Adam Bałdych: Adam Bałdych Quintet, Paolo Fresu – Poetry (2021)

Adam Bałdych: Adam Bałdych Quintet, Paolo Fresu – Poetry (2021)

Memória de Elefante 18/05/24

Autor: Francesco Valente

Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.

Marilia Duarte E Leo Middea – Negra Menina Que Dança (2024) (single)

Marilia Duarte E Leo Middea – Negra Menina Que Dança (2024) (single) Id

Marília Duarte reflete o amor e os mistérios da noite em single com Leo Middea

“Negra Menina que Dança” antecipa o disco de estreia da cantora e compositora

A cantora e compositora Marília Duarte se une com Leo Middea na envolvente “Negra Menina que Dança”, que chega com um single e clipe via ybmusic. A faixa representa uma dança entre o sol e a lua, explorando os mistérios da noite de um modo apaixonado.

Ouça “Negra Menina que Dança”: https://lnk.fuga.com/mariliaduarte_negrameninaquedanca

Assista ao clipe “Negra Menina que Dança”: https://youtu.be/1IKouS2m2mQ 

“Acredito que esta canção sintetiza bem o disco que lançarei neste primeiro semestre, junto da qualidade sonora que ele traz. É como se fosse o recheio do bolo, mas pode ter certeza que esse bolo está cheio de surpresas”, conta Marília, sobre o novo single.

Assista ao clipe “Infinito Particular”: https://youtu.be/FC-EgY5O7BI 

Assista ao clipe “Tente Entender”: https://youtu.be/PDDJJ_3LWnw 

Assista ao clipe “Mandinga”: https://youtu.be/MS4sk5a1egQ 

Essa faixa é um ponto central do “Lado D / Lado A, Dois Lados do Amor”, seu debut. Cada faixa do álbum trará uma jornada própria pelos diferentes aspectos do amor, desde a paixão até a superação de desafios, proporcionando uma catarse emocional e promovendo o autoconhecimento aos ouvintes. Um bom exemplo desta sensação é a parceria com Middea. Ele, que é um cantor e compositor brasileiro que conquistou destaque recentemente ao ser finalista do Festival da Canção em Portugal, foi uma colaboração que surgiu naturalmente, quase como magia.

“Conheci o Léo em um sarau e nossa afinidade musical foi instantânea. A partir disso, compor com ele foi como beber água e a canção surgiu numa espécie de transe musical. Eu comecei a canção explorando alguns acordes e logo já veio a letra e melodia da primeira parte e logo o Léo trouxe um colorido um pouco diferente para a parte B encontramos o refrão juntos surpreendendo em alguns caminhos harmônicos, mas foi quase como um jogral em que cada um pôs uma pitada de tempero, a gente foi chegando junto no resultado”, ela conta.

“Negra Menina que Dança” e singles que estarão no álbum de estreia de Marília estão disponíveis em todas as principais plataformas de streaming.

Sogranora – Sereias Do Mal (2024) (single)

Sogranora – Sereias Do Mal (2024) (single) Id

Os Sogranora disponibilizaram o novo single ‘Sereias do Mal’. Com letra de Ricardo Sebastião e Tomás Andrade e música e produção da autoria da banda, esta canção indie pop apresenta o EP “Dançar Sobre Arquitetura”, que será editado no final deste mês de maio. 

“Este tema representa uma nova estética sonora e lírica dos Sogranora. É o single que introduz o próximo EP, que relata histórias e pensamentos sobre o desamor. Ao contrário das restantes canções, que são mais íntimas e sentimentais, ‘Sereias do Mal’ é mais em tom de brincadeira e conta a história de umas sereias que nos seduziram e embalaram, apenas para diversão pessoal”, revela o trio. “Esta é, talvez, a nossa música mais ambiciosa a nível de produção e foi um quebra cabeças conseguir com que todos os elementos tivessem o seu espaço”, contam ainda. 

Escrita na Lagoa de Albufeira, perto de Sesimbra, e gravada em Viseu, com mistura de instrumental por João Gomes, mistura e captação de vozes feita pelos estúdios Next Level Productions e masterização por Rui Dias, nos estúdios Mister Master, ‘Sereias do Mal’ apresenta-se com um videoclipe realizado por Camilla Ciardi. 

Este single marca uma nova etapa na carreira dos Sogranora e é o primeiro que a banda edita em antecipação ao EP “Dançar Sobre Arquitetura”.

Nas palavras do grupo, o próximo curta-duração é composto por “músicas de introspeção amorosa e de corações partidos ou rachados. É o primeiro projeto em que todos cantamos voz principal, com temas escritos pelos três. O Frank Zappa disse uma vez que “falar sobre música é como dançar sobre arquitetura”. Gostámos muito deste conceito e achámos que faria sentido para estas músicas, que são canções sem grandes preconceitos ou racionalizações. São apenas para se sentir e levam-nos a dançar sobre a arquitetura complexa dos nossos pensamentos e sentimentos”.

“Dançar Sobre Arquitetura“ é o terceiro EP dos Sogranora, sucedendo a “Amarílis”, de 2023, e “Altivez e Castigo”, de 2020. Esses lançamentos deram a conhecer temas como ‘Qualquer Impasse’, ‘Alguém’, ‘Cá Pra Ver’, ‘Semilisboeta’ ou ‘Se Ficares Sem Chão’.

African Roots #45

African Roots #45

Autor:

Gil Santos 

African Roots é um podcast semanal que explora as sonoridades Africanas, indo às raízes e aos discos perdidos, passando por novos projetos sem rótulos estilísticos, podemos ir do boogie ao semba, das mornas ao soul, do zouk ao disco. Há espaço para tudo o que seja boa música Africana.

Tudo gravado em vinil.

TRACKLIST:

TRACKLIST:

1 – Femi Kuti – Stop the Hate

2 – T.p. Orchestre Poly-rythmo – Mi Ve Wa Se

3 – Aïcha Kone – Linda

4 – The Booma Rockers – Soul Food

5 – Idrissa Soumaoro – Djama

6 – Eji Oyewole – Charity Begins at Home

7 – Julie Coker – Sogio

8 – Pierre Sandwidi – Marietou

9 – Star Feminine Band – Ete we gbetoyi

10 – Rail Band – Tidiani Koné

11 – Ernesto djédjé – Ziglibitiens

12 – Roger Damawuzan – Mama

13 – Orchestre Les Mangelepa – Mbungu

Entrevista com Leonor Baldaque (09 – 05 – 2024)

Leonor Baldaque – entrevista 09/05/2024

Entrevista com Leonor Baldaque (09 – 05 – 2024)

Leonor Baldaque apresenta o seu disco de estreia na Rádio Olisipo: A Few Dates Of Love (2024) (álbum)

Autor da entrevista: Francesco Valente

Quando Leonor Baldaque comprou uma guitarra, não sabia que uma nova expressão artística, a este ponto intensa, a aguardava e se tornava na sua nova paixão. Esta veio-se juntar às outras duas que praticava há anos, a representação no cinema enquanto actriz de Manoel De Oliveira, e a escrita de romances sendo autora publicada por duas das mais prestigiadas e exclusivas editoras de literatura francesas.

Foi há três anos apenas que a guitarra entrou na sua vida, e a quantidade de canções que compôs desde então é estonteante. A sua frequentação da música não é recente — estudou violoncelo e piano — mas, até agora, como ela diz «não sabia que tinha uma voz ». Este álbum está aqui para mostrar que tem uma voz, e que voz: única, profunda, recitando como quem canta, e cantando como quem recita. Uma voz envolvente, médio-grave, e que percorre os seus textos com uma intimidade desarmante, e um sentido da representação inato.

Em A Few Dates of Love, o seu álbum de estreia, Leonor Baldaque fez uma escolha, em parte cronológica, começando pelo início, em parte narrativa, contando uma história, e seleccionou dez temas. Estamos perante uma poetisa, antes de mais. De uma contadora de histórias. E de uma intérprete de génio. A simplicidade da guitarra, na maior parte dos temas, é constantemente envolta de melodias que parecem viajar sós por cima dessas notas. A sua voz dá-se, retira-se. Desvenda e esconde. A sua narrativa é pessoal, recorrendo a um imaginário rico, que é como um poço de palavras, de imagens e cenários, quase sem fundo. O vento, a viagem, o amor, a falta dele, o anoitecer sobre uma guitarra; o Verão, o exterior, os Canyons, o álcool e um palácio: passageiros no seu mundo, Leonor Baldaque arrebata-nos consigo, e não conseguimos retirar a nossa atenção do que nos veio dizer.

Um álbum que, sem dúvida, podemos qualificar de « independente », e que é como uma viagem dentro de uma personalidade multifacetada, difícil de assimilar a outros artistas, e onde podemos apenas entrever a presença, algures, de Leonard Cohen, da Folk americana, do Folk-rock, mas já distante. Leonor Baldaque pegou no que encontrou, e fez o seu caminho. É responsável pelas letras e composições e assina ainda a realização e edição dos seus videoclips. A Few Dates of Love soa já a um clássico.

Após uma primeira apresentação ao vivo na Casa da Música no Porto, Lisboa tem agora a honra de receber o próximo concerto de Leonor Baldaque: dia 5 de Abril, às 21h30m, no Auditório Camões, no Liceu Camões.

Sobre a Casa da Música, Leonor confessa: “Artisticamente, foi a minha experiência mais audaz até hoje. Há uma imediatez na transmissão de uma canção em palco, que não se conhece nem com a escrita, nem como o cinema. E depois, eu sempre tive uma grande paixão pelo risco. E estar em palco, a cantar coisas tão intensas, sem que isso seja a vida de todos os dias, é um grande risco.”

E prepara-nos para o que poderemos esperar do concerto em Lisboa: “Tenho a impressão de que vou de novo caminhar sobre um fio no concerto de Lisboa. O mais estranho, é que não sei o que vai acontecer: eu conheço as canções, o alinhamento, mas não posso dizer saber o que vai acontecer. Será apenas o segundo concerto, e estou impaciente.”

Enquanto aguardamos pelo concerto, podemos desde já ouvir o novo single “It’s the Wind” que Leonor nos apresenta: ““It’s the Wind” foi das primeiras canções que compus e escrevi. Veio tudo tão depressa ter comigo, foi como uma rajada de vento. Será sempre uma das minhas canções preferidas. Há algo do estado de transe nela. Decidi começar com ela os meus concertos, pois ela transporta-me para longe. Para esse local ventoso, e repleto de sensações, que era o local onde me sentia estar na altura em que a escrevi. E para onde sempre volto quando a canto. É uma experiência quase de xamã, isto de cantar o que nos ditou a alma.”

O disco A Few Dates of Love de Leonor Baldaque, uma das cantautoras portuguesas mais singulares actualmente, chega às lojas no dia 5 de Abril.

Em Abril, igualmente, a editora Quetzal publicará a primeira tradução portuguesa do último romance francês de Leonor Baldaque, Piero Solidão.

Vincent Henar: FraFra Sound – Black Dutch & More (2010)

Vincent Henar: FraFra Sound – Black Dutch & More (2010)

Memória de Elefante 17/05/24

Autor: Francesco Valente

Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.

Cristobal Rey – É Do Mar (2024) (single)

Cristobal Rey – É Do Mar (2024) (single)

Berlim, 26 de April de 2024 –  Já está disponível nas plataformas digitais o LP Volta a Crescer, primeiro album da banda Cristóbal Rey Band, radicada em Berlim.

Volta a Crescer é uma experiência visceral e sem fronteiras, que nasce da busca intrínseca de Cristóbal Rey e da vontade dele em contar histórias que atravessam suas vivências. O músico, que cresceu durante a ditadura militar chilena, em uma família de esquerda, tornou-se imigrante na fase adulta e por conta de todos estes atravessamentos sempre considerou importante reverberar temáticas sociopolíticas em suas composições. 

Além dos elementos políticos no discurso, no atual momento da carreira, Cristóbal olha para si com uma maior honestidade e permite-se idealizar um mundo invisível, ainda não tocado por uma sociedade materialista, decadente e imediatista, propondo viagens psicodélicas através dos elementos naturais e da relação com o tempo.

“Sinto que este projeto é meu maior sucesso, um som que as pessoas reconhecem como algo bem meu. Esse LP traduz o momento que estou vivenciando de consagração como músico, sem muita pretensão, não há essa busca de chegar em algum lugar, eu já estou. Minha maior felicidade é saber que estou fazendo um trabalho honesto, que está sendo bem recebido”, ele pontua.

Puxando para uma verve mais experimental e criativa, o LP foi gravado totalmente de forma analógica, evocando a interculturalidade de ritmos em seus arranjos e passeando pelo rock progressivo, indie rock e rock psicodélico, entre outros estilos, que juntos compõem o balaio de referências de Cristóbal, incluindo aí “o huayno andino em ‘Ainda Tem índio AÍ’ ou o toque reconfigurado do charango em ‘Brisa do Sol’”, destaca o compositor. 

Reforçando toda esta mescla cultural que forjou a identidade artística de Cristóbal, as composições do EP são escritas nos idiomas português, espanhol, inglês e alemão.

A Banda

A Cristóbal Rey Band foi fundada no ano de 2022, em Berlim, quando Cristóbal Rey decidiu produzir as músicas de seu projeto solo. Focado nos últimos anos em sua banda Aquafaba, ele sentiu que era hora de lançar um novo álbum solo e imprimir uma viagem mais íntima e pessoal. A atual formação da banda é: David Gus (FR/DK) na bateria, Tomás Peralta (CL) no baixo, Giacomo Cantarini (IT) na guitarra e Cristóbal Rey (CL) na voz e ronroco. 

● Ouça Ainda Tem Índio Aí

● Fotos de divulgação

● Letras do EP

***

Cristóbal Rey é um cantor chileno, radicado em Berlim, e integrante da banda Aquafaba, na qual colaborou com dois discos. O artista já morou em diversos países como o Brasil, Estados Unidos, Canadá, Peru, Argentina e Lituânia, experiências que refletem na mistura de referências de seus trabalhos. Iniciou a carreira solo em 2003,  lançamento já varios albums.

Festival Jazz Manouche De Almada- Gonçalo Mendonça Entrevista (15 – 05 – 2024)

Festival Jazz Manouche De Almada- Gonçalo Mendonça Entrevista (15 – 05 – 2024)

Gonçalo Mendonça apresenta na Radio Olisipo o Festival Jazz Manouche De Almada.

Autor:
Francesco valente

A terceira edição do Festival Jazz Manouche de Almada, organizado pela Alma Danada Associação Criativa, está de volta depois do sucesso das últimas edições. Este ano acontece de 17 a 19 de Maio e conta com a presença de alguns dos nomes mais emblemáticos do jazz manouche. São 3 concertos imperdíveis e um workshop de dança blues e swing, que excecionalmente este ano terá lugar no Salão de Festas da SFIA. 

O Jazz Manouche surge como expressão musical com o guitarrista cigano de etnia Manouche Django Reinhardt e do Quinteto do Hot Clube de França. Este quinteto manteve a sua actividade entre os anos 30 e 50 na Europa tendo como estética formal o Swing mas com a apropriação cigana sobre a influência de Django. Em Portugal esta história é ainda pouco contada e escrita, mas tem vindo a ser maturada ganhando mais músicos e entusiastas.

No dia 17 de Maio o público poderá assistir ao concerto de Adrien Marco Trio: Adrien Marco é atualmente um dos principais nomes do estilo Jazz Manouche. É um guitarrista autodidata que começou a tocar aos 17 anos pela influência da música de Django Reinhardt. O seu estilo é enérgico, elegante, espontâneo e muito virtuoso. Em onze anos de actividade gravou quatro discos. Adrien Marco é acompanhado por uma excelente e sólida secção rítmica, Mathieu Chatelain na guitarra ritmo e Claudius Dupont no contrabaixo. Cada vez mais aclamado por um público de conhecedores, o guitarrista actuou em locais como o Festival Django Reinhardt (Fontainbleu) Django In June (Boston), Django at Dewslake (Reino Unido), Festival Jay (Itália), Festival de Worms (Alemanha), actua no lendário Clube de Jazz Etoile em Paris, onde Thomas Dutronc é um convidado regular e também no Cabaret de L’Escale onde já passaram artistas lendários como Jacques Brel ou Edith Piaf. Assim, passados cerca de onze anos, Adrien Marco Trio vem pela primeira vez a Almada para deleite do público e dos fãs do jazz cigano em Portugal.

No dia 18 é a vez de Aurore Voilqué Trio feat. Angelo Debarre. Aurore Voilqué começou a tocar violino aos 4 anos de idade e nunca mais parou. Criou o seu primeiro quarteto em 2003. Actuou em alguns dos maiores festivais de jazz de França (Jazz à Vienne, Marciac, Vauvert, La baule, Jazz en Baie, Jazz Nimes métropole, 24h du swing), bem como em alguns dos principais clubes de jazz do país (Duc des Lombards, Sunset, Petit Journal Montparnasse, Meridien Jazz Café Montparnasse). Aurore é acompanhada pela guitarra ritmo de Mathieu Chatelain e pelo contrabaixo de Claudius Dupont, delegando solos para o incontornável Angelo Debarre, um dos maiores solistas de jazz manouche que o mundo já conheceu. Angelo Debarre dispensa apresentações. É esta a verdadeira sonoridade tradicional cigana que a violinista foi procurar ao reunir estes 3 músicos, entre os mais requisitados do género. Uma magnífica viagem ao mundo da música cigana, com standards de Django Reinhardt, canções francesas e magníficas composições do maestro Angelo Debarre.

No dia 19 de Maio haverá uma aula de dança a cargo da Escola Blues & Swing Lisboa, especializada em danças vintage. 

Ainda no mesmo dia atuam os Rouge Manouche, um quarteto de Gypsy Jazz residente no Algarve que apresenta um swing altamente enérgico e ritmado e inspirado em ritmos e melodias Manouche com influências do Jazz Americano imergindo na aura da Paris dos anos 30. Interpretam compositores como os míticos Django Reinhardt, Charles Trenet ou Cole Porter, assim como em repertório de tradição Gypsy Jazz mais moderno. É formado por Betty Martins na voz e violeta, João Campos Palma no acordeão, Luis Fialho na guitarra e Rick Steffens no contrabaixo.

Os bilhetes estão disponíveis em https://www.seetickets.com/

Reservas: festivaljazzmanouchealmada@gmail.com

17 Maio, 21h – Adrien Marco Trio

18 Maio, 21h – Aurore Voilqué Trio ft Angelo Debarre

19 Maio, 16h – Aula de dança Blues&Swing Lisboa

19 Maio, 17h – Rouge Manouche

Entrevista Com Francisco Rodrigues (.cruzamemte) 09-05-24

.cruzamente – Um Bicho Como Nós (2024) (álbum)

Entrevista com: Francisco Rodrigues

Autor: Francesco Valente

Francisco Rodrigues apresenta na Rádio Olisipo o novo álbum dos .cruzamente, band do Porto, que edita “Um Bicho Como Nós” (2024.

O seu primeiro álbum um bicho como nós, a editar no dia 10 de Maio, foi produzido, captado e misturado por Pedro Vidal (Jorge Palma, Blind Zero) e masterizado por Mário Barreiros.

O concerto de apresentação do disco um bicho como nós acontecerá a 18 de Maio no CCOP, no Porto, pelas 21h30m. Será apresentado o disco, bem como alguns temas de trabalhos anteriores, com algumas surpresas pelo meio. Os bilhetes já estão à venda. 

Instagram: https://www.instagram.com/cruzamente?igsh=cG1manh1djQ1NGdl 

Facebook: https://www.facebook.com/CruzaMente 

Youtube: https://www.youtube.com/@crzmnt 

Spotify:https://open.spotify.com/artist/2wNIgexv8fXZq6x8gbAf6A?si=jcXiQ4xLRUSHg3Jz3E60iw

Mince Fratelli: The Fratellis – Costello Music (2006)

Mince Fratelli: The Fratellis – Costello Music (2006)

Memória de Elefante 16/05/24

Autor: Francesco Valente

Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.

Prazeres Interrompidos #261: Rondon : Larry Rohter – Uma Biografia (2019)

Prazeres Interrompidos #261: Rondon : Larry Rohter – Uma Biografia (2019)

Autor:

Octávio Nuno

Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!

Um dos maiores exploradores da história mundial, Cândido Rondon teve uma vida extraordinária. Nesta minuciosa biografia, o jornalista Larry Rohter revela para o leitor a amplitude de seu legado para o país e os povos indígenas.

No início da tarde de 26 de abril de 1914, um grupo de dezenove homens chegou à confluência de dois rios no coração da selva amazônica. Durante meses eles enfrentaram uma sucessão de dificuldades e privações para realizar um feito notável: navegar e mapear um rio ainda desconhecido, chamado rio da Dúvida, porque seu curso e comprimento eram um mistério. Os líderes dessa expedição eram Theodore Roosevelt, ex-presidente dos Estados Unidos, e o brasileiro Cândido Mariano da Silva Rondon, que há mais de vinte anos explorava a região. 

Depois que a jornada com Roosevelt chegou ao fim, Rondon continuaria por muitos anos seu importante trabalho, que incluiu o levantamento de rios, montanhas e vales até então ignorados, a instalação de quilômetros de linhas telegráficas, a construção de estradas, pontes e a fundação de povoamentos. Foi também Rondon quem primeiro estabeleceu contatos pacíficos com dezenas de etnias indígenas. Em 1910, fundou o Serviço de Proteção aos Índios, em um esforço de inclusão dos índios ao Estado nacional brasileiro. 

Hoje Rondon empresta seu nome a ruas, museus, cidades e até a um estado, Rondônia. O lema que norteou suas expedições e contatos com os povos indígenas ― “Morrer se preciso for, matar nunca” ―, porém, se perdeu no tempo, e muitos de seus incríveis feitos como explorador permanecem ignorados. 

A grandiosidade de seus feitos inspirou o jornalista Larry Rohter a mergulhar por mais de cinco anos em sua trajetória, oferecendo agora ao leitor brasileiro um livro que redimensiona o lugar de Rondon na história do Brasil.

Cruzamente – Ilusões (2024) (single)

Cruzamente – Ilusões (2024) (single)

“Ilusões” é o segundo single do primeiro LP dos .cruzamente, um bicho como nós, e traz consigo uma melancolia quente, que nos leva à introspecção com um balançar da cabeça.

Porque é que somos assim? Como é que a nossa mente nos ilude ao ponto de não vermos o que está diante de nós? O encontro, mesmo que seja connosco, parte da cedência. E desse modo, quanto mais recíproca for, mais equidistante será o ponto de entendimento. Cedam, egos!

O vídeo que acompanha o single “Ilusões” foi criado pelo Bernardo Bordalo. Com uma base de foundfootage, pretende abordar a narrativa do tema e do álbum no máximo de dimensões em simultâneo. Desde o nível pessoal à nossa cumplicidade com o ecossistema, as forças naturais que operam alheias a tudo, mas que são condição para a nossa existência, até à impossível quantificação do ser no universo. O tudo e o nada, ao mesmo tempo.

Nas palavras do realizador: “Fora da nossa vista, existe todo um universo debaixo de água cuja presença é absolutamente vital para o planeta, ainda que opere de forma invisível – o ciclo da água é um exemplo disso. Da água para o vapor, para a nuvem e de volta ao planeta sob a forma da chuva. São forças quase mágicas, quase no universo da ilusão, que operam ciclicamente para sustentar tudo.”

Alicerçado no rock, o espírito dos .cruzamente não é saudosista, mesmo que venerem os antepassados e confiem na fraca memória que possuem como prova da intemporalidade de algo. De igual modo, também não procuram o futuro. Volta e meia, apercebem-se dele, vêem-se nele envolvidos, quando erguem o olhar até então preso aos seus instrumentos. Nem tampouco se procuram a eles mesmos, pelo menos enquanto grupo. Talvez seja isso, quando juntos, são. Sem buscas, sem querer. O que faz com que, a quem passa, pareçam crianças, numa bolha a esvoaçar sem nunca tocar no tempo. Afinal, têm uma pretensão, que essa bolha possa carregar o máximo de gente e de lugares com eles, e flutuar sem tempo e sem rumo.

Os .cruzamente são uma banda de Vila do Conde, composta por Francisco Rodrigues (voz) Pedro Cardoso (saxofone e harmónica) Carlos Loureiro (guitarra) Rodrigo Aroso (baixo) e Guilherme Magalhães (bateria). Os temas são originais e em português com uma base pop/rock, incluindo vários elementos funk, sem restrições.

Deram os seus primeiros passos na música em 2012, quando atuaram pela primeira vez ao vivo em Mindelo – Vila do Conde. Desde então, tocaram em vários espaços de música ao vivo de Norte a Sul do país, queima das fitas do Porto, Festa do Avante, Festivais de Verão e espetáculos comunitários. Durante este percurso lançaram três EPs: CruzaMente (2015); agitado (2019) e doninha (2020)

O seu primeiro álbum um bicho como nós, a editar no dia 10 de Maio, foi produzido, captado e misturado por Pedro Vidal (Jorge Palma, Blind Zero) e masterizado por Mário Barreiros.

Poucos de nós terão vivido tempos tão polarizados como estes. A amplitude torna-se tão reduzida, que é difícil percepcionar quem está do outro lado e é fácil, por isso, reduzi-lo à grandeza da nossa imaginação. Sim, porque cada bicho é um bicho e não sabemos se é possível imaginar um, uno e inteiro, sem que ele seja uma parte de nós. Até um bicho como nós mesmos é difícil de imaginar de forma plena, teríamos de nos conhecer muito bem. Possível ou não, é um bom exercício, o do auto-conhecimento. Sobretudo quando nos leva a partes que nunca antes tínhamos encontrado. Ficamos mais fortes, também porque nos apercebemos da falibilidade dos nossos sistemas de avaliação. Se falhamos connosco, também falhamos com os outros e isso obriga a que a nossa constante redescoberta passe pela reavaliação do outro, cada vez mais, até que a amplitude aumente e nos apercebamos que do outro lado está um bicho como nós. Tão feio quanto bonito, tão forte quanto fraco. Vivo, falível.

O concerto de apresentação do disco um bicho como nós acontecerá a 18 de Maio no CCOP, no Porto, pelas 21h30m. Será apresentado o disco, bem como alguns temas de trabalhos anteriores, com algumas surpresas pelo meio. Os bilhetes já estão à venda. 

Instagram: https://www.instagram.com/cruzamente?igsh=cG1manh1djQ1NGdl 

Facebook: https://www.facebook.com/CruzaMente 

Youtube: https://www.youtube.com/@crzmnt 

Spotify:https://open.spotify.com/artist/2wNIgexv8fXZq6x8gbAf6A?si=jcXiQ4xLRUSHg3Jz3E60iw