Liquen – Brisa Corcunda (2024) (single)

Liquen – Brisa Corcunda (2024) (single)

A Brisa Corcunda é revolta interna contra a maré de desordem.

Um lamento pelas entranhas do que há de desolador no mundo, das correntes opressivas à ausência de compaixão. A revolta, áspera e incómoda, nasce do confronto com o que se considera errado, um embate moral com as trevas. A Brisa almeja ser um antídoto às trevas, que apesar de emergir dessa mesma escuridão, anseia incansavelmente pelo o que é belo e justo.

Líquen é um projeto que surge da união entre

a voz e a poesia. Nasce a partir de diversas influências, da música popular portuguesa ao indie pop, e é a primeira expressão individual da cantora conimbricense Constança Ochoa, após a co-criação do grupo Peixinhos da Horta. Em Líquen, abraça a oportunidade de escrever e compor inteiramente para si, da melodia aos arranjos, e de se estrear a produzir os seus próprios temas, em parceria com o Buga Lopes, músico e produtor. Ao projeto junta-se Pepas, também músico e produtor residente no Porto,

cujo foco é essencialmente a eletrónica. Um líquen, enquanto organismo simbiótico, funciona como metáfora perfeita para aquilo que se pretende criar: uma simbiose entre a voz e as diferentes influências sonoras; entre o acústico e o eletrónico; e a manifesta vontade de expressar emoções humanas fundamentais na forma de música.

Ruca Rebordão – Berimbando (2024) (single)

Ruca Rebordão – Berimbando (2024) (single)

Após colaborar em mais de 200 álbuns de outros artistas e ainda de bandas das quais fui membro fundador ou parte da banda (Palmares, Banda Desenhada, Valdez e as Piranhas Douradas, A Fúria do Açúcar, N’Goma Makamba, D’Alambre, Couple Coffee & Band, Samadhi, entre outros), chegou agora a hora de lançar um álbum em nome próprio.

Mestiço Atlântico – Um sonho pensado por mim e partilhado com outros grandes músicos, compositores e autores. Um álbum que vibra com influências e inspirações profundas, onde está presente muita da minha experiência cultural atlântica, formada pelo triângulo Angola-Brasil-Portugal. 

Angola – país onde nasci e vivi até aos 13 anos e que teve um papel determinante na minha descoberta do ritmo e do início da minha vida como músico e compositor; Brasil – onde vivi toda a fervilhante adolescência, absorvendo a riqueza e variedade musicais infindáveis deste país; Portugal – onde estão as minhas raízes familiares e onde me sinto em casa, como pessoa e como músico profissional, respirando através da sua forte e maravilhosa cultura.

Para este álbum conto com colaborações e participações de grandes músicos e autores: Rão Kyao, Paulo de Carvalho, Luanda Cozetti, Norton Daiello, Luiz Caracol, Sandra Martins, José Fialho Gouveia, Ciro Bertini, António Pinto, Ivo Costa, Gustavo Roriz, Nanã Sousa Dias, Marta Coutinho, Múcio Sá, Beto Bertolini, Chris Wells, Guto Lucena, Biru e ainda a participação da minha filha Maiara Rebordão num dos temas. A todos eles o meu eterno obrigado por emprestarem a sua arte a este disco, um processo longo que está finalmente disponível para o mundo.   

As composições são na sua grande maioria originais, de minha autoria. As restantes, de outros autores ou parcerias, tendo apenas uma das canções sido gravada e editada anteriormente (de autoria de Milton Nascimento e Fernando Brant). 

A produção musical deste álbum é do músico/compositor/produtor Ciro Bertini, amigo de longa data, com quem tenho também partilhado palco ao longo de vários anos, sendo a co-produção musical de minha autoria.

Espero que se sintam tão cheios de vida e energia quanto eu ao sabor desta música mestiça, deste mestiço atlântico. Boas viagens.

African Roots #43

African Roots #43

Autor:

Gil Santos 

African Roots é um podcast semanal que explora as sonoridades Africanas, indo às raízes e aos discos perdidos, passando por novos projetos sem rótulos estilísticos, podemos ir do boogie ao semba, das mornas ao soul, do zouk ao disco. Há espaço para tudo o que seja boa música Africana.

Tudo gravado em vinil.

TRACKLIST:

1 – Leon Keita – Diarabi Mana

2 – Kamal Keila – African Unity

3 – Conjunto Jovens Africanos – Nhu Djon

4 – Miriam Makeba – Lumumba

5 – Artur Antunes – Mana

6 – Bahta Gebre-heywet – Tessassategn eko

7 – Os Jovens Do Prenda – Rumba Macieo

8 – Assiko Golden Band De Grand Yoff – Sama Néné

9 – Bembeya Jazz National – Armée guinéenne

10 – Sweet Talks – Eyi Su Ngaangaa

11 – The Mombasa Vikings – Kibe Kibe

12 – The Scorpions – Nile Waves

13 –  Bobi Wine – Freedom

14 – The Lijadu Sisters – Cashing In

L. Shankar – Raga Aberi (1995)

L. Shankar – Raga Aberi (1995)

Memória de Elefante 26/04/24

Autor: Francesco Valente

Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.

Garajau – Sal & Lima (2024) (single)

Garajau – Sal & Lima (2024) (single) 

Depois de ‘O Amor Não Se Abrevia’, o álbum de estreia da banda natural do Porto, Garajau trazem-nos a solução para vários males: ‘Sal & Lima’, o mais recente single.

Em 2023, a banda composta por André Pires Costa e Tiago Luz, apresenta-se com um álbum Pop-Rock/Indie-Rock com sabor a desamores tanto no Rock, como no Pop como até numa balada acústica, onde cada canção nos apresenta uma variante do desamor mas também uma solução. Também ’Sal & Lima’ é solução para esta nova fase da banda, não só no campo do amor mas, como referem “O sal e a lima são essenciais para muitos contextos, para dar ou cortar sabor às bebidas, limpar o organismo e até para afastar o azar e o mau olhado.”.

Com este single, Garajau apresentam-se numa sonoridade ainda mais up beat, num estilo “feel good hit” para cantar em todo o lado e até dançar – quase como solução para os problemas e stress do dia-a-dia – “Hoje é noite de atirar a semana para trás das costas (…) Soma Sal & Lima, cura a minha sina”.

“Esta música nasceu de um rascunho de uma música escrita na pandemia sobre estarmos fechados e precisarmos de sair. O assunto ficou batido e achamos que não ia resultar. Mudamos então o foco desse mesmo assunto. A vida hoje em dia é tão frenética que ter uma noite de festa torna-se essencial.” afirma a banda sobre o novo single.

Também acrescentam “É um passo em frente em relação à sonoridade do nosso primeiro disco. Portugal precisa de música cantada em português dançável nas rádios.”

A letra de ‘Sal & Lima’ é da autoria de Tiago Luz e André Pires Costa, a produção ficou a cargo de Leonardo Pinto e a masterização conta com Mário Barreiros. André Malta, que assumiu a produção do álbum, ficou desta vez a cargo da bateria.

O novo tema de Garajau promete deixar a boa disposição em quem o escutar, no trânsito, numa festa, ou até em casa – ‘Sal & Lima’ encontra-se agora disponível em todas as plataformas digitais.

Sús – Além Do Tempo (2024) (single)

Sús – Além Do Tempo (2024) (single)

“Além do Tempo” antecipa LP de estreia

Depois do lançamento de “Primavera Deserta” e de “Cicatriz”, sús disponibiliza “Além do Tempo”, terceiro e último single em antecipação ao seu disco de estreia, “Entre”, agendado para maio.

“Além do Tempo” é uma canção do fim do inverno a chamar pela primavera e relaciona-se diretamente com o primeiro single, “Primavera Deserta”, numa espécie de encontro com a calma no fim da tempestade. Se “Primavera Deserta” é um tema que fala sobre a primavera em abril, num contexto gelado e de desabrochar tardio, e sobre o encontro da artista com a precisão relativa das palavras, que é tão dependente do seu contexto, “Além do Tempo” é o passo anterior, o encontro com os timings fora do lugar, as síncopes, o autocarro que chega na hora certa, e o sujeito poético que chega na hora errada.

A artista portuguesa, residente na Dinamarca, contextualiza “Além do Tempo”, através da estrutura e organização nórdica que não permite, segundo sús, muito espaço ao espontâneo, especialmente no inverno, como se a matriz do tempo fosse feita em betão.

Este novo e último single, que surge em antecipação ao seu disco de estreia, “Entre”, aborda também a saúde mental, especialmente o stress, a ansiedade e a forma como a realidade urbana e as pressões da vida moderna se manifestam no corpo e no pensar. É uma jornada em busca da calma na sua própria ansiedade, um processo de transformação e descoberta. A introdução com a referência ao tema “Estou Além”, foi uma escolha que, para sús, fez todo o sentido encaixar no início da viagem que “Além do Tempo” se tornou, realçando a singularidade deste “hino” intemporal de António Variações.

A faixa, e o visualizer que a acompanha, já se encontram disponíveis digitalmente.

Vida Justa – 25 de Abril: A Revolução Vale Bem Uma Festa

Vida Justa – 25 de Abril: A Revolução Vale Bem Uma Festa

19h na Voz do Operário

(entrada peka Travessa de São Vicente)

A Revolução Vale Bem Uma Festa

Jantar, Música e Vida Justa

Baque do Tejo

Dimeu Black Bombaim

Dj Erre G

GDB Família

Milton Gulli

Muleca XIII

Paolo Makossa

Primeiro G

Real Guns

Red Chikas

Prazeres Interrompidos #255: Alberto Moravia – Agostinho (1945)

Prazeres Interrompidos #255: Alberto Moravia – Agostinho (1945)

Autor:

Octávio Nuno

Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!

L’Agostino deixa de ser un nen l’estiu en què la seva mare s’enamora d’un home. Aquella deessa que ell sempre havia imaginat dedicada i intocable és també una dona. Decebut i ressentit per aquesta descoberta, el protagonista malda per alliberar-se de la figura materna i comença a freqüentar amistats dubtoses que el portaran a deixar enrere la innocència. La brutalitat d’aquests nous amics l’espanta però també hi ha alguna cosa d’ells que el fascina, una atracció deliciosa i cruel que l’atrapa i el repulsa alhora. Moravia explora amb precisió la dolorosa i incerta aventura de l’adolescent que es veu atrapat entre dues edats. Més enllà de la descripció d’una etapa difícil i plena de turments, en aquesta història hi podem llegir els símptomes d’una altra crisi que se situa en el centre de tota l’obra de l’autor: el desajustament entre la consciència i la realitat. Nascut a Roma el 1907, Alberto Moravia va escriure la seva primera novel·la, Els indiferents, quan tenia poc menys de vint anys en un sanatori del nord d’Itàlia on es refeia d’una tuberculosi que no li va deixar acabar els estudis. Durant la Segona Guerra Mundial, va ser perseguit pels feixistes per haver escrit una sàtira política. Després del final de la guerra, torna a Roma i gaudeix d’una gran popularitat. La seva obra està conformada per una trentena de títols entre els quals destaquen El conformista, El menyspreu i La camperola. Algunes de les seves novel·les han estat adaptades al cinema per directors com ara Vittorio De Sica o Jean-Luc Godard. Agostino també va ser duta al cinema el 1962. Va morir a Roma el setembre del 1990.

JP Simões – Cada Dia São Cem (feat. Ruca Rebordão, Nuno Ferreira, Márcio Pinto, Pedro Pinto) (Carta Ao Remetente) (2024) (single)

JP Simões – Cada Dia São Cem (feat. Ruca Rebordão, Nuno Ferreira, Márcio Pinto, Pedro Pinto) (Carta Ao Remetente) (2024) (single)

Como uma transfusão de sangue, creio que comecei a sentir-me cada vez mais próximo da música de José Mário Branco à medida que a fui tocando e cantando, sempre que a oportunidade surgia. Como se a espessura ética e poética das suas canções fosse progressivamente ocupando e fortalecendo um lugar onde antes havia insegurança e incerteza, à medida que as fui cantando e cantando e acreditando cada vez mais no que cantava. 

Depois de uma muito considerável quantidade de concertos centrados no seu trabalho, que foram afinando essa proximidade, surgiu um convite para -porque não?- fazer um registo que lhe fosse inteiramente dedicado. É uma voz agora oportuna e necessária a de José Mário Branco? É pungente e transborda beleza e coragem? Sem dúvida. E aqui estamos. E o mais intrigante para mim é lançar um disco onde pela primeira vez sou exclusivamente intérprete das canções de outra pessoa e sentir que é talvez o disco mais íntimo que alguma vez produzi. Cabe-me agradecer ao autor este privilégio de me sentir mais completo e menos só, aqui na casa que ele construiu para todos. 

JP Simões

Michael League: Snarky Puppy – Culcha Vulcha (2016)

Michael League: Snarky Puppy – Culcha Vulcha (2016)

Memória de Elefante 24/04/24

Autor: Francesco Valente

Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.

Tomás De Papel – Casa De Alguém (2024) (single)

Tomás De Papel – Casa De Alguém (2024) (single)

Single abre caminho para o disco de estreia

“Casa de Alguém” marca a estreia de Tomás de Papel e abre caminho à edição do LP “Desconcertante Modo de Vida”, agendado para 10 de maio.

Tomás de Papel dá início à sua jornada a solo num registo intimista e profundo, influenciado pelas sonoridades indie rock, pop folk e clássico contemporâneo. Deixa, nos seus poemas escritos na língua mãe, as perguntas e resoluções, os conflitos e as paisagens de um auto-intitulado observador, pensador, sofredor de amor que procura as respostas para ser feliz.

O tema escolhido para se revelar ao público é este “Casa de Alguém”, que retrata uma recordação de um momento frágil que só pode ser observado ao longe. “Algo próximo do pensamento, mas longe no mundo tangível e assim é pelo melhor; sabendo que, se for tocado, ou se parte ou não é real”, sublinha o artista emergente natural de Coimbra.

Gravada nos Blacksheep Studios pelo Francisco Dias Pereira, a faixa foi produzida pelo Tomás de Papel e pelos músicos que o acompanham: Carlos Bb (Keep Razor Sharp) na bateria, Luís Judícibus e Francisco Dias Pereira (Them Flying Monkeys) no baixo, teclas e guitarra. “Casa de Alguém” e o respetivo videoclipe já se encontram disponíveis em todas as plataformas digitais.

Perpétua – Em Vão (2024) (single)

Perpétua – Em Vão (2024) (single) 

“Em Vão” é o novo single de Perpétua

A banda da Gafanha da Nazaré, em Ílhavo, regressa com música nova depois da participação no Festival da Canção.

O novo álbum é apresentado no dia 31 de maio, na Casa da Cultura de Ílhavo.

Já se pode ouvir “Em Vão”, o primeiro single de antecipação do segundo álbum de originais de Perpétua. A banda finalista do Festival da Canção 2024, regressa com uma balada que “parece ter estado em infusão lenta nos anos 80”.

Depois de “Bem Longe Daqui” – música que o quarteto levou ao Festival da Canção 2024 – “Em Vão” “parece um movimento de 180 graus, porque torna o lugar da energia e jovialidade apresentadas no festival numa atmosfera mais introspetiva e desacelerada. A banda escolhe marcar cada vez mais uma estética retro, algo que lhes é reconhecido pelo público, quer de um ponto de vista sonoro, quer de um ponto de vista estético, como se pode comprovar pelo videoclipe que acompanha este single, cuja inspiração pode ser encontrada nos clássicos dos anos 80, como David Bowie ou Cocteau Twins.

“É um momento de viragem e a inauguração de uma nova fase para a banda. Não podia estar mais orgulhoso deste esforço conjunto.” – Diogo Rocha

“Este single é a primeira página de um novo capítulo. Queremos muito mostrar-vos o que aí vem!” – Beatriz Capote

“Não podia estar mais contente por ser esta a música, uma balada, que vem dar continuidade ao que trouxemos na “Bem Longe Daqui”” – Rúben Teixeira

“Adoro a energia melodramática que conseguimos com esta música. Fico feliz por podermos contribuir para o panorama da música romântica portuguesa” – Xavier Sousa

Em Vão já está disponível em todas as plataformas digitais. Perpétua irá subir ao palco da Casa da Cultura de Ílhavo no dia 31 de maio para apresentar o novo álbum. Toda esta espera não foi em vão.

“Não, não foi em vão”

As ambiguidades e trocadilhos parecem fazer parte do léxico de Perpétua. Apesar do que o título da música possa parecer indicar, a canção de desamor, introspeção e de rememoração, começa logo por afirmar que “Não, não foi em vão”. Liricamente, é um exercício transversal a toda a gente “naquelas alturas em que parece que o chão nos desaba”.