Bad Vibes only #2 RADIO MARCH
Colectivo Gira Sol Azul – Dar Corda As Palavras (2023) (single)
“Dar corda às palavras pala ellas estarem a dançar” é o 2º single do disco Tangerina do Colectivo Gira Sol Azul, conta com a colaboração especial de Marcos Cavaleiro na bateria e Xosé Miguelez no sax tenor e vem acompanhado de um videoclipe concebido por Maria Mónica.
É um tema inteiramente instrumental pois nem de propósito serve para “Dar corda às palavras para ellas estarem a dançar”. Inspirado num beat de um velhinho Casio SA-20, e a querer vagamente pedir emprestado o balanço ao som dos Depeche Mode, cresce assente em riffs rock acompanhados de sopros que culminam num intrincado e contundente solo de trompete. Ao vivo, o tema tem sido debitado com igual energia e impele o público a abanar cabeças e até a levantar-se para dançar.
Inspirado no universo dos mais novos mas decididamente dirigido a todas as idades, Tangerina sucede Pequenos Piratas (2018), disco de estreia do Colectivo Gira Sol Azul liderado por Ana Bento e Bruno Pinto, e é uma viagem pelo universo da palavra feita, ora prosa ora poesia num “tom de menino pequeno que está a falar com a sua mãe”, pela infância e suas memórias, o questionamento do mundo que nos rodeia, o deslumbramento da descoberta e experimentação.
A Invenção do Dia Claro de Almada Negreiros foi o ponto de partida para Tangerina, onde é recuperada a metáfora da tangerina que rola de um cesto até ao mar e descobre o mundo, e com ela também todos partem à descoberta de novos lugares. Inventar o que já foi inventado é premissa deste disco que, emprestando vida e sons a palavras, em 12 faixas compostas e arranjadas por Ana Bento e Bruno Pinto, apresenta um lado rock/pop como identidade aglomeradora, mas cujas composições são muito influenciadas quer pela harmonia jazz, música erudita ou música étnica. Esta fusão de estilos é uma característica permanente nos vários trabalhos que Ana Bento e Bruno Pinto têm desenvolvido enquanto dupla de músicos.
A viagem de Tangerina começou em forma de oficina que esteve em cena na Casa da Música (Porto) ao longo de dois anos, mas com a sensação de que a viagem ainda ia a meio, Ana Bento e Bruno Pinto lançaram-se numa nova etapa com desenhos de novos arranjos sobre alguma música que já tinham criado e incluiram temas novos. Foi nessa altura que desafiaram a encenadora e coreógrafa Joana Providência a entrar na viagem e juntos exploraram novas possibilidades de apresentação do trabalho que estreou em 2020 no Teatro Viriato (Viseu) em forma de concerto onde, para além de palavras e de música, também integraram outras linguagens como vídeo, sombras e um maior cuidado com as movimentações dos corpos em palco. As apresentações ao vivo são marcadas pela ideia de viagem quer pela dramaturgia que integra textos de Almada Negreiros e letras de canções de Bruno Pinto, quer pela cenografia de Patrícia Costa na qual imensas malas de viagem antigas são também manipuladas de forma coreográfica.
O disco Tangerina é editado dia 10 de Março, inclui a participação de Luísa Antunes (violoncelo), Marcos Cavaleiro (bateria e percussão) e Xosé Miguelez (sax tenor) mas em palco, ao vivo, é uma família que dá voz ao disco: Ana Bento na voz, Bruno Pinto na guitarra e os quatro filhos (Olívia no baixo e voz, Jasmim no trompete, teclado e voz, Artur na bateria e voz e Úrsula no violoncelo, teclado e voz). Raquel Balsa assina o design gráfico a partir de ilustrações da família e o booklet que este inclui, para além das letras das músicas, apresenta aos ouvintes desafios criativos inspirados neste universo.
O Colectivo Gira Sol Azul deixa o convite aberto para se fazer parte desta festa ao vivo e se deixar contagiar pela alegria e pelo sabor doce e fresco de Tangerina, onde o público é convidado a participar quer ao nível musical, cantando refrões, dançando e até mesmo provar tangerinas. Para já estão anunciadas apresentações em Viseu (18 de Março no Carmo81) e Porto (7 de Abril no m.O.u.C.o.).
Coffee Breakz #18 – Pavlova Supersónica Em Dose Dupla (DJ Shadow, DJ Mayonnaise, Anticon & Kate Tempest)
André Carvalho – Tagumi (2023) (single)
“Palavras intraduzíveis, uma inesgotável fonte de inspiração que dá corpo à sequela do primeiro álbum do meu trio”. É desta forma que André Carvalho, contrabaixista e compositor, define o seu novo álbum Lost in Translation – Vol. II.
SINGLE “TAGUMI”
“Tagumi” é o primeiro single do novo álbum de André Carvalho. De origem Haúça, língua falada no coração de África, “Tagumi” é uma palavra intraduzível que significa “descansar a cabeça sobre uma mão ou joelho num acto de reflexão ou introspecção ou simplesmente de descanso”. A Carvalho junta-se os habituais elementos do seu trio: José Soares (saxofone) e André Matos (guitarra).
“Quando escrevi este tema, imaginei um ambiente contemplativo, introspectivo e calmo, próprio de quem está a descansar a cabeça, desligando-se por momentos do mundo exterior, ouvindo e perscrutando a sua voz interna.” O tempo é muito elástico, criando silêncios entre uma ideia melódica que se vai repetindo e mutando ao longo do desenrolar do tema, tocada ora pelo contrabaixo ora pela guitarra. Por sua vez, o saxofone expressa-se de uma forma textural e contrapontística, ou com sons guturais ou com pequenas contra melodias.
O primeiro single encontra-se disponível em todas as principais plataformas de streaming. O vídeo que acompanha o lançamento do single foi realizado por Pedro Caldeira, com direcção de fotografia de João Hasselberg e assistência de Martim Torres. O som, tanto do vídeo como de todo o novo álbum esteve a cargo do engenheiro de som Tiago de Sousa.
Bela Ensemble – Bela Ensemble (2023) (entrevista + Álbum)
A AUTÊNTICA MÚSICA URBANA PORTUGUESA
QUE BROTA DA CULTURA VIVA DA CIDADE DE LISBOA.
Os Bela Ensemble nasceram em Alfama, no seio de uma das casas mais representativas da tradição musical desse pitoresco bairro de Lisboa. Uma casa que transpira tradição, mas que também é uma vitrina da Alfama contemporânea, habituada a conviver, desde sempre, com culturas e gentes de todos os cantos do mundo.
Fados com letras de poetas antigos como Henrique Rego, Gabriel de Oliveira, João Dias, entre outros, são aqui cuidadosamente revestidos com uma roupagem musical arrojada e contemporânea. Autêntica música urbana portuguesa que brota da cultura viva da cidade de Lisboa.
Nesse processo criativo e musical, a carga emocional e poética da tradição é o veículo perfeito para o arrojo de novos arranjos, para a desconstrução rítmica, a fim de alcançar o ponto de convergência entre a tradição e a experimentação.
Assim, o Bela Ensemble aposta numa mistura cuidada de ritmos e balanços oriundos de outras latitudes, com especial influência de géneros das músicas do mundo como o flamenco, a música afro-latina, sobretudo de Cuba e do Peru, o samba de raiz brasileiro, o rock, o metal e a música progressiva.
Carlos Mil-Homens (Percussão)
João Penedo (Contrabaixo)
Otto Pereira (Violino)
Ana Margarida (Voz)
Rafael Brides (Guitarra de Sete Cordas).
Best Of February (Part 2) 2023 B&W HSPCorner
BEST OF FEBRUARY (Part 2) 2023 B&W Humanist and Street Photography Corner
Best Of February (Part1) 2023 B&W Humanist and Street Photography Corner
Best of January 2023 (Part 2) – B&W HSPCorner
Best of January 2023 (Part 1) – B&W HSPCorner
L – Blues – A Preto E Branco (2023) (single)
Os L-Blues editam o seu quarto disco intitulado euphemismo.
“Chegamos a 2022 convictos que as coisas positivas que conseguimos nos dois últimos anos de negativismo, incerteza
e dificuldade só nos fortaleceu e inspirou-nos a compor as novas músicas para este novo disco.
Seguimos a preto e branco nesta vida de dúvidas, pois somos iludidos por reflexos que outrora nos magoaram devido ao nosso instinto de seguirmos em frente. Tornámos a nossa música num eufemismo para as nossas vidas.”
É um disco composto por 6 temas, gravado no estúdio da Mobydick Records com a produção do Budda Guedes, músico
e produtor de bandas como Budda Power Blues, Trio Pagú, Mundo Cão, Budda Power Blues & Maria João, Vitor Bacalhau, etc.
A masterização realizada por Frederico Cristiano no Mastering Sessions.
O Artwork da capa foi da autoria da artista Beatriz Ferraz.
O disco “euphemismo” tem distribuição mundial, em todas as plataformas digitais e em formato físico, com a edição em CD que podem adquirir através das redes sociais da banda, bem como nas principais lojas de discos.
Os L-Blues tem na sua formação:
Ana Neto: Voz
Bruno Lopes: Guitarras
Céu Neiva: Piano, Fender Rhodes, Hammond e Guitarra Elétrica Diogo Silva: Baixo
Jorge Braga: Bateria