LX REVOLVER #4
Aixa Figini – Trama (2022) (álbum)
Cantantautora, musicóloga, productora, educadora. Aixa es una artista versátil y multifacética, apasionada por la multiculturalidad y el diálogo entre la diversidad de lenguajes musicales.
Hoy, desde la multicultural Lisboa que elige su hogar, Aixa desenvuelve distintos proyectos artísticos: su grupo de música autoral y latinoamericana, el ensamble femenino de improvisación vocal CIRCULAR del que es creadora y directora, el proyecto À Beira do Cais – fado & tango -un espectáculo que co-creó y busca construir puentes entre ambas tradiciones urbanas, y el trabajo con improvisación y canto comunitarios con el que da workshops regularmente, entre otros.
En octubre de 2022 Aixa lanzó Trama, su primer disco solista, donde presenta composiciones propias, colaboraciones y reversiones de clásicos del folklore latinoamericano, a través de ritmos y sonidos que van desde la zamba argentina, el folklore venezolano o la guitarra portuguesa, hasta la musicalización de un poema de Octavio Paz.
Valerio Giovannini “O Poder Revolucionário da Verdade” (entrevista 17/11/2022)
Valerio Giovannini, artista visual, plástico e pintor, nos explica as suas atividades no Quartel do Largo das Residências, em que vai realizar uma exposição com um título inspirado por Gramsci: “O Poder Revolucionário da Verdade”, a partir do dia 18/11/2022, às 18h.
Valerio contextualiza as suas obras em relação ao seu percurso na arte e às suas viagens. Com referência no passado etrusco, na profecia, a sua pintura é também entendida como um processo que se desenvolve em múltiplos layers, que se acumulam com o passar do tempo: transformações, elementos, materiais, vivência, passado, presente e futuro.
Estão convidados a visitar a sua exposição no Hangar – Largo das Residências a partir de dia 18/11/2022 às 18h.
Valerio sugeriu ainda duas músicas para integrar na sua entrevista:
Chico Buarque “Brejo da Cruz”
Jimmy Fontana “Il Mondo”
Boa escuta!
DISCO VOADOR: Maze – “A Versão” #2
The Voice Project – “Imprisoned For Art” #1
The Voice Project – “Imprisoned For Art”
“Freedom of Expression—it’s easy to take it for granted until it’s gone. We speak up for those who speak out, for those imprisoned around the globe for having raised their voice in dissent. We have to stand up for each other, no matter the distance, no matter the borders. You never know when you’ll need the same in return” (Peter Gabriel, 2016)
(link: https://petergabriel.com/news/imprisoned-for-art/).
No dia 17/11/2016, Peter Gabriel lançou a campanha “Imprisoned For Art”, para defender artistas de todo o mundo que foram presos por se oporem aos seus governos através de sua arte.
Esta campanha parte da iniciativa chamada The Voice Project. O objetivo é defender a liberdade de expressão, aumentar a conscientização e angariar fundos para apoiar e libertar dissidentes e presos políticos. Para apoiar esta campanha, podem visitar o seguinte link: http://voiceproject.org
Hoje vamos ouvir uma seleção de artistas que estão atualmente presos em prisões de vários países do mundo. Segue a tracklist:
- Nudem Durak – “Nuda” (Akustik Performans) (Kurditsan)
- Hozan Canê – “De Bi Lorî” (Turkey)
- Seenaa Solomoon – “Akkamiin Diina Gombisu” (Ethiopia)
- Atilla Taş – “Ham Çökelek” (Turkey)
- Ferhat Tunç – “Şengale-Shengal” (Turkey)
- Zuhal Olcay – “Eksik Bir Şey” (Turkey)
Coffee Breakz #1
Raquel Castro “Matiné Sonora” (entrevista 11/11/22).
Raquel Castro nos explica as suas atividades no Quartel do Largo das Residências em que se instalou com a Associação Sonora com um projeto residente.
Raquel contextualiza o festival “Lisboa Soa”, alguns conceitos relativos à ecologia acústica e introduz também a sua programação prevista para o Largo das Residências que vai se chamar “Matiné Sonora”: trata-se de um ciclo de atividades/performances, entendidas como uma extensão do Festival Lisboa Soa ao longo do ano.
A programação começa no dia 19/11/22 a partir das 17h, com a projeção de um filme/concerto (18h) que junta dois artistas do Porto: o Miguel Tavares (vídeo) e José Alberto Gomes (música e sonoplastia. Os dois artistas convidados apresentam uma viagem entre as ilhas açorianas numa espécie de performance audiovisual ou filme/concerto.
Sala Estúdio – Largo das Residências a partir das 17h.
Boa escuta!
DISCO VOADOR: Jazznewblood Tapes #6 PT
Gustavito ft. Pererê – Flor de Justica (2022) (single)
“Flor de Justiça” é o quarto single do álbum do Pena de Pavão de Krishna, bloco de carnaval que faz em Belo Horizonte uma abordagem crítica e espiritualista da festa. A canção foi escrita por Gustavito Amaral em 2015, quando aconteceu em Mariana o maior crime ambiental da história de Minas Gerais, com o rompimento de uma enorme barragem de rejeitos de mineração, afetando dezenas de municípios e localidades, poluindo rios e contaminando animais. A faixa conta com o convidado especial Sérgio Pererê, que é uma grande referência musical para o grupo. O lançamento aponta para o carnaval 2023 quando o Pavão irá abordar a temática “tira o pé da minha serra”, saindo em defesa deum tombamento da Serra do Curral, que possa impedir que os projetos de mineração avancem na região que circunda a capital mineira.
A letra da canção retrata toda a indignação perante a destruição da natureza pelo ser humano, em busca do lucro sem escrúpulos. O rompimento da barragem é visto também como uma rebelião da natureza, quando o homem tenta esconder a quantidade gigante de lixo que produz e chama atenção como um alerta para a urgência de preservação da natureza no Brasil, em especial no estado de Minas Gerais. Em Minas está a maior quantidade de nascentes de água mineral pura do país, e essas reservas vem sendo ameaçadas pela mineração historicamente na região que desde os tempos coloniais ficou conhecida como fonte de minérios e pedras preciosas. O fato é que a água é que deve ser vista como a grande riqueza e a preservação das montanhas é fundamental para a permanência das nascentes.
Em especial na região da capital Belo Horizonte, existe um conjunto de serras conhecidas como “quadrilátero ferrífero”, que consiste em 4 serras abundantes em minério de ferro. O minério de ferro armazenado na estrutura dessas montanhas funciona na verdade como filtros que purificam a água, e é por isso que nessa região se encontram tantas nascentes puríssimas. A campanha para a preservação da Serra do Curral será o tema do cortejo de carnaval do Bloco em 2023 e busca trazer visibilidade para a urgência em pautar a preservação e o tombamento que pode proteger o que resta dessas fontes naturais de água pura.
O primeiro álbum do Pena de Pavão de Krishna será lançado no pré-carnaval em 2023, quando o bloco comemora 10 anos de existência. Será também um momento marcante pois será a volta do carnaval após 2 anos sem a festa ocorrer por causa da pandemia. O disco conta com a participação dos músicos da banda do bloco: Túlio Ribeiro, Manuel Andrade, Raphael Sales, Leopoldina Azevedo, Maíra Leonel, Kripalu Das e Gustavito Amaral, sendo este último responsável pela direção musical do trabalho. A produção e comunicação fica a cargo de Andrezza Coutinho e Irene do Carmo. O projeto foi viabilizado pela Lei Municipal de Cultura de Belo Horizonte e tem patrocínio da Diefra Engenharia.
Helder Gomes
Hélder Gomes é jornalista do Expresso. Trabalhou na Rádio das Nações Unidas, em Nova Iorque, na Euronews, em Lyon, e na Media Capital Rádios, em Lisboa, antes de integrar a equipa fundadora do Canal Q. Foi programador do festival internacional de cinema IndieLisboa entre 2016 e 2018.
Helder Gomes colabora com a Rádio Olisipo com o seu programa Coffee Breakz. Descrição: “Colagens sonoras, encontros improváveis e grandes embates entre o vinil e o digital. O Coffee Breakz é o elo perdido entre o rádio a pilhas e os pratos de DJ. E tem um Samplaria do Bairro aberta 24/7”.
DISCO VOADOR: Katerina L’dokova – Música do Leste #4
Blurry Lines – Connected Dots (2022) (single)
Connecting Dots é o primeiro single dos Blurry Lines, um prelúdio singelo e breve, um pequeno chamado aos ouvidos mais atentos, para estarem atentos à obra que virá deste talentoso Duo.
Blurry Lines nasce de uma forte cumplicidade musical entre Eilidh Saunière e Vincent D’Elia. A dupla instalada em Paris cruza fronteiras e vibra uma suave melodia de inspiração celta que se entrelaça com ritmos brasileiros – sem perder uma pitada de sons eletrônicos.
Blurry Lines nos contempla com uma experiência musical muito intimista e original.
Uma curiosidade é que, além do projeto Blurry lines, os dois são excelentes contra-baixistas da Orquestra Filarmônica de Paris.
Blurry Lines propõe trazer sua multiplicidade de estilos como uma bela mensagem de inclusão em um mundo que precisa de mais amor e compaixão.
O primeiro álbum do Blurry Lines está a caminho, assinado pela Stone Milk Records, Paris. Fiquem de olho, que vem muita coisa boa.