Prazeres Interrompidos #322 – Gerónimo e os Apaches: Autobiografia do Último Chefe Índio Geronimo (1906)

Prazeres Interrompidos #322: Gerónimo e os Apaches: Autobiografia do Último Chefe Índio Geronimo (1906)

Autor:

Octávio Nuno

Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!

Geronimo e os Apaches é um documento único, um dos raros testemunhos escritos deixados pelos índios norte-americanos. Não se limitando a contar-nos a sua história pessoal, Geronimo descreve pormenorizadamente a vida da sua tribo, de grande comunhão com a natureza, revelando-nos pormenores fascinantes sobre os Apaches – a sua história, religião, organização social, costumes e tradições. Testemunho emotivo, apaixonante e de inegável valor histórico, estas são as palavras do último chefe índio. São palavras simples, mas que narram uma epopeia. Enriquecida com um estudo introdutório, notas e mapas, esta obra proporciona ao leitor o conhecimento de um líder e de um povo cujo amor à liberdade persiste no nosso imaginário colectivo.

Dreia – Podes Perguntar (2024) (single)

Dreia – Podes Perguntar (2024) (single) Id

LETRA | Podes perguntar

Eu sei que assusta

Não sou como tu

Mas podes perguntar

E é tanta asneira

Que te oiço dizer

Tu podes perguntar

E da cabeça até aos pés

Analisas em segundos

São mundos diferentes

Viro a fantasia que tu queres

E perde-se no fundo

Uma ponte

Um encontro

Tanto que falas

E tentas calar

À tua volta

Já nem cabes em ti

Cortas palavras 

E tentas colar-me

À tua imagem

Diz o que queres de mim

Diz lá, diz lá

Diz lá, diz lá

Diz lá, diz lá

Diz o que queres de mim [X2]

Não há feitiço que me quebre

E o mau olhado está perto do fim

Vejo daqui que ainda me segues

Mas já não tens mão em mim

E se me crias por impulso

No meu pulso corre o sangue

P’ra acordar longe de ti

E se eu vesti o teu mundo

Já foi muito, foi engano

Mas serviu p’ra me ouvir

Tanto que falas

E tentas calar

À tua volta

 Já nem cabes em ti

Cortas palavras 

E tentas colar-me

À tua imagem

Diz o que queres de mim

Diz lá, diz lá

Diz lá, diz lá

Diz lá, diz lá

Diz o que queres de mim [X2] 

Diz lá, diz lá

Diz lá, diz diz diz diz lá

Diz o que queres de mim

Diz lá, diz lá

Diz lá, diz diz diz 

Diz lá o que queres de mim

Staccato Limão – Moinho (2024) (single)

Staccato Limão – Moinho (2024) (single)

Staccato Limão, anuncia álbum em 2025 intitulado “L’Orient/L’Occident”

“Moinho” é o primeiro single de avanço.

Num tema em que a banda garante que a sua estética alternativa continua a rimar com guitarras, os Staccato escrutinam como habitualmente a condição social, debatendo se a alegoria do que é cíclico nos obriga, nas suas fases menos virtuosas, ao retrocesso civilizacional que hoje se teme. Para caracterizar esse retrocesso, acrescentam ainda a metáfora dos western spaghetti para retratar a dureza de um mundo de “cada um por si”.

À boleia desse conceito, o vídeo que acompanha o single é um remake kitsch de várias cenas icónicas dos filmes de Sergio Leone. A não perder!

Ficha Técnica:

Música Pedro Guerreiro e Rui Dinis Letra: Rui Dinis

Gravações Bateria e Voz: Tião Costa Mistura: Guilherme Gonçalves Edição: Moreia Elétrica, 2024, Distribuição: One Level Up Publishing: Moreia Elétrica

Grigoris Bithikotsis: Mikis Theodorakis, Grigoris Bithikotsis – Synikia T`Oniro (2006)

Grigoris Bithikotsis: Mikis Theodorakis, Grigoris Bithikotsis – Synikia T`Oniro (2006)

Memória de Elefante 11/12/24

Autor: Francesco Valente

Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.

André Seravat – Meio Verso (2024) (single)

André Seravat – Meio Verso (2024) (single)

O cantor e compositor André Seravat acaba de editar o novo single ‘Meio Verso’, já disponível em todas as plataformas digitais. Com letra da autoria do próprio artista, em colaboração com Riic Wolf, Gonzalo Tau e a dupla ADois, e música de André Seravat, Diogo Costa, Riic Wolf e Pedro Joaninho, esta é uma canção Pop e R&B sobre encarar as mudanças de forma positiva. A produção é de Diogo Costa.

“Este single é sobre abraçar as mudanças com um sorriso e ver o lado positivo, mesmo nas situações mais difíceis. Nasce do processo de cura que se segue ao final de uma relação, numa mistura de tristeza e aceitação. Percebi que, por vezes, as coisas não funcionam por uma razão maior, a vida segue e as pessoas entram e saem das nossas vidas, deixando lições valiosas. Algumas coisas simplesmente não são para durar”, afirma o cantor.

“A melodia de guitarra doce e melancólica tem influências de Blues e até de Country, enquanto a minha harmonia vocal se mantém fiel ao Pop e R&B. Sinto que esta é a combinação perfeita dos géneros que mais me inspiram”, acrescenta André Seravat.

Quase Nicolau – O Que For (2024) (single)

Quase Nicolau – O Que For (2024) (single)

“O Que For” é o regresso dos Quase Nicolau. De tanto de novo que traz e prenuncia, talvez se lhe possa chamar um recomeço.

Os cinco amigos que dão pelo nome de Quase Nicolau – Francisco, Gonçalo, Melo, Nuno e Zé – juntaram-se pela vontade de compor e cantar canções em português e harmonia, vindos tanto da formação clássica e em jazz como do folk, rock e blues aprendidos por casa. Ao fim de um ano e meio, estrearam-se com Alvorada (2021), um conjunto de cinco canções da noite ao dia, feito sob a tutela do renomado José Moz Carrapa (António Variações, Rui Veloso, ZARCO). A Alvorada valeu à banda várias distinções, entre as quais a selecção, por concurso aberto, para o Festival Emergente 2021 e a chegada do tema “Pouco, Tanto” ao pódio dos FNAC Novos Talentos 2022. Depois de passagens por palcos como a Casa do Capitão e o Centro Cultural da Malaposta, o ciclo da Alvorada terminou em grande, com concertos no Festival FNAC Live 2023 e no Festival Paredes de Coura 2023.

Começava então a feitura do primeiro álbum de longa duração. De Junho de 2023 a Abril de 2024, a banda reuniu com o produtor João Correia (Tape Junk, Lena d’Água, Benjamim, Bruno

Pernadas) para trabalhar onze canções que há muito vinham sendo escritas como partes de um todo. Foi um processo que, atravessando todas as estações do ano, trouxe a descoberta de um novo som, ao cruzar os arranjos corais e timbres acústicos e eléctricos da Alvorada com samples e manipulações electrónicas, bem como com participações do pianista Vasco Robert e do saxofonista João Capinha. Sobre os instrumentos estão canções ainda mais urgentes e íntimas do que antes, entre as quais se contam tanto os mais imponentes momentos da discografia da banda como os seus mais singelos.

Tudo recomeça agora, com “O Que For”. Penúltimo tema do disco que integra e antecipa, é uma canção de aceitação e afirmação da própria vida sem esquecer as suas dicotomias. Aqui, as metáforas e imagens ternas da natureza são cantadas pelos coros resplandecentes em que os Quase Nicolau encontram muita da alegria de fazer música, rodeados por ondas instrumentais sempre em mudança, das guitarras em afinações invulgares e violas amarantinas ao piano manipulado até ser outro instrumento.

A música vem acompanhada por um teledisco realizado pela banda – três elementos da qual se formaram em cinema – e filmado pelo director de fotografia Martim Varela (Prisma, Santiago) num único dia à beira do Verão na cidade de Lisboa.

Seguir-se-ão vários singles até ao lançamento do disco na Primavera de 2025.

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