1 Álbum 100 Palavras #70: Jaubi – A Sound Heart (2024)

1 Álbum 100 Palavras #70: Jaubi – A Sound Heart (2024)

Um podcast de Francesco Valente: 

1 álbum “sem” ou “100” palavras, por semana! Uma pérola musical da história da música, descrita em 100 palavras! Cada dia da semana, às 14h na Rádio Olisipo. Boa escuta!

“A Sound Heart (2024) é o mais recente álbum do quarteto de música instrumental paquistanês Jaubi, conhecido por misturar raga indiano, jazz modal e influências do hip-hop. Gravado no Real World Studios, o disco expande a sonoridade do grupo com oito músicos, incluindo colaborações do saxofonista Tenderlonious. O álbum exibe uma grande diversidade estilística, desde o jazz-funk energético de “Wings of Submission” até baladas melancólicas como a faixa-título e “Forgive Me”. Com homenagens a Charles Mingus (“Mingusterstood”) e improvisações de sarangi em “Raga Bairagi Todi”, o trabalho conecta espiritualidade e emoção, rompendo barreiras entre gêneros musicais e culturas do mundo.”

Boa escuta!

Prazeres Interrompidos #319: Pedro Almeida Maia – Ilha-América (2020)

Prazeres Interrompidos #319: Pedro Almeida Maia – Ilha-América (2020)

Autor:

Octávio Nuno

Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!

Em 1960, as ilhas atlânticas dos Açores são o centro do mundo. Numa noite iluminada, um vulto adolescente invade a pista do aeroporto internacional e aguarda que um Lockheed Super Constellation acelere as quatro hélices. O seu plano é alcançar o trem de aterragem dianteiro, trepar a altura de dois homens e enfiar-se no vão da roda. Depois, aguardar que a aeronave suba e confiar que haja espaço para si, para o enorme pneu e para o sonho de chegar à América. Confere os três papos-secos nos bolsos, limpa as mãos na tee-shirt e respira fundo duas vezes. Está pronto a lançar-se a uma nova vida.

Nos anos auspiosos da história da ilha de Santa Maria, o aeroporto, construído pelos americanos no final da Segunda Grande Guerra sob a aprovação de António Salazar, torna-se a principal escala técnica para a maioria dos voos transatlânticos de grandes companhias aéreas e oferece oportunidades de trabalho preciosas a todos os açorianos.

Terminada a crise vulcânica dos Capelinhos, na ilha do Faial, o Azorean Refugee Act abre as portas da emigração para os Estados Unidos da América e espalha por todo o arquipélago um clima atípico de evasão. Não há família que não veja alguém dos seus embarcar para o Novo Mundo.

Bruno Celta – Atira-me ao Chão (2024) (single)

Bruno Celta – Atira-me ao Chão (2024) (single) Id

“A Catarse Não é o Fim” é o novo álbum de Bruno Celta.

Depois de quase duas décadas de estrada com outros trabalhos lançados em diversos projectos, Bruno Celta dá-nos agora um álbum pop rock com várias influências, totalmente pensado, executado e produzido pelo próprio.

Entre uma sonoridade mais pop (John Mayer), até referências mais Emo (Thirty Seconds to Mars), passando pela notória influência do grunge e de Chris Cornell, Bruno Celta traz-nos uma lufada de ar fresco no panorama da música nacional, 100% cantado em português.

Peculiar & Mallina – Escura Noite (2024) (single)

Peculiar & Mallina – Escura Noite (2024) (single)

Após nomeação nos Prémios Play da Música Portuguesa para Melhor Videoclipe da canção ‘Escura Noite’ de Peculiar, MALLINA convida o artista,  num concerto esgotado, para juntos cantarem o tema ‘Escura Noite’. Foi após essa noite que o tema ganhou uma nova luz: emerge, então, uma versão renovada da canção onde os dois artistas se juntam.

A letra e a história da canção são exatamente as mesmas: ‘Escura Noite’ é uma conversa entre uma mãe e o seu filho. A mãe tem medo que o seu filho saia de casa, tem medo sobretudo que ele cresça e deixe de precisar dela, que deixe de ser o seu menino. O filho diz-lhe para não ter medo, diz-lhe que, para crescer e se tornar um homem, precisa de se aventurar e descobrir o mundo sozinho, mesmo que se magoe pelo caminho. 

Tal como um passarinho que saltou do ninho para aprender a voar, também ele segue o seu próprio caminho, mas nunca está sozinho pois sabe sempre como voltar. A nível sonoro esta colaboração, e nova versão da canção, vai buscar inspiração à música tradicional portuguesa, os coros alentejanos sobre o tal passarinho, num balanço muito mais acústico e despido do que a versão original. 

Esta nova versão surge da vontade dos dois artistas em colaborar juntos e numa co-produção de Bruno Mota e do próprio artista Peculiar. O mix e o master ficou a cargo de Janga e o resultado final é este embalo nostálgico e emotivo sobre sair debaixo das asas da mãe, voar, aprender mas nunca esquecer o sítio onde, de facto, pertencemos. 

“A Escura Noite é uma canção muito especial para mim, para além de abordar o sentimento que muitos de nós temos ao sair de casa dos pais para procurar o nosso futuro e realizar os nossos sonhos, trouxe-me muitas alegrias como a conquista de uma nomeação nos Prémios Play.” afirma Peculiar. 

“Sinto que a junção das nossas vozes nesta versão, tornou a canção mais quentinha, com sabor a casa dos pais com lareira acesa. Tal como o João, eu sendo do Algarve, também sai de casa e voei, mas é lá que quero sempre voltar. Fez-nos muito sentido juntar forças neste poema, podemos chamar-lhe assim, que tão bem define a nossa história.” acrescenta MALLINA.

É quase num agradecimento ao ninho de onde vieram que estes dois passarinhos voam juntos em direcção a um futuro onde cada um possa voar mais alto, mais longe. Que este sabor a casa vos recolha e vos abrace sempre que de lá saem, e sempre que para lá voltam. Saberá sempre a saudade.

‘Escura Noite’ uma colaboração de Peculiar e MALLINA, já se encontra disponível em todas as plataformas digitais. 

Jaco Pastorius – Invitation (1983)

Jaco Pastorius – Invitation (1983)

Memória de Elefante 01/12/24

Autor: Francesco Valente

Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.

Jazz Tracks de Danilo Di Termini #192

Jazz Tracks de Danilo Di Termini #192

Descrição do podcast:

Cada Domingo a partir das 9 horas, uma hora de jazz com Danilo Di Termini. Duke Ellington disse uma vez que estava se tornando sempre mais difícil estabelecer onde começava ou acabava o jazz, onde começava Tin Pan Alley e acabava o jazz, ou até onde residia a fronteira entre a música clássica e o jazz. Não será certamente o Jazztracks a traçar estas linhas de fronteira.

Tracklist:

Enrico Rava → Spider Blues

Gato Barbieri → Nardis

La Rive Gauche →  A Fine Tunnel

Jaco Pastorius → Happy Birthday / Liberty City

Lou Donaldson → Alligator Bogaloo

Keith Jarrett → All Of You

Brad Mehldau  → Things Behind the Sun

Kenny Barron Trio & Ralph Moore → ‘Round Midnight

Sheila Jordan → These Foolish Things

Catman Plays The Blues #150

Catman Plays The Blues  #150

Esta semana damos a conhecer novos discos de dois valores seguros do Blues inglês, Ian Siegal e Mississippi MacDonald, e celebramos a memória do guitarrista Robert Nighthawk na passagem do seu aniversário.

Jorge Negrete – Fiesta Mexicana (1959)

Jorge Negrete – Fiesta Mexicana (1959)

Memória de Elefante 30/11/24

Autor: Francesco Valente

Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.

Acácio – Tempo (2024) (single)

Acácio – Tempo (2024) (single)

Acácio, artista que agora se lança no panorama musical português, apresenta o seu primeiro single, “Tempo”. Este tema faz parte do EP intitulado “M.A.C.”, um trabalho profundamente pessoal e emotivo, cujo lançamento está previsto para meados de Janeiro. 

O EP nasce de uma homenagem ao tio-avô de Acácio, Manuel Acácio Cunha (M.A.C.), cujos poemas, escritos durante o período em que serviu na Guerra do Ultramar, em Angola, desde 1968 até 1970, ano em que faleceu, são o cerne inspirador deste projeto.

Os manuscritos dos poemas, guardados durante décadas, chegaram às mãos de Acácio em Abril de 2024. Desde então, o artista empreendeu um intenso processo criativo, transformando esses testemunhos poéticos em cinco canções. Cada composição é uma imersão sensível nas palavras de M.A.C., refletindo emoções e memórias que, embora distantes no tempo, ressoam com uma profundidade intemporal.

Acácio, na sua execução vocal e instrumental, junta-se a um quarteto de cordas, contrabaixo, guitarra portuguesa, percussão e clarinete, tecendo uma sonoridade envolvente e sofisticada, onde o passado e o presente se entrelaçam. A sua voz e guitarra conduzem a narrativa, mas é a fusão dos elementos clássicos, tradicionais e contemporâneos que enriquece a textura musical deste trabalho.

O single “Tempo” oferece uma reflexão íntima e profunda sobre esta coisas que passa por todos nós que só lhe damos conta quando observamos a vida desde fora, e é a primeira janela aberta para o universo que o EP “M.A.C.” revela. 

Samuel Mor – Espaço (2024) (single)

Samuel Mor – Espaço (2024) (single)

O jovem compositor samuel mor, nome artístico de Samuel Moreira, apresenta “espaço”, o seu mais recente single, onde reflete sobre a necessidade de encontrar distanciamento e clareza em momentos de incerteza emocional. Conhecido pela sua versatilidade, o artista natural do Grande Porto regressa ao panorama musical com uma faixa introspectiva, cuja melodia cativante e letra emocional ressoam com todos aqueles que já sentiram a necessidade de se afastar para se reencontrarem.

Em “espaço”, samuel mor explora a tensão entre o amor e o desgaste, narrando o processo de distanciamento emocional para lidar com os desafios pessoais. Com versos como “preciso de espaço, estou tão tonto já não sei o que faço”, o artista deambula por sentimentos de perda e cansaço, numa busca contínua de autoconhecimento. A sonoridade do tema, onde o indie pop encontra nuances eletrónicas, transporta o ouvinte para um ambiente de contemplação e reflexão, reforçando a conexão entre a melodia e a narrativa.

Produzido em colaboração com os produtores SALVA e Dave Okneprake, e gravado no estúdio HYPERION, o tema “espaço” conta com mistura e masterização a cargo de SALVA. O single é uma criação genuína e sensível de samuel mor, evidenciando a capacidade do artista em traduzir emoções complexas em música que transcende géneros e convida o público a uma viagem interna.

Samuel Moreira, que se apresentou ao público em 2017 com o single “Broken Heart”, segue agora um percurso em português, assumindo-se como uma das novas vozes promissoras no cenário indie pop nacional. Ao longo dos anos, o músico tem demonstrado uma abordagem experimental e versátil, que reflete a sua evolução artística e uma perspetiva autêntica sobre a expressão musical.

O single “espaço” já está disponível em todas as plataformas digitais.

• Música/Produção: SALVA; samuel mor; Dave Okneprake 

• Letra: samuel mor 

• Mistura e masterização: SALVA 

• Estúdio de produção: HYPERION

African Roots #60

African Roots #60

Autor:

Gil Santos 

African Roots é um podcast semanal que explora as sonoridades Africanas, indo às raízes e aos discos perdidos, passando por novos projetos sem rótulos estilísticos, podemos ir do boogie ao semba, das mornas ao soul, do zouk ao disco. Há espaço para tudo o que seja boa música Africana.

Tudo gravado em vinil.

TRACKLIST:

1 – Pigeon – Backslider

2 – Cesária Evora – Angola (versão carnaval)

3 – Ruy Mingas – XI Amye

4 – Voz De Cabo Verde – Carinha di Bo Māe

5 – Virgilio Massingue – Xadula Xibomba

6 – Leonel Almeida – Ês Matá Cabral

7 – Bonga – Kaxexe (Arp Frique Remix)

8 – Blackman Akeeb Kareem – Oya A (Eje Kajo)

9 – International Soleil Band – Ta Lassa

10 – Keyboard – Think About It

11 – Zasha – Arrow Dub

12 – Charles Lembe et Son Orchestra – Quiero Wapatcha

13 – Pierre Didy Tchakounté – Ma Fou Fou

14 – Soki Ohale – Wumaya Awuma

Coleridge Goode: Joe Harriott And John Mayer Double Quintet – Indo -Jazz Fusions I & II (1967)

Coleridge Goode: Joe Harriott And John Mayer Double Quintet – Indo -Jazz Fusions I & II (1967)

Memória de Elefante 29/11/24

Autor: Francesco Valente

Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.