Jorge Moniz – Cinematheque (2022) (Entrevista + Álbum)

Jorge Moniz – Cinematheque (2022) (Entrevista + Álbum)

Jorge Moniz apresenta na Rádio Olisipo o seu recente trabalho discográfico com título “Cinematheque”. Contextualiza o álbum na sua estética musical, a metodologia, as referências musicais e cinematográficas, assim como toda a arte gráfica e audiovisual envolvida. Jorge anuncia também o seu próximo concerto em Loulé no dia 27/11.

“Este é um disco iluminado para percebermos um tempo onde, no meio do ruído e da falta de memória, é preciso recuperar esta última com doses reforçadas de melodia. É assim que se faz a banda sonora dos sonhos e pesadelos dos seres humanos…É, no seu todo, uma obra de alquimia requintada” – Jornal Económico

O músico e compositor Jorge Moniz cujo percurso se tem desenvolvido em múltiplas linguagens musicais, que vão do pop ao jazz, apresenta o seu mais recente álbum “Cinematheque”.

O disco que tem sido aclamado pela crítica nacional e internacional dá continuidade à formação clássica do músico e revela as suas últimas experiências numa linguagem mais próxima do universo erudito, nomeadamente através da instrumentação para piano, quarteto de cordas, clarinete baixo e voz, a que se juntam discretas sonoridades eletrónicas.

As obras que dão corpo a este projeto revelam uma sonoridade próxima de uma atmosfera cinematográfica de toada melancólica e contemplativa, resultado de um introspetivo processo composicional. A abordagem musical é complementada com uma forte componente visual, quer através do desenho de luz como de imagens projetadas em tela, numa estreita colaboração com o realizador Fernando Silva e com Chris Bigg na edição discográfica.

“Cinematheque” apresenta uma linguagem íntima que define a visão pessoal do músico Jorge Moniz de uma nova música de câmara. O compositor transporta os ouvintes através de paisagens altamente poéticas. O título desta coleção de música não poderia ser mais adequado, uma vez que o poder evocativo da música é muito forte. Entre estes temas instrumentais podemos encontrar “Dreams”, com a voz da talentosa Inês Jacques.

Rita Dias – Morremos Tanto Para Crescer – (2022) (álbum + entrevista)

Rita Dias – Morremos Tanto Para Crescer – (2022) (álbum + entrevista).

Rita Dias apresenta nesta entrevista o seu recente disco “Morremos Tanto Para Crescer” (2022) e anuncia a sua próxima apresentação no Festival Super Bock em Stock no dia 25 de Novembro de 2022.

Rita Dias começou por apresentar “A Ti, Nunca” primeiro single de avanço do seu segundo álbum com a participação de Noiserv e banda sonora da série da RTP play “A Mim, Nunca”. Morremos tanto para crescer, conta ainda com a participação de Ana Moura, produção musical de André Santos e participações de músicos como Ricardo Toscano.

Links:
https://youtu.be/3jmolmY8gSY – “A Ti, Nunca”
https://youtu.be/o1Id4wIZ1gI – “Disse que sim”
https://www.instagram.com/ritadiasoficial/
https://www.facebook.com/ritadiasoficial

Desde abril deste ano que Rita Dias tem apresentado em várias cidades este seu segundo registo – Coimbra, Figueira da Foz e Porto, sendo que esta é a primeira vez que apresenta o disco em Lisboa. Entretanto, lançou o single “Disse que sim” com videoclipe e extra deste seu disco.

“Disse que sim” foi selecionado pelo site italiano oaplus como um dos 20 temas que importa conhecer figurando assim ao lado de nomes internacionais, tendo ficado em 12º lugar: https://bit.ly/3DlqyGd . Sobre Rita o site oaplus escreveu:

“Dodicesimo posto per la cantante portoghese Rita Dias e la
sua deliziosa ballata romantica “Disse que sim“.

Gaia Mobilij – Disad’ttata (2022) (álbum + entrevista 25/10/22).

Gaia Mobilij – Disad’ttata (2022) (álbum + entrevista).

Gaia Mobilij é cantora, pianista, acordeonista e compositora oriunda de Itália. Durante os dias do Womex em Lisboa, Gaia passou na Rádio Olisipo para apresentar o seu último disco “Disad’ttata” e anunciar os seus próximos lançamentos. Nesta conversa descobrimos uma viajadora apaixonada que coloca na sua música as suas experiências de viagens, as aprendizagens e o seu encanto pela música de vários países do mundo, incluindo a própria música tradicional de Itália. Boa escuta!

DISAD’TTATA is the first solo album of GAIA MOBILIJ.

It has been realized during 7 month in very different countries and conditions : courtyards of houses in Quintana Roo , an apartment in Mexico city, an Indian home studio , master’s house in Calcutta in India, and a traditional trullo construction in Salento ( south of Italy ) .
Musicians who too part of it are all friends and incredible artists :

  • Supriyo Dutta (vocals), Subrata Bhattacharya (tabla), Debashish Haldar from INDIA.
    -Alfonso Paxtian(jacana, requite and vocals), Rodrigo Martinez (percussions), Jerónimo González (bass), Gabriel Gonzalez (bass), from MEXICO .
  • Arroneous Goldsworth (guitarron) from USA.
  • Max Shchedrovitzki (electric oud) from Israel.
  • Marina Latorraca (trumpet and trombone).
  • Andrea Rizzo (drums), Peppe Leone (Percussions), Antonio Marrone (bass), Simone Carrino (tambourine) from Italy.

GAIA MOBILIJ ’s parts songs and arrangements has been recorded , mixed and mastered at SUDESTUDIO ( Lecce ,Italy) by Stefano Manca.

Luizga, iZem – Yemamaya (2022) (EP)

Luizga, iZem – Yemamaya (2022) (EP)

At the crossroads between Brazil and Europe, between electronic rhythms and acoustic song, “Yemamaya” was crafted by Luizga, rising star of Brazilian music (Graveola, TiãoDuá, Rosa Neon) and nomadic DJ and producer iZem (Mayra Andrade, Elza Soares, Guts).


At a time when Brazil is going through a period of great social and political tension, this EP suggests taking a step back. “Yemamaya” is a positive and joyful manifesto, which explicitly pays tribute to the country’s Afro-Brazilian and indigenous heritage. It also contemplates a future inspired by the philosophical heritage of these communities and open to the rest of the world.


This project, which gave birth to the release of the EP “Yemamaya”, brings together two nomadic artists whose heart swings between Brazil and Europe, electronic rhythms and acoustic songs. Luizga brings his talent as a melodist, composer and instrumentalist, and iZem this urban and hybrid sound that is enhanced by electronic arrangements.


They first met in Lisbon, on the shore of the Atlantic Ocean, the great protagonist of the first single Yemamaya, released in the summer of 2022 and accompanied by a videoclip. Yemamaya is a made up word which was whispered to Luizga in his sleep. It’s a reference to Yemanjá, the divinity of the sea in Afro-Brazilian culture, but also to the figure of the mother (“iya” means mother in Yoruba).
Luizga grew up under the influence of Afro- brazilian cultures. His music and his spirituality are imbued with it. Yemamaya is a healing cry and one of liberation. A spiritual awakening through joy and movement, an ode to the sacred spirit of this goddess. The sea infuses vital energy, it consoles, restores courage and connects the continents.


Txaísmo, second single released in September 2022, is a musical journey through the depths of the Amazon rainforest. Luizga stayed with the indigenous Hunikuin community and brought back this
reggae imbued with ancient spirituality which we can catch a glimpse of in the videoclip dedicated to this community. Under its positive and joyful tone, this song, which features the rapper Oreia and the
leader Txana Tuin Hunikin, highlights these minorities’ ability to exist and resist despite the terrible injustices which they are victims of in Brazil.

It’s also a shared passion for Caetano Veloso and the taste for Brazilian songs of the 70s that brought the two protagonists of this adventure together. It gives the EP a sense of fusion and of hybridization inherited from the greats of the Tropicalia movement. Creating a hybrid, timeless and universal sound is incidentally the leitmotif of iZem’s work; a sound he weaves through his many collaborations with Latin American composers and singers like Josyara, Giovani Cidreira and Jimena Angel.

Jorge Moniz – Dreams (2022)

Jorge Moniz – Cinematheque (2022) (álbum).

Jorge Moniz – Forest Suite (2022)

Jorge Moniz – Luz (2022)

Elisa Rodrigues ft. Rita Onofre – Sonhar (2022) (single)

https://soundcloud.com/user-376867927/elisa-rodrigues-ft-rita-onofre-sonhar-2022-single/s-4G8gpuOBO13?si=878e7f26956e43c2b302a58779d3276f&utm_source=clipboard&utm_medium=text&utm_campaign=social_sharing

ELISA RODRIGUES REGRESSA COM O SINGLE “SONHAR”

«Sempre fiquei impressionada com a naturalidade com que o meu filho voltava a tentar andar logo a seguir a cair e com a rapidez com que o choro e a frustração se transformavam em força para tentar outra vez de uma maneira leve, simples e descomplexada. Para mim, esta canção é sobre essa leveza, esse prazer de encarar um desafio mesmo sabendo que se vai perder muitas vezes. Sobre essa coragem infantil que precisamos de reaprender se não queremos desistir de sonhar, nem de ser quem somos a caminho dos nossos sonhos» – Elisa Rodrigues

Elisa Rodrigues regressa às canções com a edição do single “Sonhar”, um dueto onde se faz acompanhar por Rita Onofre, uma cantautora promissora da mais nova geração da música nacional.

A doçura e a tranquilidade presentes nas vozes embalam e hipnotizam-nos, com uma melodia leve e quase infantil. A letra remete para a coragem de continuar a tentar, mesmo sabendo que se vai cair muitas vezes a caminho dos sonhos.

Ambas as artistas vêm do universo do jazz e a escolha de Luís Figueiredo para assinar a produção vinca ainda mais a marca desse género musical neste novo registo. Elisa destaca-se como uma artista completa que define cada vez mais a sua identidade estética, sem se limitar ao exercício de estilo das suas referências.

Sonhar é assinado por Elisa Rodrigues, Rita Onofre e Clara Dualibi. O single está disponível em todas as plataformas digitais.

Elisa Rodrigues encontra-se a trabalhar no novo EP que deverá ser lançado em breve. Entretanto vai atuar no Festival Soul de Inverno, no dia 18 de Novembro, na Casa das Artes de Famalicão. No dia 25 de Novembro sobe ao palco do Teatro Micaelense, nos Açores.

BIOGRAFIA

Elisa Rodrigues surge em 2011 com o seu álbum de estreia, “Heart Mouth Dialogues”, após vários anos de estudos musicais e participações em projetos ligados ao jazz. Com o disco de estreia apresenta uma linguagem personalizada que traduzia o gosto de múltiplas referências e uma aprendizagem com influências distintas, em especial aquela que lhe valeu, sobretudo no meio musical, passar a ser identificada como uma voz do jazz. Foi pouco tempo depois recrutada para gravar com a banda britânica These New Puritans no álbum “Field Of Reeds”, de 2013, acabando por integrar depois a digressão intercontinental do grupo.

Deixou a sua impressão digital em palcos internacionais de grande visibilidade como o do Barbican (em Londres) ou no mítico Hollywood Bowl, em Los Angeles. Por cá marcou presença em diversos festivais como o Vodafone Mexefest, Cool Jazz, MED, Douro Jazz.

Em 2018, Elisa Rodrigues lançou “As Blue As Red” o seu segundo disco de longa-duração, no qual colaboraram nomes que já passaram pelo Festival da Canção nas edições dos últimos anos como Luísa Sobral, Joana Espadinha ou Pedro da Silva Martins.

Em breve Elisa Rodrigues prepara-se para lançar o seu novo trabalho, do qual faz parte o single “Sonhar”.

Horoya – Grigribá (2022) (álbum)

Höröyá’s fourth album is called Grigri Ba – “the great spell” or “the great sorcerer” in Malinke, one of the languages of the Mandeng culture, a key influence of the band. In this album, Höröyá presents
complex rhythms in a harmonious and fluid way through a mixture of afrobeat and afrojazz. This mix consolides the group’s avant-garde style: AfroBrazilian Beat, uniting Brazil and Africa in an unprecedented way, with depth and cultural affirmation. With a unique artistic proposal, bringing the traditional and the modern together, Grigri Ba appeals to a wide audience ranging from Pop to Funk/Jazz.

The group performs both on large party stages or festivals, as well as in theaters. The show’s format favors the participation of guest artists, musicians and dancers, making the performances even more vibrant. With their fourth album, Horoya has fully emerged as a powerhouse in Brazil’s music scene, bringing again to the fore the cultural and historic identity connecting the two sides of the Atlantic.

Bio:

Höröyá is from São Paulo and formed by Brazilian and West African musicians, connecting different cultures and establishing a dialogue between Brazil and the African continent. André “Piruka”, multi instrumentalist, is the creator of the group and the conception of the musicality. Behind Höröyá’s musical force is a powerful mix of percussion instruments from different cultures, such as sabar, atabaque, djembe, cuica and dunduns. They share space with instruments of African Griots, including balafon and ngoni, along with guitars, bass, trumpet and saxophones. Höröyá’s music creates a permanent contact between different traditions, while keeping their essence. Through music, Höröyá reinterprets in a new format the origins and influences of the African and Afro-Brazilian cultures.

Aixa Figini – Trama (2022) (álbum)

Cantantautora, musicóloga, productora, educadora. Aixa es una artista versátil y multifacética, apasionada por la multiculturalidad y el diálogo entre la diversidad de lenguajes musicales.

Hoy, desde la multicultural Lisboa que elige su hogar, Aixa desenvuelve distintos proyectos artísticos: su grupo de música autoral y latinoamericana, el ensamble femenino de improvisación vocal CIRCULAR del que es creadora y directora, el proyecto À Beira do Cais – fado & tango -un espectáculo que co-creó y busca construir puentes entre ambas tradiciones urbanas, y el trabajo con improvisación y canto comunitarios con el que da workshops regularmente, entre otros.

En octubre de 2022 Aixa lanzó Trama, su primer disco solista, donde presenta composiciones propias, colaboraciones y reversiones de clásicos del folklore latinoamericano, a través de ritmos y sonidos que van desde la zamba argentina, el folklore venezolano o la guitarra portuguesa, hasta la musicalización de un poema de Octavio Paz.

Gustavito ft. Pererê – Flor de Justica (2022) (single)

“Flor de Justiça” é o quarto single do álbum do Pena de Pavão de Krishna, bloco de carnaval que faz em Belo Horizonte uma abordagem crítica e espiritualista da festa. A canção foi escrita por Gustavito Amaral em 2015, quando aconteceu em Mariana o maior crime ambiental da história de Minas Gerais, com o rompimento de uma enorme barragem de rejeitos de mineração, afetando dezenas de municípios e localidades, poluindo rios e contaminando animais. A faixa conta com o convidado especial Sérgio Pererê, que é uma grande referência musical para o grupo. O lançamento aponta para o carnaval 2023 quando o Pavão irá abordar a temática “tira o pé da minha serra”, saindo em defesa deum tombamento da Serra do Curral, que possa impedir que os projetos de mineração avancem na região que circunda a capital mineira.

A letra da canção retrata toda a indignação perante a destruição da natureza pelo ser humano, em busca do lucro sem escrúpulos. O rompimento da barragem é visto também como uma rebelião da natureza, quando o homem tenta esconder a quantidade gigante de lixo que produz e chama atenção como um alerta para a urgência de preservação da natureza no Brasil, em especial no estado de Minas Gerais. Em Minas está a maior quantidade de nascentes de água mineral pura do país, e essas reservas vem sendo ameaçadas pela mineração historicamente na região que desde os tempos coloniais ficou conhecida como fonte de minérios e pedras preciosas. O fato é que a água é que deve ser vista como a grande riqueza e a preservação das montanhas é fundamental para a permanência das nascentes.

Em especial na região da capital Belo Horizonte, existe um conjunto de serras conhecidas como “quadrilátero ferrífero”, que consiste em 4 serras abundantes em minério de ferro. O minério de ferro armazenado na estrutura dessas montanhas funciona na verdade como filtros que purificam a água, e é por isso que nessa região se encontram tantas nascentes puríssimas. A campanha para a preservação da Serra do Curral será o tema do cortejo de carnaval do Bloco em 2023 e busca trazer visibilidade para a urgência em pautar a preservação e o tombamento que pode proteger o que resta dessas fontes naturais de água pura.

O primeiro álbum do Pena de Pavão de Krishna será lançado no pré-carnaval em 2023, quando o bloco comemora 10 anos de existência. Será também um momento marcante pois será a volta do carnaval após 2 anos sem a festa ocorrer por causa da pandemia. O disco conta com a participação dos músicos da banda do bloco: Túlio Ribeiro, Manuel Andrade, Raphael Sales, Leopoldina Azevedo, Maíra Leonel, Kripalu Das e Gustavito Amaral, sendo este último responsável pela direção musical do trabalho. A produção e comunicação fica a cargo de Andrezza Coutinho e Irene do Carmo. O projeto foi viabilizado pela Lei Municipal de Cultura de Belo Horizonte e tem patrocínio da Diefra Engenharia.