A banda bombazine apresenta “Continuar Assim”, o último single de avanço do álbum Samba Celta, o primeiro longa duração da carreira do grupo, com lançamento marcado para o dia 15 de novembro de 2024.
O novo disco é fruto de cerca de um ano de trabalho criativo da banda em estúdio, culminando numa viagem por 9 faixas que consolidam as raízes e influências do grupo, pintando-as na tela de um Portugal moderno.
O título Samba Celta simboliza as balizas criativas que a banda usou na definição da estética do novo trabalho: “Estávamos com algumas influências de sonoridades mais tropicais e queríamos contrastá-las com uma emoção mais local, mais portuguesa. O resultado não é seguramente samba nem celta, mas acreditamos que as músicas têm todas um paralelismo estético que as une”.
Gravado no Bairroup Studios, em Lisboa, o disco conta com a produção e mistura de João Sampayo e a masterização de Miguel Pinheiro Marques (Arda Recorders).
Conta ainda com a participação dos músicos Fernão Biu (sopros), Sofia Ribeiro de Faria (violinos), Inérzio Macome (violoncelo) João Sampaio (percussões, coros) e Quica Granate (coros).
Em relação ao EP de estreia Grã-Matina, que assumiu uma verticalidade indie mais “rock”, Samba Celta representa “uma procura consciente por novos horizontes estéticos, sem nunca perder de vista os elementos de um tecido sonoro vincado pelo groove”.
A base do novo disco está, segundo o grupo, na opção por uma base rítmica mais seca e orgânica, temperada com a presença dos elementos psicadélicos dos sintetizadores e com outras texturas mais dramáticas, como as cordas.
“Os arranjos de cordas acabaram por se tornar um elemento característico do álbum e foi para nós uma experiência muito enriquecedora trabalhar com a Sofia e o Inérzio e perceber o processo e os desafios de dar vida às nossas composições fora da dinâmica normal da banda”.
Em Samba Celta predomina o lado mais alegre e festivo, mas também há espaço para momentos mais introspectivos.
Depois das notas quentes de “Cartago” e “Pouca Dura”, “Continuar Assim” é uma das canções do lado mais “chuvoso” do disco, assumindo uma balada que não descura o ritmo e explorando liricamente a tensão entre a presença e a ausência, entre o estar acompanhado e o estar só. “É um tema que convida à reflexão sobre as relações e os seus altos e baixos, lembrando que também há dias sem refrões”.
É uma canção que dá a conhecer a camada mais emotiva que a banda pretendeu introduzir no novo trabalho e que também estará presente noutras faixas do disco.
Samba Celta estará disponível em todas as plataformas digitais no dia 15 de novembro e já há planos para a sua apresentação nos palcos, a anunciar em breve.
Formados em 2022, os bombazine são uma banda lisboeta de indie pop/ rock que conta com Filipe Andrade (baixo), Manuel Figueiredo (teclas), Manuel Granate (bateria), Manuel Protásio (guitarra) e Vasco Granate (voz/guitarra).
African Roots #59
African Roots #59
Autor:
Gil Santos
African Roots é um podcast semanal que explora as sonoridades Africanas, indo às raízes e aos discos perdidos, passando por novos projetos sem rótulos estilísticos, podemos ir do boogie ao semba, das mornas ao soul, do zouk ao disco. Há espaço para tudo o que seja boa música Africana.
Tudo gravado em vinil.
TRACKLIST:
1 – Emmanuel Nii Okai Tagoe – Ah lo be eh
2 – Mike Umoh – Look at Me
3 – Ernest Honny – New Dance
4 – Studio One – Mama Mdogo (feat. Mbaraka Mwinshehe)
5 – Al Massrieen – Mafatshi Leh
6 – Al Thoulathy Al Mareh – Asmar Ya Sokkar
7 – S’Modern Girls – Ungahlali Ithemba
8 – Norberto Tavares – Mariazinha Leban Bu Palavra
9 – Marino Silva – Karate
10 – Carlos Pop – Ana Maria
11 – Tubarões – Cansera Sem Midida
12 – Kumapim Royals International Band – Suro Nipa.
13 – Apagya Show Band – Mumunde
14 – Bozambo – Kombissé
15 – Noori & His Dorpa Band – Saagama
16 – Adeliz – Mlen gninie
17 – Sibongile Mbambo – Sonke
Son Little – Aloha (2020)
Son Little – Aloha (2020)
Memória de Elefante 22/11/24
Autor: Francesco Valente
Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.
Mono Clones – There Is Nothing Wrong (2024) (single)
Mono Clones – There Is Nothing Wrong (2024) (single)
A banda Mono Clones, conhecida pelo seu estilo Late Night Rock, lança hoje “There is nothing wrong”, um novo single que explora a química entre duas pessoas, no momento em que decidem deixar de lado os jogos de sedução e agir com honestidade. Com guitarras intensas e uma batida envolvente, a canção capta o cenário das primeiras horas da manhã, quando as convenções sociais começam a parecer irrelevantes e a autenticidade emerge.
Em versos como “Precisamos mesmo de um desenho para ver o que está a acontecer?”, os Mono Clones trazem um toque de humor e autenticidade, sublinhando a necessidade de deixar de lado as formalidades e abraçar os desejos naturais. A linha repetida “Não há nada de errado no que sentimos” atua como um mantra, incitando-nos a viver o momento sem culpa, relembrando que a vida é curta demais para inibições.
Vindos dos recantos boémios e das aventuras noturnas, os Mono Clones — compostos por Bruno Le Roc (voz, guitarra), Pedro “Zap” Pimenta (bateria), Ruben Rodrigues (baixo) e David Moura (guitarra, teclados) — trazem influências de bandas como Arctic Monkeys, The Strokes e The Doors, com um som descrito como o filho perdido entre uma mixtape esquecida e uma coleção de discos vintage. As suas letras e sonoridades mergulham no lado mais sombrio das emoções e da madrugada, transportando-nos para o cenário de uma escapada amorosa ou da última reflexão existencial antes do amanhecer.
“There is nothing wrong” já está disponível em todas as plataformas digitais.
Yakuza – Batota (2024) (single)
Yakuza – Batota (2024) (single)
YAKUZA regressam aos discos e anunciam concertos
O álbum ‘2’ é uma versão maturada do seu jazz sem fronteiras
YAKUZA põe todo o cool no jazz. Ao segundo álbum deste coletivo que se apresentou em 2020 com “AILERON”, é notável a progressão na conjugação da eletrónica dentro do universo permeável do jazz. Em “Penha” e “Batota”, os dois singles estreantes deste novo disco, já nos brindavam com esta naturalidade na criação por parte dum grupo aberto a cinco elementos – Afonso Serro, Afta3000, Pedro Ferreira, Alexandre Moniz e Pedro Nobre -, que tem a magia de se fazer mais forte na mobilidade entre músicos em estúdio e em palco.
Em ‘2’ os instrumentais do coletivo YAKUZA falam alto como num tasco e ao longo de 10 temas rodam num cenário improvisado onde as personagens são livres para dançar como em “Truque Di Mente” ou “Partido Alto”, mas também para levitar como em “Batota” ou “KPM” e contemplar como em “Manilha” ou “Aida”. Como pano de fundo há um miradouro lisboeta com vista para Penha de França. A música dos YAKUZA é caracterizada pelo meio urbano de bairros das classes trabalhadoras como Olaias e Picheleira, em que o sentido comunitário e despretensioso prevalece. A juntar-se a essa influência local, confirma-se aqui a consistência numa direção estética que se afirma na modernidade dum jazz não estanque com momentos plenos de sedução provocados por sintetizadores, bateria sincopada, teclados luxuosos e grandes linhas de baixo, movimentado e possante.
‘2’ está já disponível em todas as plataformas digitais e merecerá uma edição em vinil a ser anunciada em breve nas redes sociais do coletivo.
YAKUZA apresentam ao vivo o disco no próprio dia do seu lançamento, a 25 de outubro, no Maus Hábitos (Porto) e um mês depois, a 30 de novembro, na Galeria Zé dos Bois (Lisboa).
Psychophono #7: RUMBERƏS – Rumbas Gitanas from Flamenco to the Groovy & Psych tracks recorded in the 70s and 80s
Psychophono #7: RUMBERƏS – Rumbas Gitanas from Flamenco to the Groovy & Psych tracks recorded in the 70s and 80s
We have selected some Spanish rumbas with some Gypsy, Arab, Latin influences. 100% vinyl original LP and 45s
Thanks Sbrama for the artcover https://sbrama.tumblr.com/
Selected and mixed by Andre Zann https://soundcloud.com/user-282169609
“Charlie” Palmieri: The Alegre All Stars – El Manicero – The Alegre All Stars Vol. 2 (1964)
“Charlie” Palmieri: The Alegre All Stars – El Manicero – The Alegre All Stars Vol. 2 (1964)
Memória de Elefante 21/11/24
Autor: Francesco Valente
Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.
Prazeres Interrompidos #316: Amos Tutuola – O Bebedor de Vinho de Palma (1952)
Prazeres Interrompidos #316: Amos Tutuola – O Bebedor de Vinho de Palma (1952)
Autor:
Octávio Nuno
Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!
Amos Tutuola (20 June 1920 – 8 June 1997) was a Nigerian writer famous for his books based in part on Yoruba folk-tales.
Despite his short formal education, Tutuola wrote his novels in English. His writing’s grammar often relies more on Yoruba orality than on standard English.
Redoma – 2572 (2024) (single)
Redoma – 2572 (2024) (single)
As redoma voltam em tom confessional no vídeo de “2572”
Este é o primeiro single do álbum de estreia que sai no primeiro trimestre de 2025
Depois de se terem estreado há dois anos com o aclamado EP “parte”, seguindo-se o single solto “delírios mensais” no ano passado, as redoma estão de volta com “2572”, primeiro tema que antecipa o álbum de estreia a ser editado no primeiro trimestre de 2025.
A cada passo que dá, a dupla portuense formada por Carolina Viana (MALVA) e Joana Rodrigues, mostra-se cada vez mais interligada na sua expressão musical. O instrumental rap, numa cadência trip-hop, com uso delicado de texturas e samples, embala uma voz que se apresenta em tom introspectivo. Segundo a vocalista, Carolina, “2572 é uma reação bruta a uma ação indesejada. É também uma confissão e um bruto pedido de desculpas, uma vez que o sujeito a quem se direciona se foi tornando plural com o tempo”.
Num estilo lo-fi e simples, o videoclip que acompanha o single, reforça visualmente a mensagem da música: imagens projetadas na Carolina levam-nos por uma viagem interior com início numa reação, mas sem um fim à vista. No meio está a virtude, num caminho que se faz percorrendo na descoberta do que somos.
“2572” foi escrita por Carolina Viana e a produção ficou a cargo de Joana Rodrigues. O vídeo foi realizado por Carolina Viana e produzido também por Joana Rodrigues e Diana Gil.
As redoma fecham o ciclo de concertos deste ano com atuação no espaço cultural SOMA (Braga) no dia 9 de novembro.
Sara Tavares – Balancê (2005)
Sara Tavares – Balancê (2005)
Memória de Elefante 20/11/24
Autor: Francesco Valente
Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.
Chek1 – Sinais (2024) (single)
Chek1 – Sinais (2024) (single)
“Sinais” é o álbum de estreia de Chek1
Este disco retrata a perturbação obsessiva-compulsiva do artista
Após editar ao longo de 2024 o single “Tinder” e o tema homónimo do álbum, o rapper e produtor Chek1 apresenta-se agora, pela primeira vez, no formato longa-duração com “Sinais”. Conhecido também como membro integrante da banda Enigmacru e da crew Sexto Sentido, o artista oferece uma visão exaustiva sobre o seu interior num álbum composto por 19 faixas que segue a linhagem estética consciente e cinzenta do Rap do Porto.
“Sinais” tem tanto de pessoal, como de social. A temática geral do disco, que aborda a perturbação obsessiva-compulsiva do artista, revela-se como sintoma de uma sociedade cansada. Este é um retrato de alguém que sofre com a sua própria mente: a experiência de Chek1 prende-se na obsessão pelo passado, pela incerteza do futuro e em tudo o que isso desencadeia. É sobre pensamentos intrusivos e a tentativa de fugir dos mesmos.
Num disco autobiográfico, encontram-se os lugares-comuns da felicidade, do amor, do sofrimento e da saudade descritos com sensibilidade compassiva. A cadência de rimas e as texturas dos instrumentais, inteiramente criados por Chek1, fazem jus aos vários “sinais” refletidos na vida do próprio.
O álbum “Sinais” já se encontra disponível em todas as plataformas digitais e em breve será anunciada a edição física nas redes sociais do artista.
A produção e letras do disco são da autoria de Chek1, enquanto que a gravação, mistura e masterização ficaram a cargo de Hugo Oliveira.
Manila – Fuga Em Fá (2024) (single)
Manila – Fuga Em Fá (2024) (single)
Inspirados pelo groove e marcados pela nostalgia portuguesa, os MANILA apresentam o seu primeiro EP, “Domingo à tarde”.
Após os singles de antecipação “domingo à tarde” e “estas ruínas”, os MANILA lançam agora a obra completa, gravada entre 2023 e 2024 no Bairro Up Studios, com produção de João Sampayo e masterização de Miguel Sá Pessoa. Este EP resulta de uma fusão das várias influências musicais dos membros da banda, integrando as diferentes perspetivas de cada um, ao mesmo tempo que apresenta uma base comum de inspiração.
Ao longo das seis faixas, os MANILA exploram temas variados (alguns mais cliché do que outros), mas todos imbuídos da “inexorável nostalgia de ser português”, que se traduz numa obra cantada exclusivamente em português. A sonoridade, no entanto, ultrapassa fronteiras, inspirando-se em géneros como o Jazz e o Soul, enriquecendo o projeto com uma paleta musical diversificada e abrangente.
“Domingo à tarde” destaca-se pela identidade coesa e pela fluidez entre estilos. As faixas abordam temas como o amor, a solidão e outras dicotomias existenciais, num registo onde o groove e a ambiência convidam à dança e à introspeção.
Disponível digitalmente, este EP marca o início do percurso dos MANILA, que apresentam um trabalho onde se combinam autenticidade e expressão musical.