Prazeres Interrompidos #197: Rooms of Their Town – Alex Johnson (2022)
Prazeres Interrompidos #197: Rooms of Their Town – Alex Johnson (2022)
Prazeres Interrompidos Autor: Octavio Nuno
Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!
Rooms of Their Town – Alex Johnson (2022)
Rooms of Their Own travels around the world examining the unique spaces, habits and rituals in which famous writers created their most notable works.
The perennial question asked of all authors is, ‘How do you write?’ . What do they require of their room or desk? Do they have favourite pens, paper or typewriters? And have they found the perfect daily routine to channel their creativity? Crossing centuries, continents and genres, Alex Johnson has pooled 50 of the best writers and transports you to the heart of their writing rooms – from attics and studies to billiard rooms and bathtubs.
Discover the ins and outs of how each great writer penned their famous texts , and the routines and habits they perfected . Meet authors who rely on silence and seclusion and those who need people, music and whisky. Meet novelists who travel half-way across the world to a luxury writing retreat, and others who just need an empty shed at the bottom of the garden. Some are particular about pencils, inks, paper and typewriters, and some will scribble on anything – including the furniture. But whether they write in the library or in cars, under trees, private islands, hotel rooms or towers – each of these stories confirms that there is no ‘best way’ to write.
From James Baldwin, writing in the small hours of the morning in his Paris apartment, to DH Lawrence writing at the foot of a towering Ponderosa pine tree, to the Brontë sisters managing in a crowded co-working space, this book takes us into the lives of some of history’s greatest ever writers, with each writing space illustrated in evocative watercolour by James Oses.
In looking at the working lives of our favourite authors, bibliophiles will be transported to other worlds , aspiring writers will find inspiration and literature fans will gain deeper insight into their most-loved authors.
Instrumentalities and Audible Volitions de Luís Bittencourt
Percussion is an art in which sonic plurality is celebrated, and the notion of a musical instrument is constantly challenged and reconfigured. Instrumentality —the potential of something to be used as a musical instrument— is a concept that permeates the original works on this album, revealing my fascination with the sound universe of materials, objects, places, and situations.
Directionlessness pays homage to the creative minds of Peter Ablinger and Morton Feldman, exploring dripping sonorities over glass objects in dialogue with the vibraphone. Memórias Líquidas features the waterphone in the rhythm of the South American dance known as “Chacarera” and the “bombo legüero”. Dark and Distant, originally composed for solo marimba, is a song without words that is presented in a new arrangement on this record. Similarly, Maurice Ravel’s mysterious piano piece Le Gibet is presented here in a multi-instrumental soloist arrangement. Finally, Juvenal is a tribute to the incomparable Naná Vasconcelos and was created from improvisations with water, gourds, and berimbau. Acknowledgments: Tatiana Vargas and Benjamin Vargas Bittencourt, Ana Bittencourt, Rodolfo Cardoso, Bárbara Santos, David Matos, Diogo Carvalhosa, Filipe Lopes, Emanuel Pereira, Carlos Lopes, Enrico Bertelli and everyone who contributed to this work.
créditos lançado em 25 de abril de 2023
Produced by Luís Bittencourt and Rodolfo Cardoso. Recorded at Arda Recorders in March 2023, Porto, Portugal. Recording Engineer: Rodolfo Cardoso Assistant Recording Engineer: Bárbara Santos Edited and Mixed by Rodolfo Cardoso and Luís Bittencourt Mastering: Rodolfo Cardoso and Miguel Pinheiro Marques Graphic Design: David Matos Original Photography: Paulo Cunha Martins Executive Producer: Tatiana Vargas Artistic Director: Luís Bittencourt Funded by Garantir Cultura, República Portuguesa. licença todos os direitos reservados
Coffee Breakz #47 — Sous Le Ciel De Paris
Jazz Tracks de Danilo Di Termini #82
Jazz Tracks de Danilo Di Termini #82
Descrição do podcast:
Cada Domingo a partir das 9 horas, uma hora de jazz com Danilo Di Termini. Duke Ellington disse uma vez que estava se tornando sempre mais difícil estabelecer onde começava ou acabava o jazz, onde começava Tin Pan Alley e acabava o jazz, ou até onde residia a fronteira entre a música clássica e o jazz. Não será certamente o Jazztracks a traçar estas linhas de fronteira.
Tracklist:
The Cookers – AKA Reggie
Art Blakey – Dat Dere
Leo Wadada Smith – Rocket
James Brandon Lewis – Lowlands of Sorrow
Groover Washington Jr. – Ain’t No Sunshine – Better Days (Theme From Man And Boy)
Modern Jazz Quartet – Milano
Sonny Rollins & Coleman Hawkins – All The Things You Are
Martial Solal & Lee Konitz – What is this thing called Love
Charlie Parker – Quasimodo
Sheila Jordan – It Don’t Mean a Thing (It It Ain’t Got That Swing)
João Couto – Caixas (2023) (single) ID
João Couto – Caixas (2023) (single) ID
JOÃO COUTO APRESENTA O NOVO SINGLE “CAIXAS” E COMEÇA A DIGRESSÃO “CANÇÕES SOBRE O MEU CARRO E O MEU QUARTO”
João Couto apresenta o novo single “Caixas”, numa altura em que começa a digressão do espectáculo Canções Sobre o Meu Carro e o Meu Quarto, que tem o ponto de partida em Chaves, dia 16 de Setembro, no espaço Sala Amarela.
O novo tema, “Caixas”, é uma canção pop que fala sobre o complicado processo de deixar o passado para atrás após o fim de uma relação. Produzida por S. Pedro e com autoria de João Couto, esta canção marca um novo capítulo na carreira do músico. Segundo o músico “Foi inspirada num Verão em que testemunhei vários fins de relação no meu grupo de amigos e num dia em particular, numa mudança de casa de uma amiga, em que uma coisa que ela me disse chamou-me a atenção. Quando eu ia começar a pegar numa caixa com plantas ela disse-me “cuidado, essa é a MINHA orquídea”. A forma como ela frisou isso, como as coisas dela tinham essa importância por muito pequenas que fossem, como a personalidade e as memórias dela estavam agarradas a tudo o que estávamos a tirar daquele T0 mexeu comigo. Esta coisa de dar uma dimensão humana e pessoal aos objetos foi algo que me inspirou, e esta canção reflete sobre tudo o que levamos connosco quando algo que nos define tanto (neste caso, uma relação) acaba, e obviamente não se encerra apenas nos objetos. Comecei a tocar a canção em showcases e concertos meus e era sistematicamente das mais bem recebidas e acarinhadas e a decisão de a lançar assim foi inevitável.”
A digressão será uma viagem pelos temas mais íntimos dos discos do cantor e compositor nortenho, numa busca de sinergia e proximidade com o público. Neste espetáculo Canções Sobre o Meu Carro e o Meu Quarto, João Couto “pretende reinventar num formato intimista canções que escrevi e não só, apresentar em primeira mão música nova, sobre a premissa que todas as minhas canções (ou grande parte delas) tem uma temática comum, a do espírito de descoberta e fuga, personificado pela imagem do carro, e a intimidade e introspeção, personificada pela imagem do quarto”.
No dia 16 de Setembro a digressão começa em Chaves, na Sala Amarela; o músico segue depois para Argoncilhe (Santa Maria da Feira) no dia 21 de Outubro. Em Novembro é a vez de Lisboa, onde atua no dia 17 no Auditório Carlos Paredes. Dia 3 de Dezembro o músico sobe ao palco do Novo Ático, Coliseu Porto Ageas.
Nesta digressão não vão faltar os êxitos radiofónicos do músico como “Canção Só” e “Os Meus Amigos”. Haverá espaço também para temas mais pessoais do seu álbum de estreia Carta Aberta (2018) e do aclamado sucessor Boa Sorte(2021), para além de músicas que escreveu ou partilhou com artistas de renome nacional, tais como Ana Bacalhau, Os Azeitonas, Perpétua, Samuel Úria, Tomás Adrião, entre outros.
De destacar ainda a participação de João Couto no Sofar Sounds, no dia 30 de Setembro, num concerto secreto no Porto. A Sofar Sounds é uma plataforma mundial que organiza performances em locais secretos e publica as mesmas no canal de Youtube.
O músico cujo último disco de originais, lançado em 2021, “Boa Sorte”, foi considerado um dos álbuns do ano por alguns meios de comunicação social, segue assim para a estrada com aquela que promete ser a sua digressão mais confessional e marcante até à data.
17 Novembro, 21h30 – Lisboa (Auditório Carlos Paredes) – BILHETEIRA
3 Dezembro, 19h – Porto (Novo Ático – Coliseu do Porto) – BILHETEIRA
Radio Is A Foreign Country #7 – AMAZONIA 025
Radio Is A Foreign Country 025 – AMAZONIA
Night Music of the Amazonian Lowlands – RIAFC 025
Catfish trumpets, chainsaws, bullroarers, haunting flute ensembles and voice distorters from the Río Negro, Orinoco, and Upper Xingu; Yanomami shamans snorting hallucinogenic snuff, shrieking and growling, sneezing and spitting, hocking up phlegm (lots of phlegm), and mumbling secret spirit languages into the night; a lush 1980s Italian experimental collage of Amazonian field recordings & electronic sounds, and more.
PLAYLIST
Kulirrina Trumpets, Wakuenai. Recorded by Jonathan Hill at Gavilán, Río Guainía, Venezuela [The Archive of Indigenous Languages of Latin America, University of Texas at Austin, 1981].
Double Duet of Yapurutú and Tsikota Flutes. Recorded by Jonathan Hill at Gavilán, Río Guainía, Venezuela [The Archive of Indigenous Languages of Latin America, University of Texas at Austin, 1981].
Ritual & Seasonal Initiation Night Music, #4, #1, and #3. L’Expedition Orenoque Amazone, 1948-1950. Recorded by Pierre Gaisseau [Musée de l’Homme, 1953].
The Bark Horns of the Piaroa (Caña Fruta, Upper Orinoco). World Library of Folk and Primitive Music, Vol.9: Venezuelan Folk and Aboriginal Music. Recorded by Pierre Gaisseau [Columbia, 1954].
Deforestation, Amazonian Loggers. Amazonie: Contes Sonores [Archives Internationals de Musique Populaire, Musée d’Ethnographie de Geneve, and Disques VDE-GALLO, 2016]. Agua (Outro Xingu) & Flautas (Upper Xingu, Mato Grosso, Brazil), Povo Mehinako [Collection Petites Planètes, 2017].
Aije: The Sound of the Bull Roarers. Brazil: Bororo World of Sound. Recorded by Ricardo Canzio [Folkways, 1989].
Urua, Kamayura (Upper Xingu, Mato Grosso, Brazil). Indiens et Animaux Sauvages d’Amérique du Sud. Recorded by Richard Chapelle, 1963-1975 [Unidisc, 1977].
Yakwa: The Banquet of Spirits (excerpt). Directed by Virgínia Valadão. [Centro de Trabalho Indigenista, 1995].
Ambience du Yaunkwá, Ronde, Ronde Instrumentale & Dialogue of the Voice Distorters, the Enauené-Naué. Brésil: Enauené-Naué et Nhambiquara du Ma [Archives Internationales de Musique Populaire, Musée d’Ethnographie de Geneve, and Disques VDE-GALLO 1994].
Ritual Flutes of the Kitaunhlú I, the Nhambiquara. Brésil: Enauené-Naué et Nhambiquara du Ma [Archives Internationales de Musique Populaire, Musée d’Ethnographie de Geneve, and Disques VDE-GALLO 1994].
Social Dance Song, Female Jivaro Singer. Music of the Jivaro of Ecuador. Recorded by Michael J. Harner [Folkways Records, 1972].
Distant Snail-Shell Flute. Music of the Tukano and Cuna Peoples of Colombia. Recorded by Brian Moser & Donald Tayler (Rogue Records, 1987).
Children’s Songs & Musical Bow. Indianmusik Från Colombia. Recorded by Lars Persson (MNW, 1973).
Caberima Nights & Tayari-Teri – Shamans Healing (#1 & #2), the Yanomami. Lost Shadows: In Defence Of The Soul (Yanomami Shamanism, Songs, Ritual). Recorded on location in southern Venezuela by David Toop. Sub Rosa.
Amazonia 6891 (excerpts), Pit Piccinelli, Fred Gales & Walter Maioli (Sound Reporters, 1986).
Pêche, mort et séduction (excerpt). Recorded by M. P. Baumann. Mixed by Nicolas Field. Amazonie: Contes Sonores [Archives Internationals de Musique Populaire, Musée d’Ethnographie de Geneve, and Disques VDE-GALLO, 2016].
La chasse et la Guerre (excerpt). Recorded by M. Lewy. Mixed by Nicolas Field. Amazonie: Contes Sonores [Archives Internationals de Musique Populaire, Musée d’Ethnographie de Geneve, and Disques VDE-GALLO, 2016].
Amazonia Catfish Trumpets Shamanism Electronic
Jazz Tracks de Danilo Di Termini #81
Jazz Tracks de Danilo Di Termini #81
Descrição do podcast:
Cada Domingo a partir das 9 horas, uma hora de jazz com Danilo Di Termini. Duke Ellington disse uma vez que estava se tornando sempre mais difícil estabelecer onde começava ou acabava o jazz, onde começava Tin Pan Alley e acabava o jazz, ou até onde residia a fronteira entre a música clássica e o jazz. Não será certamente o Jazztracks a traçar estas linhas de fronteira.
Tracklist:
Ella Fitzgerald – Can’t Buy Me Love
Esperanza Spalding – Formwela 1 e 11
Harold Mabern – Naima
Barry Harris – Soultrane
Mike Pride – Corporate Death Burger
Pat Metheny – Travels
Paul Desmond & Gerry Mulligan – Blues in Time
Martial Solal – Softly as in a Morning Sunrise
Duke Ellington – Lady Mac
Count Basie – Michelle
Jake Shimabukuro – Jake & Friends (2021)
Too Many Suns – My Baby Goodbye (2023) (single)
Too Many Suns – My Baby Goodbye (2023) (single)
TOO MANY SUNS ANUNCIAM NOVO SINGLE Depois de Gold, os lisboetas Too Many Suns trazem-nos o segundo single do seu próximo álbum “Reverie”. A nova música My Baby Goodbye é uma alegoria sobre ser feliz num mundo que está a desabar: Dois amantes partilham o seu amor, bebendo um chá numa sala a média-luz, indiferentes ao mundo que se esvai para lá das suas paredes
Será a 22 de Setembro que a banda formada por Hugo Hugon (voz/guitarra), João Cardoso (bateria), Vasco Rato (baixo) e agora também acompanhada por Simão Reis (guitarra/teclas) estreia o seu novo single My Baby Goodbye. A banda conta-nos: “Hoje, quando vemos notícias deparamo-nos com bombas a cair, um clima em ebulição e uma economia destrutiva. Não obstante, há certas (não tão) pequenas coisas que ninguém nos pode tirar. My Baby Goodbye é uma sátira e um ensaio sobre como podemos ser felizes mesmo quando ‘the world is going down’. Para esta música, imaginámos dois amantes numa confortante sala a meia-luz, partilhando o seu amor enquanto bebem um chá. O amor pode ser suficiente mesmo quando temos que dizer ‘Goodbye’.
Este é o segundo single editado pela Reverie Records, agora com o apoio da Indie Music PT, e poderá ser visto e ouvido nas plataformas habituais em https://linktr.ee/toomanysuns e na webpage da Indie Music PT
Produzido nos Waahs Studios por Ulpiano Capalbo e masterizado por André Isidro, My Baby Goodbye é o primeiro de uma série de singles que antevêem a edição do próximo álbum, com previsão de lançamento para meados de 2024.
Este é o segundo single editado pela Reverie Records, agora com o apoio da Indie Music PT, e poderá ser visto e ouvido nas plataformas habituais em https://linktr.ee/toomanysuns e na webpage da Indie Music PT .
1 Álbum 100 Palavras #9 – King Sunny Ade and his African Beats – Juju Music (1982)
1 Álbum 100 Palavras #9 – King Sunny Ade and his African Beats – Juju Music (1982)
Um podcast de Francesco Valente:
1 álbum “sem” ou “100” palavras, por semana! Uma pérola musical da história da música, descrita em 100 palavras! Cada dia da semana, às 14h na Rádio Olisipo. Boa escuta!
King Sunny Ade and his African Beats – Juju Music (1982)
“A música Juju da Nigéria envolve a dança. É hipnótica e carateriza-se pela presença das percussões e das steel guitars. Entre as percussões destacam-se os talking drums, os agogo’s e os shakers. Sobre este groove rítmico, mistura-se a voz de Sunny Ade e do coro, com melodias simples e imediatas. Nesta trama rítmica entre vozes e instrumentos, teclados e sintetizadores contribuem ainda em dar uma cor característica, distante de qualquer influeência pop. Apesar das bases harmónicas serem muito simples, as continuas figurações polirítmicas apresentadas com grande sabedoria pelos músicos africanos, evita a monotonia e oferecem uma música entusiasmante e quente!”
Boa escuta!
Jazz Tracks de Danilo Di Termini #80
Jazz Tracks de Danilo Di Termini #80
Descrição do podcast:
Cada Domingo a partir das 9 horas, uma hora de jazz com Danilo Di Termini. Duke Ellington disse uma vez que estava se tornando sempre mais difícil estabelecer onde começava ou acabava o jazz, onde começava Tin Pan Alley e acabava o jazz, ou até onde residia a fronteira entre a música clássica e o jazz. Não será certamente o Jazztracks a traçar estas linhas de fronteira.
Tracklist:
James Brandon Lewis – Resonance
Christian McBride – Ms Angelou
Roy Hargrove & Mulgrew Miller – Monk’s Dream
Chick Corea – This is New
Herbie Mann – Caravan
John Surman – The Potato Song
Annie Ross – I Feel Pretty
Cannonball Adderley – Autumn Leaves
Janis Joplin – Summertime
Prazeres Interrompidos #196: Prólogo, ato, epilogo – Fernanda Montenegro (2019)
Prazeres Interrompidos #196: Prólogo, ato, epilogo – Fernanda Montenegro (2019)
Prazeres Interrompidos Autor: Octavio Nuno
Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!
Prólogo, ato, epilogo – Fernanda Montenegro (2019)
No marco de seus noventa anos, as memórias de Fernanda Montenegro trazem o frescor de uma artista eternamente genial.
Em Prólogo, ato, epílogo, Fernanda Montenegro narra suas memórias numa prosa afetiva, cheia de inteligência e sensibilidade. Com sua voz inconfundível, ela coloca no papel a saga de seus antepassados lavradores portugueses, do lado paterno, e pastores sardos, do lado materno. Lidas hoje, são histórias que podem “parecer um folhetim. Ou uma tragédia” — gêneros que a atriz domina com maestria. Na turma de jovens que circulavam pela rádio estava Fernando Torres, que ela reencontrou nos ensaios da peça Alegres canções na montanha, quando começaram a namorar. Fernando largou a Panair, Fernanda largou a Berlitz, e o casal se entregou de corpo e alma à arte, paixão de uma vida. Constituíram uma família e realizaram juntos um sem-número de peças, ao lado dos principais nomes do teatro brasileiro. Em páginas de grande emoção, ela relembra os desafios de criar os filhos sobrevivendo como artistas; a busca permanente pela qualidade; a persistência combativa durante os anos de chumbo; a capacidade de constante reinvenção; o padecimento de Fernando; o inesperado sucesso internacional nos anos 1990; a crença na terra que acolheu seus antepassados imigrantes e a devoção por esse país. Fernanda encarna o melhor do Brasil. Não surpreende que alguém que passou a vida memorizando textos tenha desenvolvido notável capacidade de rememorar com sutileza fatos ocorridos décadas atrás. A atriz que há anos encanta multidões em palcos e telas pelo mundo agora se mostra uma contadora de histórias de mão-cheia.
“Não estou romanceando. Tenho quase um século de vida, portanto posso dizer: ‘Era no tempo do rei’.”
“Não se sabe o que mais admirar nela: se a excelência de atriz ou a consciência, que ela amadureceu, do papel do ator no mundo. Ela não se preocupa somente em elevar ao mais alto nível sua arte de representar, mas insiste igualmente em meditar sobre o sentido, a função, a dignidade, a expressão social da condição de ator em qualquer tempo e lugar.” — Carlos Drummond de Andrade