José Mário Branco – Mudam-se Os Tempos, Mudam-se As Vontades (1974)
José Mário Branco – Mudam-se Os Tempos, Mudam-se As Vontades (1974)
Memória de Elefante 19/11/23 Autor: Francesco Valente
Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.
José Mário Monteiro Guedes Branco, mais conhecido por José Mário Branco (Porto, 25 de maio de 1942 – Lisboa, 19 de novembro de 2019), foi um músico, cantautor, compositor/arranjador e produtor musical português. É descrito como “um dos nomes maiores da canção portuguesa” e apresenta uma extensa actividade musical nas mais variadas áreas, contando com uma carreira de cinco décadas.
Em 1963 e com apenas 21 anos, viu-se forçado a exilar-se em Paris para fugir ao serviço militar na guerra colonial, à qual era expressamente contra. Regressou a Portugal em 1974, após a Revolução dos Cravos.
Hoje celebrámos o seu aniversário com a escuta do álbum José Mário Branco – Mudam-se Os Tempos, Mudam-se As Vontades (1974) às 17h, na hora da Memória de Elefante! Boa escuta!
HelenaH Reis E Miguel Orama – Valsa Do Tear (2023) (single)
HelenaH Reis E Miguel Orama – Valsa Do Tear (2023) (single)
HelenaH Reis e Miguel Orama são uma dupla de compositores / produtores radicados em Lisboa, que se distinguem pela união entre o piano clássico e a música eletrónica. Lançam em 2023 o disco de estreia Contra-valsa, com canções originais em português e instrumentais que desafiam os géneros convencionais. HelenaH Reis revela a melancolia das suas letras no ambiente imersivo dos sintetizadores de Miguel Orama, onde entrelaçam a composição clássica com técnicas atípicas como o live-sampling ou o uso de gravações de campo recolhidas pelo mundo fora, em países como Timor-Leste, Madagascar ou Sri Lanka. Ao vivo, prometem uma atmosfera íntima mas dinâmica, de notas delicadas a paisagens sonoras inexploradas. Sobre o processo criativo, Miguel Orama salienta que “sempre preferimos tecnologia que descontrola a harmonia clássica da HelenaH” e que preferem percorrer “caminhos desconhecidos que unem a erudição do piano à euforia espiritual da eletrónica”. A superação das estéticas cristalizadas foi uma das forças condutoras dos músicos, que iniciaram este projeto em 2021. HelenaH Reis é pianista, cantora, compositora e investigadora de raízes alentejanas. De formação clássica e entusiasta da música tradicional portuguesa, é fundadora do grupo Fio à Meada, um colectivo de vozes tradicionais femininas. Miguel Orama é um artista com uma inclinação especial para instrumentos pouco convencionais, passando agora estas sonoridades para os palcos portugueses.
Mais info em www.helenahreis.com
Recordat Palestine #0031 – Checkoint303
Recordat Palestine #0031 – Checkoint303
A one hour story made especially for recordat #0031 by @checkpoint303, aired first on May 15th, 2021 as part of the Sonic Liberation Front on @radioalhara, an initiative for Palestine by a group of audio platforms and sound artists who came together to unify their sound for Palestine and protest against the ethnic cleansing of the Palestinian people. Using site recordings predominantly from Palestine and the Arab world, Checkpoint 303 constructs soundscapes that weave cinematic audio with experimental sound processing and complex rhythms. Through its compositions, collected sounds and noise, Checkpoint 303 spreads a message of peace and a call for the respect of human rights. Contrasting with the mainstream media’s exclusive depiction of violence and suffering in the middle-east, CP-303’s sound collages also report on the heroic hope that subsists in the region as well as the seemingly banal but ever so meaningful little things that embody a daily search for normality in a state of emergency. This is the 31st session of a series of sessions Recordat is hosting on Radio Alhara every other Sunday.
Marcelo Dos Reis – Flora (2023) (single)
Marcelo Dos Reis – Flora (2023) (single)
Disco de Marcelo dos Reis disponível em formato físico
O disco de Marcelo dos Reis chega agora ao formato físico, distribuído no site da JACC Records e nas habituais lojas, depois de ter sido lançado no dia 17 de Setembro na plataforma Bandcamp.
FLORA é a estreia em trio do guitarrista e compositor Marcelo dos Reis. Este projecto que já estava idealizado e que o guitarrista e compositor pretendia desenvolver diversas ideias de uma forma natural e não esteticamente estanque. Desenvolver uma “working band” permitiu a Marcelo agregar as ideias num grupo inteiramente dedicado a composições originais suas que cruzam géneros e que questionam formas. Com uma grande componente da improvisação típica do jazz mais livre com raízes no Bebop, uma forte marca do rock mais Psicadélico, Krautrock e até do Progressivo, o trio assenta a sua linguagem criativa numa música universal, e artisticamente ampla, música essa, que pode ser comprovada no disco de estreia. Para Marcelo Dos Reis, ” “Flora” é uma expansão natural do meu trabalho, uma outra visão das muitas coisas que já fiz, mas na verdade, apenas mais uma das muitas que ainda quero criar e fazer. Mas este grupo marca ainda mais a minha vontade de cada vez mais focar a minha atividade e energia em grupos de longa duração e mais definidos.” Ao lado de Marcelo dos Reis estão : Miguel Falcão (contrabaixo) e Luís Filipe Silva (bateria), dois músicos com um sólida formação e criatividade, ambos com trajetos distintos e relevantes, nas mais diversas linguagens musicais.
_ TRACKLIST
Big Tree 05:08
Amanita 06:58
Tampanensis 06:28
Cornelia 08:54
Sky Blue Petunia 06:11
Full Sun 06:40
Notas sobre cada peça de “Flora” por Marcelo dos Reis Big Tree – Inicialmente um tema para guitarra solo, ou guitarra e trompete, mas que quando a comecei a pensar para o trio, ganhou outra forma, dimensão, outras melodias e estrutura. Amanita & Tampanensis – Uma não se separa da outra, são dois temas em um, a Amanita serve de Intro para a Tampanensis, compus a primeira para ser algo bastante visual, mais profundo e até espacial, para ligar com a segunda(Tampanensis), que tem um baixo que infecta, e agora que oiço, a coisa até lembra um pouco King Crimson, o que até me agrada, pois adoro a banda, mas não foi de todo propositado. Cornelia – Um tema que compus há mais tempo, mas que quis trazer para o grupo e dar-lhe uma grande secção de improvisação mais étnica, gosto da energia mais dark com que ficou. Era essa a Intenção. Sky Blue Petunia – Queria uma faixa com um drive mais Latin a 5/4, escrevi o baixo e as melodias. Pensar em toda a estrutura deste tema foi um desafio muito fixe, e julgo que também pode ser para quem o ouve. Full Sun – queria um tema final que fosse mais belo e de certa forma com o feeling de despedida, mas que essa despedida fosse em altas, e assim foi, ficou com essa influência que tenho do Afro Beat, e do rock psicadélico africano dos anos 70, julgo que fecha muito bem o disco.
_ FICHA TÉCNICA MARCELO DOS REIS Guitarra e composição MIGUEL FALCÃO CContrabaixo LUÍS FILIPE SILVA Bateria Gravado ao vivo em Estúdio por Henrique Toscano 14 de Maio de 2023 no Blue House Studio MIX e MASTER por Guilherme Correia Todas as composições por Marcelo dos Reis Design Gráfico por Joana Monteiro Fotografia por José Cruzio Ilustração Ernst Haeckel “Kunstformen der Natur (1904) Plate 72 — The Muscinae” Produção Executiva JACC Records JACC Records 2023
African Roots #26
Fumaça
FUMAÇA
ESTATUTO EDITORIAL:
Fumaça é uma redação de jornalismo de investigação que publica principalmente trabalhos narrativos em áudio. Considera-se independente porque são as pessoas que para este trabalham a decidir horizontalmente os destinos do órgão de comunicação social. É coletiva a responsabilidade editorial e operacional.
Fumaça não tem fins lucrativos. Procura ser financiado pelas contribuições mensais recorrentes do seu público. Aceita bolsas filantrópicas, não permitindo qualquer interferência editorial. É detido pela Verdes Memórias – Associação, que tem na gestão do Fumaça a sua única atividade.
Fumaça vê o jornalismo como bem público. O que produz é de livre acesso e de republicação gratuita. Assume um dever de partilha de conhecimento, com a academia e entre profissionais, e de intervenção na reflexão sobre os média. Compromete-se a ouvir o seu público e a dar espaço à discussão participada pela comunidade na construção do seu jornalismo.
Fumaça é progressista. Acredita na liberdade, na garantia de vida digna e na ambição coletiva de corrigir desequilíbrios e desigualdades. Quer escrutinar e desafiar sistemas de opressão. É livre de tomar posições políticas coletivas em matérias consensuais numa redação que se quer heterogénea e discordante.
Fumaça é dissidente. Defende a necessidade de ir para lá da agenda mediática vigente, de criar alternativas às estruturas jornalísticas tradicionais no financiamento, práticas editoriais e laborais, e modelos de organização. Reconhece o valor do trabalho, garantindo um pagamento justo e condições dignas a quem para este trabalha.
Fumaça ambiciona à transparência radical editorial e operacional. Não acredita na existência de jornalismo neutro: ao invés de afirmar a isenção, assume de maneira clara as suas subjetividades e expõe os seus conflitos de interesse. Divulga de onde vem e para onde vai o seu dinheiro.
Fumaça acredita em jornalismo feito com ética, deontologia e tempo para pensar. Considera jornalista quem aplica o método jornalístico, que não pode dispensar a edição e a verificação de factos.
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Fumaça é progressista. Acredita na liberdade, na garantia de vida digna e na ambição coletiva de corrigir desequilíbrios e desigualdades. Quer escrutinar e desafiar sistemas de opressão. É livre de tomar posições políticas coletivas em matérias consensuais numa redação que se quer heterogénea e discordante.
Fumaça é dissidente. Defende a necessidade de ir para lá da agenda mediática vigente, de criar alternativas às estruturas jornalísticas tradicionais no financiamento, práticas editoriais e laborais, e modelos de organização. Reconhece o valor do trabalho, garantindo um pagamento justo e condições dignas a quem para este trabalha.
Fumaça ambiciona à transparência radical editorial e operacional. Não acredita na existência de jornalismo neutro: ao invés de afirmar a isenção, assume de maneira clara as suas subjetividades e expõe os seus conflitos de interesse. Divulga de onde vem e para onde vai o seu dinheiro.
Fumaça acredita em jornalismo feito com ética, deontologia e tempo para pensar. Considera jornalista quem aplica o método jornalístico, que não pode dispensar a edição e a verificação de factos.
“Common Ground” é o segundo single e tema homónimo do futuro disco dos MAD NOMAD com data de lançamento agendada para o primeiro trimestre de 2024.
Depois da edição de “Wounded Pieces”, tema que marcou um novo passo na afirmação da banda como uma das maiores promessas do panorama musical português, “Common Ground”, surge com uma estética sónica e compositiva em afirmação, de disrupção estrutural e simultânea fluidez melódica.
Com a temática da polarização social e da discriminação bem presentes, assim como a necessária e urgente procura de um lugar de comunicação que una muito mais que separe, “Common Ground” é um manifesto para: “Levantar as camadas de manipulação social para olhar o outro para além do status quo, levantar o chão que esconde a Natureza, o chão comum entre todos os seres, e apoiar processos de empatia e abertura ao outro”, como sublinha Catarina dos Santos, mentora do projeto.
Os MAD NOMAD continuam assim, na sua expansão exploratória da forma “canção” num híbrido de géneros que funde o sampling, o jazz, e a eletrónica.
“Common Ground” e o videoclipe que acompanha a faixa, realizado por Mário J. Negrão e com pintura de Cristina Rosa, estão disponíveis, digitalmente, a partir deste dia, 6 de novembro.
Sontato #5 – Radio Sucupira
DISCO VOADOR: Sontato – Radio Sucupira #5
No episódio #5 , a Sontato leva-nos a seis ilhas de Cabo Verde, com gravações feitas entre 2021 e 2023.
Bio:
André Xina é compositor e produtor português. Descendente de cabo-verdianos, viveu em Macau na sua infância, onde iniciou a sua pesquisa musical através de aulas de guitarra, piano e nas viagens principalmente pela Ásia e África.
Com o mestrado em Antropologia e Cultura Visual, a sua investigação académica gira em torno de casos de ruído de vizinhança recolhidos na cidade de Lisboa, ao mesmo tempo que problematiza aspectos relacionados com a lei de redução de ruído em Portugal. A partir dessa pesquisa criou o projeto Sontato, uma plataforma de estudo das diferentes paisagens sonoras que documentou até ao momento.
Em 2012 Xina imigrou para o Brasil, sendo fundador dos projetos Imidiwan, XAFU, Rickshaw e o coletivo Radio Tamashek, lançando vários álbuns e colaborando principalmente com artistas portugueses, brasileiros e moçambicanos. Em 2018 criou o projeto a solo Ha Kwai, e em 2021 surge Nzungu, produzido entre Itália e Portugal, com o álbum de estreia Dark Night of the Soul.
www.linktr.ee/xina www.linktr.ee/sontato
Prazeres Interrompidos #209: Sermão de Santo António – Padre António Vieira (2014)
Prazeres Interrompidos #209: Sermão de Santo António – Padre António Vieira (2014)
Autor: Octávio Nuno
Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!
Proferido no século XVII no Brasil, o ainda atual e acutilante sermão do Padre António Vieira dispensa qualquer apresentação. Não encontrando público entre os homens, o Padre vira-se, alegoricamente, para os peixes do mar, para lhes mostrar os seus vícios e virtudes. Mas o que terão peixes como os pegadores, os roncadores, os voadores ou o polvo em comum com os homens?
Moongatha – Quando (2023) (single)
Moongatha – Quando (2023) (single)
Uma viagem dramático-sexy em sete canções, com guitarra e voz, cantadas em língua portuguesa explorando os seus diferentes ritmos e sonoridades. Este é um bom resumo do que se trata o EP faz mossas (Palmtown Records), das moongatha, duo português formado por Sara Leite e mandybubandy (Margarida Negalha) que se apresenta dia 08 de Novembro no MusicBox, com abertura de portas às 21h30, com concerto de abertura da inglesa Charlotte Algar. Bilhetes disponíveis aqui. Para promover o EP, fizeram um vídeo promocional em formato live set a tocar as canções quando, faz chorar e mia alto – assista aqui.
Segundo as compositoras, o álbum surgiu de uma forma muito natural, a partir da ideia de uma femme fatale que surfa as suas vulnerabilidades, a sua confusão, mas também a sua sensualidade para se encontrar e afirmar. E será essa atmosfera que Sara e Margarida vão levar para o palco do MusicBox. “O disco nasceu com a composição da primeira canção no formato de guitarra e voz em Junho do ano passado, foi uma canção que foi composta de forma muito instintiva e espontânea. Depois o nosso impulso foi criar a nossa página de instagram e partilhar um vídeo nosso a tocá-la. Mais para a frente, com o surgimento de outras canções, achámos que fazia sentido essa primeira composição dar o nome ao EP ´faz mossas´. Depois desta primeira composição, as seguintes continuaram a surgir de um processo muito natural até acharmos que seria o final do processo com a composição da faixa que fecha o EP, ´bola´”, conta Sara.
As canções foram gravadas em um único take durante aproximadamente dois dias, em Fevereiro, no estúdio da Palmtown, label responsável pelo lançamento. “Depressa percebemos que a nossa música teria de respeitar as dinâmicas e que isso funciona muito através de contacto e comunicação de uma com a outra, e por isso a gravação da voz e da guitarra foi feita em simultâneo num único take”, explica Sara.
Além das sete músicas do EP, no concerto também vão apresentar pela primeira vez a canção baseado em factos verídicos, composta depois do EP ser editado. E também farão uma adaptação de uma música tradicional açoriana, Bravos: “Somamos a ela a um instrumental produzido por nós digitalmente que evoca de certa forma a nossa visão das raízes da música tradicional portuguesa”, comenta Margarida filha de mãe açoriana. fumando uma na lua é outra canção inédita e também com produção digital, que tem como referência a música brasileira, uma vertente que as inspira muito.