Prazeres Interrompidos #384: Nuno Júdice – 50 Anos de Poesia Antologia Pessoal (1972-2022)

Prazeres Interrompidos #384: Nuno Júdice – 50 Anos de Poesia Antologia Pessoal (1972-2022)

Autor:

Octávio Nuno

Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!

Quando se celebram os 50 anos de poesia de Nuno Júdice, a sua antologia pessoal. 

Um livro onde se espelha o melhor de uma carreira com muitos e premiados livros.

Coletivo A Perifeira – Saint John’s (2025) (single)

Coletivo A Perifeira – Saint John’s (2025) (single) 

Composição, produção, mistura e masterização: Coletivo “A Periferia”;

Imagem: Flávio Silva;

Montagem e edição: Miguel Leitão;

Agradecimentos: Gonçalo, Sam, Tonia, Afonso e Renata;

Um agradecimento especial ao Fiasco.

Marta Sofia – Preto e Branco (2025) (single)

Marta Sofia – Preto e Branco (2025) (single)

Após o lançamento do seu single de estreia, produzido por João Coelho (Península), Marta Sofia traz-nos uma versão intimista de “Preto e Branco” ao piano, tocada e cantada pela própria. Partindo da mesma base, Marta leva-nos num caminho oposto do inicial, explorando desta vez não a esperança, mas as lágrimas de quem ama e perde. Assim, através de uma nova interpretação, esta versão remete-nos para um sentimento de saudade mais doloroso, ao som de um piano delicado mas intenso.

Marta Sofia dá o primeiro passo no seu projeto a solo aos 24 anos, após um percurso musical que começa bastante cedo. Desde criança, estudou piano e, mais tarde, oboé, desenvolvendo também um domínio autodidata de outros instrumentos, como a guitarra. Atualmente, é oboísta na Orquestra Académica da Universidade de Lisboa e na Banda Filarmónica Olhalvense, além de estudar jazz e voz na New Music School, em Lisboa.

Entre constantes mudanças e novas experiências, começou a escrever as suas próprias canções, que foram ganhando forma própria no seu quarto em Lisboa, para onde se mudou sozinha em 2017.

Coffee Breakz #120 – For the People

Coffee Breakz #120 – For the People

Autor: Helder Gomes

Colagens sonoras, encontros improváveis e grandes embates entre o vinil e o digital. O Coffee Breakz é o elo perdido entre o rádio a pilhas e os pratos de DJ. E tem um Samplaria do Bairro aberta 24/7.

Tracklist:

1. Ami Taf Ra — How I Became a Madman (ft. Kamasi Washington) 

2. Chester Watson — Continuum (ft. Dr. Josephine OlaTomi Soboyejo) 

3. S.G. Goodman — Nature’s Child (ft. Bonnie “Prince” Billy) 

4. Dropkick Murphys 

4.1 School Days Are Over (ft. Billy Bragg) 

4.2 The Vultures Circle High (ft. Al Barr) 

4.3 One Last Goodbye “Tribute to Shane” (ft. The Scratch) 

5. Little Simz — Only (ft. Lydia Kitto) 

6. Junior M.A.F.I.A. — Get Money (ft. The Notorious B.I.G.) 

7. Erykah Badu & The Alchemist — Next to You 

8. Mobb Deep — The Realest (ft. Kool G Rap) 

9. Blood Orange — The Field (ft. The Durutti Column, Tariq Al-Sabir, Caroline Polachek & Daniel Caesar) 

10. The Durutti Column — Sing to Me

Eskilograma – Mau Olhado (2025) (single)

Eskilograma – Mau Olhado (2025) (single) 

Depois de abrirem caminho com o impacto cru de “Cabeça Dura”, os Eskilograma regressam com “Mau Olhado”, o novo single retirado do disco de estreia “Eskilograma”, editado a 23 de maio. A faixa já se encontra disponível em todas as plataformas digitais e vem acompanhada por um videoclipe de performance intensa, realizado por Nathan S. Jorge.

Com batida densa e atmosfera hipnótica, “Mau Olhado” mergulha no poder invisível do olhar alheio — uma canção carregada de simbolismo que aponta para o veneno dos julgamentos, das invejas e das energias que nos cercam em silêncio. “Mais do que uma canção, é um talismã sonoro contra o peso dos olhares que nos querem rebaixar”, explicam os Eskilograma. A realização visual recorre a imagens do “olho grego”, num gesto de proteção e purificação que prolonga o simbolismo da letra.

Este novo lançamento antecede o concerto da banda no dia 31 de julho, às 22h00, no Tokyo Lisboa, no Cais do Sodré — o primeiro após a edição do álbum, e também o primeiro momento em que a banda sobe ao palco sem máscaras. “A máscara caiu mas o grito continua”, anunciam.

Formados inicialmente como um projeto virtual de espírito leve e experimental, os Eskilograma foram ganhando consistência e identidade ao longo dos últimos anos. Com um percurso que começou entre vídeos humorísticos e culminou na edição de um disco de longa duração, o grupo passou por várias formações, atuou de norte a sul do país e nos Açores, e consolidou-se com um espetáculo ao vivo marcado por teatralidade, energia crua e um discurso direto.

O álbum de estreia, “Eskilograma”, representa um ponto de viragem. Depois de anos a atuar de rosto oculto, a banda assume agora uma nova fase: mais madura, mais direta, mais visceral. Entre riffs que falam e letras que inquietam, os Eskilograma afirmam-se como uma proposta singular no panorama do rock alternativo cantado em português.

Os bilhetes para o concerto de 31 de julho no Tokyo Lisboa encontram-se disponíveis através da aplicação “tokyoandjamaica”, do site e à porta. A banda terá ainda à venda, no concerto, uma edição limitada do disco em formato vinil.

“Mau Olhado”, bem como o videoclipe oficial, já pode ser visto e ouvido nas principais plataformas.

Eskilograma – Mau Olhado (2025) (single)

Lituo – Estrondoso fim (2025) (single) 

‘Estrondoso Fim’ é o novo single de Lituo 

Depois do envolvente single de estreia ‘Sulfuraste’, Lituo regressa com ‘Estrondoso Fim’, um seguimento linear e musical daquela que foi a primeira canção que nos deu a conhecer. 

O ‘Estrondoso Fim’ é, para o artista, o fim de um martírio. De um estado indesejado, quase que impingido forçosamente e o qual, finalmente, acaba. 

“A manipulação que aparentemente pressupõe a aniquilação do outro, de mim, sem se perceber nada do que está a acontecer. Um estado de hipnose involuntário que te tira o brilho, a paz e afasta-te de ti. Estive numa prisão mexicana de alta insegurança. Perdi-me de mim. Mais uma vez entra a música que sustenta a sobrevivência e nos faz vislumbrar a luz que afinal ainda não desistiu de nós, só parecia que sim. Já não te quero mal, só já não te quero.” afirma o artista sobre este fim, que é também a sua nova canção – a conclusão do sofrimento. 

Ao ouvirmos este tema, somos quase levados para um universo paralelo, onde ressoam ecos de uma canção de intervenção. O início sugere, com igual força, uma tempestade repentina ou o estático confuso de uma televisão sem sinal. A voz de Lituo embala a dor com uma doçura crua, e, em conjunto com os coros, harmonias, violino e piano, transporta-nos até esse Estrondoso Fim — belo, sim, mas implacável, a corroer-nos dia após dia. Cada nota soa como uma carta de despedida, selando o fim de uma história inevitável.

“Quando um “outro não existe”, não é verdadeiro, é mentira de si mesmo, entrega na relação aquilo que é. Mentira. Enxofre. Quando um é a intenção da Oração e no outro habita o imundo, o sujo, o falso, alimenta-se e bebem-se, num espaço que deveria ser Sagrado, águas sulfuradas, lamacentas e “chocas”. Quando um “não sabe que é filho de deus desenhado à medida” da oração que se quer construir, “enganos e enganados” caminham numa rede armadilha sem chão. Dói de um horror tamanho e um mergulho profundo aos infernos da nossa essência é um chamado. Estes espaços narrados na mentira precisam da coragem de almas que sabem mergulhar o caminho do luto e ser desmascarados e transformados à Luz do Amor. Da dor gerada ressurgir o Dom, a Arte, a Música que estava escondida dentro de nós, a gritar por nós. Nenhum encontro é frívolo. Do amargo e cáustico brotam, porque fazemos essa escolha, pétalas de rosas, com espinhos. Do lodo e do lamacento o “deus” que nos habita floresce, quando o conseguimos ouvir e dar-lhe espaço para Criar através de nós e do nosso sofrimento. Do abismo nasce o fecundo. Renascemos e ajudamos outros a renascer. Do estrondoso fim somos o princípio.” Ana Catarina S. Infante

Lituo, nome artístico de Carlos Martins, artista de vários ofícios, fez parte de vários projetos musicais como Zedisaneonlight, em 2002, Umpletrue em 2007 e Caruma, entre 2010 e 2017. 

Atualmente é um dos músicos intervenientes na Associação Portuguesa de Música nos Hospitais desde outubro de 2017, até ao presente. “Foi nesta associação que entendi o real poder transformativo da música, de como uma música com intenção pode resgatar momentos, memórias, pessoas, colocando-as em contacto com elas próprias e com os outros. A música será a plataforma onde todos se encontram num lugar comum, uma base que sustenta a experiência, a identificação, a compaixão capacitada pela vibração sonora que nos aproxima e proporciona a verdadeira conexão.” afirma o artista.

Este novo tema conta com letra de Lituo, coros de Nuno Ramos, Maria Inês Rebelo e Inês Correia, vários instrumentos peculiares que nos levam exatamente para esse universo único: violino por Maria Inês Rebelo, Violoncelo e Teclados por Hugo Correia, Braguesa e Contrabaixo por Adelino Oliveira, Da Ruan por Rui Costa e Percussões por Iuri Oliveira. Já a produção conta, tal como em Sulfuraste, com Paulo Bernardino. 

‘Estrondoso Fim’ continua a dar início à história musical de Lituo, e encontra-se agora disponível em todas as plataformas digitais.

Trovador Urbano #57

Trovador Urbano #57

Autor:

David Calderon

(episódio de 08 de julho) 

Trovador Urbano

Presentador:  David Calderón

Inicio emisiones:  Año 1994

Programa, duración, dia y hora: Trovador Urbano, 120-180 min, Martes a las 16:00 (hora Madrid)

Día y hora México (hora central): Martes a las 09:00 am

Tipo: Directo

Descripción: Su programa, Trovador Urbano, es una gran familia de la radio rock. Ahora, además, noticias y conciertos del rock/metal/punk nacional, siempre contando con tu fundamental apoyo, para dar visibilidad a las bandas….LARGA VIDA AL ROCK N ROLL!!

Dirección mail para envío material bandas: trovadorurbanoradio@gmail.com

País: Madrid (España)

Paper Hearts – Não Sabia (2025) (single)

Paper Hearts – Não Sabia (2025) (single)

Após sete anos a construir a sua identidade musical, a banda Paper Hearts, prepara-se para dar um passo decisivo com o lançamento do seu primeiro álbum em 2025.

Formada por Ana Luz, vocalista com ascendência belga e Carolina Roque, guitarrista natural da margem sul, as Paper Hearts formaram a banda em Lisboa com o objetivo de criar músicas simples, mas memoráveis, que ressoem no coração de quem as ouve. A amizade profunda que uniu as duas artistas ao longo dos anos é a força motriz por trás das suas composições, que são ao mesmo tempo sinceras e universais.

O álbum foi produzido por Sérgio Mendes, um nome bem conhecido no cenário musical português. Sérgio Mendes foi o responsável por moldar o som das Paper Hearts, ajudando-as a criar uma sonoridade única que mistura simplicidade e profundidade emocional.

Especial agradecimento também ao Diogo Sousa, que gravou as baterias do álbum e deu à música a energia rítmica característica das Paper Hearts.

A banda promete um álbum repleto de músicas que, tal como obras de arte, são criadas para deixar uma marca duradoura.

Ao vivo juntam-se Telmo Gonçalves no baixo e André Figueiredo na bateria.

As Paper Hearts estão agora prontas para se afirmar como uma nova e vibrante presença na cena musical portuguesa.

Rafa – Giro o disco (2025) (single)

Rafa – Giro o disco (2025) (single) 

Depois de “aqui não há quem não dance.”, em que rafa. fez da música um mote para pôr todos aqueles que o ouvem a dançar em qualquer lugar, o artista apresenta, agora, “giro o disco.”, o terceiro single do seu EP ‘sobre viver.’ — uma viagem sonora para deixarmos de sobreviver e termos espaço para viver.

Com alma disco e corpo dance-pop, “giro o disco.” é mais do que uma música: é um manifesto em forma de som e imagem. Em cima de beats brilhantes com uma nostalgia dos anos 80, rafa. renova, com força e vulnerabilidade, o grito sobre quem dita as regras, quem impõe as normas — e garante, que “somos nós” quem toma a decisão e assume o controlo.

“giro o disco.” é o ponto de viragem: do recusar em sobreviver preso a padrões até à celebração em tomar o controlo da sua própria narrativa.

“Foi a música que mais me desafiou entre todas as do “sobreviver.”: a nível pessoal por ser um grito de revolta contra tudo aquilo que me prende, como também, a nível profissional por saber que é um estilo musical difícil de ser aceite em Portugal” – afirma rafa. com a promessa de que “gira o disco.” mas que não vai tocar o mesmo.

Com um refrão que nos transporta para uma visão leve da vida e uma mensagem de resistência suave e objetiva, esta faixa promete ecoar tanto nas pistas de dança como nas playlists com propósito de bem-estar. A “giro o disco.” fala diretamente a uma geração que recusa silenciar-se e que quer viver com coragem, autenticidade — e com voz.

João Svayam – Plantio (2025) (single)

João Svayam – Plantio (2025) (single)

O Cantigas de Ser é o primeiro disco (longa duração) de João Svayam com a banda que o suporta. Nasceu de um movimento de expansão destas cantigas do cantautor a outros músicos. No disco tocam João Svayam (guitarra, voz, sitar e adufe), Rui Miguel Aires (handpan, viola da terra, guitarra, bajin), João Mata (voz), Bárbara de Sá (voz), Hugo “Vicky” Marques (bateria), José Lencastre (saxofones alto e tenor) e Ary (baixo).

“Cantigas de Ser” é um conjunto de 8 cantigas, com foco em temas focados na existência, no contacto com a Natureza, com os mundos visíveis e invisíveis das nossas relações, parte de um cancioneiro maior, e inspiradas pelas Ilhas dos Açores, por Arruda dos Vinhos, pelas Beiras e as suas paisagens visuais, imaginárias e musicais, pela infância, pelo presente e pela vida. 

A sua sonoridade viaja entre os autores que João Svayam ouve desde pequeno (José Afonso, José Mário Branco, Fausto, entre outros), até às sonoridades da música do subcontinente indiano, de tradições musicais associadas à meditação, e a sonoridades folclóricas de cá e de outros lugares.

Foi criado em residência artística, na StartUp Cultural de Arruda dos Vinhos, no fim de 2023, no momento em que João Svayam convidou Bárbara de Sá, Rui Miguel Aires, João da Mata, Hugo “Vicky” Marques e José Lencastre, para tocar 8 temas da sua autoria. Ao longo de três meses a banda criou arranjos únicos para cada tema, com concerto de apresentação como meta. Em Dezembro de 2023 o concerto deu-se no Auditório Municipal de Arruda dos Vinhos.

Em Janeiro de 2024, começam as gravações nos Toolateman Studios com Ary, resultando num processo de criação maravilhoso com os músicos.

Plantio

Plantio fala sobre como as relações entre seres humanos podem, quando vividas de forma consciente, aberta e com vontade de um mergulho na profundidade, funcionar como as sementes do nosso futuro. Uma cantiga de viagem, que fala sobre conhecer-se a si mesmo através das histórias que criamos sobre os outros e com os outros.

Memória de Elefante (07/07/25)

Memória de Elefante (07/07/25)

Memória de Elefante rubrica semanal de 07/07/25 a 13/07/25
Autor: Francesco Valente

Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.

Tracklist:

  1. Al Di Meola Project – July (1985)
  2. Weather Report – Birdland (1977)
  3. John Zorn, Craig Taborn, Christian McBride, Tyshawn Sorey – Agbas (2016)
  4. Mercedes Sosa – Gracias A La Vida (1993)
  5. Béla Fleck and the Flecktones – Hurricane Camille (1990)
  6. Sixto Rodriguez – Can’t Get Away (2012)
  7. Vitorino – Queda do império (1985)
  8. Santana – La Fuente del Ritmo (1973)
  9. Sezen Aksu – Zalim (1996)

1 álbum 100 palavras #101: Bela Fleck And The Flecktones* – Bela Fleck And The Flecktones (1990)

1 álbum 100 palavras #101: Bela Fleck And The Flecktones* – Bela Fleck And The Flecktones (1990)

Um podcast de Francesco Valente: 

1 álbum “sem” ou “100” palavras, por semana! Uma pérola musical da história da música, descrita em 100 palavras! Cada dia da semana, às 14h na Rádio Olisipo. Boa escuta!

“Béla Fleck and the Flecktones” (1990) é o álbum de estreia do virtuoso do banjo Béla Fleck e sua inovadora banda The Flecktones, formada por músicos como Victor Wooten no baixo e Future Man na percussão eletrónica. O disco mistura bluegrass, jazz, funk e música eletrónica, criando um som único e futurista apelidado de “blu-bop”. Destacam-se faixas como “The Sinister Minister”, que valeu ao grupo um Grammy, e “Sea Brazil”, evidenciando a técnica excepcional e a criatividade dos músicos. Este álbum abriu caminho para novas possibilidades sonoras, rompendo barreiras entre géneros e consolidando os Flecktones como referência da música instrumental contemporânea.