
Who Plays Sessions #1 – Rue Jay (WPS 188)

Playlist Lançamentos Julho 2025

Playlist Lançamentos Julho 2025
A Radio Olisipo recebe diariamente solicitações de músicos que pretendem divulgar suas obras. A cada mês publicamos uma seleção em formato de playlist, com temas de álbuns, new releases e singles em destaque. Aqui apresentamos a playlist dos destaques do mês de Julho 2025. Boa Escuta!
Playlist Lançamentos Julho 2025 I
01. Leo Valmont – Ignore the current (2025) (single)
02. Marla – Vejo Tudo Morrer (2025) (single)
03. Neon Soho – Shall We Begin (2025) (single)
04. Pedro Sáfara E Vitorino – Tanto Tu (2025) (single)
05. Pomadinha – Time (2025) (single)
06. Cachupa Psicadelica ft. Kay Limak – Qrê voltá (2025) (single)
07. João Svayama – Plantio (2025) (single)
08. Paper Hearts – Não Sabia (2025) (single)
09. Rafa – Giro o disco (2025) (single)
10. Eskilograma – Mau Olhado (2025) (single)
11. Lituo – Estrondoso fim (2025) (single)
12. Coletivo A Perifeira – Saint John’s (2025) (single)
13. Marta Sofia – Preto e Branco (2025) (single)
14. Carlos Félix – Quero Ir (2025) (single)
15. Henrique Tomé – Rope (2025) (single)
16. Andre Viamonte & Janeiro – Tanta Pena (2025) (single)
17. Tomás Rocha – Panamá (2025) (single)
Playlist Lançamentos Julho 2025 II
18. Baco – Não Estás Lá (2025) (single)
19. João Svayama – Há um infinito (2025) (single)
20. Martim Taborda – Brisa Coisa Breve (2025) (single)
21. Too Many Suns – Teenage Dreams (2025) (single)
22. Lau Slater – Overthinking (2025) (single)
23. Manta – Engana-me (2025) (single)
24. Brisa – Trovoada (2025) (single)
25. Sergio Figueira – Nhô-Dénga-e-quêl-Sêrena (2025) (single)
26. Barry White Gone Wrong – Deep House (2025) (single)
27. Silva Lining Band – All I Know (2025) (single)
28. Esteves sem Metafísica – Dar-me de volta (2025) (single)
29. Jonny Abbey – Jiji’s whisper (2025) (single)
30. Astra Vaga – Cor-de-Rosa (2025) (single)
31. Mar – Old Money (2025) (single)
32. Marcelo Lobato – Vida Rasteja (2025) (single)
33. Jay Mezo – Vinho (2025) (single)
BEST OF JUNE 2025 B&W Humanist and Street Photography Corner
Prazeres Interrompidos #390: 2001: Uma odisseia no espaço Arthur C. Clarke (1968)

Prazeres Interrompidos #390: 2001: Uma odisseia no espaço Arthur C. Clarke (1968)
Autor:
Octávio Nuno
Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!
No alvorecer da humanidade, a fome e os predadores já ameaçavam de extinção a incipiente espécie humana. Até que a chegada de um objeto impossível, além da compreensão das mentes limitadas do homem pré-histórico, prenunciasse o caminho da evolução. Milhões de anos depois, a descoberta de um enigmático monólito soterrado na Lua deixa os cientistas perplexos. Para investigar esse mistério, a Terra envia para o espaço uma nave tripulada por uma equipe altamente treinada, assistida por um computador autoconsciente. Do passado distante ao ano de 2001, da África a Júpiter, dos homens-macacos à inteligência artificial HAL 9000, penetre a visão de um futuro que poderia ter sido, uma sofisticada alegoria sobre a história do mundo idealizada pela mente brilhante de Arthur C. Clarke e imortalizada nas telas do cinema por Stanley Kubrick.
Jay Mezo – Vinho (2025) (single)

Jay Mezo – Vinho (2025) (single)
Jay Mezo serve ‘Vinho’ – uma Nova Bossa Nova
‘Vinho’ é o último lançamento do cantor e compositor luso-brasileiro Jay Mezo antes do tão aguardado álbum de estreia ‘Só, Tão’.
O artista de sucessos como ‘Tudo O Que Lá Vai Um Dia Volta’ e ‘Funk Triste’ apresenta agora esta que é, para si, “uma nova Bossa Nova”, que traz as suas raízes brasileiras na sonoridade, nos ritmos e funde com a portugalidade das palavras e do bom vinho.
Esta nova faixa reflete a sua identidade artística singular: uma fusão arrojada entre a tradição da bossa nova, os ritmos urbanos do Hip-Hop e a sensibilidade melódica do Pop contemporâneo. O resultado é uma Bossa moderna, pessoal e absolutamente única.
Neste novo tema, o artista resgata o espírito contemplativo da Bossa Nova e apresenta-o com uma nova roupagem: beats urbanos, arranjos minimalistas e uma poética que se dirige à realidade emocional do presente, marcada pela migração, pela sensação de não-pertença e pelas cicatrizes invisíveis de quem vive entre geografias e identidades. A canção conta com produção de b-mywingz e letra do próprio artista.
‘Vinho’ entra no corpo, desta vez, como metáfora de um estado entre extremos, sem que o seu efeito seja físico, mas apenas sonoro e emocional. Os extremos abordados enaltecem dor e alívio, presença e ausência. É uma canção despida, ou melhor, vestida de vulnerabilidade de quem se encontra entre fronteiras físicas e emocionais.
“No fundo desse mar estou eu / No fundo desse mar tão frio / Confundo os imorais com os meus / E afundo nesse mar vazio”
Mais à frente, a metáfora do mar transforma-se em imagem de exílio emocional: “Eu bebo vinho pra ficar mais cá / Eu bebo vinho pra ficar mais claro / Eu bebo vinho pra ficar machucado / Eu bebo vinho pra ficar mais cá”.
“É como se as feridas encontrassem abrigo, ou quase-cura, em forma de canção” afirma o cantor.
Com raízes no Brasil e em Portugal, Jay Mezo destaca-se como uma das vozes mais singulares da nova música lusófona. A estética cruza sotaques, géneros e emoções com naturalidade, aliando a introspecção urbana portuguesa ao lirismo da tradição brasileira. A sua obra rompe fronteiras estilísticas, com influências que vão do R&B ao funk triste, passando pelo spoken word e pela música popular brasileira.
Com presença confirmada no festival AgitÁgueda, no próximo dia 14 de Julho, Jay sobe ao palco com um espectáculo que promete traduzir em som e emoção todo o universo que constrói nas suas canções. ‘Vinho’, a sua nova canção, encontra-se agora disponível em todas as plataformas digitais.
Coffee Breakz #122 – Samplaria do Bairro. Ozzy Osbourne (1948-2025)

Coffee Breakz #122 – Samplaria do Bairro. Ozzy Osbourne (1948-2025)
Autor: Helder Gomes
Colagens sonoras, encontros improváveis e grandes embates entre o vinil e o digital. O Coffee Breakz é o elo perdido entre o rádio a pilhas e os pratos de DJ. E tem um Samplaria do Bairro aberta 24/7.
Tracklist:
1. Beastie Boys — Rhymin & Stealin
2. Black Sabbath — Sweet Leaf
3. Cypress Hill — I Ain’t Goin’ Out Like That
4. Black Sabbath
4.1 Wicked World
4.2 The Wizard
5. Outkast — Hootie Hoo
6. A Tribe Called Quest — We the People….
7. Black Sabbath — Behind the Wall of Sleep
8. Trick Daddy — Let’s Go (ft. Twista & Lil Jon)
9. Ozzy Osbourne — Crazy Train
10. Kanye West — Hell of a Life
11. Black Sabbath — Iron Man
Marcelo Lobato – Vida Rasteja (2025) (single)

Marcelo Lobato – Vida Rasteja (2025) (single)
Marcelo Lobato relança mais um clássico d’O Rappa: “Vida Rasteja”
Nova versão faz parte do projeto Afrika Gumbe e chega às plataformas nesta sexta-feira (18), com sonoridade eletrorgânica e letra que reflete o contraste urbano do Rio de Janeiro
Depois de revisitar “Uma Vida Só”, o multi-instrumentista Marcelo Lobato lança nesta sexta-feira, 18, uma nova versão para “Vida Rasteja”, faixa originalmente gravada em 2013 por O Rappa no álbum “Nunca Tem Fim…”. A releitura integra o projeto autoral Afrika Gumbe, que funde elementos eletrônicos, percussivos e analógicos para reimaginar clássicos com novas camadas sonoras e narrativas. Faça o pré-save de “Vida Rasteja” aqui.
“Eu compus esta música ao piano. Era instrumental. Depois de muito tempo resolvi fazer uma letra — e ela fala sobre o contraste de viver num lugar tão belo como o Rio de Janeiro e ter de conviver, ao mesmo tempo, com o lado cruel e violento que assola a cidade”, explica Lobato. “Inicialmente, O Rappa lançou a versão no álbum Nunca Tem Fim…, produzido por Tom Sabóia. Boa parte do disco foi gravada no meu estúdio, o Jimo, e a capa foi feita pelo Mike Deodato, desenhista da Marvel, procedente de João Pessoa.”
A nova versão de “Vida Rasteja” traz uma levada mais introspectiva e atmosférica, com camadas eletrônicas e o uso de instrumentos dedilhados, que já são marca do Afrika Gumbe. “Durante a pandemia, o Afrika Gumbe foi obrigado a esperar o momento adequado para finalizá-la. Agora, ela entra para o álbum Soro Energizado, que lançaremos em breve. A levada tem esse aspecto meio mantra, com os contrapontos dos instrumentos. E o tema, infelizmente, continua atual. Cada vez mais cresce a banalização do uso de armas, principalmente nos grandes centros urbanos. Se começar foi fácil, difícil vai ser parar.”
Com versos como “a máquina desgovernada consome a vontade de ficar na paz”, a faixa retorna às plataformas como um retrato sensível e potente da exaustão urbana — agora, potencializado por arranjos que equilibram a organicidade da percussão com a tensão de uma paisagem eletrônica.
Sobre Marcelo Lobato
Marcelo Lobato é músico, compositor e produtor, conhecido por sua trajetória marcante como tecladista, percussionista e vocalista d’O Rappa. Atualmente, Marcelo é fundador da banda Afrika Gumbe e se dedica ao seu projeto solo, explorando novas possibilidades sonoras e transitando entre diferentes influências com uma abordagem experimental. Seu último EP, Carregador de Piano, mostrou um olhar autoral e intimista, evidenciando sua versatilidade. Agora, com o lançamento de O Corte, Marcelo reafirma sua identidade musical e sua capacidade de transformar reflexões profundas em experiências sonoras envolventes.
Mar – Old Money (2025) (single)

Mar – Old Money (2025) (single) id
Em “OLD MONEY”, o valor de MAR revela-se
“claro como um tiro no escuro”
O novo single da cantora, produtora e compositora assinala mais um passo largo em direcção à estreia do seu novo projecto a solo.
Na iminência de novidades maiores, MAR desvenda mais uma peça do seu próximo disco: “OLD MONEY”, canção que segue uma linha de continuidade dos mais recentes temas divulgados – “Explica Só” e “O Meu Pai” – vem reforçar o carácter íntimo deste seu novo trabalho a solo — um projecto que, ainda com data de lançamento por revelar, terá edição prevista para mais breve do que se possa esperar.
Estreia assim mais um episódio da série de faixas que representa um capítulo decisivo na carreira de MAR. Ela que deu os primeiros passos na música a compor em inglês, para mais tarde se reinventar na sua língua-mãe, tem vindo a experimentar-se em diferentes sonoridades ao longo dos anos, para se descobrir nesta que melhor lhe assenta: com a sua cristalina voz completamente despida, “OLD MONEY” é exemplo por excelência das capacidades apuradas que MAR veio a desenvolver ao longo do tempo.
“É uma canção de amor na sua base… de amor que toca em pontos de cura mas também de ambição de legado – criar e deixar um legado de riqueza emocional e espiritual essencialmente – descreve como eu vivo o amor todos os dias, e tem tanto de realidade como manifestação!” acrescenta MAR.
Cada vez mais à vontade a versar sobre os seus próprios sentimentos, na composição das suas letras e na produção das canções, MAR tem-se revelado admiravelmente hábil. Agora em retrospectiva — exercício que a própria artista convida a fazer nesta canção —, o talento em bruto que, anos atrás, germinava na cantora revelar-se-ia “claro como um tiro no escuro”. E nada como testemunhar agora os frutos maduros desse talento ao vivo e a cores — a data está marcada e não falta muito, encontro no Festival F, a dia 4 de Setembro.
“OLD MONEY” levanta mais um bocadinho do véu, e mantém a curiosidade aguçada do que mais poderá vir da artista. O novo single encontra-se agora disponível em todas as plataformas digitais.
Memória de Elefante (28/07/25)

Memória de Elefante (28/07/25)
Memória de Elefante rubrica semanal de 28/07/25 a 03/08/25
Autor: Francesco Valente
Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.
Tracklist:
01. Nina Simone – July Tree (1965)
02. Pink Floyd – Time (1973)
03. Richard Galliano, Jean-Charles Capon, Gilles Perrin – Blue Rondo à la Turk (2011)
04. Jethro Tull – Aqualung (1971)
05. Stanley Jordan – ‘Round Midnight (1985)
06. Tom Waits – Jockey Full of Bourbon (1985)
07. Codona – Mumakata (1979)
08. Jacob Collier, Jules Buckley & Metropole Orkest – Everlasting Motion (feat. Hamid El Kasri) (2018)
08. Lucky Dube – Together As One (1988)
1 Álbum 100 Palavras #104: Jacob Collier with Metropole Orkest conducted by Jules Buckley – Djesse Vol. 1 (2018)
1 Álbum 100 Palavras #104: Jacob Collier with Metropole Orkest conducted by Jules Buckley – Djesse Vol. 1 (2018)
Um podcast de Francesco Valente:
1 álbum “sem” ou “100” palavras, por semana! Uma pérola musical da história da música, descrita em 100 palavras! Cada dia da semana, às 14h na Rádio Olisipo. Boa escuta!
“Djesse Vol. 1” (2018) é o primeiro de quatro volumes do projeto de Jacob Collier, com a colaboração da Metropole Orkest, conduzida por Jules Buckley.
Este álbum mistura instrumentos clássicos, jazz, funk, pop, R&B e ritmos gnawa. Destacam-se “Home Is”, “Overture”, “Everlasting Motion” com Hamid El Kasri e versões caleidoscópicas de “Every Little Thing She Does Is Magic” e “All Night Long”. Faixas como “Ocean Wide, Canyon Deep” (com Laura Mvula) e o encerramento explosivo com “All Night Long” são momentos de pura revelação sonora.
“Djesse Vol. 1” é um manifesto de ambição, virtuosismo e colaboração global — um panorama fascinante e intenso.
Prazeres Interrompidos #389: Philip K. Dick – Blade Runner: Perigo Iminente (1968)

Prazeres Interrompidos #389: Philip K. Dick – Blade Runner: Perigo Iminente (1968)
Autor:
Octávio Nuno
Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!
de prémios Rick Deckard caminhava sorrateiro à procura da sua presa – um andróide renegado.
Quando não os estava a «retirar» com o seu laser, Deckard sonhava em possuir um animal vivo – o último símbolo de status num mundo completamente privado de vida não humana. Num dia gélido de Janeiro, Rick viu a sua oportunidade. Estava destacado para matar seis andróides Nexus-6. Mas, no seu mundo, as coisas nunca eram assim tão simples. A sua nomeação depressa se transformou num caleidoscópio de pesadelo, subterfúgio e fraude – e na ameaça de morte que pairava mais sobre o caçador do que sobre os caçados.
Astra Vaga – Cor-de-Rosa (2025) (single)

Astra Vaga – Cor-de-Rosa (2025) (single) id
“Cor-de-Rosa” é o novo single de Astra Vaga — uma ode melancólica à inocência perdida
Pedro Ledo, músico português com um percurso que inclui projetos como The Miami Flu e Lululemon, continua a afirmar a identidade singular de Astra Vaga com o seu novo single, “Cor-de-Rosa”. Depois de se estrear com “Lamento” e de disponibilizar nas plataformas digitais a faixa “Roxo”, o artista revela agora o terceiro avanço do seu projeto a solo em português. “Cor-de-Rosa” já se encontra disponível em todas as plataformas digitais e chega acompanhado por um videoclipe.
Com “Cor-de-Rosa”, Pedro mergulha numa melancolia doce e nostálgica. A canção evoca a saudade de um tempo mais simples, visto por uma lente cor-de-rosa onde tudo parecia possível. Com guitarras etéreas, synths envolventes e um ritmo hipnótico, “Cor-de-Rosa” é uma ode à inocência perdida — ao modo como idealizávamos o mundo antes da desilusão. A letra reflete esse olhar suave e sonhador, um desejo de voltar a sentir como se sentia antes, mesmo sabendo que esse passado já não existe. É uma canção de beleza frágil, feita para quem ainda guarda dentro de si uma versão mais luminosa da vida.
Tal como nos temas anteriores, a estética sonora de Astra Vaga conjuga elementos do rock, do pós-punk e do dream pop, explorando a tensão entre leveza e densidade emocional. O universo visual e musical mantém-se fiel a uma identidade que alia introspeção e arrojo, agora com uma abordagem ainda mais evocativa e sensorial.
“Cor-de-Rosa” conta com letra e música de Pedro Ledo, a mistura de Zé Nando Pimenta (ARDA Recorders) e a masterização do próprio artista. O lançamento é acompanhado por um videoclipe, que prolonga no campo da imagem o ambiente emocional sugerido pela música.
Com um percurso que inclui atuações em festivais e palcos como o NOS Alive, Lisbon Psych Fest, L’International Paris (França) e Wavves Wien (Áustria), Pedro Ledo dá assim continuidade ao seu caminho com Astra Vaga, afirmando-se como uma das vozes mais interessantes da atual produção musical portuguesa.
“Cor-de-Rosa”, bem como o videoclipe que a acompanha, já se encontra disponível em todas as plataformas digitais.