Os Cavaleiros de Santiago em Alcácer do Sal: Século XII a Fins do Século XV – Maria Teresa Lopes Pereira, José Mattoso (2015)

Os Cavaleiros de Santiago em Alcácer do Sal: Século XII a Fins do Século XV – Maria Teresa Lopes Pereira, José Mattoso (2015)

Autor:

Octávio Nuno

Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!

“A partir de uma visão intuitiva de uma Alcácer medieval imaginária, [Maria Teresa Lopes Pereira] decidiu dar-lhe realidade por meio da reconstrução dos vestígios poupados pelo tempo. Coleccionou-os com minúcia, autenticou-os pela crítica histórica, inseriu-os num espaço-tempo coerente. A Alcácer imaginada foi ganhando vida. O afinco com que Maria Teresa Lopes Pereira vai estudando a Ordem de Santiago lembra a paciente reconstituição, peça a peça, de um puzzle complicado; ou a minuciosa tecelagem, fio a fio, de uma tapeçaria sempre incompleta; ou o restauro, pedra a pedra, de um mosaico inacabado. Com a atenção e a persistência de quem pratica um ritual. Com a devoção de um peregrino. Acima da tarefa técnica, racional e metódica, definida pelos preceitos da crítica histórica, esconde-se a busca de um sentido transcendente. O que a distingue e lhe dá qualidade é o fervor com que o faz. Tal como o fervor de que fala Saint-Exupéry, aquele fervor que dá sentido à construção de um «império», à subida a uma montanha, à viagem de um navio, à entrega ao amor, à guarda de uma fantástica Cidadela. Aquele fervor que pode transformar os vestígios mortos do passado em verdadeiros e insuspeitados tesouros, e assim lhes descobrir um valor sem preço.”

De Britto – Rolé (2024) (single)

De Britto – Rolé (2024) (single)

Após o sucesso do seu álbum “This Is Us”, lançado em 2021 e que atingiu a marca de um dos álbuns nacionais com maior crescimento junto dos consumidores do Spotify, levando os seus temas a rodarem em diversas rádios nacionais e internacionais, o rapper prepara agora uma versão muito especial deste seu trabalho.

A trabalhar numa versão deluxe do “This Is Us”, De Britto viajou para o Brasil à procura de inspiração para os novos temas que irão figurar nesta versão do seu álbum. Numa procura por novas ideias, melodias e ritmos, através de uma cultura diferente da sua, o artista procurou beber influência na energia, no calor, na cor e na multiculturalidade do Brasil e, em especial, do Rio de Janeiro.

Com passagem pelas zonas mais marcantes e icónicas desta cidade, desde as quentes e movimentadas praias de Copacabana e Ipanema à favela do Morro do Vidigal, passando pelo Cristo Redentor, De Britto encontrou tudo o que procurava, regressando a Portugal com muitas ideias e experiências na bagagem.

O primeiro passo para a apresentação do “This Is Us Deluxe”, dá-se precisamente com o lançamento em single da música “Rolé”, tema que já integra a versão editada em 2021. Com “Rolé”, o artista pretende transmitir a ideia e a boa vibe de que devemos aproveitar os momentos sem preocupações, disfrutando de cada segundo, na procura por viver a vida de forma mais descontraída e despreocupada. Neste tema, De Britto fala-nos de uma relação momentânea, intensa e quente, repleta de desejo, mas que rapidamente se torna em algo profundo e sentido. Vamos pró’Rolé?

O single é lançado dia 22 de março e De Britto está ansioso por partilhar este som através de todas as plataformas digitais.

Olatunji! – Drums Of Passion (1960)

Olatunji! – Drums Of Passion (1960)

Memória de Elefante 07/04/24

Autor: Francesco Valente

Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.

Catman Plays The Blues #116

Catman Plays The Blues #116

Autor:

Manuel Pais

Na emissão desta semana metemos a mão no baú das memórias e limpamos o pó a dois trabalhos de dois guitarristas distintos, merecedores de um mais vasto reconhecimento.

Christopher Franke: Tangerine Dream – Exit (1981)

Christopher Franke: Tangerine Dream – Exit (1981)

Memória de Elefante 06/04/24

Autor: Francesco Valente

Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.

Foggy Project – Intendente (2024) (single)

Foggy Project – Intendente (2024) (single)

“Intendente” é o título do novo single, lançado digitalmente e em rotação radiofônica a partir de sexta-feira, 8 de março, pelo Foggy Project, um projeto pop-eletrónico de Francesco Pintaudi, artista de Palermo radicado em Lisboa. A música, que antecipa o EP “Night VOL. I” e será acompanhado do videoclipe da música, é uma homenagem a Lisboa e a todo Portugal e respetiva evolução e multiculturalidade.

“Intendente leva o nome da estação de metro no centro de Lisboa, mas também representa um dos bairros mais underground e multiculturais da cidade. O metro é uma das mil faces – diz o artista – do novo Portugal, onde vivo há nove anos. Posso dizer que ser português hoje é como ser passageiro de um metro, tem-se a sensação de que o país está a mover-se, mas ninguém sabe o que vai acontecer. Queria abrir este novo capítulo do Foggy Project com esta faixa que é uma homenagem a esta cidade porque tudo nasceu aqui, assim como aqui se criam novas e interessantes experiências. Nesta parte da Europa, nos últimos meses, comecei a tecer novamente ligações com a Itália e estou feliz que este início tenha dentro de si sons que vão desde o Oceano Atlântico até ao Mar Mediterrâneo”

https://www.youtube.com/watch?v=Yi33TonLB6s&t=2s

O videoclipe do single foi filmado no metro do Intendente e representa a face nocturna de uma cidade em constante movimento. “O metro é o típico lugar-não-lugar onde pode se sentir livre e em casa, mas ao mesmo tempo estrangeiro, como em qualquer outra parte do mundo. Essa liberdade de movimento – continua ele – na velocidade de um metrô é paradoxalmente enjaulante, frenética, repetitiva. Afinal, passamos do ponto A ao ponto B, mas algo pode acontecer nesse caminho pré-estabelecido. Um encontro subindo e descendo as escadas, uma nova vibração pode mudar tudo. Talvez ainda haja espaço para ir além do frenesi e do loop, para curtir o ritmo eletrônico de uma nova noite em qualquer lugar do mundo.”

“Intendente” foi composta e gravada por Francesco Pintaudi, master de Francesco Borrelli. O videoclipe foi filmado por Daniele Pistone e Davide Morelli, a montagem foi feita para Contra Campo Audio Visual.

E.se – Hubris (2024) (single)

E.se – Hubris (2024) (single)

“Hubris” é o segundo single do próximo longa duração de E.se, artista emergente de rap alternativo português, que nesta nova música, desdobrada em dois atos, parte à descoberta da auto-estima na obsessão.

O tema é produzido por Lunn e apesar da sua cadência upbeat e jersey club que nos transporta para espaços noturnos de diversão, E.se está longe da superficialidade, purgando em BPM’s rápidos as suas frustrações resultantes de separações emocionais e fragilidades relacionadas com saúde mental. É um hino de club melancólico, justo para os que usam as pistas de dança procurando abstração, liberdade e amor próprio. Serve de homenagem também a “Self Care” do Mac Miller, rapper norte-americano que nos ensinou a nadar num oceano de incertezas.

A música tem visualizer/lyric video realizado por Santiago Caiado, com fotografia por Francisco “queragura” Gomes, em mais uma edição da Produções Hipotéticas.

Este novo tema sucede a “Gravito”, primeiro single de antecipação ao disco lançado em janeiro deste ano. O álbum homónimo (“Hubris”) tem data de lançamento apontada para 10 de maio.

No próximo mês, a 5 de Abril, E.se atua no Festival Termómetro, em Odemira, onde, para além de apresentar temas já conhecidos, irá estrear estas duas músicas que antecipam o disco.

African Roots #40

African Roots #40

Autor:

Gil Santos 

African Roots é um podcast semanal que explora as sonoridades Africanas, indo às raízes e aos discos perdidos, passando por novos projetos sem rótulos estilísticos, podemos ir do boogie ao semba, das mornas ao soul, do zouk ao disco. Há espaço para tudo o que seja boa música Africana.

Tudo gravado em vinil.

TRACKLIST:

1 – The Zawose Queens – Maisha

2 – C.K. Mann & His Carousel 7 – Asafo Beesuon Medley (Mr. Bongo 7″Edit)

3 – Smokey Haangala – Iwe Maliya

4 – Os Úntués – Biscu D’úntué

5 – Bill Loko – Nen Lambo

6 – Y-Bayani and Baby Naa & their Band – Rehwe Mie Enyim

7 – Madalitso Band – Gule Wakwathu

8 – Amabano – Munzanire

9 – Vaudou Game – Tata fatiguée

10 – Tal National – Koana

11 – Ferry Djimmy – Egbemi Black

12 – Deke Tom Dollard – Demonde

13 – África Negra – Qua Na Bua Nega Fa

Pharrell Williams: H.Zimmer, P.Williams & B.Wallfisch – Hidden Figures (Original Score) (2019)

Pharrell Williams: Hans Zimmer, Pharrell Williams & Benjamin Wallfisch – Hidden Figures (Original Score) (2019)

Memória de Elefante 05/04/24
Autor: Francesco Valente

Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.

Luís Capitão – Malandrice (2024) (single)

Luís Capitão – Malandrice (2024) (single)

O álbum de estreia de Luís Capitão, Vida Dupla, a editar no dia 17 de Maio, surge com o tema “Malandrice”.

A música assenta numa estética sonora e melodias atrevidas, além-fronteiras, mas com muita alma portuguesa cantada pela guitarra de 12 cordas.

Acompanhado em todos os temas do álbum por Leonardo Pisco, a Malandrice que existe no entrosamento da Viola e da Guitarra Portuguesa está bem presente nesta música, feita para apelar a sensualidade esotérica que nos dá para dançar entre meditações.

Foi o último tema a ser composto para este Longa Duração mas é o primeiro a ser mostrado ao mundo.

O teledisco foi gravado na natureza, uma grande aliada de Luís e Leonardo para compor e trabalhar os temas, no fundo, tocar ao ar livre como forma de inspiração naquilo que os rodeia.

O vídeoclip foi realizado por João Mota, o mesmo criador do vídeo musical do tema “Soturna”, que dava nome ao EP de Estreia de Luís Capitão, enquanto L-Capitan, saído em 2023, e que foi uma premonição daquilo que vamos sentir ao ouvir este álbum. Um vídeo simples mas enérgico, permite a quem o vê perceber aquilo que é ver os músicos ao vivo, um espetáculo de génese simples, que é aquilo que pretendem, música sem filtros e pessoas a dançar.

Vida Dupla é o primeiro Longa Duração de Luís Capitão ao leme da Guitarra Portuguesa adocicada pela viola de Leonardo Pisco.

Vida dupla, a dualidade mundana em que vivem muitos autores. Entre vida familiar e laboral, muitos artistas mergulham no seu universo privado para construir a obra.

São 7 temas como os 7 mares deste mundo, do rap ao fado e instrumentais exóticos diferentes da estética associada à guitarra portuguesa. Experimentar para viajar, arriscar para fazer dançar, chocar para agradar, Luís Capitão e Leonardo Pisco agarram na tradição como veículo para a energia deste conjunto de músicas.

Com uma passagem pelo Got Talent 2024, chegando às semifinais, muitas actuações ao vivo, colaborações e 2 anos de árduo treino para dominar a técnica deste complexo instrumento, surge Luís Capitão com esta proposta mais madura e curada.

Luís Capitão, sempre acompanhado por Leonardo Pisco, pretende rumar a todos os cantos deste país à beira mar plantado. Iniciam a sua jornada ainda este mês de Março, no dia 28, no Cine Teatro Avenida, no evento de caridade Animal em Castelo Branco. Com muitas datas ainda por marcar, alguns temas do disco vão ser mostrados nas Caldas da Rainha, na sua casa habitual, o Cabaret Voltaire Lounge, dia 19 de Abril. Passam também pelo Alentejo em Reguengos de Monsaraz no dia 8 de Junho, no Trombone Jazz na Foz do Arelho dia 18 de Julho, em Portimão no dia 24 de Julho e em Silves, no seu lindo castelo, a 25 de Julho. Na capital e no norte do país, as miras das guitarras estão já apontadas aos seus alvos e em breve surgirão novidades e concertos nesses locais.

Para Luís Capitão e também para o Leonardo, as músicas são momentos eternizados. Entrem a bordo, vamos por eles e com eles passear.

Leonor Baldaque – Its The Wind (2024) (single)

Leonor Baldaque – Its The Wind (2024) (single)

Quando Leonor Baldaque comprou uma guitarra, não sabia que uma nova expressão artística, a este ponto intensa, a aguardava e se tornava na sua nova paixão. Esta veio-se juntar às outras duas que praticava há anos, a representação no cinema enquanto actriz de Manoel De Oliveira, e a escrita de romances sendo autora publicada por duas das mais prestigiadas e exclusivas editoras de literatura francesas.

Foi há três anos apenas que a guitarra entrou na sua vida, e a quantidade de canções que compôs desde então é estonteante. A sua frequentação da música não é recente — estudou violoncelo e piano — mas, até agora, como ela diz «não sabia que tinha uma voz ». Este álbum está aqui para mostrar que tem uma voz, e que voz: única, profunda, recitando como quem canta, e cantando como quem recita. Uma voz envolvente, médio-grave, e que percorre os seus textos com uma intimidade desarmante, e um sentido da representação inato.

Em A Few Dates of Love, o seu álbum de estreia, Leonor Baldaque fez uma escolha, em parte cronológica, começando pelo início, em parte narrativa, contando uma história, e seleccionou dez temas. Estamos perante uma poetisa, antes de mais. De uma contadora de histórias. E de uma intérprete de génio. A simplicidade da guitarra, na maior parte dos temas, é constantemente envolta de melodias que parecem viajar sós por cima dessas notas. A sua voz dá-se, retira-se. Desvenda e esconde. A sua narrativa é pessoal, recorrendo a um imaginário rico, que é como um poço de palavras, de imagens e cenários, quase sem fundo. O vento, a viagem, o amor, a falta dele, o anoitecer sobre uma guitarra; o Verão, o exterior, os Canyons, o álcool e um palácio: passageiros no seu mundo, Leonor Baldaque arrebata-nos consigo, e não conseguimos retirar a nossa atenção do que nos veio dizer.

Um álbum que, sem dúvida, podemos qualificar de « independente », e que é como uma viagem dentro de uma personalidade multifacetada, difícil de assimilar a outros artistas, e onde podemos apenas entrever a presença, algures, de Leonard Cohen, da Folk americana, do Folk-rock, mas já distante. Leonor Baldaque pegou no que encontrou, e fez o seu caminho. É responsável pelas letras e composições e assina ainda a realização e edição dos seus videoclips. A Few Dates of Love soa já a um clássico.

Após uma primeira apresentação ao vivo na Casa da Música no Porto, Lisboa tem agora a honra de receber o próximo concerto de Leonor Baldaque: dia 5 de Abril, às 21h30m, no Auditório Camões, no Liceu Camões.

Sobre a Casa da Música, Leonor confessa: “Artisticamente, foi a minha experiência mais audaz até hoje. Há uma imediatez na transmissão de uma canção em palco, que não se conhece nem com a escrita, nem como o cinema. E depois, eu sempre tive uma grande paixão pelo risco. E estar em palco, a cantar coisas tão intensas, sem que isso seja a vida de todos os dias, é um grande risco.”

E prepara-nos para o que poderemos esperar do concerto em Lisboa: “Tenho a impressão de que vou de novo caminhar sobre um fio no concerto de Lisboa. O mais estranho, é que não sei o que vai acontecer: eu conheço as canções, o alinhamento, mas não posso dizer saber o que vai acontecer. Será apenas o segundo concerto, e estou impaciente.”

Enquanto aguardamos pelo concerto, podemos desde já ouvir o novo single “It’s the Wind” que Leonor nos apresenta: ““It’s the Wind” foi das primeiras canções que compus e escrevi. Veio tudo tão depressa ter comigo, foi como uma rajada de vento. Será sempre uma das minhas canções preferidas. Há algo do estado de transe nela. Decidi começar com ela os meus concertos, pois ela transporta-me para longe. Para esse local ventoso, e repleto de sensações, que era o local onde me sentia estar na altura em que a escrevi. E para onde sempre volto quando a canto. É uma experiência quase de xamã, isto de cantar o que nos ditou a alma.”

O disco A Few Dates of Love de Leonor Baldaque, uma das cantautoras portuguesas mais singulares actualmente, chega às lojas no dia 5 de Abril.

Em Abril, igualmente, a editora Quetzal publicará a primeira tradução portuguesa do último romance francês de Leonor Baldaque, Piero Solidão.

Muddy Waters – Folk Singer (1999)

Muddy Waters – Folk Singer (1999)

Memória de Elefante 04/04/24

Autor: Francesco Valente

Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.