1 Álbum 100 Palavras #109: Ezio Bosso – Quo Vadis, Baby? (2005)

1 Álbum 100 Palavras #109: Ezio Bosso – Quo Vadis, Baby? (2005)

Um podcast de Francesco Valente: 

1 álbum “sem” ou “100” palavras, por semana! Uma pérola musical da história da música, descrita em 100 palavras! Cada dia da semana, às 14h na Rádio Olisipo. Boa escuta! 

“Quo Vadis, Baby?” (2005) é a trilha sonora composta por Ezio Bosso para o filme homônimo de Gabriele Salvatores. O álbum revela a sensibilidade única do compositor italiano, unindo música clássica contemporânea, minimalismo e atmosferas cinematográficas carregadas de tensão e lirismo. Bosso cria paisagens sonoras intensas, alternando momentos de delicadeza melódica com passagens sombrias e densas, refletindo os dilemas existenciais e emocionais da narrativa do filme. Com arranjos de cordas e piano que evocam introspeção, o disco mostra a capacidade de Bosso em transformar imagens em emoção musical pura, consolidando-o como um dos compositores mais expressivos da sua geração.

Prazeres Interrompidos #399: William Styron – A Escolha de Sofia (1979)

Prazeres Interrompidos #399: William Styron – A Escolha de Sofia (1979)

Prazeres Interrompidos

Autor: Octavio Nuno 

Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!

A Escolha de Sofia mostra, em sua patética grandeza, com perfeito domínio do tempo na narrativa e um texto denso e envolvente, o drama de uma mulher corroída pela culpa, que nenhuma felicidade consegue desviar do puro e simples aniquilamento, e para quem a única possibilidade de vida é uma ligação alucinante e destrutiva. Para além das cercas eletrificadas e das câmaras de gás, o campo de concentração de Auschwitz continuava a fazer vítimas.

BEST OF AUGUST 2025 B&W Humanist and Street Photography Corner

BEST OF JULY 2025 B&W Humanist and Street Photography Corner

Jazz Tracks de Danilo Di Termini #70

Jazz Tracks de Danilo Di Termini #70

Descrição do podcast:

Cada Domingo a partir das 9 horas, uma hora de jazz com Danilo Di Termini. Duke Ellington disse uma vez que estava se tornando sempre mais difícil estabelecer onde começava ou acabava o jazz, onde começava Tin Pan Alley e acabava o jazz, ou até onde residia a fronteira entre a música clássica e o jazz. Não será certamente o Jazztracks a traçar estas linhas de fronteira.

Tracklist:

Charlie Ballantine – Reflections

Renée Rosnes – Silk

Oscar Peterson –  I Love You

Carol Sloane – ‘S Wonderful

Duke Ellington – Diminuendo and Crescendo in Blue

Art Blakey – Moanin’

Steve Coleman – Horda

John Coltrane – Naima

Sheila Jordan – It Don’t Mean a Thing If It Ain’t Got That Swing

Catman Plays The Blues #101

Catman Plays The Blues #101

Mabel Scott
-Boogie-Woogie Santa-Claus

Koko Taylor
-Merry Merry Christmas

Jim Koeppel
-Slim Down Santa

Jimmy Witherspoon
-Oh How I Hate to See Xmas Coming Around

Sister Rosetta Tharpe
-Jesus Is Here to Stay

Blind Willie Johnson
-Jesus is Coming Soon

B.B. KIng
-Back Door Santa

Shakura S’Aida
-Be My Santa Claus

Canned Heat
-Christmas Blues

The moonglows
-Hey Santa Claus

Lil red & the Rooster
-Santa-Baby

Roomful of Blues
-Christmas Celebration

Little Charlie & The Nightcats
-It-s Christmas Time Again (Spend Spend Spend)

Finis Tasby
-Lonesome Christmas

Blind Boys of Alabama & Taj Mahal
-Merry Christmas

Blind Boys of Alabama
-Nobodys Fault But Mine

Tomislav Goluban
-Amazing Grace II

Luster – Sou Do Porto (2025) (single)

Slowlevitation – Balão Balão (2025) (single) 

“nada pop”: O novo álbum de slowlevitation chega a 4 de Setembro

No próximo dia 4 de setembro, slowlevitation lança nada pop, o seu segundo álbum, uma ousada proposta musical que mistura a familiaridade da estrutura pop com uma abordagem irreverente e independente. 

Com faixas que brincam com a fórmula do mainstream, mas sem jamais ceder ao seu convencionalismo, o álbum é uma verdadeira ironia sonora, onde o Pop encontra o Hip-Hop Alternativo e a Eletrónica de forma inesperada.

“As faixas deste projecto seguem uma estrutura reconhecível, inspirada na música pop, mas assim que o ouvinte toca a primeira faixa, compreende que o álbum é tudo menos Pop. O título do álbum é uma provocação e uma reafirmação da minha identidade: “nada pop” porque eu não sou Pop, nem nunca serei, sou apenas um gajo a tentar encontrar a sua versão mais genuína num mar de gente e de áudio.”, explica slowlevitation. 

O álbum, que conta com 7 faixas, leva o ouvinte numa jornada de contrastes: o familiar em oposição com o inusitado, as melodias cativantes da Pop com a distorção do Hip-Hop Alternativo. Entre as faixas, destaque para balão balão, que exemplificam a abordagem única de slowlevitation, tanto na sua produção como no seu alcance vocal – uma fusão de melodias cativantes e letras desafiadoras, que não se encaixam em nenhum molde tradicional.

Apesar de se afastar dos holofotes do mainstream, nada pop promete alcançar aqueles que procuram algo mais autêntico, mais cru, mais real. O álbum estará disponível a partir do dia 4 de setembro e os três singles que o antecipam já estão disponíveis em todas as plataformas digitais. 

Sobre slowlevitation:

slowlevitation é um músico, produtor e escritor residente em Lisboa, que cria tapeçarias sónicas que transportam os seus ouvintes para mundos vívidos. 

Partindo do hip-hop como inspiração principal, o músico aproxima a sua sonoridade da eletrónica e da pop, através de camadas de sintetizadores e de melodias cativantes.

O artista encarrega-se do processo de composição, produção musical, escrita, gravação, mistura e masterização, criando um projeto genuíno, único e verdadeiramente “do it yourself”. 

African Roots #84

African Roots #84

Autor:

Gil Santos 

African Roots é um podcast semanal que explora as sonoridades Africanas, indo às raízes e aos discos perdidos, passando por novos projetos sem rótulos estilísticos, podemos ir do boogie ao semba, das mornas ao soul, do zouk ao disco. Há espaço para tudo o que seja boa música Africana.

Tudo gravado em vinil.

TRACKLIST:

1 – Etienne Ngbozo – Naa-koro 1

2 – Francis Bebey – Forest Nativity

3 – Netos do N’ Gumbé – Tchon Di Na Lú

4 – Kavita Shah – Cape Verdean Blues

5 – Florence Adooni – Mam Pe’ela Su’ure

6 – Orchestra Marrabenta Star de Mocambique – Matilde

7 – Abacothozi – Thema Maboneng

8 – Batsumi – Evil Spirits (1977 Version)

9 – Franklin Boukaka – Bibi

10 – Saka Acquaye & His African Ensemble From Ghana – Ebony

11 – N’ Kassa Cobra – Badjuda Bonito

12 – Jose Casimiro – Mocinhos

13 – Sum Alvarinho – Mãnha d’Inem N’gunu

14 – Sibiri Samaké – Bambara

Luster – Sou Do Porto (2025) (single)

Luster – Sou Do Porto (2025) (single) 

Já está disponível “Destrambelhado”, o álbum de estreia a solo do músico e produtor Luster. Depois de anos de colaborações e atuações ao vivo, o artista nascido em Vila Nova de Gaia apresenta um disco profundamente pessoal, construído ao longo de cinco anos — entre 2020 e 2025 — e onde a identidade se faz da mistura entre vivências, sonoridades urbanas e rimas que não têm medo de mergulhar fundo. O lançamento do álbum é acompanhado pelo novo single e videoclipe “Sou do Porto”.

Com produção assinada maioritariamente pelo próprio Luster, o álbum conta também com a colaboração de Meireles (Caixa Cartão Collective), Boy Rodo (5DM) e Vilas Boas (2o Piso). Participam ainda Anta.Wav, Free Thirty, SPVSR, David Mourão (saxofone) e DJ Score, que contribuem para a riqueza de um disco que funde hip-hop, dub, jazz e uma linguagem lírica que oscila entre o humor, a crítica social e a introspeção. A mistura e a masterização do disco ficaram a cargo de D One.

O tema “Sou do Porto”, produzido por Meireles, é uma ode à cidade que viu crescer o artista. “As ruas, as pessoas, as tradições e as histórias, tudo misturado num prato bem temperado”, diz Luster sobre a canção, que é também uma afirmação de identidade e um gesto de revolta. “Ser do Porto também é um ato de revolta contra o centralismo e a desigualdade social”, reforça o artista. Com a participação de DJ Score nos cortes finais, o tema consolida-se como um manifesto musical com alma tripeira.

“Destrambelhado” é, nas palavras do próprio artista, “um mundo contado através do rap, um rap meio trapalhão na forma, mas sempre detalhado na mensagem”. Os três primeiros temas do álbum abrem a porta ao passado — família, memórias, crenças e desafios. Os restantes temas exploram o presente de Luster, personagem real que caminha pela cidade do Porto e retrata, em cada faixa, um retrato agudo da realidade local.

Fiel à sua identidade, Luster não esquece a sua ligação à exploração psicotrópica: “Abro ainda mais a cortina, como essa relação molda a minha realidade e pensamento. Mesmo sendo habitual, o consumo pode ser responsável e até vantajoso. Às vezes também, prejudicial… Mas nunca inconsciente.” A sonoridade jazzística, o pulsar urbano e a busca por uma mensagem positiva cruzam-se neste disco que propõe uma viagem tão crua quanto necessária.

Natural de Gaia, Luster iniciou-se na música com apenas 5 anos, na guitarra clássica. Ao longo de 15 anos de formação, sentiu que não bastava o que sabia e, de forma autodidata, explorou baixo, piano e bateria, desenvolvendo-se como produtor e multi-instrumentista. O hip-hop, o reggae, o jazz e o gospel são as suas referências — não como rótulos, mas como ferramentas para o seu verdadeiro propósito: “Transmitir para a sociedade presente uma mensagem positiva e de revitalização sonora e energética.”

O álbum “Destrambelhado” e o single “Sou do Porto” já se encontram disponíveis em todas as plataformas digitais.

Prazeres Interrompidos #398: John Steinbeck – A Longa Noite Sem Lua (1942)

Prazeres Interrompidos #398:  John Steinbeck – A Longa Noite Sem Lua (1942)

Prazeres Interrompidos

Autor: Octavio Nuno 

Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!

Escrito em 1942, aborda um tema universal que continua válido: a vitória inevitável da liberdade humana sobre a violência. O romance conta sobre o cotidiano dos habitantes de uma pequena cidade portuária ocupada por tropas invasoras na Segunda Guerra Mundial. Esse livro circulou bastante na época entre os participantes da Resistência e outros movimentos subterrâneos, em cópias mimeografadas. Os nazistas fuzilavam quem fosse flagrado com ele.

Lindu Mona – Ginga Amor (2025) (single)

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Ao contrário do que muitos podem imaginar, Jinga de Angola não foi uma líder passiva ou subjugada pelos portugueses. Seu reinado, longe de ser marcado por submissão, foi um período de luta intensa contra a colonização. Diferente de um governo frágil, ela comandou os reinos de Matamba e Ndongo com astúcia e estratégia, utilizando tanto a guerra quanto a diplomacia para proteger sua terra e seu povo.

Em vez de aceitar a imposição portuguesa, Jinga resistiu. O reino de Ndongo, longe de ser um território disperso, era centralizado e possuía um sistema político organizado, no qual os sobas desempenhavam papel fundamental ao prestar tributo ao Ngola em troca de proteção. Ao contrário da ideia de que os portugueses estabeleceram o comércio, Ndongo já possuía uma ampla rede comercial consolidada, aproveitada posteriormente pelos colonizadores.

Enquanto a tradição europeia poderia sugerir a subordinação das mulheres, Jinga contrariou essa expectativa. Ao invés de ser uma figura marginal, ela foi a primeira mulher a governar Ndongo, rompendo padrões e liderando seu povo de forma firme e decidida. Sua participação na diplomacia com os portugueses não foi um sinal de fraqueza, mas sim de inteligência política: ela negociou em termos favoráveis ao seu reino e recusou submeter-se a uma vassalagem imposta.

Se a presença portuguesa poderia ser vista como uma força intransponível, Jinga provou o contrário ao enfrentar os colonizadores por décadas, recorrendo a alianças, estratégias militares e ao uso das práticas culturais e religiosas de seu povo. Sua conversão ao cristianismo, muitas vezes interpretada como submissão, foi, na verdade, um movimento tático para obter vantagens políticas.

Assim, em vez de se render à imposição europeia, Jinga se tornou um símbolo de resistência, forjando um legado de luta e autonomia para os povos da África Central. Seu reinado não foi de decadência, mas de resiliência. O contrário de um líder derrotado, Jinga marcou a história como uma soberana destemida, cuja influência ecoa até os dias atuais.

Who Plays Sessions #4 (#191)

Who Plays Sessions #4 (#191)

TRACKLIST:
00:00 – Royksopp – What Else Is There (Wh0 Remix)
05:10 – Fedde Le Grand – Liquid Music
07:41 – Johan S – Let’s Do It Again
11:13 – Low Steppa x Reza x Rue Jay – I Am The Creator
14:55 – Illyus Barrientos – Peoples Party
18:09 – DJ Snake & J Balvin – Noventa (Tony Romera Extended Remix)
20:54 – Paul Johnson – Baby (Mercer Rework)
25:10 – Wh0 & Mercer – Stronger
28:05 – Thehouseaddict – Pray
31:50 – Daniel Steinberg – Sample
34:16 – Sinner & James – In Your Dreams
38.03 – Rhythm Masters – Mutator
42:13 – Jewel Kid – What Happened
46:00 – Jonas Blue, Malive – Edge Of Desire
48:46 – Koldar – The Night
52:27 – Richard Vission – Can’t You See  
54:53 – Harry Romero, Chris Lake ft. Leo Wood – Fool For Love