Formados em 2018, os Fatspoon são um coletivo em constante mudança de músicos baseados no Porto. No dia 26 de setembro, lançam Pensei Ser Sensei em vinil — uma coleção que junta temas lançados ao longo dos últimos anos com material novo.
Produzido por Miguel Pinto e André Indiana, o álbum foi gravado entre 2021 e 2023 nos A.I. Studios de Indiana. Enraizado numa fusão de jazz, funk e rock alternativo, os Fatspoon apresentam, ao longo de oito temas, um soberbo trabalho instrumental. Este é o sucessor de Mushgrooves (2020), o EP de estreia, e inclui letras escritas ou interpretadas por Jake Miagra, David Bruno, Bruna Moreira e Tiago Nacarato, com vozes de Edu Mundo (Fogo Fogo, Cordel) e Helena Neto (Expensive Soul), as mais recentes adições ao grupo.
O lado A começa com “How I Feel”, feat. Jake Miagra — uma faixa com ecos de blues, D’Angelo e pés a bater no chão. Segue-se “Erótico & Sensual”, marcada pelos vocais inconfundíveis de David Bruno. Temas como “Domingo Não Estou” e “Feira” completam a primeira metade com instrumentação precisa e letras que se podem agarrar com as mãos.
O lado B assume um tom mais aéreo e sonhador. O instrumental “Lúdio”, “Tecer” feat. Tiago Nacarato e “Pensei Ser Sensei” feat. Edu Mundo flutuam até ao tema final, “Stride [Live]”, uma progressão de oito minutos que introduz os instrumentos aos poucos e termina com um trio de sopros que, num bar de jazz, tocariam noite fora.
Habituais nas jam sessions do Mr. Bean’s — um espaço de referência na cena musical portuense —, os Fatspoon continuam a reinventar-se e têm já dois novos álbuns em desenvolvimento. Para já, Pensei Ser Sensei traz um sabor novo à música portuguesa — nos temas que contém e nos artistas que nele participaram.
Os Fatspoon são:
Miguel Pinto – Baixo
Gonçalo Palmas – Keyboards Zandré Dinis – Bateria
Zé Nuno – Guitarra
Pedro Nadais – Guitarra
Edu Mundo – Vocais e Percussão Helena Neto – Vocais
Mariana Guimarães – Nem mais um (2025) (single) id
Mariana Guimarães – Nem mais um (2025) (single) id
“Nem mais um” é uma música que fala de quando se escolhe deixar ir, mesmo quando o amor persiste. É luto mas também libertação.
Chega dia 26 de Setembro às plataformas digitais.
Filipe da Graça – Skaters Waltz (2025) (single) id
Filipe da Graça – Skaters Waltz (2025) (single) id
Filipe da Graça, tesouro escondido do panorama indie rock português, é o canvas onde o cantautor multi-instrumentalista e colorista de filmes Filipe Fernandes navega o seu próprio universo. Habitado por guitarras shoegaze e baladas country-folk que andam de mãos dadas, URLOP é o álbum de regresso a casa de Filipe da Graça.
Natural do Algarve, viajou e viveu por diferentes países onde trabalhou e colaborou com um leque de artistas como A.R. Kane, Gökçe Kilinçer, Luís Severo, Filipe Sambado, Michał Jan e Lull. Nascidas em Londres, fruto da união criativa com Sam Cockerton, as canções de URLOP seguem Filipe da Graça até Gdynia, onde são moldadas pela paisagem báltica. Resultado desta viagem geográfica e emocional, URLOP aterra em Lisboa com bagagem nova, sem deixar para trás a identidade lo-fi de sempre.
Urlop parte da escrita e produção colaborativas com o meu soulmate Sam Cockerton, violinista natural de Nutley no Reino Unido. Gravado essencialmente em Londres, foi concluído na cidade portuária de Gdnyia na Polónia, durante o período mais intenso da pandemia. A cidade assumiu um papel fundamental no processo criativo, contrabalançando o seu legado inóspito pós-soviético com a beleza onírica das florestas onde cisnes brancos e javalis caminham pelas praias nevadas do Báltico.
Joaquim Rosa – Não choro (2025) (single) id
Joaquim Rosa – Não choro (2025) (single) id
Joaquim Rosa é um cantautor e guitarrista português nascido em Évora. O seu trabalho percorre territórios entre o pop alternativo, o folk, o blues e o rock soft, criando canções de forte carga emocional e intimista. As letras abordam temas como a saúde mental, as relações humanas e a solidão, convidando o público a uma viagem introspectiva. Em 2025 iniciou o lançamento do seu primeiro álbum, Introspectivo, revelado faixa a faixa e acompanhado por um imaginário visual coeso. Ao vivo, apresenta-se em formato a solo ou com banda completa, sempre com foco na autenticidade e na proximidade com o público.
“Não Choro”
Joaquim Rosa continua a revelar o seu álbum de estreia Introspectivo com o lançamento do novo single “Não Choro”, disponível em todas as plataformas digitais a partir do dia 3 de outubro de 2025.
Depois de “Planos” e “Indecisão”, que conquistaram público e crítica pelo tom honesto e intimista, Joaquim apresenta agora uma canção que aborda o conforto na solidão após o desamor, recusando ceder ao desespero de estar sozinho. Com uma atmosfera marcada pela melancolia mas também pela força interior, “Não Choro” reafirma a identidade de Joaquim enquanto cronista das emoções humanas. Gravado no Next Level Studios, o tema contou com baixo por Francisco Lopes, bateria por Francisco Marques, guitarras pelo próprio Joaquim Rosa e teclado por Daniel Jamil. A mistura e masterização ficaram igualmente a cargo da equipa do Next Level Studios. O lançamento de “Não Choro” será acompanhado por uma forte presença nas redes sociais, com promoção contínua durante pelo menos um mês após a estreia, reforçando o compromisso de Joaquim Rosa em chegar a novos públicos e consolidar o seu percurso no panorama da música portuguesa.
African Roots #87
African Roots #87
African Roots é um podcast semanal que explora as sonoridades Africanas, indo às raízes e aos discos perdidos, passando por novos projetos sem rótulos estilísticos, podemos ir do boogie ao semba, das mornas ao soul, do zouk ao disco. Há espaço para tudo o que seja boa música Africana.
Tudo gravado em vinil.
Tracklist:
1 – Akeikoi – Midjo Peya
2 – Max Cilla – La Flûte Des Mornes
3 – Mokoomba – Nzara Hapana
4 – Tony Allen – Selfish Gene
5 – Onom Agemo & The Disco Jumpers – Trudy The Monster
6 – Remi Kabaka – Aqueba Masaaba
7 – Honny & The Bees Band – Psychedelic Woman
8 – Orchestra Gold – Maribayassa
9 – Bebe Manga – Lokognolo
10 – Gyedu-Blay Ambolley – Ochoko Bila
11 – Harari – Thiba Kamoo
12 – Putumayo – Vevede
13 – Rim Kwaku Obeng – I’m Not Going to Let You Go
14 – Pamela Badjogo – Koule
Who Plays Sessions #10 (#197)
Who Plays Sessions #10 (#197)
Autor: Who
Prazeres Interrompidos #410: LAO TSÉ – O Livro das Cinco Mil Palavras (2025)
Prazeres Interrompidos #410: LAO TSÉ – O Livro das Cinco Mil Palavras (2025)
Prazeres Interrompidos
Autor: Octavio Nuno
Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!
Dos vários clássicos da filosofia chinesa, só os Analectos de Confúcio podem rivalizar com este Tao Te Ching, ou sendo mais rigorosos, O Livro das Cinco Mil Palavras. Fruto de um estudo de anos e uma dedicação ímpar à cultura oriental, Joaquim Palma devolve-nos este muito conhecido texto como se fosse editado pela primeira vez: com o seu título mais preciso, dividido nos pequenos blocos de prosa, não numerados, que estavam pensados inicialmente. Uma joia da literatura mundial.
Adriana Santhi – Pouso (2025) (single)
Adriana Santhi – Pouso (2025) (single)
Adriana Santhi lança primeiro EP, Pouso, com sonoridade sensível e atmosférica
Projeto traduz o processo de reencontro da artista com sua voz criativa e emocional
A cantora e compositora Adriana Santhi apresenta seu primeiro trabalho autoral completo: o EP Pouso. O projeto revela um momento de introspecção e amadurecimento criativo da artista luso-brasileira radicada no Rio de Janeiro, e chega às plataformas digitais nesta sexta-feira, 26 de setembro.
“Pouso é o início de um caminho e, ao mesmo tempo, a sensação de chegada. Depois de um tempo de silêncio, rascunhos e buscas, encontrei um lugar para aterrissar as ideias que estavam no ar. É o meu primeiro EP, mas também uma metáfora sobre me permitir parar, respirar e transformar sentimentos em música”, explica Adriana.
Com produção musical de CARLO (Iglu Estúdio), o projeto transita entre o neo-soul, o R&B e atmosferas da nova MPB, criando paisagens sonoras que mesclam delicadeza e potência. As composições nasceram de fragmentos do cotidiano — anotações soltas, notas de voz, sensações — conectadas por um fio condutor que atravessa todo o EP: a ideia de travessia e recomeço.
A faixa que dá nome ao EP simboliza o desejo de aterrissar em um lugar escolhido pela própria artista, e não num destino imposto. “Tá na hora de lavar a alma, deixar a água chegar devagar”, canta Adriana, evocando o elemento da água como símbolo de movimento e cura, presente em toda sua poética. A letra fala também sobre escuta interna, direção e autocuidado: “Minha rosa dos ventos só tem uma direção”, diz em um dos versos.
O EP reúne canções bilíngues, com letras em português e inglês, e amplia as referências da artista, que cita inspirações que vão de paisagens naturais ao soul contemporâneo. Ao longo das faixas, Adriana constrói um universo íntimo e ao mesmo tempo expansivo, que convida o ouvinte a mergulhar em processos de transformação com leveza, verdade e coragem.
“Mais do que um conjunto de músicas, Pouso é um registro de um momento muito verdadeiro da minha vida. Espero que, ao ouvir, cada pessoa também possa sentir esse pouso dentro de si”, finaliza.
Sobre Adriana Santhi Adriana Santhi é cantora, compositora e DJ luso-brasileira. Nascida em Luxemburgo, filha de pai brasileiro e mãe portuguesa, cresceu entre Bruxelas, Madrid e Rio de Janeiro, onde vive atualmente. Com influências do R&B, neo soul, jazz e música urbana, sua obra mistura poesia bilíngue, estética refinada e vivências profundas marcadas por migração, espiritualidade e saúde mental. Em 2025, lança seu primeiro EP autoral, consolidando-se como uma das vozes mais sensíveis e autênticas da nova cena alternativa.
Joana Banza – Longe (2025) (single) id
Joana Banza – Longe (2025) (single) id
Longe é uma canção pop com influências R&B e fala sobre distância emocional e desapego. A letra é direta e confessional, sobre perceber que uma relação não tem futuro e assumir isso sem dramas.
Sortido Rico #1
Sortido Rico #1
Autor:
Pedro Belchior Nunes
Sortido Rico é uma viagem sonora pelas diversas margens da música popular, das electrónicas ao kraut, do jazz à world music, passando pelo impopular da pop. Com curadoria e apresentação de Pedro Belchior Nunes.
Tracklist:
Se Ba Ho – Orchestre Poly Rythmo de Cotonou
Sahra – Tootard
Atwitas – Tamikrest
Shouei – Yasmine Hamdan
Buje Buje – Orlando Julius and the Heliocentrics
Bafon – Moonlight Benjamin
Ladra – Juçara Marçal
Blinta Madiallo – Francis Bebey
Tala Tannam – Mdou Moctar
You Ain’t Gonna Know Me Cause You Think You Know Me – Louis Moholo Octet
Bêtes Féroces – Orchestre Tout Puissant Marcel Duchamp
Pagão – Au Luar (2025) (single) id
Pagão – Au Luar (2025) (single) id
Au Luar/Cala-te e Engole são as últimas amostras da estreia homónima de Pagão.
Reflexo da vertigem própria do amor e da perda, os universos sonoros de Pagão fragmentam-se como os seus estados de alma: Au Luar é luminosa, leve e apaixonada, dançada em homenagens a clássicos do house, hip-hop ou até do indie; Cala-te e Engole é uma experiência industrial e noise angustiante, um mergulho na escuridão urbana com o peso da perda e do refúgio da dor.
Depois de Queimar a Bandeira, Sou Eu e agora deste duplo single, Pagão é editado a 31 de Outubro pela Maternidade
Rei Bruxo – Entra Lucky (2025) (single)
Rei Bruxo – Entra Lucky (2025) (single)
O coletivo REI BRUXO apresenta no dia 24 de setembro o álbum-livro “O Quarto Fechado”: designação que escolheram para caracterizar este objeto que é simultaneamente um álbum de música e um livro com uma história, personagens, ilustrações e letras.
REI BRUXO é um coletivo fundado em 2017 por três criadores: Ricardo Pinto (guitarra, teclas), Sofia Faria Fernandes (voz) e Marcelo Rúben Aires (bateria) dedicam-se à exploração e fusão de sonoridades e recursos musicais, técnicos e tímbricos menos comuns para criar um repertório provocador, contemporâneo e instigador de novas reflexões sobre o mundo atual e as suas problemáticas. Música para desassossegar.
A música do novo trabalho – ainda que fiel ao som que REI BRUXO consolidou em lançamentos anteriores – é um exercício arrojado de experimentação e fluidez, revelando uma miríade de inspirações que vão desde o rock progressivo à música eletrónica, passando pelo jazz, grunge, hip-hop, MPB, stoner, experimental, noise, hardcore, etc.
O texto d’ O Quarto Fechado nasce de histórias, parágrafos e passagens do homónimo terceiro andamento da Trilogia de Nova Iorque, de Paul Auster. As personagens, lugares, situações e acontecimentos falam-nos de isolamento e invisibilidade e mostram-nos como “seria impossível uma fuga do mundo, uma vez que não há nenhum outro mundo” (Byung-Chul Han).
REI BRUXO apresentam O Quarto Fechado no dia 4 de outubro, no CAAA (Centro para os Assuntos da Arte e Arquitectura), Guimarães; e atuam no dia 25 de outubro, no Porto Prog Night, no Auditório CCOP, Porto.
Esta obra foi inteiramente criada e produzida pela banda, com o apoio à criação da Direcção-Geral das Artes.
A edição física já está disponível para pré-encomenda no Bandcamp da banda: https://reibruxo.bandcamp.com/album/o-quarto-fechado