Catman Plays The Blues #187

Catman Plays The Blues #187

Apresentamos esta semana o mais recente trabalho do britânico Connor Selby e recordamos o Blues intemporal de Arthur Big Boy Crudup.

Nuno da Câmara Pereira – Alentejo (2025) (single)

Nuno da Câmara Pereira – Alentejo (2025) (single) 

“Alentejo” — Nuno da Câmara Pereira no álbum “Fado! Tal como o conheci!”

No seu mais recente trabalho, “Fado! Tal como o conheci!”, Nuno da Camara Pereira dá voz ao poema “Alentejo”, uma homenagem sentida à terra, à memória e à alma portuguesa.

Com a profundidade que lhe é característica, o artista revisita o fado na sua forma mais genuína, trazendo à superfície o silêncio das planícies, o calor das vozes antigas e a melancolia que só o Alentejo sabe guardar.

Este tema é mais do que uma canção — é um retrato lírico de um território que vive dentro de quem o canta.

Produzido por Mestre Custódio Castelo, o álbum marca uma nova etapa na carreira de Nuno da Câmara Pereira, celebrando mais de quatro décadas de dedicação ao fado e à cultura portuguesa.

“Alentejo” destaca-se como um dos momentos mais poéticos do disco, evocando raízes, paisagens e afetos com a força de quem canta com verdade.

Minta & The Brook – Random Information (2025) (single)

Minta & The Brook – Random Information (2025) (single)

CRÉDITOS:

gravado no estúdio louva-a-deus, em Lisboa

por Tiago Correia e Nelson Carvalho

gravações adicionais por Mariana Ricardo e Francisca Cortesão

misturado por Eduardo Vinhas

produzido por Mariana Ricardo e Francisca Cortesão

letra e música: Francisca Cortesão

arranjo: Minta & The Brook Trout

misturado por Eduardo Vinhas

produzido por Mariana Ricardo e Francisca Cortesão

artwork do single: Pedro Serpa 

vídeo: filmado e realizado por Miguel Bonneville (editado por Joana Linda)

NOTAS:

o quinto álbum de estúdio de Minta & The Brook Trout está a ser criado com o apoio da Fundação GDA  

o estúdio louva-a-deus conta com o apoio do Fundo Cultural da SPA no biénio 2024/2025

Prazeres Interrompidos #404: Charles Baudelaire – As Flores do Mal (1857)

Prazeres Interrompidos #404:  Charles Baudelaire – As Flores do Mal (1857)

Prazeres Interrompidos

Autor: Octavio Nuno 

Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!

As Flores do Mal foi editado em 1857 provocando imediatamente um grande escândalo. Seis poemas do livro foram condenados e proibidos de circular, no dia 20 de Agosto desse ano, pelo tribunal correccional de Paris. A primeira edição era constituída por 1300 exemplares em papel Angoulème e dez em papel Vergé. Os editores Poulet-Melassis et de Broise tinham no armazém duzentos exemplares aquando da condenação e para não destruírem os livros, limitaram-se a retirar as páginas dos poemas proibidos. Nasceram assim os exemplares amputados que são disputadíssimos pelos bibliófilos, valendo quantias avultadas. Em 1992, As Flores do Mal foi pela primeira vez publicado integralmente, em edição bilingue, com tradução e introdução de Fernando Pinto do Amaral.

Jorge Rivotti – Vent froid (2025) (single)

Jorge Rivotti – Vent froid (2025) (single) id

“Vent Froid” o novo single de Jorge Rivotti retirado do álbum “…e outras canções que não quiseram ficar para Tias” – Volume 2.

De um texto da música tradicional francesa com recriação literária, é cantado agora pelo editor do próprio disco, Alain Vachier (francês a residir em Portugal há já 49 anos) e com a participação no acordeão de Fernando Nunes (Nana).

Coffee Breakz #126 – Inglorious Bastards

Coffee Breakz #126 – Inglorious Bastards

Autor: Helder Gomes

Colagens sonoras, encontros improváveis e grandes embates entre o vinil e o digital. O Coffee Breakz é o elo perdido entre o rádio a pilhas e os pratos de DJ. E tem um Samplaria do Bairro aberta 24/7.

Tracklist:

1. Gorillaz — The Happy Dictator (ft. Sparks) 

2. Christian McBride — Moanin’ (ft. José James) 

3. Art Blakey and the Jazz Messengers — Moanin’ 

4. Hermeto Pascoal — Bebê 

5. Clipse — Inglorious Bastards (ft. Ab-Liva) 

6. Reverend Jesse Jackson — Introduction 

7. Grand Wizard Theodore — Subway Theme 

8. Chance the Rapper — The Negro Problem (ft. BJ the Chicago Kid) 

9. Anita Baker — Sweet Love 

10. Rasheed Chappell & Mickey Blue — Sink 

11. Little Simz — Don’t Leave Too Soon 

12. Ho99o9 — Target Practice

Marianne – Lowkey (2025) (single)

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Composição e Letra: Marianne

Produção: Agir, Marianne, Rougeh0tel 

Mistura e masterização: Cripta

Letra:

Sou lowkey todos os dias mas eu não dormi

Eu sei que me quer ver no teu mundo aí

Dá-me espaço que eu sou daqui

Não me digas que nunca viste

Não me deixes aqui

Tou bem ativo

Não estou sozinho

Se tiveres que entrar

Eu dou te a key

Eu já te vi

Tu já me viste

Quem me dera que tu viesses

Eu não deixava ninguém entrar

Ninguém entrar

Quem me dera que tu viesses

Eu não deixava ninguém entrar

Ninguém entrar

Ya!

Eu ando louco todos os dias

Eles dizem que eu tou aqui

Ya ya, tou louco todos os dias

Ah!

Ya ya, tou louco todos os dias

Eles dizem que eu tou aqui

Ya ya, mas não sou lowkey

Acredita só o foco é meu aqui

Ya, eu tenho tudo para estar contigo

Se te chamar não me deixes no vácuo

Tu já sabes eu tou intacto

Quem me dera que tu viesses

Eu não deixava ninguém entrar

Ninguém entrar

Quem me dera que tu viesses

Eu não deixava ninguém entrar

Ninguém entrar

Ya!

DISCO VOADOR: Jazznewbloodtapes #38

DISCO VOADOR: Jazznewbloodtapes #38

JazznewbloodTAPES é um projecto de Patricia Pascal criado a partir da plataforma Jazznewblood que desde 2015 suporta e promove novos talentos do Jazz Europeu com enfase na cena Londrina/UK.

É um projecto em formato radiofónico/podcast que visa dar visibilidade a novos nomes em inicio de carreira, nova musica divulgada na cena Jazzista contemporânea e outras musica inspiradas no Jazz a surgir em UK e pelo mundo fora.

O programa é transmitido mensalmente, desde 2020, em lingua Inglesa na Radio AlHara na Palestina, na Radio Resonance em Uk, na Radio Pacoul em França e em lingua Portuguesa na Radio Nacional de Cabo Verde. 

Está também disponível em streaming em todas as principais plataformas de podcasts como Apple podcasts e Amazon podcasts, etc. Destacamos o facto deste podcast ter ganho posições no Top 50 da Apple podcast charts, na categoria de Musica comentada em mais de 27 Paises. #1 Portugal, #1 Chile, #1 Bosnia and Herzegovina, #2 Antigua and Barbuda, #4 Spain, #5 Italy, #5 Cameron, #6 Mexico, #6 South Africa,#6 Vietnam, #9 Netherlands, #10 Côte d’Ivoire.

Patricia Pascal

(patriciapascal.com)

Portuguesa, de mãe Cabo Verdiana, está radicada em Londres desde 2007 e desenvolve trabalho na Industria da musica em todo o mundo desde 2001. É manager de Carmen Souza, desde o inicio da sua carreira, e de Theo Pascal para além de ser formada em Live Arts Management pela London Metropolitan University. Paralelamente á gestão da carreira de Souza e Pascal desde 2015 tem vindo a investir na sua paixão por fotografia e promoção de novos talentos através do seu projecto Jazznewblood.org.

Este projecto inclui, entre várias iniciativas, um Showcase anual parte do London Jazz Festival e uma editora digital que

lança musica gravada ao vivo por jovens talentos do Jazz em inicio de carreira.

Durante o London Jazz Festival, faz também a curadoria do Festival WledJazz focado em projectos liderados por Instrumentistas. Uma parceria com a sala Woolwich Works em Londres.

Recentemente passou também a fazer parte da equipa por trás da conceituada organização Inglesa – Tomorrow´s Warriors.

Em Portugal é co-fundadora e residente Internacional no Espaço/studio – thisissessions.com

Links:

Jazznewblood.org/jazznewbloodtapes

Patriciapascal.com

Trovador Urbano #67

Trovador Urbano #67

Autor:

David Calderon

(episódio de 16 de Setembro) 

Trovador Urbano

Presentador:  David Calderón

Inicio emisiones:  Año 1994

Programa, duración, dia y hora: Trovador Urbano, 120-180 min, Martes a las 16:00 (hora Madrid)

Día y hora México (hora central): Martes a las 09:00 am

Tipo: Directo

Descripción: Su programa, Trovador Urbano, es una gran familia de la radio rock. Ahora, además, noticias y conciertos del rock/metal/punk nacional, siempre contando con tu fundamental apoyo, para dar visibilidad a las bandas….LARGA VIDA AL ROCK N ROLL!!

Dirección mail para envío material bandas: trovadorurbanoradio@gmail.com

País: Madrid (España)

Caustic – Should I Dream (2025) (single)

Caustic – Should I Dream (2025) (single) id

Disco de estreia de Caustic, Babe chama-se “Cheap Moralisms” e é editado pela Lux Records 

No dia 5 de setembro, chega às plataformas digitais Cheap Moralisms, o disco de estreia dos Caustic, Babe!. 

A banda nasce da urgência de transformar em música as tensões de uma juventude que se move entre precariedade, ansiedade e a busca incessante de um lugar no mundo. Com raízes firmes no legado conimbricense de rock n’ roll cru e sem concessões, os Caustic, Babe! partem de influências do punk e do pós-punk para criar um som que não pede licença, mas que exige ser ouvido — alto, direto, urgente.

Cheap Moralisms é uma descarga elétrica de emoções contraditórias: raiva, angústia e medo, mas também amor, libertação e esperança. Um reflexo da condição disforme de uma geração que nunca foi preparada para viver num mundo em ruínas, mas que insiste em encontrar caminhos de reinvenção e resistência — uma catarse feita de guitarras, suor e sinceridade, sempre com a certeza de que, mesmo no fim do mundo, há espaço para sonhar.

Ao longo das suas seis faixas, o disco constrói-se como um retrato multifacetado da juventude contemporânea. Em So Loud, revela-se o peso das pressões externas e a contradição entre a revolta e a necessidade de pertença, enquanto Trainspotting desenha a busca incessante entre dois desconhecidos que se procuram pela cidade através da idealização da relação perfeita. Já I’ll Be Back reflete a experiência de quem emigra em busca de futuro, confrontando-se com a nostalgia do regresso impossível, e XXX Generation assume-se como uma crítica sarcástica a uma geração consumista, entregue ao escapismo e a dinâmicas disfuncionais que se mascaram de festa. O álbum encontra ainda espaço para homenagear as raízes conimbricenses com Sonic Life, versão de um tema dos Wipeout Beat que serviu de inspiração ao processo criativo da banda. E em Should I Dream, single de apresentação, expõe-se o paradoxo de criar num mundo que insiste em roubar a esperança, onde a urgência artística se confunde com a sua própria irrelevância.

Em palco, os Caustic, Babe! já passaram por espaços e eventos como o Rock ao Luar, Salão Brazil e o Verão a Dois Tempos. No dia 4 de Outubro, a banda actua no Gliding Barnacles, na Figueira da Foz. 

A banda é formada por Hugo Umbelino (voz e bateria), Cordeiro (voz e guitarra), Carlos “Xuxo” Neves (baixo), Filipe Fidalgo (saxofone e vozes) e Maria (voz e sintetizadores). As letras são de Hugo Umbelino, com mistura assinada por Carlos Neves, Miguel Cordeiro e Filipe Fidalgo e masterização de Filipe Fidalgo.

Memória de Elefante (15/09/25)

Memória de Elefante (15/09/25)
 
Memória de Elefante rubrica semanal de 15/09/25 a 21/09/25
Autor: Francesco Valente
 
Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.
 
Tracklist:
 

  1. Barry White – September When I First Met You (1978)
  2. Arrow – It’s Love (1976)
  3. Jimi Hendrix – Third stone from the sun (1967)
  4. Lalgudi G.Jayaraman – Brovabharama (2006)
  5. Naresh Sohal – Oriental Journey (1990)
  6. César Camargo Mariano – Reza (1965)
  7. Jóhannsson Flight from the City (2016)
  8. Nils Frahm – Black Notes (2020)
  9. Pino Palladino, Blake Mills – Just Wrong (2021)

1 Álbum 100 Palavras #111: César Camargo Mariano, “Sambalanço Trio Vol. 2” (1965)

1 Álbum 100 Palavras #111: César Camargo Mariano, “Sambalanço Trio Vol. 2” (1965)

Um podcast de Francesco Valente: 

1 álbum “sem” ou “100” palavras, por semana! Uma pérola musical da história da música, descrita em 100 palavras! Cada dia da semana, às 14h na Rádio Olisipo. Boa escuta! 

“Sambalanço Trio Vol. 2” (1965), liderado por César Camargo Mariano ao piano, com Humberto Clayber (contrabaixo) e Airto Moreira (bateria), é um marco do samba-jazz brasileiro. O trio, que já havia impressionado com o primeiro álbum, aqui refina ainda mais a fusão entre a sofisticação harmónica do jazz moderno e a pulsação viva do samba. As interpretações são cheias de swing, improviso e virtuosismo coletivo, revelando a modernidade da música instrumental brasileira nos anos 60. O disco combina standards e composições originais, projetando o trio como referência fundamental no cenário do samba-jazz e precursor de novas linguagens musicais no Brasil.