
Dj Ibituruna #2 – Sul do Mundo

Disco Voador: Katerina L’dokova | Música do Leste #1
Lafa Mukigo #1: Ricardo Dias Gomes
Magupi
Magupi traveled extensively to West Africa in a constant search for knowledge. His project is inspired by the rhythms he heard there, and his work is a fusion between balafon/marimba and synthesizers wrapped up around electronic music. Magupi aka Márcio pinto began his musical studies in 1999 with the classical guitar and 2 years later, he started studying drums and percussion in Oporto Music University. In later on, Márcio became a Teacher of World Music percussion in the same University during 7 years and also he created his own percussion school. He got graduated in Classical Studies in 2015. During his student time, started playing in several classical orchestras including the Oporto Symphonic Orquestra, and started to become a really virtuoso and talented marimba player/composer and amazing percussionist. In 2010, he had his first music travel to África, with the focus on developing his Balafon (West African xylophone) technique, and it was right there, feeling the roots, that he embraced his real music passion, Afro Music! As a drummer/percussionist/composer, OLIVETREEDANCE, TERRAKOTA, Drumming GP, Oporto Symphonic Orchestra, etc.” As been collaborating with great artists like Nicola Cruz, Barrio Lindo, Tó Ricciardi, Zuma Dionys, Madd Rod, Zen Baboon, etc!
A rádio convidou alguns DJs e músicos para criar podcasts sobre pesquisas musicais, no âmbito do programa “Disco Voador”. Desta forma iremos viajar entre diversas sonoridades do mundo.
André Xina
André “Xina” Coelho é compositor e produtor português. Descendente de caboverdianos, viveu em Macau durante seis anos, onde iniciou a sua educação musical aos 10 anos, através de aulas de guitarra, piano, produção musical e viajando principalmente pela Ásia e África.
Com o mestrado em Antropologia e Cultura Visual, a sua investigação académica gira em torno de casos de ruído de vizinhança recolhidos na cidade de Lisboa, ao mesmo tempo que problematiza aspectos relacionados com a lei de redução de ruído existente em Lisboa. Este projeto académico despertou o interesse de Xina pela ecologia acústica. Em 2010 fez uma pesquisa de três meses na África Ocidental, com o objetivo de coletar o património sonoro dos diferentes locais por onde viajou, entre Dakar e Timbuktu, a norte de Mali. A partir dessa pesquisa criou o projeto Sontato, uma plataforma de investigação de diferentes paisagens sonoras que documentou até ao momento.
Em 2012 Xina imigrou para o Brasil, sendo fundador dos projetos Imidiwan, XAFU, Rickshaw e o coletivo Radio Tamashek, lançando vários álbuns e colaborando principalmente na produção de artistas portugueses, brasileiros e moçambicanos. Em 2018 criou o projeto a solo Ha Kwai. Lançou o EP Gweilo em 2017, e no ano seguinte produziu o EP São Paulo e o EP Songhai. Em 2020 produziu o EP Luaty, em colaboração com o cantor moçambicano TRKZ e lançado pela Kongoloti Records.
Em 2021 surge Nzungu, o seu mais recente projeto, produzido durante a pandemia entre Itália e Portugal, com o álbum de estreia Dark Night of the Soul e em 2023 com o álbum Stimmung, editado pela Zabra Records. Nesse ano é admitido no doutoramento em Políticas e Imagens da Cultura e Museologia pela FCSH, com um projeto de investigação que procura cartografar as variantes de crioulo em Cabo Verde e na diáspora, e torna-se membro colaborador do CRIA – Centro em Rede de Investigação em Antropologia.
Link: https://linktr.ee/xina
Múcio Sá
Músico e etnomusicólogo. Licenciado em Música, variante Jazz (guitarra) na Escola Superior de Música de Lisboa (2011), Mestrado em Ciências Musicais, Universidade Nova de Lisboa (2014) e desde 2015 aluno no doutoramento em Antropologia na mesma universidade com investigação acerca do trabalho dos músicos de fado em Lisboa. Frequentou o Curso Superior de Composição da Escola de Música da Universidade Federal da Bahia e inúmeras formações em áreas relacionadas com a música, guitarra e a escrita de letras para música popular. Frequentou workshops de jazz, flamenco, composição e guitarra clássica no Brasil, Portugal e Espanha. Em Lisboa, organizou vários workshops de música brasileira e foi professor de várias escolas, academias e conservatórios de música. Mais recentemente foi professor de guitarra no curso Creative World Music. Radicado em Portugal desde 1990, trabalhou com músicos dos PALOP, do Brasil e das várias áreas da música portuguesa, da erudita à popular passando pelo fado. Trabalhou em inúmeras produções audiovisuais da Rádio Televisão Portuguesa, seja como músico, arranjador e compositor. Em 2008 editou o álbum “Que Alegria” e entre 2008 e 2018 fez concertos em vários festivais de jazz na Europa. Múcio Sá é sócio da Sociedade Portuguesa de Autores e colaborador da Fundação GDA.
A rádio convidou alguns DJs e músicos para criar podcasts sobre pesquisas musicais, no âmbito do programa “Disco Voador”. Desta forma iremos viajar entre diversas sonoridades do mundo.
MAZE
Maze é um cantor, escritor, poeta e rapper originário do Porto. É um nome referência na cena do hip hop português. Hoje continua a criar e a acompanhar a música mais fresca que se faz em território nacional e internacional. É o histórico MC dos Dealema e colabora com outros artistas da cena musical nacional, no âmbito do hip hop, soul, neo-soul e RnB, como Macaia, Mundo Segundo, Daddy-o-Pop, Beatbombers, Spock, Rafxlp, Azar Azar, entre outros. É ativo em outros campos das artes, como na arte visual dos graffiti’s, além de ser ativo em uma série de atividades pedagógicas realizadas em Portugal.
A rádio convidou alguns DJs e músicos para criar podcasts sobre pesquisas musicais, no âmbito do programa “Disco Voador”. Desta forma iremos viajar entre diversas sonoridades do mundo.
Irmãos Makossa
Irmãos Makossa, dois amigos, pesquisadores de música africana da década de 70 e suas influências, decidiram cruzar os seus gostos e divulgar ao público o seu conhecimento! Os Dj sets dos Irmãos Makossa são a história de uma viagem por África e como África influenciou o mundo musical, contada pela música extraída dos vinis e cds que preenchem as suas malas. Com o seu início em 2008, este projecto já esteve presente em diversos festivais, tais como FMM Sines, Boom Festival, Festival Bairro Intendente em Festa e outros eventos em países europeus!
A rádio convidou alguns DJs e músicos para criar podcasts sobre pesquisas musicais, no âmbito do programa “Disco Voador”. Desta forma iremos viajar entre diversas sonoridades do mundo.
Joana Espadinha – “Astronauta”
Dj Pancho – Prof. Maestro Valente N.1
DJ Ibituruna #1 – Bossa Nova

Projeto Ágora: Apresentação com Francesco Valente (08/08/2022)
Olá a todos caros amigos e amigas! Alguns de vocês já me conhecem, eu sou Francesco Valente, sou músico, italiano, residente em Lisboa. Apresento-vos o Projeto Ágora, que andei a realizar e a trabalhar no último ano. Trata-se de um projeto “etnomusicológico”, porque é ancorado numa série de entrevistas etnográficas que realizei ao longo deste período. “Ágora”, o nome que escolhi, refere-se à praça urbana: a praça é o lugar de encontro, o lugar onde as pessoas praticam a sua vida social, a sua relação com os outros, onde se fala, se debate sobre vários aspectos inerentes à nossa vida, enquanto seres sociais e humanos. Este nome foi escolhido exatamente num período em que as nossas praças estavam desertas e em que não havia algum tipo de vida social. De facto, as entrevistas realizadas refletem o que? E qual é o objetivo principal deste projeto?
É o de investigar e compreender como os artistas ligados aos vários campos das artes performativas viveram este período excecional da pandemia e dos vários lockdowns e confinamentos. Organizei e realizei trintas entrevistas sobretudo com músicos, artistas ligados a outros campos das artes performativas, como cinema, teatro, dança, produtores culturais, técnicos de som e também pessoas ligadas ao Sindicato dos Trabalhadores do Espetáculo, Audiovisuais e Músicos, o CENA-STE. O que quis tentar compreender durante as entrevistas foi sobretudo o tipo de vivência, isto é, como é que estes músicos, artistas e trabalhadores independentes em geral, viveram este período de crise devido à pandemia, investigando em primeiro lugar o impacto financeiro, devido à ausência absoluta de trabalho e da possibilidade até de trabalhar em grupo, por exemplo, para ensaiar novos projetos criativos. Investiguei também os impactos a nível emocional, emotivo, intimo e ao nível da própria criação artística. Nas entrevistas surgiram também novas perspetivas individuais e uma série de novas ideias e estratégias que os músicos foram procurando para sobreviver neste período especial. Surgiram também uma série de reflexões sobre a indústria, por exemplo, da música e sobre todo o processo de como um trabalho criativo é concebido, produzido e depois vendido, distribuído e divulgado. Portanto, nas entrevistas reflete-se bastante sobre a questão do consumo da música que hoje acontece num plano sobretudo digital. Ao mesmo tempo a condição do trabalhador independente implica uma série de ideias sobre como o nosso sector deveria ser apoiado e tido em conta pelas políticas culturais do governo.
Estas trintas entrevistas vão ser publicadas nos próximos dias na plataforma Ágora que, no entretanto, criei para o efeito. Vão ser publicadas seja na youtube que na plataforma Ágora, que pretende ser de facto um lugar de confronto e debate. Debaixo das várias entrevistas os interessados terão uma caixa de comentários: qualquer ideia, qualquer crítica ou novas perspetivas que nos possam ajudar serão bem-vindas. A plataforma Ágora é inserida no website da Rádio Olisipo que é um outro projeto que estou desenvolvendo com outros colegas: trata-se de uma rádio “alternativa” online, que vai estar “on air” nos próximos dias e que pretende ser também uma plataforma de apoio à produção de música independente feita aqui (em Lisboa), mas que prevê também a colaboração de vários artistas nacionais e internacionais: DJS, músicos, etc. A Rádio Olisipo coleta e divulga inclusive trabalhos criativos concebidos e produzidos durante o período de confinamento, pelos artistas que concederam as entrevistas, assim como por outros artistas locais, isto é, radicados em Lisboa.
Concluindo, trata-se de um projeto que pode ser considerado ainda como “piloto”, porque está em andamento e pode ainda alargar-se e abarcar um maior número de músicos e de representantes dos vários campos ligados às artes performativas. A seguir apresento uma sinopse do projeto, assim como foi concebido na sua origem. Agradeço a DG Artes que apoiou este projeto de pesquisa e que nos deu a possibilidade de começar esta nova aventura. Agradeço ainda os músicos que foram muito amáveis, carinhosos e disponíveis em conceder estas entrevistas. Mando-lhes um caloroso abraço, assim como mando um caloroso abraço para vocês, vos desejando uma boa primavera 2022 e um bom verão e que tudo corra pelo melhor! Espero que gostem das entrevistas, divulguem, comentem e qualquer nova ideia, qualquer nova sugestão é muito bem-vinda! Muito obrigado, um abraço!
Sinopse do Projeto Ágora
A situação de emergência provocada pelo Covid-19, afetou gravemente uma grande multiplicidade de profissões ligadas à cultura e às artes, provocando uma “crise sem precedentes” e a paralisação do sector cultural. Audrey Azoulay, diretora geral da UNESCO, afirmou que “Precisamos de cultura, por isso precisamos de ajudá-la a sustentar este choque”, acrescentando a necessidade de promover iniciativas no sector com o objetivo de avaliar o impacto da crise. Em Portugal, movimentos reivindicativos juntaram-se para discutir e encontrar medidas necessárias. A discussão propagou-se nas redes sociais.
Em Março de 2020 fui convidado a coproduzir um álbum em Itália, para ser concretizado durante dez dias. Devido à pandemia que se alastrou em vários países de Europa, o governo italiano decretou o lockdown desde o dia 10 de Março de 2020. Desde então fiquei hospedado em quarentena obrigatória. Devido à impossibilidade de circular por vias aérea e terrestre, consegui voltar para Lisboa só no dia 12 de Junho daquele mesmo ano. No entanto, vieram a ser cancelados os concertos que tinham sido agendados anteriormente à emergência do COVID-19, em Portugal e no estrangeiro. Contudo, seguido do confinamento participei enquanto músico atuante de alguns concertos ao vivo em Lisboa entre Julho de 2020 e Dezembro de 2021, organizados no respeito das disposições legais do SNS-Ministério da Saúde Pública. Nestes eventos toquei geralmente para uma audiência sentada, com distanciamento social e uso obrigatório da mascara. O novo contexto performativo suscitou questões relevantes: qual o impacto do Covid-19 no mercado profissional da música? Quais os processos e as estratégias dos músicos para fazer frente a este período excecional, marcado pela falta de perspetivas? Qual o impacto das restrições impostas pelo SNS na performance dos músicos, isto é, como os elementos extramusicais de um evento podem influir sobre os resultados de uma performance ao vivo ou em streaming? Como são percebidos estes novos formatos de performance pelos músicos e pelo público em geral?
Esta investigação foi concebida para responder a estas questões, através de trabalho de campo etnográfico, isto é, através da realização de entrevistas com trabalhadores ligados à área da música, pesquisas no campo e online. Através das entrevistas será possível avaliar o impacto da crise no sector da música em Portugal e documentar as estratégias aplicadas pelos vários agentes culturais, com enfoque nas atividades criativas e de performance durante o período de confinamento e no seguinte período marcado pela escassez de eventos com público, como concertos, festivais, tournées, etc. O conjunto das entrevistas inclui músicos e artistas ligados a outras áreas ou campos das artes performativas, produtores, promotores, agentes e público. Além das entrevistas, pretendo recolher um conjunto de performances ou trabalhos criativos que tenham sido concebidos a partir do período de quarentena de 2020, em formato audiovisual (álbuns, vídeos, singles, live streamings, etc.). O enquadramento desta investigação, requer ainda a pesquisa e analise de trabalhos recentes da etnomusicologia sobre o impacto do Covid-19 na área das artes performativas a nível global. Este material será aplicado no estudo, análise e interpretação do impacto da crise provocada pela pandemia Covid-19 no sector da música em Portugal.
Os resultados da investigação serão colocados progressivamente na plataforma Ágora online, que pretende ser um espaço de reflexão, debate, análise documental sobre os diversos constrangimentos assim como as soluções e caminhos dos vários agentes culturais para que continue a haver arte e cultura. Os constrangimentos e as soluções derivadas deste período excecional, vão determinar novas práticas e novas realidades no futuro da cultura geral e em particular, nas artes performativas. Através da recolha de dados, além de avaliar as novas práticas no sector da música, será possível documentar também uma parte consistente do património artístico/musical nacional contemporâneo, assim como agregar informação útil para os trabalhadores do sector.