Trovador Urbano #27

Trovador Urbano #27

Autor:

David Calderon

(episódio de 26 De Novembro) 

Trovador Urbano

Presentador:  David Calderón

Inicio emisiones:  Año 1994

Programa, duración, dia y hora: Trovador Urbano, 120-180 min, Martes a las 16:00 (hora Madrid)

Día y hora México (hora central): Martes a las 09:00 am

Tipo: Directo

Descripción: Su programa, Trovador Urbano, es una gran familia de la radio rock. Ahora, además, noticias y conciertos del rock/metal/punk nacional, siempre contando con tu fundamental apoyo, para dar visibilidad a las bandas….LARGA VIDA AL ROCK N ROLL!!

Dirección mail para envío material bandas: trovadorurbanoradio@gmail.com

País: Madrid (España)

Chandi – Oxalá (com Celina Da Piedade) (2024) (single)

Chandi – Oxalá (com Celina Da Piedade) (2024) (single)

Chandi, cantoautora e voz recente no panorama artístico nacional, apresenta Oxalá, o primeiro single do seu disco de estreia. Uma canção folk contemporânea, adornada com laivos de world music e fusão, onde diversos universos e estórias dialogam.

Oxalá manifesta a esperança na reconexão com uma sensação interna de lar – “almoços de domingo”, um convívio à volta da mesa, a escuta de um disco em conjunto, a observação da natureza e dos seus ciclos, a urgência de ser em detrimento do parecer ou ter.

Numa era em que as polarizações se apresentam de forma tão radicalizada, a artista almeja o estabelecimento de pontes de encontro, mas também a provocação e agitação de consciências: como, onde e o que nos faz “sentir realmente em casa”?

A letra remete para um amor intemporal que une o Norte ao Sul, num encontro destas polaridades ao Centro. Convida-nos, ainda, para o processo de apaziguamento e enraizamento da cantautora na sua terra MATER (Portugal). Este encontro, por conseguinte, sustentado por outro(s) chão(s) potencia a descoberta de outros territórios como os da sua terra PATER (Índia). Estas indagações manifestam-se na musicalidade diversa e com influências assumidamente distintas.

Oxalá conta com a participação de Celina da Piedade no acordeão e na voz.

Durante o processo de produção e arranjos musicais, o produtor do disco, Nilson Dourado, sentiu que o tema se desenvolveu num caminho que ia ao encontro da estética de Celina da Piedade, cujo convite foi respondido com uma calorosa participação.

No seguimento da edição de Oxalá, o álbum de estreia Portal sairá para o Mundo em 2025.

Sérgio Onze – Por Saudade Ou Por Memória (Disse – Te Adeus) – Ao Vivo (2024) (single)

Sérgio Onze – Por Saudade Ou Por Memória (Disse – Te Adeus) – Ao Vivo (2024) (single) Id

Sérgio Onze acaba de editar o single ‘Por Saudade Ou Por Memória (Disse-te Adeus)’. Composto por Raul Pinto, com letra de Manuela de Freitas e produção de Ricardo Ribeiro, o tema foi gravado ao vivo na Casa de Fados Tasca da Bela, em Lisboa, e encerra o alinhamento do álbum de estreia do fadista, “NÓS”,

CITAÇÃO SÉRGIO ONZE

‘Por Saudade Ou Por Memória (Disse-te Adeus)’ é, ainda, acompanhado por um videoclipe filmado no mesmo espaço do bairro de Alfama, da autoria de Sebastião Vences.

Considerado um dos novos artistas que estão a marcar a música portuguesa em 2024 pelo Expresso/Blitz, o fadista Sérgio Onze lançou este ano o disco de estreia “NÓS”. O álbum foi produzido por Ricardo Ribeiro e Agir, inclui canções da autoria de artistas como CONAN OSIRIS, Joana Espadinha, Agir e Teresinha Landeiro e é editado pelo Museu do Fado.

“O disco chama-se “NÓS” e nenhuma música tem esse título, propositadamente. Cada faixa é um nó fortalecido pelo laço e o seu desenlace – tanto desafio como processo, tanto pergunta como resposta”, conta Sérgio Onze. “A base é firme e concreta: o fado inequívoco. E é com ele que se desatam outras luzes. São “NÓS” que ligam produções tão antagónicas como Ricardo Ribeiro e Agir, é no seu centro que coexistem composições tradicionais e poemas clássicos ao lado das visões estelares de CONAN OSIRIS ou Joana Espadinha”, revela ainda o fadista. 

“NÓS” conta com a participação dos músicos Bernardo Romão (guitarra portuguesa), Luís Guerreiro (guitarra portuguesa), Bernardo Saldanha (viola), Rodrigo Correia (viola), Manuel Oliveira (piano) e Daniel Pinto (viola Baixo). O álbum foi antecipado pelos singles ‘Canto Ainda Por Alguém’ – produzido por Ricardo Ribeiro e com base no poema com o mesmo título, da autoria de Manuel de Andrade – e ‘Sapatinhos’ – com produção de Agir e música e letra de CONAN OSIRIS. 

Sérgio Onze já apresentou o álbum “NÓS” em salas e festivais nacionais como o Centro Cultural de Belém, Museu do Fado, Sol da Caparica e Caixa Alfama. O fadista passou, ainda, pela FNAC Chiado no início deste mês e marca presença na FNAC Colombo no próximo dia 24 de novembro, pelas 17h00, com entrada gratuita.

Sérgio Onze começou a cantar aos seis anos. Venceu vários concursos nacionais – entre eles a Grande Noite do Fado, em 2003 -, estudou guitarra clássica no Conservatório de Setúbal porque a voz ainda não tinha amadurecido tanto como as suas ambições e aos 17 anos começa a viver de noite, nas Casas onde ainda se sente Fado. Passou pelas Jovens Vozes de Lisboa no São Carlos, atuou no Belém Art Fest e já pisou palcos como o Campo Pequeno, o CCB, o Salão Preto e Prata, o São Luiz, o São Jorge e o Tivoli. Internacionalmente, já fez espetáculos na Alemanha, França, Finlândia, Itália e Roménia. Em simultâneo, cultivou a sensibilidade artística na Faculdade de Belas Artes e explora a multidisciplinaridade da Moda enquanto stylist, concretizando uma elevada consciência conceptual e a exigência de um propósito em tudo o que faz.

Sérgio Onze não vem do Fado, não carrega um legado ancestral nem antepassados para honrar. O Fado foi, por isso, uma decisão. Uma escolha que pareceu intrínseca, natural, como se tivesse sido encontrado, ou nele se encontrasse. Como se só a noite, a vulnerabilidade e o espanto soubessem a casa. Começar a cantar desde cedo e construir-se em contacto direto com os grandes mestres fez com que se deslumbrasse por todos os mundos que cabem dentro do Fado tradicional. Com o Fado enquanto fim para um meio e uma voz profunda e retumbante, cheia de certezas mesmo quando só se pergunta, Sérgio Onze entrega-se ao precipício que é cantar sem deixar os pés em terra firme. Na viagem, leva-nos a todos com ele com tanta firmeza que, quando nos vemos de volta ao cais, temos o corpo virado do avesso e sentimo-nos, finalmente, inteiros. 

Após várias oportunidades e convites surge finalmente o seu primeiro disco “NÓS”. Uma resposta a várias perguntas que o foram assaltando durante o processo ao qual se foi enleando, fazendo, desfazendo: o próprio caminho. Não um lugar, não uma referência, mas ele por inteiro. Os nós criados com as pessoas, os processos porque passou, os caminhos que decidiu ou não escolher, refletem a sua personalidade e os mais diferentes lugares do fadista. Desde a própria produção, que conta com o cruzamento do fadista Ricardo Ribeiro e Agir; fados tradicionais, a poetas populares; a composições de CONAN OSIRIS e Joana Espadinha são pequenos mundos que se cruzam, entrelaçam e dão vida ao seu primeiro trabalho.

Etta Jones – Don’t Go To Strangers (1960)

Etta Jones – Don’t Go To Strangers (1960)

Memória de Elefante 24/11/24

Autor: Francesco Valente

Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.

1 Álbum 100 Palavras #69: Quincy Jones – You’ve Got It Bad Girl (1973)

1 Álbum 100 Palavras #69: Quincy Jones – You’ve Got It Bad Girl (1973)

Um podcast de Francesco Valente: 

1 álbum “sem” ou “100” palavras, por semana! Uma pérola musical da história da música, descrita em 100 palavras! Cada dia da semana, às 14h na Rádio Olisipo. Boa escuta!

“You’ve Got It Bad Girl”, lançado em 1973, é um álbum marcante de Quincy Jones, que combina jazz, soul, funk e pop com a sua produção sofisticada e arranjos inovadores. O disco reflete a versatilidade de Quincy Jones e sua habilidade em navegar entre gêneros musicais, explorando tanto sons orquestrais quanto grooves contemporâneos. Com interpretações de clássicos como “Summer in the City” e a faixa-título “You’ve Got It Bad Girl” (de Stevie Wonder), o álbum destaca sua abordagem moderna e acessível ao jazz. Este trabalho consolidou Quincy Jones como um visionário, influenciando a fusão musical que dominaria as décadas seguintes.”

Boa escuta!

Prazeres Interrompidos #317: Tanguy Viel – Artigo 353 do Código Penal (2017)

Prazeres Interrompidos #317:  Tanguy Viel – Artigo 353 do Código Penal (2017)

Autor:

Octávio Nuno

Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!

Em uma cidadezinha da Bretanha, no litoral do norte da França, mergulhada numa séria crise econômica e em pleno declínio industrial, um homem chamado Martial Kermeur é preso por homicídio do incorporador imobiliário Antoine Lazenec, depois de atirá-lo ao mar enquanto faziam um passeio de barco. Durante um longo encontro com o magistrado responsável pela investigação do seu caso, Kermeur conta sua história, ou seja, a sequência de eventos dramáticos que o levaram até esse gesto irreparável: o divórcio, o surto do filho adolescente, que vai parar na prisão, a perda do emprego, mas, sobretudo o que houve com Lazenec, que, mediante a promessa de um lindo apartamento com vista para o mar, consegue convencer uma parte significativa dos trabalhadores da cidade a investir a própria indenização trabalhista em seu projeto imobiliário, projeto que logo se revela uma miragem…

Um romance sútil que, com uma linguagem precisa e elegante, mistura os elementos clássicos do noir à análise social, e mergulha o leitor numa atmosfera sufocante, digna de Simenon. Uma obra que foi um dos eventos literários dos últimos anos na França, escrita por um autor celebrado como o Camus de nossa era

Ligados Às Máquinas – Acordar Prá Vida (2024) (single)

Ligados Às Máquinas – Acordar Prá Vida (2024) (single)

Os Ligados às Máquinas são, provavelmente, a primeira orquestra de samples composta por músicos em cadeiras de rodas do mundo. Nascidos há uma década no seio da Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra, lançam no próximo dia 6 de dezembro, pela Omnichord Records, o seu impressionante disco de estreia, Amor Dimensional.

Cruzando diferentes géneros musicais e explorando novas fronteiras criativas, os Ligados às Máquinas têm desenvolvido, com o musicoterapeuta Paulo Jacob, ferramentas e metodologias de trabalho inovadoras e promotoras da plena participação artística.

O processo criativo dos Ligados às Máquinas sempre se destacou pelo uso, adaptação e criação de soluções de hardware e software que permitem aos integrantes – músicos com alterações neuromotoras – ter controlo e autonomia para disparar samples em tempo real em dispositivos adaptados.

Nos primeiros anos, os elementos dos Ligados Às Máquinas foram convidados a partilhar, nas sessões de trabalho, as músicas e os sons mais importantes e significativos na sua vida. Com a utilização do hardware Makey Makey (que converte objetos do quotidiano – condutores de corrente elétrica – em controladores), deu-se a epifania: E que tal constituir uma “orquestra” de amostras musicais? Uma espécie de melting pot musical, onde cada um participa ativamente no processo criativo do coletivo, partilhando a sua identidade musical e cruzando-a com a dos outros. O resultado foi uma amálgama poética de construção sonora coletiva.

E o que torna isto possível? Para além da paixão musical que une o coletivo, o outro grande aliado é … a tecnologia. Um computador, um Makey Makey, muita cablagem e controladores personalizados ao movimento funcional de cada um dos músicos. Cada músico “dispara” um ou mais samples, de acordo com uma organização que foi previamente acordada entre todos (desde o processo de amostragem e tratamento dos excertos musicais até à composição colectiva).

Em 2023, em colaboração com a Omnichord e numa residência artística para o Festival NASCENTES, o projeto adotou uma nova abordagem criativa e participativa, iniciando um processo de colaboração direta com diversos músicos e compositores, que cederam excertos musicais inéditos. O poder da música e da criação participativa foi o mote para o convite lançado a diversos nomes para que, através da cedência de samples da sua voz ou dos seus instrumentos, permitissem aos Ligados às Máquinas a criação de um arquivo sonoro que potenciaria novas composições feitas a muitas mãos, vozes e corações. Entre os que aceitaram o convite estão nomes como Ana Deus, Bruno Pernadas, Cabrita, Carincur, Catarina Peixinho, Coro Ninfas do Lis, Dada Garbeck, Filipe Rocha, First Breath After Coma, Gala Drop, Gui Garrido, Joana Gama, Joana Guerra, João Doce, João Maneta, João Pedro Fonseca, José Valente, Lavoisier, Mano a Mano, Moullinex, Nuno Rancho, Orquestra e Coro da Gulbenkian, Pedro Marques, Retimbrar, Ricardo Martins, Rita Braga, Rita Redshoes, Salvador Sobral, Samuel Martins Coelho, Samuel Úria, Selma Uamusse, Senhor Vulcão, Surma e Vasco Silva. O resultado acaba por ser uma fusão única de estilos musicais, do hip-hop ao fado, do rock ao techno, do blues à world music e da música erudita à música concreta, culminando num disco que se traduz numa linguagem única.

Amor Dimensional é o resultado de uma década de trabalho e amadurecimento de um processo coletivo que começou a explorar o universo sonoro familiar dos seus elementos para depois conseguir explorar, interpretar e compor algo realmente novo e seu a partir da novidade e do desconhecido que lhes foi apresentado por mais de 30 artistas nacionais. 

São nove temas originais, que desenham um dia na vida de cada um: do amanhecer ao acordar, da procrastinação à tensão, da obrigatoriedade à liberdade de escolha limitada, da melancolia confortável à refeição aconchegante até ao merecido descanso (enriquecido pela possibilidade de sonhar).

O grupo estreou-se em palco em 2014, a convite do Teatro Municipal da Guarda e, desde então, apesar da desafiante logística, tem vindo a apresentar-se ao vivo todos os anos e os seus espetáculos são muitas vezes descritos como um confronto de duas forças fundamentais opostas e complementares: a estaticidade física e o movimento musical.

A música dos Ligados às Máquinas é uma construção sui generis: junta excertos cuja coabitação pode parecer improvável ou impossível, apresentando um todo unificado e harmonioso que, muito provavelmente, não soa a nada do que se tenha escutado até hoje. 

Os Ligados Às Máquinas são Andreia Matos, Dora Martins, Fátima Pinho, Hélia Maia, Jorge Arromba, José Morgado, Luís Capela, Mariana Brás, Paulo Jacob, Pedro Falcão e Sérgio Felício.

Robin Williamson: The Incredible String Band – The Big Huge (1969)

Robin Williamson: The Incredible String Band – The Big Huge (1969)

Memória de Elefante 24/11/24

Autor: Francesco Valente

Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.

Jazz Tracks de Danilo Di Termini #191

Jazz Tracks de Danilo Di Termini #191

Descrição do podcast:

Cada Domingo a partir das 9 horas, uma hora de jazz com Danilo Di Termini. Duke Ellington disse uma vez que estava se tornando sempre mais difícil estabelecer onde começava ou acabava o jazz, onde começava Tin Pan Alley e acabava o jazz, ou até onde residia a fronteira entre a música clássica e o jazz. Não será certamente o Jazztracks a traçar estas linhas de fronteira.

Tracklist:

Jaubi → Lahori Blues (Blues for Shorter)

Wayne Shorter → Deluge

McCoy Tyner → We’ll Be Together Again

Michel Petrucciani → My Funny Valentine

Roy Haynes → Raoul 

Bessie Smith → Gimme a Pigfoot and a Bottle of Beer

Kenny Dorham → Una Mas 

Dave Liebman → All the Things You Are

Sara Serpa → Labor

Catman Plays The Blues #149

Catman Plays The Blues  #149

A partir do encontro entre três dos mais populares bluesmen da sua época e não só, o guitarrista Big Bill Broonzy, o pianista Memphis Slim e o harmonicista John Lee Sonny Boy Williamson   partimos á descoberta do significado do Blues, cantado, tocado e conversado por alguns dos seus criadores originais.

Ludovico Einaudi – Like A Breath (2023)

Ludovico Einaudi – Like A Breath (2023)

Memória de Elefante 23/11/24

Autor: Francesco Valente

Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.

BODHI – Fake + People (2024) (single)

BODHI – Fake + People (2024) (single)

Bodhi apresenta video do primeiro avanço do disco a ser editado em Novembro 

Após duas décadas de espera, acontece a 25 de outubro de 2024, o lançamento do video do primeiro single do novo disco de Bodhi.

Fake Positive People é o primeiro single a ser lançado do disco “The Beauty of Degraded Media” a ser editado no dia 15 de Novembro. Apesar de ter sido a primeira escolha, este tema foi o último tema a ser composto e gravado. Por isso para Paulo Jacob: “(o tema) mantém, ainda, aquela energia de “caçula” e aborda uma temática que me apraz: a hipocrisia (o que é hipócrita da minha parte).”

BODHI, banda formada por Paulo Jacob em 1995, sempre se destacou pela sua capacidade de cruzar influências e géneros. Com a energia do indie rock, a sensibilidade melódica, e uma abordagem musical marcada pelo caos controlado, o grupo já havia deixado a sua marca no panorama musical português com o lançamento do EP “The Haunted Sessions” (1998) e do seu primeiro álbum de longa duração em 2001. 

quem são os Bodhi

A banda, formada por Paulo Jacob, deu os primeiros passos em finais de 1995, participando no primeiro festival Sempre no ar, promovido pela Rádio Universidade de Coimbra (RUC).
A gravação de uma maqueta ultrapassa todas as expectativas e resulta num micro mediatismo fomentado pelos apoios da RUC e FM Radical (este último levando a banda aos tops de airplay da estação, ao lado de nomes internacionais como U2 e Offspring).
Em 1996 arrecadam o primeiro prémio na segunda edição do mesmo festival e, resultado disso, os BODHI registam o seu primeiro trabalho discográfico. Entre dois anos de azares de estúdio, problemas financeiros, monumentais concertos, cursos universitários, participações especiais (Miguel Guedes – Blind Zero, Rui Duarte dos Ramp) e muita distorção, o disco é concluído e a edição levada a cabo no ano de 1998.
The Haunted Sessions – EP (o título não poderia ser mais irónico!) recebe críticas favoráveis de toda a imprensa musical portuguesa, elogiando a sensibilidade melódica e a simplicidade das canções. O tema Sue’s Side Story extraído do EP viria mais tarde a integrar a banda sonora da curta-metragem Respirar (debaixo d’água) de António Ferreira.
A 24 de Setembro de 2001 (data escolhida como forma de homenagear a banda responsável pela formação do projecto: os Nirvana!) seria editado pela Lux Records o primeiro longa duração dos BODHI. Um disco marcado pela heterogeneidade de estilos, pelo cinismo e causticidade das letras, por uma perspectiva estrutural antitética de caos/ordem e, acima de tudo, não fugindo aos seus princípios, pela sensibilidade
melódica. O álbum contava com as participações especiais de Helder Bruno, Sérgio Costa e Marco Henriques (Belle Chase Hotel), Rodrigo Gomes, João Borges e de John Adrian Coburn (a.k.a. Le Petit Prince).
Na altura a banda contava na sua formação com Rodrigo Antunes no baixo, Nuno Leite na guitarra, Cândido Jacob na bateria e Paulo Jacob na guitarra e voz.
Os Bodhi assumem influências directas de: Guided by Voices, Captain Beefheart, Sebadoh, Built to Spill, Beck, Nirvana, Serge Gainsbourg, Beat Happening, Pussy Galore, Beatles, Make Up, Air, Sonic Youth, Atari Teenage Riot e Soulwax.
Em 2003, Paulo Jacob inicia as gravações de um novo disco nos estúdios Mastermix em Tentúgal. Pelo estúdio passam João Baptista (Belle Chase Hotel) que grava o seu baixo inconfundível em oito canções e também Rodrigo Queirós que regista violinos em quatro canções. Tudo o resto foi gravado por Paulo Jacob num disco que ficaria enfiado na gaveta durante largos anos.
Em 2020, o confinamento provocado pela pandemia Covid-19 levou Paulo Jacob a re-ouvir as gravações de 2003 e decidir encerrar esse capítulo. João Rui (aka John Mercy) misturou o disco que finalmente, 21 anos depois, será editado pela Lux Records.