Coffee Breakz #78 – Rest In Power, Steve Albini (1962 – 2024)
Coffee Breakz #78 – Rest In Power, Steve Albini (1962 – 2024)
Autor: Helder Gomes
Colagens sonoras, encontros improváveis e grandes embates entre o vinil e o digital. O Coffee Breakz é o elo perdido entre o rádio a pilhas e os pratos de DJ. E tem um Samplaria do Bairro aberta 24/7.
Tracklist:
1. Big Black
1.1 Kerosene
1.2 Grinder
1.3 The Model
1.4 Kitty Empire
1.5 Bad Penny
2. Rapeman
2.1 Kim Gordon’s Panties
2.2 Trouser Minnow
2.3 Budd
3. Shellac
3.1 Wingwalker
3.2 Riding Bikes
3.3 Prayer to God
4. Nirvana — Milk It
5. Pixies — Cactus
6. The Breeders — Doe
7. PJ Harvey — 50ft Queenie
8. The Jesus Lizard — Mouth Breather
Asalah Nasri – Qad El Horoof (2003)
Asalah Nasri – Qad El Horoof (2003)
Memória de Elefante 15/05/24
Autor: Francesco Valente
Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.
Menino Manequim – Escravos (2024) (single)
Menino Manequim – Escravos (2024) (single)
Para Menino Manequim, banda de rock progressivó-teatral, a música nasce do acaso, trazendo ao de cima instabilidades rítmicas, melodias memoráveis e um acompanhamento recheado com: Rock, Jazz e Fusão. Dando os seus primeiros passos, Menino Manequim procura mostrar uma sonoridade autêntica e sem igual pelo país, lançando o seu primeiro single “Escravos”.
É o primeiro single do álbum de estreia de Menino Manequim, Gula. Produzido e gravado na BOTA (Base Organizada da Toca das Artes), a música tem impressão artística de Rui Galveias. A masterização ficou a cargo de Guilherme Gonçalves.
“Escravos” é uma forma do Menino falar sobre as pessoas que só sabem pensar nos outros através delas próprias. É uma tragédia sobre a primazia do bem-estar, que se troca como dinheiro, mas também sobre aqueles que pensam ser os únicos a ver o mundo de outra maneira. O Menino é diferente, porque vê os outros de outra maneira.
“Escravos” já está disponível nas plataformas de streaming.
KiMiKus – Para Nóias (2024) (single)
KiMiKus – Para Nóias (2024) (single)
KiMiKus é o novo projeto jazz que combina os sons ressonantes do hipnotizante contrabaixo de Prof. Mikelius (Miguel Ângelo) com os vocais do enigmático Dr. K (Kiko Pereira). Apresentam o álbum de estreia “Modus Novos” e uma digressão, em formato showcase, que vai percorrer diversas cidades do país, começando no dia do lançamento do disco, 2 de Maio, às 18h30, na Casa Comum da Reitoria, no Porto.
Com as suas interações musicais e abordagem inovadora, KiMiKus está a subverter os limites do jazz contemporâneo, inspirando-se em diversas influências musicais. As composições são uma fusão intrigante de elementos clássicos do jazz, infundidos com texturas contemporâneas, indie experimental, pop e spoken word.
A maestria de Miguel Ângelo no contrabaixo é inspiradora. Com as suas melodias intrincadas, linhas de baixo profundas e capacidades extraordinárias de improvisação, tece uma matriz musical que forma a espinha dorsal de cada performance de KiMiKus. A sua arte adiciona profundidade e complexidade ao som da dupla, cativando o público com cada nota matizada.
Complementando a proeza instrumental de Miguel está a voz aveludada de Kiko Pereira. Possuindo um alcance vocal notável e uma presença de palco dominante, Kiko transmite sem esforço as emoções profundas incorporadas nas suas letras que exploram as complexidades da vida, a passagem do tempo e as pequenas histórias do quotidiano, oferecendo uma perspetiva única que convida à introspeção.
A dupla apresenta o seu álbum de estreia “Modus Novos”, que promete ser uma coleção sublime de composições poéticas, ilustradas com uma mini história na forma de uma banda desenhada criada com as fotos de Anabela Trindade e os desenhos de Yasmin Machado.
Analog Dakar Club #7 – Problèmes ne finit jamais
Analog Dakar Club #7 – Problèmes ne finit jamais
Everyday life problems with a dancing twist, make the salt of life sweet !
Côte d’Ivoire, Burkina Faso and Benin, late 70’s early 80’s.
N’zié d’Afrik : Dieu soit loué I. Juie D’afrique (Music Hall – MH 008) Cote d’Ivoire 1978
The Fantastic Bambou Tchicaya Tchico and His Waka-Waka’ Band of Nigeria – Mami Rosa (Namaco – NLPS 52) Nigeria 1978
Gnonnas Pedro – Massaniyo (World Wide Music – WWM – 4L) Bénin 1980
Veronica Swift – This Bitter Earth (2021)
Veronica Swift – This Bitter Earth (2021)
Memória de Elefante 14/05/24
Autor: Francesco Valente
Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.
Mariana Moreira – Se Prometeres (2024) (single)
Mariana Moreira – Se Prometeres (2024) (single)
A cantora e compositora Mariana Moreira disponibilizou o novo single ‘se prometeres’, editado via Warner Music Portugal. Com letra da autoria da artista e música escrita em parceria com Sebastian Crayn, esta é uma canção sobre o medo como resposta frequente numa situação de abuso, retratando o sofrimento e o sentimento de impotência.
“É sempre difícil falar sobre coisas que nos atormentam. As palavras ‘se prometeres’ já ecoavam na minha cabeça e serviram de inspiração para tudo o resto, que é, no fundo, um quebrar do ditado popular “quem cala consente”, que assombra muitas pessoas”, revela Mariana Moreira. “Acho que é necessário abordar o consentimento com o devido respeito e entender que o medo é uma resposta comum à perversão, ao abuso e ao assédio”, prossegue a artista. “Neste single, venho apelar à honestidade para com a violência praticada sobre pessoas que têm de viver com o peso da realidade sobre os ombros e, muitas vezes, com vergonha e culpa”, conta ainda.
Em ‘se prometeres’, além da voz, Mariana Moreira assume as guitarras e o piano. Este último instrumento é partilhado com Sebastian Crayn, que produziu a canção e realizou o videoclipe que a acompanha. O processo de composição e gravação, embora bastante fluído foi, também, muito duro para a cantora, que reforça “a importância da procura de ajuda em situações de perigo, uma decisão que implica uma coragem e lucidez enormes”.
‘se prometeres’ abre caminho para uma nova fase no percurso de Mariana Moreira. Este novo tema sucede ao álbum de estreia, “Comundidade”, de 2020, e a singles como ‘Fui Longe Demais’, de 2022, ou ‘Nunca Mais’, de 2023.
Ligada à arte desde muito cedo, Mariana Moreira escolheu a música como profissão e essa foi uma escolha feita sem nunca considerar a possibilidade de voltar atrás. Compõe desde os 8 anos de idade, tem formação de piano e canto, é professora de música e já escreveu para artistas como Ana Bacalhau, António Zambujo, Bárbara Bandeira, David Carreira, Carolina de Deus, Beatriz Rosário, Matilde Jacob, Yasmine, Irina Barros ou Bluay.
Em 2020 editou o álbum de estreia, “Comundidade”, que deu a conhecer os singles ‘Eu Já Sei Cuidar de Mim’, ‘Fazer o Quê?’ e ‘P’ra Casa É Que Eu Não Volto’, bem como o tema ‘Não Faz Mal Nenhum’, incluído na banda sonora da novela “Rua das Flores”, da TVI. Editado pela Farol Música, o disco inclui um total de 15 temas, todos com letra e música da autoria da cantora e produzidos também pela própria. Seguiram-se os singles ‘Motel Para Cães’, em 2021, ‘Fui Longe de Mais’, em 2022, e ‘Nunca Mais’, em 2023.
O objetivo maior da compositora é poder transmitir verdade com as suas canções, sejam elas interpretadas por si ou por outros, e compreender as pessoas e que elas se sintam compreendidas. Além disso, pretende passar uma mensagem de força e fé através da sua música. Chico Buarque, Billie Eilish, Carolina Deslandes, Stromae ou Lizzy McAlpine são algumas das referências e inspirações da artista.
Mariana Moreira é também escritora e publicou recentemente o primeiro livro, intitulado “Vitória, Vitória, começou a história”. Conduz, ainda, o podcast “Pontos Nos jotas”, no qual aborda os mais variados temas.
O ano de 2024 marca uma nova etapa na carreira da cantautora, com a edição do single ‘se prometeres’ pela Warner Music Portugal. Este é o primeiro de vários lançamentos de Mariana Moreira previstos para este ano.
Koshi Blu – Um Cowboy Sem Dados Móveis (2024) (single)
Koshi Blu – Um Cowboy Sem Dados Móveis (2024) (single) Id
KOSHI BLU é uma banda formada por Diogo Lourenço (guitarra/eletrónica) e Pedro Almeida (bateria/percussão/eletrónica), dois músicos que cresceram a estudar música e a tocar juntos em bandas como Ossos D’Ouvido (ODO) e Zazu Lab. Encontram neste projeto uma oportunidade única para improvisar, compor e interpretar música sem limites. O duo nasceu da necessidade de criar um espaço onde possam tocar e improvisar utilizando novas ferramentas, caminhos e conhecimentos, como eletrónica, música eletroacústica, sampling, síntese granular, entre outros. Os músicos criam experiências eletrónicas que constroem paisagens sonoras e texturas que servem como palco para um diálogo instrumental cinematográfico. Numa fusão de música eletrónica com jazz, contam-nos sobre a sua jornada pessoal e futurista ao passado. 2130 é o nome do primeiro EP do duo.
DIOGO LOURENÇO é um artista, músico, compositor e produtor musical de Lisboa. É uma das forças criativas por trás de bandas como Ossos D’Ouvido, Zazu Lab, Koshi Blu e CLAUTHEWITCH. Toca guitarra para Biloba e em duo com a poeta Ana Cláudia Santos. Trabalha em pós-produção de áudio para TV/cinema e na composição de bandas sonoras. É o curador musical dos eventos Sala Incomum, editor do podcast Multiversos na rádio NiT FM e co-produtor dos eventos poéticos L.U.A.
PEDRO ALMEIDA (1997) é um artista transdisciplinar português, baterista, percussionista, compositor e investigador de em Lisboa. É membro fundador das bandas Ossos D’Ouvido, Zazu Lab e Koshi Blu. Temcolaborado com vários artistas e projetos musicais, tais como: A Sul, Quarteto Eunice Barbosa, Dela Marmy, José Rego, Rita Onofre, Tainá, Picas, Francisco Vicente, Big Dave’s Band, Rope Walkers, The Mik, Inês Marques Lucas, entre outros.
Gil Evans: The Gil Evans Orchestra – Plays The Music Of Jimi Hendrix (1975)
Gil Evans: The Gil Evans Orchestra – Plays The Music Of Jimi Hendrix (1975)
Memória de Elefante 13/05/24
Autor: Francesco Valente
Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.
1 Álbum 100 Palavras #41: Eddie Palmieri – Palmas (1994)
1 Álbum 100 Palavras #41: Eddie Palmieri – Palmas (1994)
Um podcast de Francesco Valente:
1 álbum “sem” ou “100” palavras, por semana! Uma pérola musical da história da música, descrita em 100 palavras! Cada dia da semana, às 14h na Rádio Olisipo. Boa escuta!
“Eddie Palmieri é uma lenda viva da música Latin. Começou a sua carreira aos 13 anos, altura em que estudava piano e tocava timbales na orquestra de Tito Puente. Pianista enérgico, começou a trazer influências do jazz, seguindo o exemplo de músicos como Dizzy Gillespie e Charlie Parker. Contudo, a mistura da sua musica com o jazz e a progressiva complexidade dos arranjos, nunca o desviaram do seu objetivo principal, que foi sempre o de meter o publico a dançar. Este é um dos seus melhores álbuns, que contem pérolas como Mare Nostrum, Doctor Duck e You Dig. Boa escuta!”
Prazeres Interrompidos #260: Arthur Brand – Os Cavalos de Hitler (2019)
Prazeres Interrompidos #260: Arthur Brand – Os Cavalos de Hitler (2019)
Autor:
Octávio Nuno
Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!
A incrível – e verdadeira – história de um dos roubos mais extraordinários do século XX.
Quando o detetive Arthur Brand é convocado para uma reunião com o seu antigo mentor e esquivo negociador do mundo da arte, recebe uma pista que poderá solucionar um dos mistérios da Segunda Guerra Mundial: o que realmente aconteceu às estátuas favoritas de Hitler, os Schreitende Pferde («cavalos galopantes») de Josef Thorak, que todos julgavam desaparecidas durante o bombardeamento de Berlim. Contra todas as probabilidades, a pista revela-se verdadeira e Brand lança-se na busca das estátuas. Isto leva-o a mergulhar num mundo terrível, onde a ideologia nazi continua bem viva e a ser financiada pela venda de memorabília do Terceiro Reich. As apostas são cada vez mais altas à medida que Brand e a sua equipa, com o precioso auxílio de um comissário da polícia alemã, preparam uma armadilha para apanhar os criminosos que tentam vender as estátuas no mercado negro. Mas quem são esses criminosos? E conseguirá Brand desmascará-los antes que a sua verdadeira identidade seja descoberta?
Dark Miles – The Waiting (2024) (single)
Dark Miles – The Waiting (2024) (single)
“10 Miles Into the Dark” é o aguardado disco de estreia de Dark Miles
Pete Miles (Pedro Lima) regressa às edições discográficas 13 anos após o fim dos míticos MOSH
Dark Miles, projeto a solo de Pete Miles, acaba de editar o seu disco de estreia, “10 Miles Into the Dark”. O longa-duração apresenta-se como “uma viagem às profundezas da alma, guiada pelo som de uma geração que resiste ao teste do tempo”.
“10 Miles Into the Dark”, cuja veia criativa se propagou durante a pandemia, é uma homenagem sentida, num registo intimista e bastante característico do músico e compositor, aos anos 80 e 90, refletindo-se em influências musicais que vão desde Depeche Mode, David Bowie, Iggy Pop, Peter Murphy, The Sound, Psychedelic Furs, Peter Gabriel, até Mad Season, Stone Temple Pilots, Chris Cornell, Mother Love Bone, Temple of the Dog, Mark Lanegan.
Através dos dois primeiros singles que surgiram em antecipação, descobrimos, um pouco, a essência deste disco; se em “Your Heart Is An Empty Street”, encontramos uma história sobre libertação pessoal, depois de uma vida de abusos físicos e psicológicos e de uma existência violenta que chega ao fim com a mesma violência que a caracterizou, em “When The Lights Go Out”, o autor transporta-nos para os tempos em que o disco foi composto, “período onde nos vimos privados de algumas liberdades elementares, e consequentemente redescobrimos o quanto essas liberdades são frágeis”.
Gravado no estúdio de André Indiana, com exceção de 3 músicas, que foram gravadas no estúdio do produtor e engenheiro de som Mário Pereira, o disco teve a produção de Paulo Praça, a mistura de André Indiana e a masterização de Mário Barreiros. Todos os temas foram compostos por Pete Miles com a colaboração de Paulo Praça; as letras são integralmente de Pete Miles.
Para além de Paulo Praça e André Indiana (guitarras e baixo), participaram no disco Paulo Gravato (Pedro Abrunhosa) no saxofone, Eurico Amorim (Pedro Abrunhosa) nas teclas, Bruno Oliveira (Os Azeitonas) na bateria, Sérgio Silva (Expensive Soul) na bateria e Miguel Martins (Zen) na guitarra.
Para ser ouvido do início ao fim, e como uma narrativa intensa e surpreendente, “10 Miles Into the Dark”, já se encontra disponível em todas as plataformas digitais.