1 Álbum 100 Palavras #103: Khan Jamal – Infinity (1968)

1 Álbum 100 Palavras #103: Khan Jamal – Infinity (1968)

Um podcast de Francesco Valente: 

1 álbum “sem” ou “100” palavras, por semana! Uma pérola musical da história da música, descrita em 100 palavras! Cada dia da semana, às 14h na Rádio Olisipo. Boa escuta!

“Infinity” (gravado em 1968, mas lançado apenas em 1984) é uma obra-prima do vibrafonista norte-americano Khan Jamal, uma fusão visionária de free jazz, espiritualidade sonora e psicodelia afro-americana. Acompanhado por músicos do coletivo Sounds of Liberation, Jamal conduz uma jornada musical hipnótica, onde vibrafone, saxofone e percussões se entrelaçam em paisagens sonoras meditativas e incendiárias. Faixas como “The Known Unknown” e “Inner Peace” revelam uma busca por transcendência musical, ecoando o espírito de Sun Ra e Alice Coltrane. Embora inicialmente obscuro, o disco ganhou culto após sua redescoberta, sendo hoje considerado um clássico oculto do jazz espiritual dos anos 1970.

Prazeres Interrompidos #387: Joseph Conrad – O Agente Secreto (1907)

Prazeres Interrompidos #387:  Joseph Conrad – O Agente Secreto (1907)

Autor:

Octávio Nuno

Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!

O Agente Secreto de Conrad é o indolente Adolphe Verloc, um agitador profissional ao serviço de uma embaixada. Apaixonado por Winnie, a sua mulher, que casara com ele para garantir uma vida tranquila para o irmão mais novo, Verloc é forçado a sair da sua modorra quando o secretário da embaixada para a qual trabalha lhe exige que leve a cabo um atentado de modo a obrigar a polícia a desempenhar uma ação repressiva contra os anarquistas revolucionários.

Sem outra alternativa a não ser cumprir a ordem que lhe é dada, Verloc decide lançar um engenho explosivo contra o Observatório de Greenwich, o símbolo máximo do espírito científico que reinava na altura. No entanto, algo corre muito mal8Publicado pela primeira vez em 1907, numa época marcada por uma intensa agitação política, O Agente Secreto é atualmente considerado um dos melhores romances policiais de sempre.

Brisa – Trovoada (2025) (single)

Brisa – Trovoada (2025) (single)

No passado dia 9 de Maio, Brisa lançou o seu mais recente single, “Trovoada”, uma poderosa colaboração com o produtor Guerra, que assina com ela a música e a letra. Este tema marca um novo capítulo na jornada da cantora portuguesa e mergulha-nos numa tempestade sonora e lírica que liberta tudo aquilo que escondemos dentro de nós. “Trovoada” é a catarse depois do silêncio, a destruição necessária para dar lugar à renovação.

Brisa, conhecida por criar canções profundamente emotivas e melódicas, tem vindo a conquistar o público português com a sua escrita honesta e envolvente. A artista tem dado corpo a um universo que se liga às emoções humanas. Esta abordagem conceptual ganhou forma no seu EP de estreia, “CASULO”, uma viagem que nos leva do caos interior à transformação.

A viagem de “CASULO” começou em 2021 com “Nuvem”, onde Brisa explorava a ansiedade e a dificuldade de viver no presente. Depois, em “Férias de Mim” — escrita com Francesco Meoli e Miguel Coimbra (D.A.M.A) — mergulhámos nas profundezas do subconsciente, a voz interior que exige ser ouvida. “Outro Mar”, lançado em 2022 e novamente com produção de Meoli, simboliza a busca por um novo horizonte. Por fim, “Metamorfose”, colaboração com Gonzalo Tau e ARIEL, conclui o ciclo com uma celebração da mudança, usando a natureza como espelho da alma.

Agora, com “Trovoada”, ecoa a mesma urgência de expressão emocional e ligação humana. Este novo single surge como uma libertação, um grito que limpa o céu para que algo novo possa florescer, uma forma de nos reconhecermos e de nos reinventarmos.

Além da sua carreira a solo, Brisa tem vindo a deixar marca noutras frentes. Foi coautora da canção que ficou em segundo lugar no Festival da Canção 2023, reforçando o seu papel como uma das vozes mais promissoras da nova música portuguesa.

Jazz Tracks de Danilo Di Termini #76

Jazz Tracks de Danilo Di Termini #76

Descrição do podcast:

Cada Domingo a partir das 9 horas, uma hora de jazz com Danilo Di Termini. Duke Ellington disse uma vez que estava se tornando sempre mais difícil estabelecer onde começava ou acabava o jazz, onde começava Tin Pan Alley e acabava o jazz, ou até onde residia a fronteira entre a música clássica e o jazz. Não será certamente o Jazztracks a traçar estas linhas de fronteira.

Tracklist:

Jonathan Blake – Steppin’ Out

Enrico Rava – Quizás, Quizás, Quizás

Chico O’Farrill / Machito – Afro-Cuban Jazz Suite: Rhumba Abierta

Woody Herman – Four Brothers

Pat Martino – Oleo

Franco Cerri – East of the Sun

Tal Farlow – Isn’t It Romantic?

Paul Motian – Little Rootie Tootie

John Coltrane – A Love Supreme, Pt. I – Acknowledgement

Catman Plays The Blues #183

Catman Plays The Blues #183

Continuamos esta semana a apresentar a edição deste ano do Festival de Blues de Chicago com  a actuação em modo acústico de 3 novos valores do Blues: Joey J. Saye, Stephen Hull e Harrel Young Rell Davenport.

Manta – Engana-me (2025) (single)

Manta – Engana-me (2025) (single) 

“Engana-me” é o novo single dos MANTA

Em ‘112’ abordam a saúde mental sem medos, em ‘Não Dou’ exploram a continuidade dessa problemática tão importante de ser “falada” e “cantada” numa vertente ainda mais Rock. ‘Engana-me’ entrega-nos uma sonoridade mais leve, onde MANTA, ZIM e Vitor Lusquiños, retratam o desamor numa canção romântica na forma, mas crua na essência.

Autores de todos os seus versos e melodias, iniciaram este caminho com um single impactante que aborda a saúde mental, sem tabus, e prometem continuar a trazer temas importantes nos seus próximos lançamentos.

Conhecidos pelas suas abordagens híbridas e viscerais, a dupla do norte vive entre géneros e este novo single é prova disso – um cruzamento entre Hip-Hop, Pop e Rock. Esta nova música transforma uma relação de amor e ódio em poesia, onde o “alvo” não é uma pessoa, mas a própria Música. 

Surge também numa espécie de discussão íntima onde os dois membros dos MANTA confrontam os altos e baixos da relação que têm com aquilo que mais os define. Amar a dor e odiar o amor — e o contrário também.

A produção deste ‘Engana-me’ é assinada por Gabriel Faria, com composição original dos próprios MANTA, e mistura e masterização de Michael “Mic” Ferreira, na Sine Factory, referência no panorama nacional. 

O resultado é uma faixa intensa, com guitarras que cantam, versos melódicos e uma carga emocional que viaja até ao último segundo. O amor e o ódio, a beleza e o caos. O desassossego no meio do sossego, quando o silêncio fala alto e se transforma em canção.

Com este lançamento, os MANTA continuam a construir uma identidade única na nova música portuguesa, desafiando géneros e entregando canções que se sentem tanto quanto se ouvem. Este novo single encontra-se agora disponível em todas as plataformas digitais.

Lau Slater – Overthinking (2025) (single)

Lau Slater – Overthinking (2025) (single) 

Lau Slater surgiu em 2019, em Barcelos, e (re)nasceu em 2022 com uma nova visão musical. Uma banda que cria o seu próprio estilo e harmoniza as suas ideias em sintetizadores e guitarras.

Em junho de 2024, lançam o seu primeiro single, “Vida Parada”, marcando a identidade sonora que seria aprofundada no seu primeiro EP, “Ecos de Silêncio”, editado em setembro do mesmo ano. Um projeto de temas profundos, que explora uma sonoridade mais pesada e psicadélica.

No final de 2024, apresentam um novo projeto: “Post Summer Love”. Com temas mais vibrantes e uma sonoridade virada para o Pop, a banda continua a explorar novas paisagens musicais, sem perder a sua essência.

Em 2025, contam com o lançamento do primeiro single, “Overthink”, de um futuro projeto com diferentes texturas das já exploradas.

Prazeres Interrompidos #386: Ken Kesey – Voando sobre um Ninho de Cucos (1962)

Prazeres Interrompidos #386: Ken Kesey – Voando sobre um Ninho de Cucos (1962)

Autor:

Octávio Nuno

Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!

Tyrannical Nurse Ratched rules her ward in an Oregon State mental hospital with a strict and unbending routine, unopposed by her patients, who remain cowed by mind-numbing medication and the threat of electric shock therapy. But her regime is disrupted by the arrival of McMurphy – the swaggering, fun-loving trickster with a devilish grin who resolves to oppose her rules on behalf of his fellow inmates. His struggle is seen through the eyes of Chief Bromden, a seemingly mute half-Indian patient who understands McMurphy’s heroic attempt to do battle with the powers that keep them imprisoned. Ken Kesey’s extraordinary first novel is an exuberant, ribald and devastatingly honest portrayal of the boundaries between sanity and madness.

Martim Taborda – Brisa Coisa Breve (2025) (single)

Martim Taborda – Brisa Coisa Breve (2025) (single) 

Martim Taborda acaba de editar “Verde”, o seu álbum de estreia, disponível desde o passado sábado, dia 5 de julho, em todas as plataformas digitais. Composto por dez faixas originais, o disco afirma o músico como uma nova voz autoral no cruzamento entre a canção, a música popular brasileira e o jazz contemporâneo — com arranjos delicados, texturas orgânicas e uma escrita que habita entre a ternura e a observação.

Com raízes em Oeiras, Martim começou a tocar guitarra aos 14 anos, num processo autodidata movido pela curiosidade. O contacto com a bossa nova e a música popular brasileira abriu-lhe caminhos de expressão harmónica e rítmica, que aqui ganham forma numa linguagem musical própria — feita de balanço, lirismo e intenção.

“Verde” apresenta-se como um convite a viajar por dentro e por fora. As canções movem-se entre o quente e o melancólico, entre o improviso e a contemplação. Ao longo do disco, Martim explora a memória afetiva, o quotidiano lisboeta, os desencontros, as saudades e os pequenos prazeres — numa escrita que ora se aproxima da crónica urbana, ora da poesia sensível e quase falada.

Produzido em colaboração com Jason Baretto, o álbum foi gravado, misturado e masterizado no MNK Studio, com participações de músicos como Aarti Venkat, Josh Das, Tymon Trąbczyński, Eion Grace e uma secção de cordas dirigida por Stefano Tiero. Martim assina a voz, guitarra, baixo, trompete e parte dos arranjos. A masterização esteve a cargo de Miltiadis Kyvernitis.

Como single de apresentação, o tema “Brisa Coisa Breve” sintetiza o espírito do disco: uma ode despretensiosa à intimidade, ao humor partilhado e ao amor vivido com leveza. Com versos que caminham entre o coloquial e o poético, a canção resume um desejo de vida feita de gestos pequenos e intensos: “O que eu quero mesmo, mesmo / É ir na 5a e voltar na 4a / E irmos por aí, perdidos / E mais o raio que o parta”.

“Verde” não se apressa a provar nada. É um álbum que floresce devagar, como um jardim que insiste em crescer mesmo nas brechas do betão. Um gesto inaugural que aposta na verdade sensível da música feita com tempo, escuta e beleza.

O disco já se encontra disponível em todas as plataformas digitais.

Too Many Suns – Teenage Dreams (2025) (single)

Too Many Suns – Teenage Dreams (2025) (single) 

Depois de se afirmarem com “Reverie”, álbum lançado a 24 de maio do ano passado e considerado um dos melhores discos de 2024 por parte da crítica nacional e internacional, os Too Many Suns regressam agora com “Teenage Dreams”, o primeiro single de 2025, antevendo o seu próximo trabalho. O tema já se encontra disponível em todas as plataformas digitais, através da Reverie Records, com gestão e suporte da Indie Music PT.

“Teenage Dreams” é uma homenagem psicadélica aos anseios e emoções contraditórias da adolescência. Com uma batida envolvente, guitarras fluidas e teclados marcantes, a canção mergulha na intensidade emocional desses anos indefinidos, onde o amor se confunde com o medo, e a inquietação se sente “em carne viva”. “Esta música é uma história de amor, tão certa como incoerente e imprevisível, tão triste como emocionante. Uma ode ao que somos quando ainda não sabemos o que somos”, afirma a banda.

Este novo tema marca também uma viragem no percurso criativo dos Too Many Suns: é o primeiro trabalho gravado, produzido e misturado integralmente pelos próprios elementos da banda, assegurando total liberdade e responsabilidade criativa. Com atmosferas que remetem a Connan Mockasin, e teclados que se entrelaçam com as guitarras de forma imprevisível, “Teenage Dreams” abre espaço para uma nova fase na identidade sonora do grupo, mantendo a sua marca de eclecticismo e ousadia.

Compostos por Hugo Hugon (voz e guitarra), João Cardoso (bateria), Vasco Rato (baixo) e Simão Reis (guitarra e teclas), os Too Many Suns construíram nos últimos anos um percurso que cruza a introspeção do folk, o psicadelismo da pop experimental e a energia crua do rock alternativo. Após os EPs “Garden” (2019) e “Quiet” (2022), e o longa-duração “Meaning of Light” (2020), foi com “Reverie” que consolidaram o seu reconhecimento, contando com colaborações de Surma, Beatriz Nunes, So e Sunil Pariyar, e apresentando-se ao vivo em várias salas do

país.

“Teenage Dreams” assinala o início de um novo capítulo, com concertos previstos para a segunda metade de 2025. A banda continuará a apresentar este novo repertório com o apoio da Indie Music PT.

O single já se encontra disponível em todas as plataformas digitais.

DISCO VOADOR: Jazznewbloodtapes #36

DISCO VOADOR: Jazznewbloodtapes #36

JazznewbloodTAPES é um projecto de Patricia Pascal criado a partir da plataforma Jazznewblood que desde 2015 suporta e promove novos talentos do Jazz Europeu com enfase na cena Londrina/UK.
É um projecto em formato radiofónico/podcast que visa dar visibilidade a novos nomes em inicio de carreira, nova musica divulgada na cena Jazzista contemporânea e outras musica inspiradas no Jazz a surgir em UK e pelo mundo fora.

O programa é transmitido mensalmente, desde 2020, em lingua Inglesa na Radio AlHara na Palestina, na Radio Resonance em Uk, na Radio Pacoul em França e em lingua Portuguesa na Radio Nacional de Cabo Verde. 

Está também disponível em streaming em todas as principais plataformas de podcasts como Apple podcasts e Amazon podcasts, etc. Destacamos o facto deste podcast ter ganho posições no Top 50 da Apple podcast charts, na categoria de Musica comentada em mais de 27 Paises. #1 Portugal, #1 Chile, #1 Bosnia and Herzegovina, #2 Antigua and Barbuda, #4 Spain, #5 Italy, #5 Cameron, #6 Mexico, #6 South Africa,#6 Vietnam, #9 Netherlands, #10 Côte d’Ivoire.

Patricia Pascal
(patriciapascal.com)

Portuguesa, de mãe Cabo Verdiana, está radicada em Londres desde 2007 e desenvolve trabalho na Industria da musica em todo o mundo desde 2001. É manager de Carmen Souza, desde o inicio da sua carreira, e de Theo Pascal para além de ser formada em Live Arts Management pela London Metropolitan University. Paralelamente á gestão da carreira de Souza e Pascal desde 2015 tem vindo a investir na sua paixão por fotografia e promoção de novos talentos através do seu projecto Jazznewblood.org.
Este projecto inclui, entre várias iniciativas, um Showcase anual parte do London Jazz Festival e uma editora digital que
lança musica gravada ao vivo por jovens talentos do Jazz em inicio de carreira.

Durante o London Jazz Festival, faz também a curadoria do Festival WledJazz focado em projectos liderados por Instrumentistas. Uma parceria com a sala Woolwich Works em Londres.
Recentemente passou também a fazer parte da equipa por trás da conceituada organização Inglesa – Tomorrow´s Warriors.
Em Portugal é co-fundadora e residente Internacional no Espaço/studio – thisissessions.com
 
Links:
Jazznewblood.org/jazznewbloodtapes
Patriciapascal.com

João Svayama – Há um infinito (2025) (single)

João Svayama – Há um infinito (2025) (single) 

Há um infinito

Esta letra foi potenciada por um aparentemente insignificante conflito com um vizinho, que a pouco se foi tornando numa situação agressiva, violenta e que me desafiou ao máximo. Nesta altura estava a ler e a estudar activamente o método da NonViolent Communication e, perante os avanços ofensivos do meu vizinho, tentei sempre agir e comunicar de maneira a tentar trazer as emoções reais por detrás do conflito, em vez do ataque pessoal. No final, fiquei extremamente dividido entre tentar manter a não violência e sentir que ao não ter respondido com violência tinha sido desrespeitado e humilhado. Levaram-se meses a revisitar episódios de violência a que assisti na infância, reflexões sobre a natureza violenta e a força bruta masculina, questionamentos sobre a minha verdadeira posição perante os conflitos do mundo. A conclusão é que merece a pena tentar sempre a compaixão, empatia e a auto observação… no final de contas existem infinitas maneiras de se estar no mundo e ninguém tem Uma resposta sobre tudo.