Cristobal Rey – Volta A Crescer (2023) (single)

Cristobal Rey – Volta A Crescer (2023) (single)


Embarque em uma viagem musical transcendente através da paisagem rica e diversificada da música psicodélica brasileira. Dos sons alucinantes do movimento Tropicália às explorações modernas de artistas contemporâneos, Cristobal Rey Band levará você a uma viagem sonora cativante.

African Roots #15

Bela Noia – Paranoia (2023) (single) ID

Bela Noia – Paranoia (2023) (single) ID

A Bela Noia existe… e é vossa.

Após mostrar a sua habilidade lírica e a sua capacidade de contar histórias em projetos anteriores, o artista multidisciplinar Pedro Vieira aventura-se por um outro caminho que o leva a refletir, procurando uma solução para uma realidade que o inquieta. Tentando reinventar-se, acaba por explorar uma nova linguagem, criando assim uma série de canções que amotinam os alicerces da música pop e inquietam quem as ouve, pelo constante salto ao rock e folk, sem largar a mão do noise e do prog rock. A Bela Noia surge quase que por vontade própria, como uma necessidade de espelhar o lado não explicativo e menos racional do processo criativo de Pedro Vieira.  

A Bela Noia cresce e amadurece com colaboração do músico e produtor viseense Gonçalo Alegre que acompanhou todo o processo desde o início, criando os arranjos para as canções e produzindo o primeiro disco de Bela Noia. A banda fica completa com Miguel Rodrigues, que assume as baterias e percussões do projeto, e Leonardo Outeiro, que interpreta os temas na guitarra, baixo ou teclado.

“Para quê voltar” assinala o avanço do disco de estreia de Bela Noia. Num single com fortes influências de música rock, folk e tradicional, edifica-se um hino à nostalgia, incitando uma reflexão sobre o conceito de memória. O sujeito poético grita por atenção e ajuda, procurando responder às suas dúvidas e apelando, sobretudo, à esperança, num misto de emoções que constituem esta viagem. Se recordar é viver e faz parte do que somos, então para quê querer voltar?

“Para quê voltar” é o quarto capítulo do disco Os Miúdos estão Bem, com lançamento marcado para este ano. O álbum exprime uma fase algo conturbada na vida do autor, que expõe os seus medos e turbulências emocionais. A Bela Noia procura, sobretudo, respostas para uma fase de emancipação e transição. A mudança é algo assustador e ao procurar uma resposta acaba por perceber-se que a falta dela é uma possibilidade… e está tudo bem!

A componente visual que acompanha o tema é realizada e filmada por Pedro Vieira e Leonardo Outeiro e editado por Pedro Vieira criando uma estética intima, caseira e pessoal sem grandes artifícios e recursos.

https://www.instagram.com/bela.noia/

https://www.youtube.com/@abelanoia

Daniel Catarino (entrevista) – Megafauna (2023) (álbum)

Daniel Catarino (entrevista) – Megafauna (2023) (álbum)

Autor: Francesco Valente
Entrevista realizada no dia 12/07/23

Daniel Catarino apresenta o novo álbum dos “Megafauna” (2023)e anuncia os próximos concertos na Rádio Olisipo.

DISCO MEGAFAUNA
Observar o mundo de perto com olhos de satélite
Megafauna é o primeiro disco da Trilogia Bioma, em que o artista alentejano migrado no Porto se propõe a ligar metaforicamente as diferentes formas de vida com as especificidades humanas. O álbum surge 2 anos depois do EP Isolamento Voluntário?, e 4 anos após o LP Sangue Quente Sangue Frio. Desde 2018 que Catarino se apresenta ao vivo em power trio, e o formato vê agora a sua sonoridade impressa neste novo registo, com mais rock para reforçar a acutilância das palavras.

O novo disco de Daniel Catarino aborda dúvidas existenciais sem propor qualquer resposta e se questiona sobre quem se acha no direito de ter certezas. É um disco de cantautor, mas com os amplificadores bem altos.

A fauna proposta no título do álbum surge representada logo no primeiro tema, “Manequim”, e propaga-se por “Fado do Caixão” e “Olho do Tubarão”, que retratam os humanos pela forma como tratam os animais e os seus habitats, entre porcos a que só é reconhecido valor pelo sabor dos seus cadáveres, repastos de peixes em extinção, cães e gatos maltratados, e um tubarão que chora plástico.

Se “Fodidos” e “Até o Mais Honesto é Guloso” abordam a política social na era das opiniões debitadas em instrumentos de plástico, também há entradas a pés juntos no osso da precariedade artística em “Sonhos Sem Objectivos” e “Berço de Ouro”, que soltam lágrimas de raiva e uivos de ironia por não vivermos o mundo que sonhámos.

Embora os temas sejam largamente universais, “Teias de Aranha” fecha o disco com desabafos pessoais, narrando hipóteses perdidas, arrependimentos mal resolvidos e o amor enquanto força (des)motivadora.

Musicalmente, é rock. São canções rock despretensiosas, interpretadas maioritariamente no formato power trio que apresenta ao vivo, com momentos de psicadelia não conformada. É possível que não seja disco de deixar a rodar enquanto se escreve uma tese de mestrado ou se lava a loiça. Há malhas de guitarra que entram para furar os ouvidos, as letras tanto dão coices como carícias, o baixo dança de crista em riste, a bateria evoca pentagramas. Se os tipos do grunge não tivessem morrido, talvez soassem assim agora. É rock, com a honestidade que se lhe deve quando se tenta observar a vida de perto com olhos de satélite. Só dúvidas, zero respostas.

Megafauna é lançado em vinil, CD e nas plataformas digitais a 5 de Maio, pela editora portuense Saliva Diva. Foi produzido pelo próprio com Ricardo Cabral e Manuel Molarinho (Baleia Baleia Baleia) no entretanto gentrificado Quarto Escuro, no Porto.

Com a base rítmica fornecida por Molarinho (baixo) e Xinês (bateria), o disco conta com as participações de Francisco Lima (Conferência Inferno), Rodrigo Pedreira (Duas Semicolcheias Invertidas), e o coro formado por Angelina Nogueira e Rebecca Moradalizadeh. A masterização ficou a cargo de Joel Figueiredo (Omitir) e a arte gráfica foi criada por Cristina Viana.
Os concertos de apresentação confirmados são: 18 de Março no CAEP em Portalegre, 29 de Abril no GentriFest no Porto, 24 de Junho no Maus Hábitos em Vila Real e 20 de Agosto nas Festas de São Fecundo em Abrantes.
https://danielcatarino.bandcamp.com
https://www.instagram.com/catarinod
https://www.facebook.com/catarinodaniel
https://salivadiva.bandcamp.com

Henrique – More To Life (2023) (single)

Henrique – More To Life (2023) (single)

Henrique é um artista pop independente com o sonho de alcançar sucesso internacional. Natural do distrito de Coimbra, desde pequeno explorou as mais diversas áreas artísticas como forma de expressão, tanto nas artes plásticas como nas artes performativas. Consciente de que a escrita é a sua melhor ferramenta para comunicar e compreender as suas emoções, começou a compor e produzir temas originais que tem vindo a lançar nas plataformas digitais. Além de cantor e compositor, é ator e bailarino, com formação em teatro musical. Um dos seus grandes objetivos é poder representar Portugal no Festival Eurovisão da Canção.

Para mais informações:
songsbyhenrique@gmail.com

redes sociais
Disponível em Instagram, Twitter e Tiktok, com o username:
@songsbyhenrique

Prazeres Interrompidos #181: Sobre a brevidade da vida – Séneca

Coffee Breakz #39 — Lana Del Rabies & Muñekita Vs. Papi Chulo

James Dos Reis – Free To B (2023) (single) ID

James Dos Reis – Free To B (2023) (single)

James dos Reis lança o videoclipe do novo single ‘Free to B’ (disponível nas plataformas digitais de streaming esta sexta-feira), uma canção sobre descoberta e liberdade em que o artista dá um passo em frente na sua afirmação pessoal. Com uma sonoridade pop com fortes influências R&B, ‘Free to B’ antecipa o EP de estreia do cantor, com edição prevista para o final deste ano. A letra é da autoria do artista e a música foi composta em parceria com o produtor Diogo seis e o compositor Tyoz, conhecido pelas colaborações com Blaya, Madonna, Anitta ou Bárbara Bandeira.

“‘Free to B’ é o clímax deste EP, que tem sido um caminho em busca da minha verdade. Não foi fácil chegar até aqui. Venho de uma família tipicamente portuguesa e criola, em que os valores tradicionais, e diria também conservadores, nos moldam desde muito cedo. Sou um jovem negro do bairro, por isso, imaginem a coragem e estrutura que tive de construir para conseguir ser eu próprio e viver a minha liberdade de forma segura e com o respeito que isso merece”, revela James dos Reis. “Nesta canção falo abertamente da minha sexualidade, com uma leveza e confiança que demoraram o seu tempo a chegar até mim. Ainda que com medo, senti uma necessidade de afirmação para comigo mesmo mas também para com o núcleo de familiares e amigos que me são mais próximos. Liberdade são escolhas, então eu escolhi estar confortável na minha própria pele”, completa.

‘Free to B’ sucede ao tema ‘NPM’, editado em 2022, e que também fará parte do EP de estreia do cantor e compositor, com edição prevista para o final de 2023. O cantor e compositor encara esta fase da sua carreira como um novo capítulo de aprendizagem e evolução.

SOBRE JAMES DOS REIS
James dos Reis nasceu em Lisboa, a 7 de março de 1993. Viveu com a mãe até aos 10 anos na Cova da Moura, passou grande parte da infância na casa dos avós paternos e morou pela primeira vez com os pais num local que descreve como “um paraíso escondido”: o bairro Luta Pela Casa (Lupeca), em Carnaxide. Em criança, embora se dedicasse sobretudo ao futebol, sempre viveu fascinado pelo conceito de espetáculo, sobretudo de artistas norte-americanos.

James dos Reis é, agora, um cantor autodidata, influenciado por artistas como Donny Hathaway, John Legend, Pharrell Williams, Lauryn Hill ou Erykah Badu, entre outros. Em 2015 mudou-se para Londres, para adquirir outras competências e com o objetivo de voltar a dedicar-se à música a tempo inteiro.
Pouco antes do início da pandemia regressa em definitivo a Lisboa e faz da música a sua principal atividade, com a edição dos singles ‘Toma’, ‘E Quê?’, ‘Pila Badju’ e ‘Pena de Mim’, entre 2020 e 2021.”
James dos Reis prepara agora o seu EP de estreia, a editar ainda este ano.

Contos Da Trafaria #12 – Vitor GITT

Fred Menos – Impreciso (2023) (single)

Fred Menos – Impreciso (2023) (single)

SINGLE/ VIDEOCLIP “IMPRECISO”
Num álbum de canções intimistas e autobiográficas, antecipava-se difícil a escolha do 1º single. Mas foi fácil e precisa: “Impreciso”! Porque vem de um lugar que me carateriza: um procurador, que no fundo tem a certeza que não se quer encontrar.
Se, de longe, impreciso parece indicar incerteza, dúvida e daí fragilidade, de perto, encontro-lhe sensatez, um confuso conforto e um mapa para viver num mundo de inquestionáveis certezas. A imprecisão vive de braço dado com a inquietação, a que agiganta cada dia e que torna mais certa aquela que é a nossa única certeza: alguém precisa de alguém.
Como dar imagens a palavras cantadas e que me contam? “Tem de lá estar a tua identidade!”, diziam-me. Sem saber ao certo o que isso poderia visualmente significar, a única certeza era que, para ser um cartão de identidade, a receita teria de passar por juntar o que mais preciso: os amigos do peito e de todas as outras partes, que me enchem o corpo e o coração, e que são o que me constrói. O Tiago Faria e o Pedro Frias foram de quem logo me lembrei para confiar a interpretação da minha identidade… imprecisa! A definição da imprecisão não foi precisa, porque a cumplicidade não nasce do consenso, mas do encontro. Andamos por lugares difíceis de classificar, como é próprio dos lugares da intimidade. Juntos e muitos, fizemos do Impreciso a nossa casa!

FRED MENOS E DISCO MAIS DO MENOS
Na incerteza de quem ainda hoje vive entre o urbanismo (Urbanista, Professor na Universidade de Aveiro e na Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto) e a música, a certeza que sempre permanece é a da vontade de fazer canções! De contar, de cantar histórias!
Fred Menos faz canções como forma de acordar sentidos e coração, sendo que o confinamento e toda a incerteza/inquietação destes últimos anos, foi libertadora da vontade de agarrar com mais força o caminho da música! Deu para “tirar o pó” a muitas das canções que estavam na gaveta e para construir outras, que deram outro/ algum sentido àquele eterno “2020” coletivo! Agora, mais ao longe, está certo que foram uma forma de viajar, de viver a música e de sair da vida de gaiola!
Estudou música, 4 anos de guitarra, e teve vários projetos musicais, mas foi só no final de 2021 que, pela primeira vez, foi para estúdio para construir e gravar o primeiro EP Digo-te uma coisa! A expressão é comum, simples e revela a vontade de partilha que marca o seu percurso na música… é a forma como a dizemos (entoamos, cantamos), que nos diz tudo o resto! Foi uma edição de autor, muito intimista, em torno de 6 canções muito autobiográficas (estão disponíveis em todas as plataformas digitais).
Entretanto, em 2023, decidiu voltar a estúdio e gravar, com banda (amigos do peito e coração: Fragoso, Sanches, Neves, Maia, Loja, Joana, Carolina, Marta, entre outros), um novo projeto, um novo álbum, Mais do Menos. Estão 10 originais criados e prontos a crescer!

Os últimos tempos têm sido de ensaios, arranjos e criação conjunta. É este novo projeto, apoiado pela GDA e com produção executiva e distribuição da Turbina, que vai ser editado dia 29 de Setembro de 2023!

Até ser fisicamente lançado, o Mais do Menos vai sair à rua, andar pela estrada e ganhar mundo. A ideia é fazer vários concertos, mais pequenos, intimistas, antes da apresentação pública do álbum no Passos Manuel em Outubro… quer-se cantar, partilhar e sentir ao vivo o mais possível o Mais do Menos. Os concertos já confirmados são dia 11 de Agosto no Teatro Experimental de Lagos, 12 de Agosto no Ciência Viva em Lagos e 28 de Outubro no Passos Manuel no Porto.

https://www.instagram.com/fred_menos/
https://fredmenos.bandcamp.com/
https://soundcloud.com/fredmenos
https://www.facebook.com/fred.amado.503/

Cultoras #18 (2ª Temporada) – Paz Mera Lemp

1 Álbum 100 Palavras #1: Richard “Groove” Holmes – The Best of the Pacific Jazz Years (2021)

1 Álbum 100 Palavras #1:
Richard “Groove” Holmes – The Best of the Pacific Jazz Years (2021)

Um podcast de Francesco Valente:

1 álbum “sem” ou “100” palavras, por semana! Uma pérola musical da história da música, descrita em 100 palavras! Cada dia da semana, às 14h na Rádio Olisipo. Boa escuta!

Richard “Groove” Holmes – The Best of the Pacific Jazz Years (2021)

Richard “Groove” Holmes teve um grande sucesso como organista na onda do “soul jazz” nas décadas de ’50 e ’60. O seu estilo é rítmico e sincopado, com influências do Jimmy Smith. Este disco é uma antologia das melhores sessions gravadas no período 1961-1968, para a label jazz Pacific. Entre os músicos que colaboraram nestas gravações, destacam-se Ben Webster, Ernie Watts, Gene Ammons e Joe Pass. O repertório consiste em jam sessions. Trata-se de uma música divertida, repleta de referências blues e jazz. Richard Holmes amostra formidáveis linhas de baixo e, nos solos, todo o seu virtuosismo e energia criativa.