Depois da edição de singles como “Morning Routine”, os Nite Chimp editam o seu novo EP “Mold Scare”, já disponível em todas as plataformas digitais. O primeiro concerto de apresentação acontece a 27 de setembro na Casa do Comum em Lisboa.
Para conhecer Mold Scare é preciso antes a apresentação dos Nite Chimp, banda lisboeta de surf-garage rock que começou como um projeto a solo e de paixão de Csaba Simon (guitarra e voz) em 2020 em Pécs, na Hungria.
Nite Chimp bebe de artistas como Oh Sees, Wavves e The White Stripes, ao mesmo tempo que se inspira nas influências oceânicas dos Beach Boys, com uma pitada groovy da lenda do blues Bo Diddley. Desde o lançamento do EP de estreia Panel Hoopla em 2022 e o primeiro álbum Done Depot em 2023, Nite Chimp lançou dois singles em 2024 (Beach Country e Morning Routine), lançando agora em 2025 o EP Mold Scare.
“O projeto Chimp nasceu em 2020 no meio das horas mais desesperadas dos ‘blues’ do isolamento global, foi aí que aperfeiçoei a habilidade de fazer rock sozinho. Fui muito influenciado pelos meus heróis de música DIY e comecei a fazer música no quarto na altura em que o projeto ainda era exclusivamente a solo”, refere Csaba Simon.
Os Gorillaz também são parte fulcral na formação dos Nite Chimp – até como o nome indica na ligação primata entre os dois -, não só como influência direta na sonoridade como pela rejeição que Damon Albarn deu a Csaba Simon quando este se candidatou a uma vaga para xilofonista na mítica banda britânica.
É neste contexto que o artista ruma em direção ao ocidente, não só encontrando o Atlântico como também Lisboa pelo caminho e na sua música. Formam-se assim os Nite Chimp, já em formato banda e que se podem considerar alfacinhas de crescimento, mas com referências sonoras e líricas que combinam várias culturas tornando-se num híbrido luso-húngaro de afinidades britânicas.
Mold Scare é um EP de 5 canções e que representa bem o híbrido de referências que são os Nite Chimp, tanto na sua escrita, como nas temáticas que aborda e na sonoridade em que tudo é envolvido. Há faixas de surf rock da Costa da Caparica sobre solidão, hinos cínicos sobre rotinas, jornadas elétricas sobre algumas das maiores ânsias que vivemos, como a emergência climática, o extremismo político ou a injustiça de um sistema capitalista viciado. Tudo isto ganha corpo com instrumentos tão diversos que vão desde a guitarra elétrica aos bongos, da marimba à pandeireta.
A partir de 1 de agosto este novo EP já está disponível em todas as plataformas digitais e pode ser ouvido na sua totalidade.
A primeira apresentação ao vivo de Mold Scare acontece já no próximo dia 27 de setembro na Casa do Comum, no coração do Bairro Alto, em Lisboa. Os bilhetes já estão à venda.
Ivo Dias – Joao Pestana (2025) (single) id
Ivo Dias – Joao Pestana (2025) (single) id
IVO DIAS – JOÃO PESTANA Ivo Dias dá continuidade ao trabalho que tem vindo a desenvolver desde 2021 com este projeto inspirado no universo da música infantil. Sem cair na infantilização, o artista procura explorar esse imaginário através de singles que, em conjunto, contarão uma história e culminarão na criação de um álbum.
“Com esta canção tento demonstrar que estamos todos adormecidos, que procuramos dar sentido às nossas vidas com escolhas que nos dividem e nos fazem ser menos sociais, apesar de elas serem de cariz profundamente social. Tento falar com o ouvinte de uma forma paternal, com uma canção de embalar, mas o intuito do estímulo é exatamente o oposto”. – diz Ivo Dias.
Who Plays Sessions #3 – Wh0 Plays Sessions Episode 190 with Johan S
Who Plays Sessions #2 – Molly Mouse (August Wh0 2025)
Wh0 Plays Sessions Episode 190 with Johan S track list (w time stamps):
00:24 Johan S – Let’s Do It Again (Extended Mix)
04:37 Flo.Von, Max Metzinger – C’mon (Extended Mix)
06:36 Danny Rhys, Loz Seka – Got To Move (Extended Mix)
10:35 CID – Can You Really Feel Me (Extended Mix)
14:18 Deep Fiktion & Stephani B – Calling For More (Extended Mix)
18:16 Sinner & James – In Your Dream (Extended Mix)
21:29 Johan S – A Higher Place (Extended Mix)
25:13 Sophia Guerrero (feat. May Marnie) – Body Move (Extended Mix)
29:09 Camila Jun – Tell Us (Extended Mix)
31:16 Crystal Waters x ManyFew – You & Me (OFFAIAH Remix)
35:14 Camisra & James Hype – Let Me Show You (Extended Mix)
39:19 Sam Frandisco & Steve Martano – Rio (Extended Mix)
41:56 Jose De Mara, DGRACE – Keep On Pushing (Extended Mix)
43:47 Dario Nunez, Lobo Miro – Out Of Mind (Extended Mix)
46:52 Alaia & Gallo – Lipstick (Extended Mix)
50:20 Earth n Days, Franco Moiraghi – House Experience (Extended Mix)
54:34 Wh0, Josh Parkinson, CHRSTPHR – I Wanna Be Free (Extended Mix)
58:25 Wh0 & Mercer – Stronger (Extended Mix)
DJ SHALABY #11 – Mixtape 18
DJ SHALABY #11 – Mixtape 18
MIXTAPE 18 Dj Shalaby
Year Of Release: 2025
Genre: Arabic Pop and Hip hop from Egypt, Yemen, Tunesia, Syria, Lebanon, Palestine, Maroque, Saudi-Arabia, Marocco
Total Time: 29:25 min
Tracklist
1. Nagham Saleh, Shalaq 2024, Egypt
2. Nifrach Farach – Solo Moderna Remix SHIRAN, 2021, Yemen
3. Lullysnake-Hannah Montanaa 2025, Tunesia
4. Hala-Ento Kom-2025, Egypt
5. Wiha (Zeina Aftimos, Munsef Turkmani, and Sami Abou Louh)-Theeba, 2022, Syria
Prazeres Interrompidos #394: Naguib Mahfouz – Entre os Dois Palácios (1956)
Prazeres Interrompidos #394: Naguib Mahfouz – Entre os Dois Palácios (1956)
Octávio Nuno
Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!
Entre os Dois Palácios, primeiro volume da famosa Trilogia do Cairo, é um retrato abrangente e evocativo de uma família e de um país em luta pela independência numa sociedade que há séculos resiste à mudança.
Tendo como cenário a ocupação britânica do Egipto imediatamente após a I Guerra Mundial, este romance narra a história da família Gawwad. Ahmad, um comerciante da classe média, governa a sua casa rigorosamente segundo os princípios do Alcorão, enquanto à noite explora os prazeres do Cairo.
Tirano em casa, Ahmad obriga a mulher e as suas duas filhas, delicadas e oprimidas, a viverem prisioneiras por trás das machrabiyyas do seu próprio lar, enquanto os seus três filhos varões vivem com medo da sua vontade severa.
“Escrita digna de um Tolstoi, um Flaubert ou um Proust.” – THE INDEPENDENT
“Luminoso… Toda a magia, mistério e sofrimento do Egipto dos anos 20 do século passado são traduzidos numa escala humana.” – THE NEW YORK TIMES BOOK REVIEW
“Mahfouz é mestre na construção de cenas dramáticas e no retr ato pormenorizado de personagens complexas.” – PUBLISHERS WEEKLY
Vanguarda – What Whispers Hide (2025) (single)
Vanguarda – What Whispers Hide (2025) (single)
O projeto musical Vanguarda, criado pela artista Vanessa Ferreira, lançou nas plataformas digitais o seu primeiro single “What Whispers Hide”, uma faixa etérea e experimental que explora, através da voz e de ambiências, a força interior e simbólica do feminino.
Disponível em todas as plataformas digitais, o single marca a estreia pública deste projeto português. Uma produção que funde camadas vocais, diversas texturas sonoras e uma abordagem estética, espiritual e emocional, com a voz como elemento principal.
“Esta música nasceu de um impulso intuitivo. Cantava-a repetidamente, como aquelas músicas que ficam presas na nossa cabeça. A certa altura, tive mesmo de a compor. Quis que a voz se tornasse o centro desta peça. Começa com um sussurro e, pouco a pouco, revela-se, multiplica-se e torna-se cada vez mais forte, em camadas, com a força da própria música”, explica Vanessa Ferreira, fundadora do projeto.
Embora este primeiro lançamento se situe num universo etéreo e vocal, Vanguarda propõe-se como um projeto multifacetado e experimental, com raízes no rock alternativo, rock progressivo e art rock, e pretende explorar sonoridades contrastantes. Este primeiro tema marca apenas o início de uma viagem criativa em expansão, onde outras estéticas, linguagens e direções musicais serão exploradas.
Do. Prata – Aurifero (2025) (single)
Do. Prata – Aurifero (2025) (single)
Texto descritivo: “Aurífero” fala sobre o processo de procurar sentido através da criação — a tentativa de tocar algo maior através da arte. É uma reflexão sobre a exigência pessoal, a comparação, e a vontade de manter-se fiel a si mesmo no meio do ruído que possa existir. A música representa a transformação do pensamento em sentimento e do sentimento em algo que possa ser partilhado. É o fecho do meu EP Índice Temporal, e talvez o tema que melhor espelha aquilo que me move enquanto artista.
Lx Revolver #10: SHALABY EGY-PT
Lx Revolver #10: SHALABY EGY-PT
Autor: Simone Faresin & Calboni Edições
Entrevista com Dj Shalaby
Inclui
MIXTAPE 18 Dj Shalaby
Year Of Release: 2025
Genre: Arabic Pop and Hip hop from Egypt, Yemen, Tunesia, Syria, Lebanon, Palestine, Maroque, Saudi-Arabia, Marocco
Total Time: 29:25 min
Trovador Urbano #62
Trovador Urbano #62
Autor:
David Calderon
(episódio de 12 de agosto)
Trovador Urbano
Presentador: David Calderón
Inicio emisiones: Año 1994
Programa, duración, dia y hora: Trovador Urbano, 120-180 min, Martes a las 16:00 (hora Madrid)
Día y hora México (hora central): Martes a las 09:00 am
Tipo: Directo
Descripción: Su programa, Trovador Urbano, es una gran familia de la radio rock. Ahora, además, noticias y conciertos del rock/metal/punk nacional, siempre contando con tu fundamental apoyo, para dar visibilidad a las bandas….LARGA VIDA AL ROCK N ROLL!!
Dirección mail para envío material bandas: trovadorurbanoradio@gmail.com
País: Madrid (España)
Wipeout Beat – Endless Road (2025) (single)
Wipeout Beat – Endless Road (2025) (single) id
O ser, o não ser, o sentir o existir e o viver. Quantos de nós saberemos a diferença entre estas definições que nos moldam o dia a dia? O foco está na consciência e na vontade que temos de viver em comunhão connosco e com os nossos ideais, seguindo os nossos princípios e lutando pelos nossos sonhos. Se assim não for, somos mais um número, uma pessoa que existe no meio de outras tantas.
O novo álbum dos Wipeout Beat é um manifesto! A sonoridade que o compõe só podia ter acontecido assim — não por cálculo, mas por necessidade!
O título It Happens Because We Are, Not Because We Exist vem de uma corrente filosófica: o acidentalismo.
O acidentalismo foi impulsionado por Bruno Simões (Tu metes Nojo, Sean Riley) e a referência a esta filosofia fica como homenagem a este grande amigo. Trata-se de uma forma de dizer que o mundo não segue caminhos previsíveis ou confortáveis, mas sim acontecimentos que sucedem por acaso.
O terceiro disco dos Wipeout Beat é cru, direto, sem clichês, adornos ou virtuosismos desnecessários. É o som do momento a acontecer, sem pedir licença.
Alimenta-se da energia punk, vai beber ao espírito electro, à estética synthwave e à pulsação hipnótica do krautrock. Ao mesmo tempo, encontram-se ecos do minimalismo de nomes como Philip Glass ou Steve Reich, onde a repetição é uma forma de meditação sonora. Também se sente a herança dos Suicide, crua e industrial, com o toque lo-fi muito próprio dos Wipeout Beat. Tudo isto filtrado através da sua velha companheira de guerra: uma caixa-de-ritmos Roland CR-8000, que dita o compasso com teimosia mecânica e groove inegável.
As músicas não se preocupam em ser acessíveis ou fáceis. São densas, exigem tempo e pedem entrega. Mas quem aceita o convite, encontra um mundo inteiro por explorar. Um universo onde o som é matéria viva, onde os teclados “meio a brincar” se transformam em armas emocionais e onde a guitarra e as vozes não comandam, flutuam.
Gravado entre jams, improvisações e obsessões sonoras, este terceiro LP arrisca e provoca. Apresenta musicas construídas como paisagens em mutação constante, onde a repetição se transforma em viagem. Não é só música — é textura, é tensão, é libertação! São peças onde cada camada é colocada com intenção, mas sempre com espaço para o erro criativo, para a emoção crua que só existe naquele instante em que carregamos no botão “record” e tudo pode acontecer.
Este disco é, também, o reflexo da liberdade que só uma banda madura, sem pressões externas, pode alcançar. Wipeout Beat não esão a tentar provar nada. Estão apenas a existir, a fazer o que mais gostam: criar música intensa, honesta e inclassificável.
“Isto é assim porque tinha que ser assim. Não seria a mesma coisa se fôssemos por caminhos já percorridos.”
Memória de Elefante (11/08/25)
Memória de Elefante (11/08/25)
Memória de Elefante rubrica semanal de 11/08/25 a 18/08/25
Autor: Francesco Valente
Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.