Portuguese Art Lover #1 – Indie Music
João Garcia Barreto – Escaparate (label) (entrevista)

João Garcia Barreto – Escaparate (label) (entrevista)
Escaparate é a mais recente editora portuguesa e apresenta-se ao público e ao meio musical com a edição do novo single dos não simão, “Piquenique de Burguesas”.
Tal como o próprio nome sugere, Escaparate surge como uma vitrine de projetos de música alternativa e independente, que absorve vários estilos e géneros, com o intuito de englobar projetos nacionais ou internacionais com identidade, sejam cantautores, como bandas que se regem pela originalidade, algo que “não é comum no panorama musical”, segundo o seu mentor, João Garcia Barreto.
Para acompanhar o lançamento da Escaparate, segue a edição do novo single dos não simão, “Piquenique de Burguesas”, no dia 8 de setembro. Os não simão são um projeto que, para além de se enquadrarem na missão e nos valores que a editora pretende apresentar e vincar no mundo discográfico, escrevem canções em português, que se passeiam entre o intimismo e o otimismo, afirmando-se pela negação do enfado, do prosaico, do previsível, com músicas descomprometidamente sérias, resultantes de um quinteto heterogéneo que viaja entre a música de cancioneiro, o rock alternativo ou o jazz.”Piquenique de Burguesas” é o primeiro single de antevisão para o próximo disco da banda, intitulado “Pintar o Sete”, e invoca o poema “De Tarde” de Cesário Verde, onde o poeta retrata um piquenique interrompido pelo momento em que uma jovem desce de um burrico para colher papoilas. “Como se fosse uma aguarela, o poeta fala-nos de melão, damascos e até de pão de ló”, acrescentam os membros do projeto: Simão Palmeirim, José Anjos, Eduardo Jordão, Marco Alves e Ana Raquel.
Canalzero – Popstar (2023) (single) ID

Canalzero – Popstar (2023) (single)
canalzero deseja ser uma “Popstar”
Bernardo Ramos tem um desejo: ser uma estrela. De rock e não só. Para isso, assume-se como canalzero – seu nome de utilizador de sempre no Instagram -, persona que reflete todo o seu percurso até ao momento.
O single de estreia, “Popstar”, que já se encontra disponível para escuta em todas as plataformas digitais, é uma amalgamação de momentos e sonoridades que marcam a carreira do músico lisboeta. É uma cantiga ruidosa, marcada por guitarras distorcidas, mas também por sintetizadores partidos, pelo rompimento entre aquilo que tanto pode ser interpretado como real ou fictício. É por meio destas linhas indefinidas onde canalzero pretende traçar o caminho para se tornar uma popstar.
Sobre “Popstar”
“Desde que aprendi a gravar música no computador, quando andava no secundário,
que experimentei com várias ideias, mas nunca achei que estivessem suficientemente fixes para lançar”, conta Bernardo sobre o caminho que o levou a “Popstar”.
Com a chegada da pandemia, em 2020, a quarentena funcionou como pretexto para Bernardo regressar às tentativas de criação a solo, que é como quem diz, só ele e o seu o computador. “Dessas semanas, resultaram três músicas, incluindo a ‘Popstar'”, indica o músico.
“O processo de criação da ‘Popstar’ foi muito à base de experimentação”, relata Bernardo. “Começou pelo sound design, com sintetizadores ou a manipular gravações que tinha guardadas ou áudios de vídeos que recolhi das muitas horas de binge watching no Youtube”, explica o músico sobre o processo criativo por trás de “Popstar”. “Só depois de chegar a um elemento sonoro que me interessasse é que comecei a trabalhar na canção, mas precisei desse trigger para desbloquear o resto”, conclui.
A canção antecipa o EP de estreia de canalzero, com data de lançamento marcada para o início de 2024.
O teledisco de “Popstar” foi realizado por Diana Matias.
canalzero é a persona musical que Bernardo Ramos escolheu assumir para apresentar-se a solo. Para chegar a este momento, a carreira do músico lisboeta tem sido construída por etapas, cada uma a acrescentar uma camada de maturidade que lhe permite agora assumir esta nova etapa.
Entre 2015 e 2017, por entre os estudos, Bernardo começou experimentar com alguns métodos de gravação DIY com bandas que integrava na altura, o que o levou a desenvolver um interesse particular pelas áreas do som e produção em musical.
Em 2018, com dois colegas de faculdade, funda a Chinfrim Discos, editora, agência e promotora independente, de onde surgiram artistas como Bia Maria, RAKUUN, Biloba ou Ana Lua Caiano.
Desde então que Bernardo Ramos divido o seu tempo entre múltiplas funções, assumindo a sua polivalência como cartão de visita na música portuguesa. Toca guitarra com Chinaskee (desde 2017), é o técnico de som ao vivo e colaborador de artistas como Vaiapraia, bbb hairdryer ou xtinto, e responsável pela gravação, mistura e master de diversos artistas, incluíndo Ana Lua Caiano, Bonança, Polivalente ou Bergalgo.
Desde 2022, Bernardo desempenha o papel de formador na Escola Profissional de Recuperação do Património de Sintra, no curso de Produção Musical. Agora, a partir de 2023, Bernardo é também canalzero, estrela pop.
1 Álbum 100 Palavras #8 – Linton Kwesi Johnson – Independant Intavenshan (1998)

1 Álbum 100 Palavras #8 – Linton Kwesi Johnson – Independant Intavenshan (1998)
Um podcast de Francesco Valente:
1 álbum “sem” ou “100” palavras, por semana! Uma pérola musical da história da música, descrita em 100 palavras! Cada dia da semana, às 14h na Rádio Olisipo. Boa escuta!
Linton Kwesi Johnson – Independant Intavenshan (1998)
“Linton Kwesi Johnson é conhecido como uma das vozes mais autênticas da poesia contemporânea. Foi um dos primeiros artistas a aderir ao movimento Black Panthers. Esta antologia de 1998, reúne uma parte das obras que gravou com a sua Dub Band para a casa discográfica Island. Sobre bases de música jamaicano, reggae e dub, uso de delays e filtros, Linton apresenta a sua poesia que fala de pobreza, miséria, violência, vida nos guetos e injustiça social. Linton através da sua poesia dá voz aos oprimidos e tornou-se uma grande referência para gerações de poetas anglo-saxónicos e rappers de todo mundo”.
Rui Gaio – Fractal (2023) (álbum) (entrevista)

Rui Gaio – Fractal (2023) (álbum) (entrevista)
Entrevista com Rui Gaio
Autor: Francesco Valente
Rui Gaio – Fractal (2023) (álbum)
São os fragmentos que nos constroem e formam, ainda que de forma irregular. É neles que vamos beber e absorver o que queremos usar e depois transformar em algo que manteremos dentro de nós. É também de pequenos fragmentos e formas que se formam imagens e sons e que depois transformamos em criações artísticas.
Depois de Efémera, Fractal é o segundo álbum-livro em serigrafia de Rui Gaio e os 365 everydays. A capa de Fractal tem 6 variações e no seu interior encontramos frames de 12 everydays impressos em processo serigráfico acompanhados de um texto do autor para cada um deles e também um texto inédito de Catarina Machado, que assina a coordenação artística da edição. Estes 12 everydays mantém a linha sonora de sempre, usando sintetizadores, piano e voz. Representam diferentes momentos do projecto expansivo que inexoravelmente se tem tornado mais colaborativo, exemplo disso são as participações de António Poppe e Tiago Cacheiro na palavra, Fernando Mamede na cinematografia, Inês Fat na voz cantada e Sofia Martins no violino. Cada everyday é constituído por música e imagem em movimento e faz parte de um conjunto que um dia terá 365 peças.
Tal como o seu predecessor Efémera, Fractal é uma edição limitada e numerada. São 240 exemplares com design gráfico de João Flecha e Filipa Oliveira e ilustração de capa de Engrácia Cardoso impressos em serigrafia, com o selo da SudSud. Tem data de lançamento marcada para o dia 25 de Setembro e apresentação em formato único e especial no dia 30 na Chasing Rabbits, Lisboa com listening party, projeção dos vídeos e exposição das ilustrações.
Facebook: https://www.facebook.com/365everydays
Instagram: https://www.instagram.com/ruimgaio/
Bandcamp: https://ruigaio.bandcamp.com/
Youtube: https://www.youtube.com/@ruigaio/videos
Spotify: https://sptfy.com/ruigaio
Prazeres Interrompidos #194: The Paris Bookseller – Kerri Maher (2022)

Prazeres Interrompidos #194: The Correspondents – Judith Mackrell (2021)
Prazeres Interrompidos
Autor: Octavio Nuno
Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!
The Correspondents – Judith Mackrell (2021)
The riveting, untold history of a group of heroic women reporters who revolutionized the narrative of World War II–from Martha Gellhorn, who out-scooped her husband, Ernest Hemingway, to Lee Miller, a Vogue cover model turned war correspondent.
On the front lines of the Second World War, a contingent of female journalists were bravely waging their own battle. Barred from combat zones and faced with entrenched prejudice and bureaucratic restrictions, these women were forced to fight for the right to work on equal terms with men.
The Correspondents follows six remarkable women as their lives and careers intertwined: Martha Gellhorn, who got the scoop on Ernest Hemingway on D-Day by traveling to Normandy as a stowaway on a Red Cross ship; Lee Miller, who went from being a Vogue cover model to the magazine’s official war correspondent; Sigrid Schultz, who hid her Jewish identity and risked her life by reporting on the Nazi regime; Virginia Cowles, a “society girl columnist” turned combat reporter; Clare Hollingworth, the first English journalist to break the news of World War II; and Helen Kirkpatrick, the first woman to report from an Allied war zone with equal privileges to men.
Rui Gaio – Beneath The Sea (2023) (single)

Rui Gaio – Fractal (2023) (álbum)
São os fragmentos que nos constroem e formam, ainda que de forma irregular. É neles que vamos beber e absorver o que queremos usar e depois transformar em algo que manteremos dentro de nós. É também de pequenos fragmentos e formas que se formam imagens e sons e que depois transformamos em criações artísticas.
Depois de Efémera, Fractal é o segundo álbum-livro em serigrafia de Rui Gaio e os 365 everydays. A capa de Fractal tem 6 variações e no seu interior encontramos frames de 12 everydays impressos em processo serigráfico acompanhados de um texto do autor para cada um deles e também um texto inédito de Catarina Machado, que assina a coordenação artística da edição. Estes 12 everydays mantém a linha sonora de sempre, usando sintetizadores, piano e voz. Representam diferentes momentos do projecto expansivo que inexoravelmente se tem tornado mais colaborativo, exemplo disso são as participações de António Poppe e Tiago Cacheiro na palavra, Fernando Mamede na cinematografia, Inês Fat na voz cantada e Sofia Martins no violino. Cada everyday é constituído por música e imagem em movimento e faz parte de um conjunto que um dia terá 365 peças.
Tal como o seu predecessor Efémera, Fractal é uma edição limitada e numerada. São 240 exemplares com design gráfico de João Flecha e Filipa Oliveira e ilustração de capa de Engrácia Cardoso impressos em serigrafia, com o selo da SudSud. Tem data de lançamento marcada para o dia 25 de Setembro e apresentação em formato único e especial no dia 30 na Chasing Rabbits, Lisboa com listening party, projeção dos vídeos e exposição das ilustrações.
Facebook: https://www.facebook.com/365everydays
Instagram: https://www.instagram.com/ruimgaio/
Bandcamp: https://ruigaio.bandcamp.com/
Youtube: https://www.youtube.com/@ruigaio/videos
Spotify: https://sptfy.com/ruigaio
Psychophono #2 – Lusofonia Vol. 2

Psychophono #2 – Lusofonia Vol. 2
A music experience in the Lusophone countries(Angola,Brazil,Cabo Verde,Guinea Bissau,Sao Tome & Principe)
The term Lusophone (Portuguese: Lusofonia) :
“Luso-” derives from the Latin term for an area roughly corresponding to modern Portugal, called Lusitania.
“-phone” derives from the Ancient Greek word φωνή (phōnē), meaning “voice”.
The Lusophone world is mainly a legacy of the Portuguese Empire, although Portuguese diaspora and Brazilian diaspora communities have also played a role in spreading the Portuguese language.
Cover art by Sbrama
http://sbrama.tumblr.com
Tracklist
Playing tracks by Bâna, Bana & Luis Morais, Pinduca, Zé Manel, Super Mama Djombo and more.
LuizGa & Edgar Valente – HAUX HAUX (2023) (single)

Portuguese Art Lover

Portuguese Art Lover
Ganho tempo de vida a ajudar a música dos outros e isto faz-me sentir bem. É um prazer. Continuem a ajudar-me a ajudar-vos. Um Abraço
I win time in my life for supporting the music of others and it makes me feel happy. It’s a pleasure. Please keep supporting me to support you. Cheers. #iamportugueseartlover #indiemusic #portugal #music #musica
João Garcia Barreto
African Roots #20
Bela Noia – Os Miúdos Estão Bem (2023) (álbum) (entrevista)

Entrevista com Pedro Vieira
Autor: Francesco Valente
Este disco é o culminar de um pensamento já muito cansado de Pedro Vieira. O artista viseense cria a Bela Noia como forma de se exprimir e de se cantar acabando por passar para estes “miúdos” as suas memórias e opiniões.
Curiosamente, a Bela Noia apenas se tornou numa banda depois do disco estar pronto. O processo de criação começa pela necessidade e, a partir daí, surgem as canções de Pedro que acaba por se juntar a Gonçalo Alegre na produção e gravação dos temas. Os miúdos estão bem foi produzido e gravado no espaço de um mês e juntou Miguel Rodrigues ao grupo que, ao gravar as baterias e percussões do grupo, se apercebe que a união era o caminho mais prazeroso a seguir. Ainda sem nome nesta fase de gravações, a “quase banda” pediu emprestada as vozes de amigos para cantarem as suas dores e, numa maravilhosa resolução do universo, a voz maravilhosa da cantora Teresa Melo Campos das Sopa de Pedra protagoniza e lidera os coros dos temas! Para terminar, as canções ficaram nas mãos de Nuxo Espinheira na mistura e masterização do disco. Leonardo Outeiro entra para interpretar os temas na guitarra, mas acaba por ficar e contribuir para o processo criativo!
Os miúdos estão bem é um álbum melancólico que chora as dores de crescer e todas as dúvidas que daí surgem! Procura uma resposta às coisas que nem sempre têm resposta e reflete sobre o tempo e sobre o amor! As músicas complementam-se pela ordem em que se encontram e surpreendem pela sonoridade e pelo discurso inovador que apresentam em termos estruturais. Apesar de tudo, as influências de Pedro Vieira não são óbvias e escondem-se por detrás de cada música, encontrando algo de folk ou de rock, alguns ruídos e melodias agradáveis e orelhudas, palavras simples e refrões que permanecem na cabeça. Apesar de todo o seu caráter taciturno, o disco embala-nos nas suas dores com uma atitude estranhamente positiva.
A 22 de Setembro, a Bela Noia apresenta Os miúdos estão bem ao vivo em Viseu no Jardim da Casa do Miradouro num espetáculo que dá a conhecer pela primeira vez os temas deste disco ao vivo.