A cantautora e multi-instrumentista Madalena Palmeirim apresenta o seu segundo disco, “Morna mansa”, o sucessor de “Right as Rain”, lançado em 2019.
Durante a pandemia, quando tudo parou, Madalena Palmeirim fugiu Atlântico fora com o seu cavaquinho e cercou-se entre o mar-a-toda-a-volta e as montanhas-cima-abaixo na ilha de São Vicente (Cabo Verde). Em travessia recuperou a respiração, a canção e desta viagem nasceu o seu segundo trabalho discográfico “Morna mansa”.
O novo disco é sobre chegar a uma utopia de encontros, num mar de partidas e chegadas. É sobre a importância da viagem, da errância, do sítio fora do mapa, do percurso, do acaso e da deriva, fazendo uso da plasticidade do som (música, ruído, palavra e silêncio) e do espaço em todo o seu potencial.
Canções originais que também receberam palavras de duas companheiras-escritoras e cúmplices desta travessia, Lídia Jorge com “Afortunada” e Margarida Vale de Gato com “Marinha”, em duas colaborações distintas e ainda, as vozes de John D´Brava em “É bô” e de Milanka Vera-Cruz em “Mudjer”.
“Morna Mansa” é um passo trocado e transatlântico que não esquece a toada da saudade e o regresso a um amor que teima em voltar, manso e manso.
Apoio:
Antena 1
República Portuguesa – Cultura/Direção Geral das Artes
BIOGRAFIA
Madalena Palmeirim é uma cantora, compositora e multi-instrumentista portuguesa (ukulele, ukulele cabo-verdiano, auto-harpa e piano), que conta com 10 anos de carreira.
Em 2019 lançou o seu primeiro álbum a solo “Right as Rain”, onde juntou temas em português, crioulo cabo-verdiano e inglês. Navegando pelos mais variados campos musicais, Madalena vai do Rock, ao Folk, ao Samba ou à Morna.
Antes de “Right as Rain”, a cantora lançou o EP “Mondays” (2015), com o qual percorreu Portugal em salas e festivais. Madalena trabalhou com vários nomes da música nacional, fundou L Mantra e Nome Comum. Faz parte do trio Rainhas do Auto-Engano.
Madalena dedica-se também a bandas sonoras de cinema como “A Metamorfose dos Pássaros”, de Catarina Vasconcelos, que recebeu o Prémio FIPRESCI para Melhor Filme na secção Encontros do Berlinale – Festival Internacional de Cinema de Berlim. Madalena é também autora da banda sonora do filme “Lá vem o dia”, da autoria de Mercês Tomaz Gomes. “Lá vem o dia” é o vencedor do prémio Arquitecturas para Melhor Filme na Competição de Ficção 2019.
CONCERTO DE APRESENTAÇÃO – 18 DE JANEIRO, B.LEZA – LISBOA
NOVO ÁLBUM “MORNA MANSA” A 19 DE JANEIRO
Antes do lançamento do novo álbum no próximo dia 19 de Janeiro, Madalena Palmeirim, apresenta o single “Mudjer”, que conta com a participação da cantora cabo-verdiana Milanka Vera-Cruz. O tema é acompanhado por um vídeo que é uma homenagem à Mulher: foi gravado no Centro Cultural do Mindelo, em Cabo Verde, e realizado pela actriz Marlene Barreto.
Madalena e Milanka ainda antes de se conhecerem já cantavam juntas. No Mindelo, Madalena assistia a um concerto da Milanka e trazia consigo um cavaquinho, que não durou muito encostado ao balcão. O single “Mudjer” é sobre esses encontros, uma ode cantada em crioulo, uma homenagem à sororidade, uma celebração de uma geografia sentimental ancestral para lembrar que: nenhuma mulher é (nem alguma vez será) uma ilha.
No dia 18 de Janeiro Madalena Palmeirim sobe ao palco do B.Leza, em Lisboa, com a sua banda: Manuel Dordio na guitarra acústica e eléctrica, David Santos no contrabaixo e baixo eléctrico, e Nuno Morão na bateria e percussão. O concerto de apresentação do novo disco, “Morna mansa”, tem início às 22h e vai contar com o convidado especial, o músico cabo-verdiano John D’Brava.
Madalena Palmeirim – É Bô (2023) (single)
Madalena Palmeirim – É Bô (2023) (single)
“É bô” é o single de avanço de “Morna mansa”
Durante a pandemia, quando tudo parou, Madalena Palmeirim fugiu Atlântico fora com o seu cavaquinho e cercou-se entre o mar-a-toda-a-volta e as montanhas-cima-abaixo na ilha de São Vicente, onde recuperou a respiração, a canção. Começava a preparar o seu 2º disco Morna mansa quando conheceu John D’Brava, nesta que era uma das suas muitas ilhas. E foi num desvio, enquanto trocavam coisas de lá com coisas de cá, que compuseram “É bô”, sem sequer se darem conta disso. Não fora o acaso, feito arquivista, lembrar-se de um registo que regressou no bolso, de avião, talvez esta canção lhes tivesse escapado entre os dedos que tocavam aquelas cordas mornas: o John D’Brava na guitarra; a Madalena Palmeirim no cavaquinho; e as suas vozes num passo trocado, entre o crioulo e o português. Vinda da errância, do desvio, “É bô” avança agora como 1º single deste álbum, gravada ao vivo no estúdio Vale de Lobos pela Suse Ribeiro.
O concerto de estreia de Morna mansa está marcado para 18 de janeiro no Clube Bleza em Lisboa e as bilheteiras já esão abertas.
No dia seguinte, Morna mansa estará disponível em todas as plataformas digitais e à venda nos concertos numa edição de autor com o Apoio: República Portuguesa – Cultura / Direção-Geral das Artes.
AGENDA:
18 de janeiro – Clube Bleza – Lisboa – Bilhetes à venda 22 de fevereiro – c/ Rainhas do AutoEngano – Outonalidades – Estarreja