Pedra Solta
Não Esperes Por Mim
Coelho Radioactivo e Os Plutónios: João Sarnadas – Guitarra, Órgão, Baixo, Voz Carlos Rosário – Sintetizador, Teclados, Voz Pedro Teixeira – Bateria Ricardo Barros – Baixo
Convidados: Catarina Branco – Voz em “Falamos do Escuro” Luís Severo – Voz em “Anda Vai Prá Cama” e “Falamos do Escuro” Captação – João Sarnadas Misura – João Sarnadas & Rafael Silva Masterização – Rafael Silva Arte Gráfica – Rubber Mirror
António Vale Da Conceição – AT YOUR SERVICE, MA’AM 2 (2022)(EP)
At your service, ma´am 2 (AYSM2) é o nome do EP sequela de António Vale da Conceição com edição marcada para 2 de Dezembro. O produtor e compositor traz-nos a conclusão à sua colecção de músicas At your service, ma´am com 7 temas que prometem manter o calor do Verão pelo Outono e Inverno dentro.
O que soava à banda sonora de um filme policial/ cómico/ romântico revela-se nesta sequela um filme, afinal, mais maduro e espiritual. AYSM2 debruça-se sobre uma paleta de estilos que oscilam entre o pop gingão, o Cha-Cha (50s & 60s) e as vozes de um coro clerical ou tribal. Mas não são só canções. São histórias, montagens áudio (do que parecem ser arquivos de televisão, gravações pessoais, depoimentos policiais…).
António Vale da Conceição já nos tem vindo a habituar a um filtro cinematográfico na sua música e este EP é, sem dúvida, um aprofundamento dessa assinatura ao explorar sentimentos, moods, personagens que vão além do enamorado/a, dos amores perdidos ou achados. AYSM 2 fala-nos de desafiar a monotonia, de confiança, de libertação espiritual, de “olhares largos” como nos diz na canção “Confidance” (Dança da confiança).
Eis o final de AYSM!
BIOGRAFIA ANTÓNIO VALE DA CONCEIÇÃO António Vale da Conceição é o nome do autor do EP At your service, ma´am. O Produtor e Músico de Macau, integrante da banda Turtle Giant, é agora residente em Portugal e exerce os papéis de compositor de bandas sonoras e produtor de projectos diversos. Desde 2011 que António Vale da Conceição integra a banda Turtle Giant, o trio de rock de Macau que se veio a internacionalizar em 2009 com o seu o primeiro álbum Feel to Believe, onde temas como “Sunlight” foram usados em séries Norte Americanas como Ghost Whisperer e 90210. De seguida lançam em 2011 o EP All Hidden Places, agora já com Conceição. O EP reclamou espaço no círculo musical Norte Americano, fazendo-se ouvir em estações de Rádio como KEXP e em filmes como 10000 Saints de Ethan Hawke, estreado em 2015 no Sundance Film Festival. Foi também com esse EP que ingressam numa tour Norte Americana onde tocam no SXSW (South by Southwest), em Austin, Texas, no palco da KEXP e no Toronto Music Week. Ainda em 2015 Turle Giant lançam o seu álbum Many Mansions part 1 com o tema “Georgie” a destacar-se com a integração na série Super Girl da CBS e CW, agora disponível na Netflix, e com o tema “Orange Grape” destacado na série Chicago Fire da NBC. Conceição é também autor de temas e bandas sonoras para Cinema e Televisão, destacando-se na relação próxima com o realizador António Caetano Faria, assinando a música dos seus filmes RUTZ, O Cravo, INA e, em 2021, A beautiful game – um filme que conta a história de um menino de Macau que aspira jogar no Benfica em Portugal, inspirado pela figura do grande “Pantera Negra”, Eusébio da Silva Ferreira. Em 2021, António Vale da Conceição lança o seu primeiro álbum de piano Four Hands Piano, disponível no Spotify e qualquer outra plataforma, um conjunto de temas para filmes não utilizados recuperados da gaveta. É igualmente em 2021 que Conceição realiza e compõe a música para o documentário Beyond the Spreadsheet: The Story of TM1, um documentário que conta a história de vida e contributo tecnológico de Manny Pérez – o génio matemático que criou em 1983 a tecnologia que permitiu ao mundo efectivamente lidar com a complexidade de dados no mundo – A Base de dados Funcional (ou o Excel em esteróides). O documentário foi vencedor do Festival Internacional de Cinema de Anatolia, Turquia 2021 e Selecção Oficial do OFF Berlin e Madrid, e do Portland Film Festival 2021.
Depois de este ano terem lançado um EP “Day Dreaming” e mais dois singles “No Good” e “From My Heart” sai agora “Miss You”.
Esta Música que fala sobre a saudade e a forte vontade de estar com alguém reflete de forma bastante clara as influências RnB, Neo Soul, Jazz e Pop do grupo.Os ALSO, dupla de música composta por Alex Sweeney( Produção e guitarras) e Sofia Costa (melodia e letras) surgiram no final de 2020 com o seu primeiro single “Ready” ,o Duo Lisboeta que este ano atuou nas Festas Do Mar e na sala de espetáculos da associação cultural “Criativa” planeia para o ano lançar um novo EP.
Kateryna Avdysh é uma cantora de jazz da Ucrânia. O single “O meu mar” foi lançado no dia 25 de Novembro de 2022.
Nesta entrevista apresenta o seu último trabalho discográfico, que é também o seu primeiro lançamento em Portugal, anunciando também o lançamento do seu videoclipe que acontece hoje, 1 de Dezembro de 2022.
É o resultado de uma colaboração realizada com músicos portugueses. Kateryna conta-nos sobre o seu percurso na música em Kiev (Ucrânia), sobre a sua viagem para Portugal, devida também à situação de conflito que se verificou naquele país a partir de Fevereiro de 2022.
“Vim para Portugal há uns meses atrás, devido à guerra no meu país. Antes disso, na Ucrânia, tive o meu próprio projeto de jazz contemporâneo, chamado AVDYSH, que decidi reunir aqui, em Lisboa. Após esta decisão, reunimo-nos no estúdio, juntamente com Vasco Pimentel no piano, Gonçalo Naia no contrabaixo e Bruno Pedroso na bateria, para gravar o primeiro single.
A ideia principal do projeto AVDYSH é prestar atenção à música moderna qualitativa, à língua, cultura ucraniana e falar da Ucrânia como um país forte e independente. Os principais géneros do projecto são o jazz contemporâneo e a fusão. Ligamos a liberdade da música jazz, a profundidade dos motivos ucranianos e a visão do mundo numa forma de arte contemporânea. A minha mudança para Portugal foi acompanhada por algumas colaborações e concertos um pouco por todo este país magnífico.”
Ditado – “Até Depois” e “Sentidos” (2022) (singles)
Quem é o Diogo?
Sou um pequeno artista, compositor e músico, mestre em engenharia electrotécnica e de computadores e treinador de judo. Tenho 29 anos e fui criado no concelho de Almada, hoje em dia a viver em Lisboa. Desde cedo fui fazendo o meu caminho musical com aulas e a praticar diversos instrumentos, desde bateria ao piano, passando pela guitarra, baixo, até chegar ao aparelho vocal. Aí percebi que podia escrever as minhas próprias canções. Na minha família a música sempre foi um estímulo para a felicidade, quase todos aprenderam música e os que não aprenderam são apaixonados por ela, acho que o bichinho já nasceu comigo. Em 2007 comecei a tocar em bandas, e em 2018, já com alguma estrada na minha juventude, criei o meu nome artístico que advém das duas primeiras letras do meu nome, e da palavra ditado – ouvir e escrever. As minhas letras são muito sentidas e com uma forte mensagem, com peso nas palavras. Falando um pouco sobre Ditado..
Quem é então o Ditado?
Ditado é um artista português, que se expressa na sua língua, e que procura acima de tudo partilhar a sua visão sobre o que o rodeia, tendo em conta todas as suas vivências e experiências. Nesta mensagem pretende mostrar que é possível transformar momentos menos positivos em histórias, com as quais é sempre possível aprender e crescer.
A sua música bebe de vários estilos musicais, com o propósito de criar um ambiente muito particular onde as suas palavras possam ganhar mais cor. Cresceu a ouvir referências nacionais como Da Weasel, Rui Veloso, Sam The Kid ou Pedro Abrunhosa, e mais recentemente tem sofrido influências como Slow J ou NBC.
Ditado apresentou-se pela primeira vez em 2019, com o single ‘’Sentidos’’, onde revelou imediatamente uma novidade sonora muito caracterizada pelo seu timbre e intenção das palavras. Lançou também um EP a solo, no final de 2021, onde compila 5 canções num registo mais calmo e despido, apenas à guitarra. O EP serviu de interlúdio ao álbum lançado este ano, em 2022, que conta a sua própria história num formato menos habitual.
O artista começou por compor e pré-produzir os seus temas, tendo do seu lado um dos seus melhores amigos Diogo Pinho a acompanhar a evolução das composições, após longos anos a tocar juntos em bandas ou em duo, ambos impulsionaram esta vontade de fazer temas originais e tocá-los para as pessoas. Aí encontraram Renato Grilo que produziu cinco dos temas que fazem parte do álbum homónimo, em conjunto com Ditado e Pinho, os restantes temas do álbum contaram também com a produção de Bondz, completando o quarteto que acabou por produzir o álbum todo. A banda formou-se naturalmente com um conjunto de músicos e amigos que já tinham partilhado o palco juntos em diferentes projetos. Formou-se assim a banda de Ditado, com Ditado na voz e guitarra, Pinho e Renato Grilo na direção musical, guitarrista e baixista respectivamente, nas teclas Gonçalo Pinto, na bateria Diogo Beleza e nas vozes Gonçalo Dores. Ao vivo a banda prepara ainda a estreia com um espetáculo que tem vindo a ser trabalho no último ano. A capa do álbum é uma obra de Catarina Nilo Fonseca.
Perpétua editam vinil “Muito Mais” com cinco músicas de Carlos Paião Depois do sucesso do álbum de estreia “Esperar Pra Ver”, Perpétua estão de volta para mais uma aventura. “Muito Mais”, EP de homenagem a Carlos Paião, é agora lançado em formato vinil e vem acompanhado de um videoclipe do single homónimo. Perpétua acabam de lançar “Muito Mais”, um Extended Play composto por três grandes êxitos – “Pó de Arroz”, “Playback” e “Cinderela” – e duas canções – “Muito Mais” e “Eu Não Sou Poeta” -, que não tiveram tempo de brilhar na obra do cantautor ilhavense Carlos Paião. Resultado de uma parceria com a Câmara Municipal de Ílhavo, é uma celebração da discografia de Paião, refrescada por uma banda que se eleva para além dela própria através do repertório do seu conterrâneo. Carlos Paião partiu cedo demais, mas façamos um exercício. Imaginemos que ele teria nascido em meados dos anos 90. Como seria a sua música, caso ele fosse um jovem suburbano contemporâneo, ao mesmo tempo saudosista do fenómeno disco dos anos 70 e 80 e entusiasta das estéticas mais modernas, da sensibilidade pop às nuances alternativas? Foi neste exercício de reinvenção que Perpétua decidiram trabalhar, colorindo com as suas cores os desenhos deixados pelo seu conterrâneo no século passado, bem antes do nascimento de qualquer um dos membros.
O videoclipe de “Muito Mais” personifica as raízes de ambos, na natureza e serenidade do Jardim Oudinot, com o célebre Navio-Museu Santo André como pano de fundo. Carlos Paião nasceu a 1 de novembro de 1957 e, desde cedo, desenvolveu uma forte ligação a Ílhavo e ao Mar. Filho dos ilhavenses Capitão Carlos Manuel Paião e Professora Ofélia Machado, contribuiu para enaltecer a Cultura local (e nacional) no mundo. O teledisco tenta dizer Paião sem nunca o dizer, numa viagem audiovisual minimalista, descontraída e contagiante captada pela câmara de Bernardo Limas e com edição de Xavier Sousa, baixista da banda.
O EP “Muito Mais” pode ser escutado em todas as plataformas digitais habituais e conta com uma edição exclusiva em vinil, que será lançada durante a Milha – Festa da Música e dos Músicos de Ílhavo, na próxima sexta-feira, dia 4 de novembro. O vinil poderá ser adquirido nos espaços do 23 Milhas, na loja do Museu Marítimo de Ílhavo e na Loja Online do Município de Ílhavo. Diogo Rocha, Rúben Teixeira e Xavier Sousa conheceram-se numa escola de música, na Gafanha da Nazaré – Município de Ílhavo, onde se iniciaria o percurso musical de cada um, bem como uma amizade que viria a ser a semente de onde germinaria a Perpétua. O Diogo viria a conhecer a Beatriz Capote no ensino secundário e foi o gosto pela música que os fez manter contacto desde então. Juntos pontuam o território com uma bateria marcante, um baixo cavalgante, guitarras que oscilam entre as profundezas da reverberação e os tons saltitantes disco, uma voz suave e teclados que cosem tudo isto em paisagens sonoras imaginativas e frescas. O resultado final são refrões “orelhudos” e melodias doces inéditas, que prometem uma jornada sonora memorável, composta e pensada no dia a dia de um qualquer alguém.
Lançaram o seu primeiro single “Condição” em setembro de 2020 e estrearam-se logo em novembro do mesmo ano. Lançaram o seu álbum de estreia “Esperar Pra Ver” em março de 2021 e com ele o single “Perdi a Cor”, que tem tido airplay constante, em rádios nacionais e regionais, e foi também escolhido para integrar a coletânea Novos Talentos FNAC 2021.
Metamito – Oração Sem Sujeito (2022) (single)
SINGLE “ORAÇÃO SEM SUJEITO”
Após desvendar em Maio deste ano “Soro da Verdade”, Metamito apresenta hoje o segundo single “Oração Sem Sujeito” do seu longa-duração de estreia. Este tema é editado pela Bait Records, acompanhado por um videoclipe realizado e produzido pelo próprio artista e pela já habitual colaboradora Ísis Gonçalves. Oração Sem Sujeito é uma musica densa, de estrutura atípica e experimental, onde Metamito atinge o ponto mais alto de tensão e libertação do álbum. Nesta faixa, a já característica fusão de elementos tradicionais como a guitarra portuguesa com uma abordagem moderna à produção revelada em 808’s, synths e beats em simbiose com ritmos rústicos permite a viagem entre o tribal e o futurista. Uma viagem que passa pela dúvida e pelo vazio, terminando num tom melancolicamente esperançoso.
“Oração Sem Sujeito”, segundo single do LP homónimo de Metamito, já se encontra disponível em todas as plataformas digitais.
DISCO METAMITO
O disco de estreia homónimo de Metamito é editado dia 18 de Janeiro de 2023.
“Vem despertar do Sono, e lembrar que o Sonho é a Realidade”. É com este verso que Metamito abre o seu primeiro álbum e estas palavras surgem como uma mão que se estende e convida o ouvinte a entrar numa viagem aos confins da sua mente. Este é um disco que pede para ser ouvido numa boa escuta, de olhos fechados e atentos, como quem visita um museu no seu subconsciente.
São 9 faixas onde Metamito cristaliza a sua estética e identidade, ambas muito próprias, com canções que nos remetem para viagens espirituais e psicadélicas. São cantados os mistérios da Vida e do Ser, interpretados de forma tendencialmente idealista e mística, como já nos tem habituado.
Situando-se algures entre o psych-pop e o psych-folk, a produção é extremamente densa e detalhada, criando um universo sonoro que permite a descoberta de novos pormenores mesmo após várias audições. Quanto à instrumentação, ouve-se uma mistura de elementos orgânicos e tradicionais como guitarras clássicas e portuguesas ou piano e percussões com elementos sintéticos e modernos como sintetizadores e beats eletrónicos. Há uma profunda exploração do espaço e profundidade com recurso a variados efeitos, e uma voz doce e subtil liga todos estes elementos.
Toda a composição, execução, gravação e produção são de António Miguel Serra (Metamito). A mistura ficou ao encargo de Pedro Ferreira, no HAUS, e a masterização de João Alves, no Sweet Mastering Studio.
BIOGRAFIA METAMITO
Metamito é um projeto musical que visa diluir a fronteira entre o sonho e a realidade. Fruto da imaginação de António Miguel, músico multi-instrumentista e produtor da zona de Sintra, tem vindo a ser descrito por alguns como um dos mais inovadores e promissores projetos do panorama musical português.
É um projeto totalmente independente, desde a criação até à distribuição, o que se reflecte na sua expressão musical autêntica e livre. Com uma sonoridade “dreamy” e “neo-psicadélica”, aborda temas como o mito, a mística, o amor, a verdade e a vida mas o seu som é diversificado e em constante mutação por isso é difícil de o fechar numa caixa. Existem travos de dream pop, rock psicadélico e world music, entre muitos outros.
Em 2019 lançou independentemente o seu primeiro EP Reflexo. Em 2020 saiu “Pandora”, single de pop alternativo, mais sintetizado e dançável do que os seus registos anteriores.
Inspira-se em artistas como Tash Sultana, Noiserv, FKJ ou binkbeats para apresentar as suas músicas em formato “one man band”, tocando diversos instrumentos, com uma Loopstation como “cérebro” do espetáculo. O seu maior recurso é a guitarra e a voz mas recorre também a sintetizadores e efeitos variados. Todas as camadas são criadas no momento e cada concerto é sempre diferente do anterior, havendo bastante espaço para improvisação e viagem. Já pisou vários palcos em Portugal e Espanha. Em 2020 foi o vencedor do concurso Music Unlock by SBSR, tendo assegurado a sua presença no cartaz da edição seguinte do Festival Super Bock Super Rock.
Kateryna Avdysh é uma cantora de jazz da Ucrânia. O single “O meu mar” será lançado no dia 25 de Novembro de 2022.
“Vim para Portugal há uns meses atrás, devido à guerra no meu país. Antes disso, na Ucrânia, tive o meu próprio projeto de jazz contemporâneo, chamado AVDYSH, que decidi reunir aqui, em Lisboa. Após esta decisão, reunimo-nos no estúdio, juntamente com Vasco Pimentel no piano, Gonçalo Naia no contrabaixo e Bruno Pedroso na bateria, para gravar o primeiro single.
A ideia principal do projeto AVDYSH é prestar atenção à música moderna qualitativa, à língua, cultura ucraniana e falar da Ucrânia como um país forte e independente. Os principais géneros do projecto são o jazz contemporâneo e a fusão. Ligamos a liberdade da música jazz, a profundidade dos motivos ucranianos e a visão do mundo numa forma de arte contemporânea. A minha mudança para Portugal foi acompanhada por algumas colaborações e concertos um pouco por todo este país magnífico.”
Jorge Moniz – Cinematheque (2022) (álbum)
JORGE MONIZ APRESENTA O DISCO “CINEMATHEQUE”
“Este é um disco iluminado para percebermos um tempo onde, no meio do ruído e da falta de memória, é preciso recuperar esta última com doses reforçadas de melodia. É assim que se faz a banda sonora dos sonhos e pesadelos dos seres humanos… É, no seu todo, uma obra de alquimia requintada” – Jornal Económico
O músico e compositor Jorge Moniz cujo percurso se tem desenvolvido em múltiplas linguagens musicais, que vão do pop ao jazz, apresenta o seu mais recente álbum “Cinematheque”.
O disco que tem sido aclamado pela crítica nacional e internacional dá continuidade à formação clássica do músico e revela as suas últimas experiências numa linguagem mais próxima do universo erudito, nomeadamente através da instrumentação para piano, quarteto de cordas, clarinete baixo e voz, a que se juntam discretas sonoridades eletrónicas.
As obras que dão corpo a este projeto revelam uma sonoridade próxima de uma atmosfera cinematográfica de toada melancólica e contemplativa, resultado de um introspetivo processo composicional. A abordagem musical é complementada com uma forte componente visual, quer através do desenho de luz como de imagens projetadas em tela, numa estreita colaboração com o realizador Fernando Silva e com Chris Bigg na edição discográfica.
“Cinematheque” apresenta uma linguagem íntima que define a visão pessoal do músico Jorge Moniz de uma nova música de câmara. O compositor transporta os ouvintes através de paisagens altamente poéticas. O título desta coleção de música não poderia ser mais adequado, uma vez que o poder evocativo da música é muito forte. Entre estes temas instrumentais podemos encontrar “Dreams”, com a voz da talentosa Inês Jacques.
BIOGRAFIA JORGE MONIZ
Moniz estudou na Academia de Amadores e no Conservatório Nacional, onde concluiu o 7º ano do curso de Piano. Simultaneamente, estudou bateria no Hot Clube de Portugal. Licenciado em Composição pela Escola Superior de Música de Lisboa (1999) e Mestre em Etnomusicologia pela Universidade Nova de Lisboa (2007), e doutorado em Artes sobre Música Cinematográfica pela Faculdade de Letras de Lisboa em 2017. Jorge Moniz é professor no Conservatório Regional de Setúbal, na Universidade Lusíada de Lisboa e na Escola de Jazz de Luiz Villas-Boas, o Hot Clube.
Foi o fundador da Escola de Jazz do Barreiro em 1999.
Ao longo da sua carreira como músico, colaborou e gravou em inúmeros projetos, principalmente no domínio do Jazz.
Em 2010, lançou o seu primeiro álbum em nome próprio com o título “Deambulações” que foi amplamente aclamado pela crítica. O seu 2º álbum, intitulado “Inquieta Luz”, foi lançado em 2014.
Atualmente integra, entre outros projetos: o quarteto de Beatriz Nunes (desde 2012), e com ela colaborou no “Canto Primeiro”, álbum editado em 2018; toca com o cantor Paulo Ribeiro, com quem tem desenvolvido inúmeros projetos ao longo dos últimos anos. Recentemente, em parceria com Luís Barrigas e João Custódio, criou o álbum “Indra”. Trabalha intensamente na área da composição teatral e cinematográfica, tendo composto recentemente a banda sonora de “Katabatik Fisherman” (2018) de Dean Radovanovic. Para além da sua atividade como músico e compositor, desenvolve investigação etnomusicológica no Cante Alentejano. Moniz é atualmente diretor artístico do festival internacional de jazz “Jazz no Parque” no Barreiro (Portugal).