Prazeres Interrompidos #383: Vinicius de Moraes – Todo Amor (2013)
Prazeres Interrompidos #383: Vinicius de Moraes – Todo Amor (2013)
Autor:
Octávio Nuno
Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!
Vinicius de Moraes reinventou o amor. O tema parecia velho quando ele aliou a poesia dos livros à música popular, trazendo o amor para o centro das atenções como uma emoção sempre nova. Com organização do poeta Eucanaã Ferraz, Todo amor reúne mais de cem fragmentos — entre cartas, crônicas, poemas e letras de canção — que formam um painel admirável e apaixonante. De “Eu sei que vou te amar” até “Canto triste”, o leitor pode observar a enorme variedade de formas que esse sentimento assume na produção do poeta: a alegria, a tristeza, o ciúme, a devoção absoluta, a veneração, o arrependimento, o perdão, o lance cômico e a expectativa do fim.
Cachupa Psicadelica ft. Kay Limak – Qrê voltá (2025) (single)
Cachupa Psicadelica ft. Kay Limak – Qrê voltá (2025) (single) id
Dez anos após o lançamento do disco de estreia “Último Caboverdiano Triste” — e com o álbum “Pomba Pardal” (2019) e inúmeras colaborações pelo caminho — Cachupa Psicadélica (Luís Gomes) prepara-se para lançar seu novo disco, “Qrê voltá”, que será editado com o apoio da Fundação GDA. A canção que dá nome ao disco é o primeiro single de avanço e chega às plataformas de streaming no dia 18 de junho.
“Quando no mundo tudo tem um preço, ter um lugar para onde regressar e o amor te espera para con3rmar que o melhor da vida é de graça… Qrê voltá”. (Luís Gomes).
Este tema conta com a participação especial do guitarrista Timorense Kay Limak e vem acompanhado de um visualizer, com imagem de Raquel da Silva e do realizador luso-suiço Basil da Cunha.
Catman Plays The Blues #181
Catman Plays The Blues #181
Autor:
Manuel Pais
Neste mês de Julho, mês de festivais um pouco por todo o lado, iremos até Chicago e ao seu festival de Blues de 2025 que ocorreu nesta cidade no passado mês de Junho. Ficamos esta semana com um concerto de tributo á cantora Denise Lassale desaparecida em 2018.
Nesta muito justa homenagem escutaremos as vozes das cantoras Mz Reese, Thornetta Davis e Nora Jean Bruso.
Pomadinha – Time (2025) (single)
Pomadinha – Time (2025) (single)
Pomadinha estreiam “Time”, o primeiro single com letra
A banda rock portuense anuncia 3 concertos para o mês de junho
Pomadinha, uma das bandas rock emergentes do Porto lança “Time”, o seu primeiro tema com letra, marcando uma nova fase criativa. Com sonoridade cinematográfica, “Time” reflete sobre algo tão simples quanto urgente: o tempo não se compra.
A canção nasceu de uma melodia assobiada numa garagem de hotel, evoluindo naturalmente em ensaio até se tornar um hino emocional e cru, como já é marca da banda. O tema tornou-se até inside joke — o grupo de WhatsApp da banda passou a chamar-se “TTTTIIIIIIIMMMMMMEEEE”, como descrição de um bug mental.
A canção nasceu de uma ideia do Marco Barbosa (guitarrista), que compôs a letra e a malha base, desenvolvida depois em conjunto pela banda. A produção e gravação ficaram a cargo de Gonçalo Cabral, com master de Pedro Rafael Santos.
O lançamento antecipa uma semana recheada de concertos. A banda sobe ao palco da ESAD (Matosinhos) a 18 de junho, numa festa de final de aulas organizada pela associação de estudantes. Seguem-se os concertos no RCA Radioclube Agramonte (Porto) a 20 de junho e a final do Indie Talents – Indie Music Fest, no Centro Cultural de Paredes, a 21 de junho.
“Time” já está disponível em todas as plataformas digitais e é acompanhado por vídeo ao vivo.
Pedro Sáfara E Vitorino – Tanto Tu (2025) (single)
Pedro Sáfara E Vitorino – Tanto Tu (2025) (single)
“Tanto tu” de Pedro Sáfara e Vitorino celebra a riqueza da Lusofonia no Dia de Portugal.
Pedro Sáfara lança o single “Tanto Tu!”, apresentando, em conjunto com Vitorino, uma divertida reflexão musical sobre o encontro e a fusão das culturas de Portugal e do Brasil, tema particularmente pertinente dada a proximidade da celebração do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.
Um dos pilares centrais desta canção é a exploração da língua portuguesa nas suas diferentes variantes, capturada de forma poética na frase “Tanto tu tem no você”. Esta expressão condensa a complexidade e a beleza da coexistência do “tu” português e do “você” brasileiro, e dos desafios linguísticos “de quem vem para aqui viver, que na língua não se escuta e não se lê”. A saudade, sentimento universal das comunidades emigrantes, também encontra eco na canção, como na referência “Da Elis com saudades da Amália”.
Como refere Vitorino:
“Para quem, como eu, nasceu no Alentejo e já teve a ousadia de sambar no Rio de Janeiro, desfilando na Escola de Samba da Mangueira, “Tanto tu” é uma canção com sabor a tinto e a maracujá.
O Pedro Sáfara, que tem um coração do tamanho da língua portuguesa, teve também o romantismo suficiente para me desafiar a cantar com ele esta canção que é, no fundo, uma gramática lusófona da emoção e uma ponte invisível que une as nossas afinidades. Há verbos que só existem no tempo da saudade e pronomes que se encostam uns aos outros como se tivessem dormido juntos. O “Tu” é tão íntimo que parece que vive connosco e o “Tanto” vem em exagero, como tudo o que vale a pena.
É uma espécie de fado-samba cantado a meias num português suave a dois corações e dois sotaques.“
A colaboração entre Pedro Sáfara e Vitorino sublinha essa união, trazendo as sonoridades e sensibilidades de ambos os lados do Atlântico para uma celebração musical da lusofonia.
O lançamento de “Tanto Tu” é acompanhado pela edição física de Florilégio, o seu disco de estreia.
Esta é uma decisão que reafirma o compromisso de Pedro Sáfara com a valorização do trabalho musical como objeto artístico com identidade visual e material próprias que não se perca na fugacidade dos consumos digitais.
Assim, contrariando a lógica dominante do imediato e do streaming, a edição digital de Florilégio, fica agendada para o dia 3 de outubro sendo, até lá, lançados vários singles nas plataformas digitais. Nas palavras de Pedro Sáfara “Neste caminho proponho uma travessia entre o analógico e o digital, refletindo a minha intenção de sensibilizar para a importância da edição tradicional cada vez mais abandonada.”
Compositor em permanente atividade, selecionou 12 canções originais, das muitas que compôs, para este disco Florilégio, com edição pela JUGULAR EDIÇÕES (editora de Inês Vaz, Vitorino ou Janita Salomé).
De estrutura assumidamente simples e com recurso apenas ao seu violão e ao piano de Sérgio Costa, Pedro Sáfara apresenta no disco temas de uma biografia comuns a todos numa proposta musical de elevada qualidade de composição e poética de grande proximidade que nos é trazida pelo timbre suave com que Pedro Sáfara as interpreta.
Diogo Cabrita, autor e melómano, escreveu após a audição de FLORILÉGIO:
Pedro Sáfara surge com uma persona musical dissonante, que cria uma sensação de instabilidade originada em notas que, aparentemente, não se encaixam harmoniosamente, produzindo tensão. A ideia dos acordes mais usados no balanço harmónico da bossa nova transporta para a mão do tocador uma gestualidade complexa. É uma aranha no braço dos travessões.
Pedro Sáfara é um poeta que se encontra com um músico, coincidentemente com o mesmo nome. Juntos desenrolam um discurso íntimo, por linhas inesperadas procurando uma entidade para o amor, tentando descrever a poesia dos beijos que dois corpos escrevem entre os lençóis. É nesta temática que se procura o convívio com libertação, com uma liberdade que se pratica nas malhas e grades do encontro. Afinal, o amor merece ser vivido, apesar do que ele amarra. O amor dói e soçobra na complexidade da paixão.
Pedro Sáfara é uma descoberta única, com grande originalidade, que brota destas contradições discursivas, cozinhada nestes ingredientes compostos entre tons e letras que fogem da simplicidade, apesar do tema banal das relações. “Nós que nos amamos às metades”.
Letras sem infinitivos, letras sem a obrigação do nexo, uma partitura de onde emerge a diversidade sonora das 7as e 9as diminutas. Ouvir isto num carro, onde se conduz sozinho, é uma conversa poderosa sobre os encontros.”
Bad Vibes Only #17
Bad Vibes Only #17 (June 2025)
Autor:
Adam Denis
An hour of ambient, electronica , punk, dub and all time bizarre favourites: deep, dark and strange. But always with heart and emotion.
Bio : Adam (satoshi) Denis, a young motivated man with strong believe in the power and responsibility of the individual to create his own success and fortune in life. He is a warrior for freedom, from ones spirit to the free markets, since we are all one.
Adam has a true passion for the exciting world of cryptocurrencies, particularly Bitcoin and is about to launch his own NFT documenting highlights from his life, like daily outfits, fine dining and inspiring moments.
In short, Adam will take you on a journey mixing capitalism, spiritualism and off course music! Let’s dive in!”
Prazeres Interrompidos #382: George Orwell – A Quinta dos Animais (1945)
Prazeres Interrompidos #382: George Orwell – A Quinta dos Animais (1945)
Autor:
Octávio Nuno
Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!
Esta nova tradução de Animal Farm recupera o título original, contrariamente às edições anteriores, que adoptaram os títulos panfletários O Porco Triunfante e – o mais conhecido – O Triunfo dos Porcos.
À primeira vista, este livro situa-se na linhagem dos contos de Esopo, de La Fontaine e de outros que nos encantaram a infância. Tal como os seus predecessores, Orwell escreveu uma fábula, uma história personificada por animais. Mas há nesta fábula algo de inquietante. Classicamente, atribuir aos animais os defeitos e os ridículos dos humanos, se servia para censurar a sociedade, servia igualmente para nos tranquilizar, pois ficavam colocados à distância, “no tempo em que os animais falavam”, os vícios de todos nós e as sua funestas consequências. Em A Quinta dos Animais o enredo inverte-se. É a fábula merecida por uma época – a nossa época – em que são os homens e as mulheres a comportar-se como animais.
Neon Soho – Shall We Begin (2025) (single)
Neon Soho – Shall We Begin (2025) (single)
Os Neon Soho, banda de pop electrónico portuguesa, anunciam novo disco a editar até ao fim de 2025 e desvendam o primeiro single “Shall We Begin”.
Podemos começar? É com esta pergunta em jeito de desafio que a banda de Ana Vieira, Vera Condeço e Ricardo Cruz se lançam a novas edições de música original. Após passagem pelo Festival da Canção da RTP com “Endless World”, “Shall We Begin” introduz-nos da melhor forma a uma nova era de Neon Soho.
É uma canção sobre recomeços e afirmações, representando um sentimento de luta de alguém por se afirmar. Combina a sonoridade clubbing usual de Neon Soho, com uma letra mais sonhadora e introspectiva, que por vezes se arrisca até por caminhos de fantasia.
Marla – Vejo Tudo Morrer (2025) (single)
Marla – Vejo Tudo Morrer (2025) (single) id
MARLA LANÇA “VEJO TUDO MORRER” — UMA NOVA VOZ PORTUGUESA ENTRE A SOMBRA E A SEDUÇÃO SONORA
Lisboa, Portugal — A escuridão tem uma nova voz. Marla, artista portuguesa emergente, lança o seu single de estreia “Vejo Tudo Morrer”, uma incursão intensa e envolvente pelas paisagens do pop noir, dark folk e rock alternativo. Lançada pela Farol Música, trata-se de uma artista que se move entre o etéreo e o visceral, desafiando os limites da pop portuguesa contemporânea.
Produzido por Bruno Celta (Prima Donna Recordings) e masterizado por Rui Dias, o tema revela uma assinatura sonora crua e hipnótica, com inspiração assumida em nomes como Nine Inch Nails, How to Destroy Angels e Marilyn Manson. “Vejo Tudo Morrer” não é apenas uma canção — é uma experiência sensorial que ecoa como um sussurro de beleza sombria num mundo em colapso.
“Escrevi esta música como uma ode ao fim das ilusões e ao renascimento no caos”, diz Marla sobre a faixa.
A produção densa, rica em texturas industriais e melodias fantasmagóricas, acompanha uma voz que desliza entre o doce e o demoníaco. Marla não canta — invoca. O resultado é um single de impacto emocional que se destaca pela coragem estética e autenticidade.
Com um universo visual igualmente marcado por tons cinematográficos e uma estética pós-romântica, Marla convida rádios, revistas e televisões a conhecer uma artista que não tem medo de habitar as margens.
Trovador Urbano #56
Trovador Urbano #56
Autor:
David Calderon
(episódio de 01 de julho)
Trovador Urbano
Presentador: David Calderón
Inicio emisiones: Año 1994
Programa, duración, dia y hora: Trovador Urbano, 120-180 min, Martes a las 16:00 (hora Madrid)
Día y hora México (hora central): Martes a las 09:00 am
Tipo: Directo
Descripción: Su programa, Trovador Urbano, es una gran familia de la radio rock. Ahora, además, noticias y conciertos del rock/metal/punk nacional, siempre contando con tu fundamental apoyo, para dar visibilidad a las bandas….LARGA VIDA AL ROCK N ROLL!!
Dirección mail para envío material bandas: trovadorurbanoradio@gmail.com
País: Madrid (España)
Leo Valmont – Ignore the current (2025) (single)
Leo Valmont – Ignore the current (2025) (single)
Leo Valmont apresenta primeiro single Ignore the current
Depois de anos a guardar canções entre silêncios e descobertas, Leo Valmont estreia-se com o single “Ignore the Current”, tema que inaugura o seu primeiro álbum de originais, 4what? – a ser editado lá mais para o final do ano. Com produção de Pedro Saraiva e video de Francisca Siza, esta canção marca o início de uma viagem musical feita de coragem, entrega e autenticidade.
“Ignore the Current” é um convite a romper com os padrões impostos — sociais, familiares, emocionais — e a ouvir a voz interior, mesmo quando ela desafia o que está estabelecido. Com uma sonoridade sincera e sem artifícios, Leo Valmont canta sobre a liberdade de ser quem se é, celebrando o erro como parte do caminho e o instinto como bússola.
Escrito com a franqueza de quem viveu cada palavra, o single traduz a filosofia do disco: confiar no desconhecido, aceitar o que não se controla e seguir em frente, mesmo quando o caminho não é claro. É o primeiro passo de uma narrativa pessoal que começou ainda na infância de Leo Valmont e que agora ganha forma com maturidade, sensibilidade e vontade de partilhar.
“Ignore the Current” é mais do que uma canção — é uma afirmação de identidade, e Leo Valmont convida-nos a escutá-la com os ouvidos e com o coração.
quem é leo valmont
A música acompanha Leo Valmont desde a infância. Aos 9 anos, já se fazia ouvir entre as paredes do quarto, inventando canções e melodias com a naturalidade de quem respira. Escrever, cantar e criar música sempre foi o seu refúgio — e a forma mais pura de felicidade. A paixão era tanta que nem os protestos do irmão, farto do “barulho”, conseguiam travar a vontade de cantar.
Com apenas 14 anos gravou dois singles com letras da sua autoria, e aos 16 começou a cantar em público, embora sem se rever totalmente nas bandas por onde passou. Um ano depois, tornou-se mãe — e a música ficou em pausa.
Seria preciso esperar pela quarentena de 2020 para o impulso criativo voltar com força: num mundo suspenso pelo silêncio, o improviso que antes lhe parecia difícil começou a surgir com fluidez. Desde então, Leo Valmont tem vindo a construir um repertório consistente, com dezenas de maquetes e 15 temas originais já editados.
Apesar de exercer advocacia, é na música que se encontra — e não tenciona deixar de compor e cantar. Para Leo Valmont, essa também é uma missão de vida.
Memória de Elefante (30/06/25)
Memória de Elefante (30/06/25)
Memória de Elefante rubrica semanal de 30/06/25 a 06/07/25
Autor: Francesco Valente
Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.
Tracklist:
01. Van Morrison – Evening in June
02. Matisyahu – Dispatch The Troops (2006)
03. Brandee Younger – Love & Struggle (2021)
04. El Sheikh Emam, El Sheikh Emam, Ahmed Fouad Negm – El Sindbad (2018)
05. Ahmad Jamal – Wave (1970)
06. Rhoda Scott – Wanting Things (2007)
07. Tenório Jr., Johnny Alf – Fim de Semana Em Eldorado (1964)