Susana Travassos – Luz do Sertão (2025) (single)

Susana Travassos – Luz do Sertão (2025) (single)

Dueto de Susana Travassos com Toninho Horta ganha vida e imagem em arte de Tony Cassanelli

Um encontro raro e precioso, guardado durante mais de dez anos, chega agora ao público: Luz do Sertão, single de estreia do novo trabalho de Susana Travassos.
Gravado em Belo Horizonte, o tema junta a voz da cantora portuguesa à guitarra inconfundível de Toninho Horta — vencedor do Grammy Latino e um dos grandes mestres da música brasileira, referência do Clube da Esquina.

Com música de Yuri Popoff e letra do mítico Fernando Brant — cujo aniversário coincide com este lançamento — Luz do Sertão é uma homenagem profunda ao Brasil, país que ajudou Susana a encontrar a sua identidade artística, o seu posicionamento e a sua liberdade.

Surge num momento simbólico, quando a justiça brasileira afirma a democracia, julgando quem tentou derrubá-la, e coincide com o aniversário do poeta Fernando Brant, autor da letra, um dos grandes nomes do Clube da Esquina, que Susana teve o privilégio de conhecer.

acompanhar a música, o artista italiano Tony Cassanelli, conhecido pelo seu trabalho que funde desenho, gesto e poesia, criou um desenho original inspirado neste encontro. A sua obra acrescenta uma dimensão visual única, captando a delicadeza e a força da canção.

A história desta gravação

O encontro com Toninho Horta aconteceu de forma inesperada, no lançamento do DVD do poeta Murilo Antunes, e a gravação foi feita de imediato, em tom íntimo de guitarra e voz.
A produção reúne o trabalho e a memória de amigos que já partiram — Demerval Filho (Dedé) Flávio Henrique —, tornando o momento ainda mais impregnado de afeto e gratidão.

Participaram também:

  • Edição de vídeo: Grazie Pacheco
  • Câmaras: Rafael Fares
  • Captação: Dedé
  • Mixagem: Evaldo Luna
  • Masterização: Brian Iele (Estúdio Via Sonora)
  • Produção executiva: Brisa MarquesInserido no projeto De Passagem…Este single é o primeiro capítulo de De Passagem…, um disco em processo, feito de encontros que acontecem ao acaso, cada um com a sua própria história e registo imediato.
    Para cada canção, Tony Cassanelli cria um desenho exclusivo, que no final se sobrepõe aos outros, formando uma imagem em constante transformação, tal como o espírito do projeto: vivo, efémero e imprevisível.Biografias Susana Travassos

Cantora e compositora portuguesa, Susana Travassos é intérprete de voz singular e presença intensa. Com formação em psicologia e psicanálise, a sua música atravessa fado, jazz, música brasileira e mediterrânica.
Tem três álbuns lançados — Oi Elis (2008), Tejo-Tietê (2013) Pássaro Palavra (2018) e agora De Passagem… — e um percurso internacional que a levou a palcos de Portugal, Brasil, Europa e América Latina.

O seu trabalho é marcado pela poesia, pela improvisação e pela capacidade de transformar encontros em canções que respiram verdade e emoção.

Toninho Horta

Antônio Maurício Horta de Melo nasceu em Belo Horizonte, Brasil, em 1948.
Membro fundador do lendário Clube da Esquina, é reconhecido como um dos maiores guitarristas e compositores brasileiros, com colaborações que incluem Milton Nascimento, Elis Regina, Pat Metheny e Wayne Shorter.
Foi eleito pela revista Melody Maker como um dos melhores guitarristas do mundo e, em 2020, recebeu
Latin Grammy pelo álbum Belo Horizonte.
A sua música, que combina jazz, harmonia sofisticada e raízes mineiras, é referência incontornável da música brasileira contemporânea.

Tony Cassanelli

Nascido em Bari, Itália, em 1979, Tony Cassanelli é artista visual e escultor formado com louvor
na Accademia di Belle Arti de Carrara, onde aprofundou a tradição do mármore e o desenho gestual.
O seu trabalho, apresentado em exposições pela Europa, explora o movimento humano, o instante e a transformação, cruzando escultura, pintura e desenho.
Para o projeto De Passagem…, Cassanelli cria um desenho único para cada canção, que se sobrepõe aos anteriores, formando uma obra final em permanente mutação — imagem viva da própria música.

“Luz do Sertão” já está disponível em todas as plataformas digitais

Uma canção que une a poesia de Fernando Brant, a guitarra de Toninho Horta, o traço de Tony Cassanelli e a voz de Susana Travassos, revelando a beleza dos encontros que mudam uma vida.

Trovador Urbano #71

Trovador Urbano #71

Autor:

David Calderon 

Trovador Urbano – 14 de Octubre 

Presentador:  David Calderón

Inicio emisiones:  Año 1994

Programa, duración, dia y hora: Trovador Urbano, 120-180 min, Martes a las 16:00 (hora Madrid)

Día y hora México (hora central): Martes a las 09:00 am

Tipo: Directo

Descripción: Su programa, Trovador Urbano, es una gran familia de la radio rock. Ahora, además, noticias y conciertos del rock/metal/punk nacional, siempre contando con tu fundamental apoyo, para dar visibilidad a las bandas….LARGA VIDA AL ROCK N ROLL!!

Dirección mail para envío material bandas: trovadorurbanoradio@gmail.com

País: Madrid (España)

Conjunto!Evite – Preciso D’um Copo (2025) (single)

Conjunto!Evite – Preciso D’um Copo (2025) (single) 

Conjunto!Evite lançam novo single “Preciso D’Um Copo” em antecipação ao próximo disco “Suite Giacometti”

Já se encontra disponível em todas as plataformas digitais e com videoclipe o novo single dos Conjunto!Evite, “Preciso D’Um Copo”. O tema antecipa o próximo álbum da banda, “Suite Giacometti”, com lançamento previsto para novembro.

“Preciso D’Um Copo” nasceu de uma maquete criada por Vicente Santos em pleno confinamento. O músico recorda: “Foi uma demo que fiz no computador no meio do primeiro confinamento. Tinha quatro instrumentos — um sample que define a harmonia, o beat e baixo, um piano midi arpeggiator, um beat midi para dar gordura ao sample e umas melodias etéreas de sintetizador. Eu sentia que havia espaço para vozes, tipo um rap meio falado, ou então uma cena hoy nation, alusivo ao género de canções rock como ‘TNT’ ou ‘Thunderstruck’ dos AC/DC, em que tens um grupo grande de pessoas a gritar algo repetidamente, tipo claque.”

O tema evoluiu em estúdio e, como conta o músico, ganhou novo corpo: “Quando transposemos a demo para o som da banda, ficou mais rica, menos plástica, mas mesmo assim com falta de vozes. Com a pressão de ter de fechar a canção, procurei no meu caderno e encontrei isto: ‘por ti, espero se for preciso. Disse ele, não faças isso, parece tudo pastel, ou sei lá o quê’. Tentei cantar e pumbas temos refrão.”

Sebastião Santos acrescenta que “Preciso D’Um Copo foi uma maquete que o Vice (Vicente Santos) me enviou em 2021. Saltamos para 2023, a discutir ideias para o Giacometti e dentro do conceito de trabalho maquinal e ‘música feia’, foi só ligar o telemóvel e pôr a canção a tocar. Depois o Vice fez a letra e melodia, meio abstracta e sinestética, como um delírio febril mas cheio de dicas. ‘Cheiros intensos em campos de guerra transmitidos na TV do Café Central’ é a minha linha favorita.” O músico recorda ainda a exigência do processo de gravação: “Gravámos as bases das cinco canções para o EP num dia só, todos a tocar e a gravar em simultâneo. Conseguimos que ficasse muito sólido e groovy e avançámos para os overdubs de Violino e Voz, sendo a única canção do EP em que o Paulo e a Ana participam em simultâneo”. 

Para Manuel Belo, “Preciso D’Um Copo é, talvez, a nossa música mais psicadélica em dose compacta — uma viagem curta, com um groove locomotivo que te leva sem pedir licença e um refrão pouco comum mas fácil de decorar, daqueles que ficam na cabeça.”

A canção contou com a participação de Ana Santos e Paulo Ribeiro. Ana Santos é multi-instrumentista natural de Beja. Tem desenvolvido trabalho em cruzamentos entre tradição e experimentação, colaborando com artistas como Celina da Piedade, Rodrigo Leão, Dino d’Santiago, Sam the Kid, Paulo Colaço e Uxía. É cocriadora  do espetáculo “Além Cabul”, que liga musicalmente o Afeganistão ao Alentejo e prepara atualmente o seu primeiro disco a solo, centrado no tema da Água, com uma abordagem eco musical. Paulo Ribeiro é cantor e compositor de Beja, vocalista dos Tais Quais, Anonimato e Baile Popular. Tem cinco álbuns a solo, incluindo Ribeiro (2021) e colaborou com Os Camponeses de Pias e Pedro Abrunhosa num espetáculo que passou pelas principais salas de espetáculo de Portugal mas também em Londres e Paris. Ativo em projetos de cante alentejano, compõe para teatro e performance, e participou em ciclos como Abril Agora no Montijo.

“Preciso D’Um Copo” foi gravada nos estúdios A Casinha e BKK por Bernardo Centeno, Fábio Neves, Manuel Belo e Sebastião Santos, com pós-produção de Bernardo Centeno e Sebastião Santos, mistura de Guilherme Vales e masterização de Carlos “Cajó” Vales. O videoclipe, realizado por Vicente Santos, utiliza imagens de arquivo da RTP.

Formados em 2010, em Rio Maior, os Conjunto!Evite afirmam-se como um quinteto de “rock progadélico”, conceito que traduz a sua fusão arrojada entre o rock progressivo, a psicadélica e ritmos da música latina. Atualmente compostos por Vicente Santos (teclados e voz), Fábio Neves (guitarra elétrica e lapsteel), Manuel Belo (guitarra elétrica e efeitos), Sebastião Santos (bateria e voz) e Zé Devesa (baixo), têm construído uma trajetória de destaque no circuito alternativo português. Ao longo do caminho, passaram por festivais como Super Bock em Stock, Reverence Valada e Feira de Santiago, e partilharam palco com bandas como Paus, Dapunksportif e Travo.

Com quatro discos editados — “Conjunto!Evite” (2014), “Ondas e Marés” (2016), “Se Isto É um Disco” (2019) e “Penso Logo Desisto” (2021) — o grupo prepara agora o lançamento de “Suite Giacometti”, a partir do desafio lançado pelo Festival Giacometti 2023, onde criaram um espetáculo inédito inspirado na mecanização agrícola e no território alentejano.

“Preciso D’Um Copo” é o primeiro avanço de “Suite Giacometti” e já se encontra disponível em todas as plataformas digitais, acompanhado de videoclipe.

Malaboos – 333 (2025) (single)

Malaboos – 333 (2025) (single) id

“333” é o novo single dos MALABOOS e a porta de entrada para o futuro EP “Sintétika”

“333” é o novo single dos MALABOOS e antecipa o lançamento do EP “Sintétika”. Realizado por Inês Pinto, o videoclipe traduz em imagens a intensidade da faixa, que abre caminho para um manifesto de energia e liberdade criativa. Com edição agendada para 23 de fevereiro de 2026 pela Biruta Records, “Sintétika” marcará um momento especial no percurso do trio: o primeiro registo totalmente instrumental da banda.

Formados em 2015, os MALABOOS são um verdadeiro power trio de Art Rock, tanto na força sonora que projetam em palco como no currículo impressionante dos seus membros. Diogo Silva (guitarra e voz) é diretor musical e guitarrista/baixista de Papillon, além de produtor e compositor de artistas como LON3R JOHNY, Chong Kwong, Matshi e Madman; Ivo Correia (bateria e sintetizador) é o baterista dos Indignu, um dos nomes de referência do pós-rock nacional; e Rui Jorge (baixo) integra os Bed Legs, banda que consolidou a sua reputação no circuito alternativo português. 

Esta combinação de talentos forma uma base sólida e multifacetada que tem permitido aos MALABOOS explorar, desde o início, diferentes sonoridades e texturas, sempre ancoradas na busca por atmosferas intensas e experimentais. 

Unidos por uma paixão comum pela criação artística, os três músicos partilham uma forte cumplicidade que serve de base à sua dinâmica criativa. Depois de dois EPs — “Plântula” e “Matuta” —, em 2021 editaram o álbum “Nada Cénico”, uma viagem entre a calma e o caos, onde riffs luminosos se cruzam com batidas densas e mudanças súbitas de ritmo criam um ambiente de tensão e libertação. Em palco, os MALABOOS constroem concertos imersivos, marcados não apenas pela força da sua sonoridade, mas também pela atenção à componente visual. Ao longo da última década, já passaram por festivais como Ecos do Lima, Soundville, Madeira Art Fest, Festival Termómetro, Capote Fest, Absurda Fest, Park Festival, Sons de Vez, Festival de Jazz de Viseu e Guimarães Noc Noc.

Com “333”, os MALABOOS inauguram o caminho para “Sintétika”, um EP que reafirma a energia e autenticidade que sempre definiram o grupo, ao mesmo tempo que amplia o seu território artístico. Passados dez anos, o trio continua a reinventar-se, mantendo intacta a essência que os move: criação honesta, visceral e livre.

O tema já se encontra disponível em todas as plataformas digitais. 

Putumayo #3: Global Groove

Putumayo #3: Global Groove

Putumayo 10/6/2025

This week, Dan Storper and Rosalie Howarth explore cool combinations of electronic effects with traditional melodies heard that can be heard in the clubs and lounges of Europe, Africa, Asia and Australia

Episode: 25.41
Air Dates: October 6th – October 12th

Featuring:

  1. Jazzamor – Nuit Magique (from the albums “Travel…(In Order Not To Arrive)” & “Euro Groove” on Blue Flame Records / Putumayo)
  2. The Cat Empire – Two Shoes (from the album “Two Shoes (Special Edition)” on Indica Records / EMI)
  3. Gabriel Rios – Unrock (from the albums “Ghostboy” & “A New Groove” on Megadisc Recordings / Putumayo)
  4. Roy Paci & Aretuska – Superreggae Stereomambo (from the album “Parola D’Onore” on V2 Music)
  5. 2raumwohnung – Ich Weis Warum (from the albums “In Wirklich” & “World Groove” on BMG / Putumayo)
  6. Emo – In the Back of the Car (from the albums “Brazilectro – Latin Flavored Club Tunes Session 7” & “A New Groove” on Audiopharm / Putumayo)
  7. Les Nubians – J’Veaux D’La Musique (from the album “One Step Forward” on Omtown)
  8. Jehro – Everything (from the album “Jehro / A New Groove” on Superfruit / Putumayo)
  9. Carlinhos Brown – Lagoinha (from the album “Brazilian Groove” on Putumayo)
  10. Habana Abierta – La Novia de Superman (from the album “Boomerang” on Calle 54 Records / EMI)
  11. MC Solaar – Hasta La Vista (from the album “Cinquieme As” on East West France)
  12. Mo’ Horizons – Remember Tomorrow (from the album “Asian Groove” on Putumayo)
  13. Issa Bagayogo – Saye Mogo Bana Sadrum (from the album “African Groove” on Putumayo)
  14. Yerba Buena – Whachuwannado (from the album “Yerba Buena” on Fun Machine)

Memória de Elefante (13/10/25)

Memória de Elefante (13/10/25)

Memória de Elefante rubrica semanal de 13/10/25 a 19/10/25

Autor: Francesco Valente

Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.

Tracklist:

01. Tchaikovsky – The Seasons – October (Autumn Song) – Vladimir Tropp

02. Nusrat Fateh Ali Khan & Party – Biba Sada Dil Morr De (2013)

03. Nikhil Banerjee – 03. Gat (Fast Tintal) (1992)

04. Fela Kuti – 05 Witchcraft (1969) 

05. Roy Hargrove – The Stroke (2003)

06. Luiz Bonfá – 10. Sun Flower (1973)

07. Esperanza Spalding – Formwela 1 (2021)

08. Vinicius de Moraes e Baden Powell – Canto de Ossanha (1966)

09. Peter Tosh – Mystic Man (1979)

1 Álbum 100 Palavras #115: Peter Tosh – Mystic Man (1979)

1 Álbum 100 Palavras #115: Peter Tosh – Mystic Man (1979)

Um podcast de Francesco Valente: 

1 álbum “sem” ou “100” palavras, por semana! Uma pérola musical da história da música, descrita em 100 palavras! Cada dia da semana, às 14h na Rádio Olisipo. Boa escuta!

“Mystic Man” (1979) é o quarto álbum solo de Peter Tosh, ex-integrante dos Wailers, e um dos seus trabalhos mais espirituais e politicamente carregados. Gravado após Bush Doctor, o disco reforça a identidade rasta de Tosh, abordando temas como pureza espiritual, resistência e crítica ao consumismo ocidental. Canções como “Mystic Man”, “Recruiting Soldiers” e “Jah Seh No” unem mensagens conscientes a grooves de reggae densos e precisos. A produção é refinada, com metais e teclados que ampliam a atmosfera mística. Tosh afirma-se aqui como profeta rebelde, equilibrando espiritualidade e combate político com profunda musicalidade e convicção.

Prazeres Interrompidos #411: Aldous Huxley – Admirável Mundo Novo (1932)

Prazeres Interrompidos #411: Aldous Huxley – Admirável Mundo Novo (1932)

Prazeres Interrompidos

Autor: Octavio Nuno 

Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!

Admirável Mundo Novo é uma parábola fantástica sobre a desumanização dos seres humanos. Na utopia negativa descrita no livro, o Homem foi subjugado pelas suas invenções. A ciência, a tecnologia e a organização social deixaram de estar ao serviço do Homem; tornaram-se os seus amos. Desde a publicação deste livro, o mundo rumou a passos tão largos na direcção errada que, se eu escrevesse hoje a mesma obra, a acção não distaria seiscentos anos do presente, mas somente duzentos. O preço da liberdade, e até da simples humanidade, é a vigilância eterna. 

Inclui um prefácio de Manuel Portela e a carta enviada pelo autor a George Orwell, aquando da publicação de 1984.

Afrika Gumbe, Marcelo Lobato – Uma vida Só (DJ Negrlha Remix) (2025) (single)

Afrika Gumbe, Marcelo Lobato – Uma vida Só (DJ Negrlha Remix) (2025) (single)

Afrika Gumbe lança remix de “Uma Vida Só” com DJ Negralha
Nova versão celebra a parceria histórica entre os irmãos Lobato, Pedro Leão e DJ Negralha em uma experimentação sonora que funde beats eletrônicos às raízes afro-brasileiras, em co-produção com ALVARES

A faixa “Uma Vida Só”, do Afrika Gumbe, ganha uma nova roupagem pelas mãos do DJ Negralha, em lançamento marcado para o dia 3 de outubro nas plataformas digitais. A releitura é mais um capítulo da trajetória do grupo, que desde sua origem carrega o espírito da mistura e da liberdade artística. Ouça Uma Vida Só Remix por DJ Negralha nas plataformas digitais.

Marcelo Lobato, um dos fundadores do projeto, destaca que a primeira versão de “Uma Vida Só”, lançada pelo O Rappa, partiu de uma base instrumental programada, à qual se somaram letra de Marcos Lobato e um refrão que reflete sobre a dualidade da existência: “temos uma vida apenas para viver, mas somos também personagens solitários”, define o artista.

A faixa original apresenta uma pegada tecnopop e já carrega uma estética híbrida, com synths, loops de cordas em pizzicato, marimba, guitarras africanas e percussões em polirritmia. A versão remixada por DJ Negralha ao lado de ALVARES intensifica esse espírito experimental, incorporando novas camadas rítmicas, texturas e batidas eletrônicas que amplificam a mensagem da canção — sem perder sua essência reflexiva e dançante.

A parceria com Negralha não é novidade para os irmãos Lobato. Desde os tempos d’O Rappa, o DJ foi figura central na identidade sonora da banda. Inicialmente escolhido por meio de um concurso nacional de DJs, Negralha passou a integrar oficialmente o grupo, tornando-se um dos nomes mais importantes da fusão entre música eletrônica, reggae, rap e MPB no Brasil.

O remix de “Uma Vida Só” transita entre passado e futuro, entre a introspecção e a pista de dança, sempre com identidade e liberdade criativa.

Sobre Marcelo Lobato

Marcelo Lobato é músico, compositor e produtor, conhecido por sua trajetória marcante como tecladista, percussionista e vocalista d’O Rappa. Atualmente, Marcelo é fundador da banda Afrika Gumbe e se dedica ao seu projeto solo, explorando novas possibilidades sonoras e transitando entre diferentes influências com uma abordagem experimental. Seu último EP, Carregador de Piano, mostrou um olhar autoral e intimista, evidenciando sua versatilidade. Agora, com o lançamento de O Corte, Marcelo reafirma sua identidade musical e sua capacidade de transformar reflexões profundas em experiências sonoras envolventes.

Ricardo Reis Soares – Qualquer Coisa (2025) (single)

Ricardo Reis Soares – Qualquer Coisa (2025) (single) 

Ricardo Reis Soares nasceu em Braga e vive em Lisboa. Muito novo teve aulas de piano e mais tarde descobriu na guitarra uma confidente ouvinte das suas histórias. Passou pela Academia Valentim de Carvalho e estudou jazz no Hot Clube de Portugal.

Músico, compositor, traz para as suas canções a sua interpretação do mundo através da sensibilidade de quem o escuta devagar, o olha através dos detalhes e conta histórias através de seus personagens. O quotidiano, as coisas mais simples do dia a dia, têm sido o que mais o inspira a compor e a escrever. 

O seu primeiro EP “contra tempo” conta com Miguel Marôco na produção e vai ser editado no dia 28 de Novembro. Ao vivo apresenta-se tanto a solo como com banda constituída por Sílvia Ferreira no piano/teclados, João Curado no baixo elétrico e Miguel Curado na bateria. Tem já concerto confirmado para dia 24 de outubro no Bota, em Lisboa.

O EP “contra tempo” é composto por seis canções originais escritas em português. Pode ser compreendido como um EP de apresentação, o qual revela a forma como o cantautor vive o dia a dia através da sua escrita. Este tem vindo a perceber que o que mais o identifica talvez seja a profundidade com que vê e entende as coisas mais simples e superficiais do quotidiano. Muito influenciado com a escrita poética de autores como José Saramago ou pelas imagens e cores que os romances e a música de Chico Buarque lhe pintam os dias, este conjunto de canções retratam histórias reais quanto mais não seja a partir do momento em que estas lhe vão surgindo inspiradas em alguma constatação ou interpretação da realidade. Em termos de estilo musical, as canções podem ser caracterizadas como indie/pop, singer-songwriter, talvez com influência do jazz, sua formação e estilo que também aprecia e consome.

“Qualquer coisa” é o quarto single partilhado pelo cantautor. Trata-se da canção mais recente das incluídas no EP e fala sobre amor, este tema que tem tanto de inevitável como de inexplicável. A forma como se entrelaça no dia a dia das pessoas, as infinitas formas de se manifestar e a importância que tem para a existência de vida faz do amor o maior dos sentimentos. A canção é uma tentativa de recolher e descrever precisamente o instante em que este é percecionado. O videoclipe com letra foi realizado por Vitor Martins. Este tem vindo a trabalhar em vídeo e imagem ao longo da concretização do EP e conta com Margarida Soares como assistente de produção. Neste vídeo é referenciado o processo criativo do compositor e da importância prestada à palavra cantada.

Jazz Tracks de Danilo Di Termini #64

Jazz Tracks de Danilo Di Termini #64

Autor:
Danilo Di Termini

Descrição do podcast:

Cada Domingo a partir das 8 horas, uma hora de jazz com Danilo Di Termini. Duke Ellington disse uma vez que estava se tornando sempre mais difícil estabelecer onde começava ou acabava o jazz, onde começava Tin Pan Alley e acabava o jazz, ou até onde residia a fronteira entre a música clássica e o jazz. Não será certamente o Jazztracks a traçar estas linhas de fronteira.

Tracklist:

Miguel Zenon & Luis Perdomo – Como Fue
Aki Takase & Daniel Erdmann – Isn’t it romantic?
Julian Lage – Day & Age
Curtis Amy – Katanga
Paolo Fresu – Appuntamento sul treno
Clifford Brown – Parisian Thoroughfare
Lynne Arriale – Home
Arcana – Gone Tomorrow
J Dilla – Oblighetto

Catman Plays The Blues #189

Catman Plays The Blues #189

Autor:

Manuel Pais

Esta semana ficamos a conhecer novos discos do extraordinário cantor  Robert Finley e da não menos fantástica guitarrista e também cantora Rory Block-