O INET-md tem por objectivo principal o desenvolvimento da investigação e da criação nos domínios da música e da dança, em colaboração com diversos interlocutores e instituições. A sua acção centra-se nas seguintes vertentes:
Desenvolvimento de pesquisa transdisciplinar sobre música e dança, utilizando as perspectivas actuais da Etnomusicologia, da Musicologia Histórica, dos Estudos Culturais, dos Estudos de Música Popular, dos Estudos em Dança, da Educação Musical, da Teoria e Análise Musical, dos Estudos em Performance, da Acústica Musical, Estudos de Som e da Investigação Artística;
Estabelecimento de parcerias colaborativas com grupos e comunidades locais, artistas, decisores políticos e instituições nacionais e internacionais, no sentido de uma construção democrática e decolonial do conhecimento, com objectivos de responsabilidade social;
Promoção da investigação que fomente as relações entre países e regiões com ligações históricas com Portugal, abordando questões relacionadas com passados coloniais e contextos pós-coloniais;
Desenvolvimento da investigação artística no âmbito da criação e performance em música e dança;
Consolidação da pesquisa em produção e percepção sonoras assente em princípios da Física e da Psicoacústicas;
Promoção da investigação e da construção de arquivos audiovisuais enquanto um bem comum para a sociedade.
A investigação organiza-se no âmbito dos seguintes Grupos de Investigação:
Daniel Goiana a.k.a. Daniel Cantagalo é um pesquisador musical com estudos dedicados a estilos do Norte e Nordeste do Brasil. Também pesquisa a influência das religiões afro na música brasileira. Especialista em Bossa Nova, SambaJazz e Sambalanço. Atualmente, por meio do projeto Brazilian Caribbean Music, pesquisa e apresenta, por meio de mixtapes e apresentações ao vivo, a influência que a música caribenha teve na música do norte do Brasil, especialmente na região amazônica, entre o final da década de 1970 e início da década de 1990.
Joaõ Garcia Barreto
Portuguese Art Lover Ganho tempo de vida a ajudar a música dos outros e isto faz-me sentir bem. É um prazer. Continuem a ajudar-me a ajudar-vos. Um Abraço |
I win time in my life for supporting the music of others and it makes me feel happy. It’s a pleasure. Please keep supporting me to support you. Cheers. #iamportugueseartlover #indiemusic #portugal #music #musica
Manuel Pais (Catman)
Os Blues são as raízes, as outras músicas são os frutos.
È o que se pretende ilustrar neste programa, ao englobar os vários estilos de Blues, os seus autores e intérpretes, músicas e histórias de vida.
Músico e ex-gerente do “Catacumbas Jazz Bar”, um bar em Lisboa dedicado a espectáculos de Jazz e Blues, Manuel Pais –nome artístico Catman- está agora na rádio, apostando na divulgação da sua paixão : o Blues.
Ustad Fazel Sapand
Ustad Fazel Sapand
Fazel veio para o estúdio da Rádio Olisipo para contar um pouco sobre a sua história e sobre a sua cultura. Oriundo de Herat (Afeganistão), estudou em Kabul e hoje reside em Lisboa, onde atua como músico e professor.
Durante sa entrevista Fazel, mostra vários instrumentos, explica as características e canta algumas peças clássicas.
Fazel está disponível para dar aulas de vários instrumentos ligados à música clássica indiana: sitar, oud, rubab, tablas, harmonium entre outros.
Boa escuta!
Fumaça
FUMAÇA
ESTATUTO EDITORIAL:
Fumaça é uma redação de jornalismo de investigação que publica principalmente trabalhos narrativos em áudio. Considera-se independente porque são as pessoas que para este trabalham a decidir horizontalmente os destinos do órgão de comunicação social. É coletiva a responsabilidade editorial e operacional.
Fumaça não tem fins lucrativos. Procura ser financiado pelas contribuições mensais recorrentes do seu público. Aceita bolsas filantrópicas, não permitindo qualquer interferência editorial. É detido pela Verdes Memórias – Associação, que tem na gestão do Fumaça a sua única atividade.
Fumaça vê o jornalismo como bem público. O que produz é de livre acesso e de republicação gratuita. Assume um dever de partilha de conhecimento, com a academia e entre profissionais, e de intervenção na reflexão sobre os média. Compromete-se a ouvir o seu público e a dar espaço à discussão participada pela comunidade na construção do seu jornalismo.
Fumaça é progressista. Acredita na liberdade, na garantia de vida digna e na ambição coletiva de corrigir desequilíbrios e desigualdades. Quer escrutinar e desafiar sistemas de opressão. É livre de tomar posições políticas coletivas em matérias consensuais numa redação que se quer heterogénea e discordante.
Fumaça é dissidente. Defende a necessidade de ir para lá da agenda mediática vigente, de criar alternativas às estruturas jornalísticas tradicionais no financiamento, práticas editoriais e laborais, e modelos de organização. Reconhece o valor do trabalho, garantindo um pagamento justo e condições dignas a quem para este trabalha.
Fumaça ambiciona à transparência radical editorial e operacional. Não acredita na existência de jornalismo neutro: ao invés de afirmar a isenção, assume de maneira clara as suas subjetividades e expõe os seus conflitos de interesse. Divulga de onde vem e para onde vai o seu dinheiro.
Fumaça acredita em jornalismo feito com ética, deontologia e tempo para pensar. Considera jornalista quem aplica o método jornalístico, que não pode dispensar a edição e a verificação de factos.
checkpoint 303 is an activist sound art project led by sound designer SC MoCha. the electronic experiment initially kicked off in 2004 when sound cutter SC MoCha teamed up with Bethlehem-based palestinian sound catcher SC Yosh. the idea is to cut, track, fragment and reconstruct the audio soundscape from daily lives in the middle east and across the arab world. new audio reporting on injustice. an ode to resistance in the face of oppression. several artists and friends from around the globe contribute to Checkpoint 303’s recordings. present and past contributers include SC Yosh, Miss K SuShi, Cheikh Julio, Visual Hacker Diddy, Mehdi Douss, Rado, VL MonaLisa, Melksi & Damski + many more.
Using site recordings predominantly from Palestine and the arab world, Checkpoint 303 constructs soundscapes that weave cinematic audio with experimental sound processing and complex rhythms. Through its compositions, collected sounds and noise, Checkpoint 303 spreads a message of peace and a call for the respect of human rights. Contrasting with the mainstream media’s exclusive depiction of violence and suffering in the middle-east, CP-303’s sound collages also report on the heroic hope that subsists in the region as well as the seemingly banal but ever so meaningful little things that embody a daily search for normality in a state of emergency.
:: BIO Checkpoint 303 (Palestine/Tunisia/France) is an avant-garde activist sonic project that creates experimental electronic music that aims at raising international awareness about the ongoing injustice and suffering of the civilian populations throughout the Middle East and the arab world. Checkpoint 303 combines field recordings performed in Palestine, Tunisia and Egypt with electronic beats, …FX, oud and subtle oriental tunes.
:: Checkpoint 303 Live One of the highlights of CHECKPOINT 303’s live performances includes being invited by Massive Attack in several shows in the UK in 2007 and in France in 2008 and 2009. Over the last couple of years, Checkpoint 303 has performed electronic and live electro-acoustic sets in several countries (France, Spain, Italy, Sweden, Danemark, Japan, Australia, USA, Canada, Palestine, Tunisia, Belgium, etc.) spreading the word for peace, freedom and human rights through a blend of twisted electronica, downtempo, breakbeats, oriental riffs and field recordings…
Analog Dakar Club
Analog Dakar Club
“Donnes-moi ton corps, je te donnerai ma flamme.” Dakar (Sn) and Marseille (Fr) based only vinyls collective spinning hip-mooving grooves and rarities for yo to shake until it’s too late. Analog Dakar Club is a collective of dj’s passionate about analogue African popular music – vinyl records and tapes – which has been organizing parties since 2018. Check also our Instagram and Facebook pages for more analog treasures.
Portuguese Art Lover
Portuguese Art Lover
Ganho tempo de vida a ajudar a música dos outros e isto faz-me sentir bem. É um prazer. Continuem a ajudar-me a ajudar-vos. Um Abraço
TODOS – Caminhada de Culturas 2023 ACERTAR O MUNDO EM SANTA CLARA
Arquipélago de bairros forçados, de difícil mobilidade entre si, distanciados por mares de betão em forma de viadutos e eixos rodoviários, Santa Clara é rocha-mãe de muitas e diversas energias humanas. Aqui, ao longo dos últimos três anos, desenhámos e ensaiámos espetáculos, conversas e oficinas, que registaram em textos, em murais, em vídeos e no património, os desabafos e as forças de um território repleto de urgências.
Motivados pelas inquietações e pelos afetos das gentes da Ameixoeira e da Charneca, inspirados pelos artistas que convidámos e pelos seus atos interrogativos e por vezes até mesmo transgressivos, convocámos milhares de pessoas a visitar esta parte da cidade e a conhecer as suas pessoas. Assim, contribuímos para uma cidadania urbana na qual a voz dos vizinhos e dos forasteiros, as tradições, as religiões, os modos de vida, as línguas e os sonhos nascidos nos quatro cantos do Mundo podem não só coabitar e desafiar-se, como complementar-se, desenhando novas formas individuais e coletivas de acertar o Mundo. Ao cabo de três anos, continuamos a sentir que os nossos corações deviam fazer isto mais vezes.
Como diz Italo Calvino, “vivemos num mundo de histórias que começam e não acabam”. Assim, este ano, a programação para o TODOS – Caminhada de Culturas é em simultâneo uma festa de despedida e um ponto de partida. Queremos defender os encontros, os diálogos e os debates – os que já aconteceram e os que ainda estão por vir. Queremos enaltecer a força das palavras ditas e das músicas que se enlaçam com as frases e se transformam em ação. Queremos dançar e libertar os corpos. Queremos ganhar força e energia para uma revolução, sempre inacabada, que nos faz avançar.
Convosco, queremos pensar que casas, que ruas, que bairros, que cidades, e que Europa e que Mundo de diversidade cultural queremos construir. E de que modo essa identidade plural se pode afirmar na defesa de valores inegociáveis, na distribuição de oportunidades e no afrontamento dos medos que não devem poder paralisar-nos. Queremos propor aos poderes políticos locais algumas utopias do bairro. Queremos imaginar uma Cidade do Destino, lembrando que os nossos corações são amigos muito antigos.
Venham até Santa Clara. Descubram-na. Venham conviver, ver e sentir. Tragam o vosso tempo, a vossa curiosidade, os vossos olhares. Venham entrelaçar novas ideias-raízes de uma identidade maravilhosa mas também complexa. Tragam afeto e esperança. Só assim poderemos TODOS juntos partilhar a comunidade intercultural do futuro, sem nunca sair de Lisboa e caminhando, sempre, ao encontro dos outros.
O podcast TIC TAC, uma iniciativa da Wake Up! Comunicação, sugere boas razões para sair de casa, através de conversas informais com as pessoas que são a alma de vários tipos de iniciativas.
O Que Cá Entrou Não Pode Cá Estar
O QUE CÁ ENTROU NÃO PODE CÁ ESTAR
exposição-instalação
Criação colectiva do grupo de documentação/narrativa do Quartel do Largo do Cabeço de Bola
22 Jun. a 2 Jul Qua. a Dom. 12h às 22h
Largo Residências – Quartel do Largo do Cabeço de Bola
“Talvez não saibam, mas eu costumava existir. Aqui; Mesmo aqui. Era onde eu costumava existir. Parece que foi há muito tempo, mas para mim foi como se fosse mesmo agora (…)”
Os primeiros habitantes do Quartel do Largo do Cabeço de Bola deixaram a sua pegada a partir do ano 1858. Plantaram histórias, memórias, fantasmas e personagens que quase não acreditamos. Os últimos habitantes surpreendem-nos com os caminhos que tomaram para ali chegar. Esta exposição/instalação é um manifesto entre o precipício do passado e o abismo no futuro. Uma ideia antagonista entre a vida e a morte, entre o documental e o ficcional, entre a luz e a sombra. Com recurso a texto, som, fotografia e vídeo faz-se a ponte entre a realidade e a ficção de um espaço no qual uma vida ligada à GNR – Guarda Nacional Republicana deu lugar a uma curta, mas intensa, vida cultural de mais de uma centena de trabalhadores da Cultura. Uma oportunidade única e irrepetível para conhecer um espaço prestes a desaparecer da vida de Lisboa como existe actualmente.
“Não vos posso contar o que se passa dentro de mim, mas que lá se passa dentro e que muitos sorrisos trouxeram de volta a este mundo, trouxeram.”
FICHA TÉCNICA E ARTÍSTICA
Criação colectiva do grupo de documentação/narrativa do Quartel do Largo do Cabeço de Bola
Direcção executiva: Marta Silva
Coordenação: Pedro Saavedra
Curadoria: Raquel Castro
Com obras de vários criadores:
Retrato Fotográfico: Vitorino Coragem
Entrevistas: Francesco Valente
Vídeo: Amaya Sumpsi e Justine Lemahieu
Textos: Pedro Saavedra
Instalação fotográfica: Claudia Fischer
Projecto Fotográfico: José Luís Neto e Mário Mar
Mural: Dedo Mau
Design do livro: Andreia Salavessa
Produção e comunicação: Largo Residências
Apoio: Atelier MOB / Trabalhar com os 99%
Apoio institucional festival Bairro em Festa: Câmara Municipal de Lisboa, EGEAC – Festas de Lisboa e Junta de Freguesia de Arroios.
Agradecimentos: Guarda Nacional Republicana, Arquivo Municipal de Lisboa, Coronel Bernardo Mendes e Sargento-mor Fernandes.