Cada Domingo a partir das 9 horas, uma hora de jazz com Danilo Di Termini. Duke Ellington disse uma vez que estava se tornando sempre mais difícil estabelecer onde começava ou acabava o jazz, onde começava Tin Pan Alley e acabava o jazz, ou até onde residia a fronteira entre a música clássica e o jazz. Não será certamente o Jazztracks a traçar estas linhas de fronteira.
Tracklist:
Marco Vezzoso Alessandro Collina – A Tuk Tuk for Phnom Penh
Nubya Garcia – La cumbia me está llamando (Kaidi Tatham Remix)
Arthur O’Farrill – Despedida: Del Mar
Woody Herman – Summer Sequence Part 4
Stan Getz – People Time
Cannonball Adderley – One for Daddy-O
James Newton – Black and tan Fantasy
Roland Kirk – In a Mellow Tone
Quincy Jones – Soul Bossa Nova
Catman Plays The Blues #184
Catman Plays The Blues #184
Autor:
Manuel Pais
Terminamos esta semana a audição do Festival de Blues de Chicago deste ano de 2025 com um concerto do jovem prodígio do Blues Christone Kingfish Ingram e da sua banda.
Jonny Abbey – Jiji’s whisper (2025) (single)
Jonny Abbey – Jiji’s whisper (2025) (single)
Data de Lançamento: 11 de julho de 2025
Artista: Jonny Abbey
Título: jiji’s whisper
Género: Lofi, Chillhop
Editora: Tangerina Music
Formato de Lançamento: Digital
Sinopse
Jonny Abbey transporta os ouvintes para a beleza serena da época de floração das nogueiras em Portugal com “jiji’s whisper”, uma faixa que respira a magia tranquila da natureza. Inspirada pela delicada transição da primavera para o verão, a música combina gravações de campo capturadas na ilha de São Miguel, nos Açores, com instrumentação nostálgica e calorosa. Marcando o primeiro lançamento de Jonny com a editora brasileira Tangerina Music, esta peça atravessa o Atlântico, fundindo paisagens sonoras orgânicas com uma musicalidade terna.
Descrição da Faixa
O título em minúsculas “jiji’s whisper” reflete a essência calma e despretensiosa da música — como o leve sussurro das folhas ou o vento a correr pelos ramos. No seu cerne, a faixa é uma ode a momentos efémeros, em que o tempo parece desacelerar sob a sombra das antigas nogueiras.
Uma guitarra elétrica dedilhada, rica em ressonâncias de cordas soltas, forma a base, evocando uma sensação de saudade suave. O yangqin, um instrumento chinês tradicional, acrescenta uma textura etérea em tremolo, com as suas notas em cascata a lembrar a luz filtrada pelas folhagens.
As gravações de campo de São Miguel — cantos subtis de pássaros, ribeiros ao longe, o leve ranger de ramos ao vento — misturam-se perfeitamente na composição, ancorando-a num sentido palpável de lugar. O resultado é uma experiência meditativa, quase cinematográfica, em que cada nota parece uma lufada de ar fresco.
“jiji’s whisper” é mais do que uma canção; é um convite para parar, para ouvir atentamente e se perder na beleza tranquila dos ritmos da natureza.
Sobre o Artista
Jonny Abbey, guitarrista e produtor português de Lofi, é conhecido por misturar elementos orgânicos e eletrónicos para criar paisagens sonoras profundamente emotivas. O seu trabalho parte frequentemente de experiências pessoais e lugares de inspiração profunda, resultando em composições que são, ao mesmo tempo, imersivas e introspetivas.
Com “jiji’s whisper”, Jonny continua a sua jornada de contar histórias através do som, utilizando texturas ricas e detalhes intricados para criar um espaço musical que convida os ouvintes a entrar no seu mundo de nostalgia e reflexão.
Informações de Lançamento
“jiji’s whisper” estará disponível em todas as principais plataformas de streaming, incluindo Spotify, Apple Music e Amazon Music, a partir de 22 de julho de 2025.
Créditos
• Arte da Capa – Lilit Danielyan
• Compositor & Produtor – Jonny Abbey
• Todos os Instrumentos – Jonny Abbey
• Gravações de Campo – Captadas em São Miguel, Açores
• Mistura – Jonny Abbey
• Masterização – Leonardo Pinto
• Editora – Tangerina Music
Para Contactos de Imprensa:
Jonny Abbey – jonnyabbeymusic@gmail.com
Website: https://jonnyabbey.com
Instagram: @jonnyabbey
African Roots #81
African Roots #81
Autor:
Gil Santos
African Roots é um podcast semanal que explora as sonoridades Africanas, indo às raízes e aos discos perdidos, passando por novos projetos sem rótulos estilísticos, podemos ir do boogie ao semba, das mornas ao soul, do zouk ao disco. Há espaço para tudo o que seja boa música Africana.
Esteves sem Metafísica – Dar-me de volta (2025) (single)
Esteves sem Metafísica – Dar-me de volta (2025) (single)
Já se encontra disponível “de.bu.te.”, o primeiro álbum de Esteves sem Metafísica — projeto musical da escritora e poeta Teresa Esteves da Fonseca. O disco é o culminar de cinco anos de composição, experimentação e maturação artística, e apresenta-se como um gesto inaugural, íntimo e sem concessões, no qual a palavra, a emoção e a liberdade se cruzam numa linguagem sonora única.
Produzido por Sebastião Macedo (Príncipe), “de.bu.te.” resulta de uma colaboração profundamente intuitiva entre artista e produtor. “A escolha do Sebastião foi clara desde o início — era fã da música dele. Ele entendeu a minha linguagem, potenciou-a, e levou-a a sítios que eu não imaginava”, partilha Teresa. Ao longo do disco, a produção revela-se como extensão natural da escrita, abrindo espaço para atmosferas texturais, dinâmicas e emocionalmente envolventes.
Musicalmente, o álbum habita o território do indie pop e da pop alternativa, mas evita categorias fáceis. As influências vão de Beatles a Andrew Lloyd Webber, passando por Isaac Albéniz, Samuel Úria, Bach, o fado e o cancioneiro tradicional português. Trata-se de um registo profundamente eclético e intencional, onde a escuta demorada e a procura do essencial sobressaem sobre qualquer estética passageira.
A componente lírica assume um papel central. Herdeira da sua formação literária e do seu percurso na poesia (é autora do livro “A morte não tem pátria”, 2023), Teresa Esteves da Fonseca constrói neste disco um corpo poético onde se inscrevem as suas vivências enquanto mulher, ser espiritual e corpo em transformação. “Falo do desejo e da promessa, do vício e da glória, da alma e da carne. Tento sempre escrever com verdade — mesmo que isso implique despir-me da vergonha ou do auto-preconceito.”
O álbum foi precedido pelo single “sóbria”, lançado a 22 de maio, descrito como “um hino à juventude inconsequente” e o ponto de partida do percurso musical da artista. Com quadras simples e atmosfera etérea, “sóbria” revelou-se a faixa mais acessível do disco — e, simultaneamente, o seu primeiro impulso criativo.
“de.bu.te.” é um disco que não se apressa, nem se explica em demasia. É uma proposta que se constrói na escuta atenta, onde cada faixa se revela como fragmento de uma identidade artística em afirmação. Um primeiro passo seguro, lírico e visceral, de uma voz que chegou para ficar.
O álbum conta com o apoio da Fundação GDA e já se encontra disponível em todas as plataformas digitais.
Prazeres Interrompidos #388: Tom Clancy – Red Storm Rising / the Hunt for Red October by Tom Clancy (1986)
Prazeres Interrompidos #388: Tom Clancy – Red Storm Rising / the Hunt for Red October by Tom Clancy (1986)
Autor:
Octávio Nuno
Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!
“Allah!”With that shrill cry, three Muslim terrorists blow up a key Soviet oil complex, creating a critical oil shortage that threatens the stability of the USSR.To offer the effects of this disaster, members of the Politburo and the KGB devise a brilliant plan of diplomatic trickery – a sequence of events designed to pit the NATO allies against each other – a distraction calculated to enable the Soviets to seize all the oil in the Persian Gulf.But as this spellbinding story of international intrigue and global politics nears its climax, the Soviets are faced with another prospect, one they hadn’t planned a full-scale conflict in which nobody can win.
Silva Lining Band – All I Know (2025) (single)
Silva Lining Band – All I Know (2025) (single) id
“All I Know” é uma balada suave, com tons de jazz, que combina a vulnerabilidade emocional com texturas musicais ricas. Com uma atuação vocal terna na sua essência, a canção explora temas de saudade, incerteza e a fragilidade do amor. Linhas de piano suaves, harmonias quentes e mudanças rítmicas subtis criam uma atmosfera íntima que convida os ouvintes para um momento profundamente pessoal.
A faixa capta um ambiente intemporal – simultaneamente melancólico e esperançoso – realçando o dom da Silva Lining Band para a mistura de géneros. A banda, vencedora do prémio “Best Rock Performance” nos IPMAs de 2025, foi também nomeada finalista em 10 categorias para os prémios ISSA de 2025, que se realizam em agosto em Atlanta, Geórgia, nos EUA.
Nascido em Lisboa, criado em Londres. Nascido em Londres, criado em Lisboa. Três gerações, duas cidades, uma família. Nuno,Catarina e Tiago, com raízes portuguesas e charme inglês, uma fusão que dá origem à Silva Lining Band. Alguns diriam que menos é mais… mas não é o caso da família Silva. “Quantos mais melhor” é o seu lema e a Silva Lining Band não é uma exceção, com o álbum de estreia “Lisboa” que inclui mais de 12 músicos e que passa por vários estilos, desde do funk ao swing, jazz e rock. Em 2025, a sonoridade única da Banda valeu-lhes o prémio de Best Rock Performance nos International Portuguese Music Awards.
Coffee Breakz #121 – Ride Into the Sun
Coffee Breakz #121 – Ride Into the Sun
Autor: Helder Gomes
Colagens sonoras, encontros improváveis e grandes embates entre o vinil e o digital. O Coffee Breakz é o elo perdido entre o rádio a pilhas e os pratos de DJ. E tem um Samplaria do Bairro aberta 24/7.
Tracklist:
Brad Mehldau 1.1 Between the Bars 1.2 Tomorrow Tomorrow (ft. Daniel Rossen) 1.3 Better Be Quiet Now
Elliott Smith — Between the Bars
Noah Cyrus & Bill Callahan — XXX
Mão Morta 4.1 O Herói (pt. 1) 4.2 O Herói (pt. 2) 4.3 O Herói (pt. 1) Instrumental
Cisneros — Wasted (ft. Chester Watson)
Galya Bisengalieva — Alash-Kala (The Bug Reflection)
Tyler, The Creator — Tell Me What It Is
Kelis — Millionaire (ft. André 3000)
Clipse — Chains & Whips (ft. Kendrick Lamar)
Cherry Wainer & Don Storer — Take Five
Barry White Gone Wrong – Deep House (2025) (single)
Barry White Gone Wrong – Deep House (2025) (single) id
2025 marca o regresso dos Barry White Gone Wrong aos discos. Gravado nos BlackSheep Studios, o terceiro registo de originais da banda vai ser editado em Outubro. Um álbum que não esconde fragilidades, na intimidade das letras, nem oculta influências tão diversas como a música popular afro-americana ou a sonoridade de Bristol.
Disponível desde hoje nas principais plataformas digitais, “Deep House”, o single de apresentação do novo trabalho dos BWGW fala de como podemos reagir, de forma errada, a atitudes que achamos erradas em pessoas que amamos. O amor é cego e, às vezes, levamos muito tempo a ver como são, realmente, as nossas relações, a perceber que os erros vêm sempre dos dois lados.
A letra é transposta para o vídeo através da simbolização da bagagem emocional, que todos carregamos, e do facto de, muitas vezes, andarmos perdidos, a procurar uma coisa que nem sabemos o que é, com uma mala pesada. O vídeo “Deep House” é a primeira parte de uma história. A segunda parte sairá com o próximo single, “Pink Flamingo”. É que, por vezes, andamos em frente, sem pensar em desvios, com uma mala cheia, mas leve.
Com quase 15 anos de estrada e centenas de concertos, os BWGW regressam, em 2025, ao seu estado natural: ao vivo e com música nova!
Trovador Urbano #59
Trovador Urbano #59
Autor:
David Calderon
(episódio de 22 de julho)
Trovador Urbano
Presentador: David Calderón
Inicio emisiones: Año 1994
Programa, duración, dia y hora: Trovador Urbano, 120-180 min, Martes a las 16:00 (hora Madrid)
Día y hora México (hora central): Martes a las 09:00 am
Tipo: Directo
Descripción: Su programa, Trovador Urbano, es una gran familia de la radio rock. Ahora, además, noticias y conciertos del rock/metal/punk nacional, siempre contando con tu fundamental apoyo, para dar visibilidad a las bandas….LARGA VIDA AL ROCK N ROLL!!
Dirección mail para envío material bandas: trovadorurbanoradio@gmail.com
Aproveitando as celebrações do 50o aniversário da independência de Cabo Verde, anuncío o lançamento nas plataformas digitais do meu mais recente trabalho
intitulado “Sêrena”.
Trata-se de um álbum conceptual que tem como temática o exaltar do ser feminino representado na figura materna, na mulher, na amante, na ilha abrigo, na terra que nos acolhe, concebe, protege e acarinha, nos acompanha e aconselha, nos dá a luz e à luz.
O enredo da estória passa-se numa altura antes do “tempo de caniquinha” (termo popular usado em Cabo Verde para designar algo que se passou num tempo muito remoto) nas ilhas da outra face da lua onde uma sereia aparecia nas praias encantando o povo com o seu canto e beleza.
Era uma autêntica romaria contemplativa e transformativa que despertava nas pessoas o melhor da sua essência tornando-as mais fraternas. Graças a isso criou-se uma sociedade mais harmoniosa e pacifica abençoada e inspirada por esse ser mágico.
Temática do single – ” Nhô Denga e quêl Sêrena “
É um dos episódios do álbum em que entra uma personagem do imaginário popular de Cabo Verde que é o Nhô Denga e que no caso particular deste tema representa um ser egoísta, mesquinho, narciso, com muito poder e riqueza material julgando-se com isso o dono do mundo com o direito a dispor e a mandar na vida dos seus congéneres. A humanidade está sempre em perigo por causa dessas individualidades e personalidades que estão sempre à espreita à espera da sua oportunidade para subverter e atropelar a paz social e no caso concreto desta estória também não houve exceção à regra.
Aconteceu então que o Nhô Denga ouvindo e vendo a Sereia, também se encantou perdidamente pela sua beleza e voz e devido à sua personalidade desequilibrada, resolveu raptá-la para tê-la só para ele.
Com isso, ela deixou de cantar porque só conseguia fazê-lo se estivesse em liberdade, o amor não se podia comprar nem ser tomado à força. Então tudo naquela terra começou a definhar e a morrer, deixou de chover, as ribeiras começaram a secar, o verde desapareceu e as pessoas ficaram infelizes.
Nas noites de lua cheia ela subia a uma das torres do Palácio do Nhô Denga que ficava no Monte cara e lamentava a sua situação, fazendo ecoar a sua voz no mar da Baia e pedindo ajuda para que alguém a viesse salvar.
Até que chegou um dia e surgiu nos céus um ser encantado que brilhava tanto como se fosse ele próprio uma estrela feita de ouro montado num cavalo alado/
marinho e que tendo ouvido os apelos da sereia se prontificou para a ajudar. O Nhô Denga, ganancioso como era não conseguiu evitar ficar pasmado a olhar para aquele brilho intenso dourado que vinha na sua direção e acabando por ficar cego devido a isso deixou de representar um perigo para todos.
Assim a Sereia foi salva e livre voltou a encantar o mundo.