1 Álbum 100 Palavras #96: Jaco Pastorius – Invitation (1983)

1 Álbum 100 Palavras #96: Jaco Pastorius – Invitation (1983)

Um podcast de Francesco Valente: 

1 álbum “sem” ou “100” palavras, por semana! Uma pérola musical da história da música, descrita em 100 palavras! Cada dia da semana, às 14h na Rádio Olisipo. Boa escuta!

“Invitation” (1983) é um álbum ao vivo do lendário baixista Jaco Pastorius, gravado durante sua turnê japonesa em 1982 com a big band, a Word of Mouth. O disco capta toda a energia e virtuosismo de Jaco em performance, misturando jazz, funk e elementos sinfônicos. Composições como “Invitation”, “Liberty City” e “Reza” demonstram seu domínio técnico e criatividade no baixo elétrico, além da complexidade dos arranjos. A interação com a orquestra e o público japonês realça o caráter vibrante e inovador do álbum. “Invitation” é um testemunho do gênio de Jaco em palco e do seu impacto no jazz moderno.

Boa escuta!

Prazeres Interrompidos #371: Mia Couto – Um Rio Chamado Tempo, Uma Casa Chamada Terra (2002)

Prazeres Interrompidos #371: Mia Couto – Um Rio Chamado Tempo, Uma Casa Chamada Terra (2002)

Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!

Um jovem estudante universitário regressa à sua ilha-natal para participar no funeral de seu avô Mariano. Enquanto aguarda pela cerimónia ele é testemunha de estranhas visitações na forma de pessoas e de cartas que lhe chegam do outro lado do mundo. São revelações de um universo dominado por uma espiritualidade que ele vai reaprendendo. À medida que se apercebe desse universo frágil e ameaçado, ele redescobre uma outra história para a sua própria vida e para a da sua terra. A pretexto do relato das extraordinárias peripécias que rodeiam o funeral, este novo romance de Mia Couto traduz, de uma forma a um tempo irónica e profundamente poética, a situação de conflito vivida por uma elite ambiciosa e culturalmente distanciada da maioria rural. Uma vez mais, a escrita de Mia Couto leva-nos para uma zona de fronteira entre diferentes racionalidades, onde percepções diversas do mundo se confrontam, dando conta do mosaico de culturas que é o seu país e das mudanças profundas que atravessam a sociedade moçambicana actual.

Caravananana – Lonely Bird (2025) (single)

Caravananana – Lonely Bird (2025) (single)

Os CARAVANANANA apresentam os seus novos singles: LONELY BIRD / TEQUILA. Já disponíveis nas plataformas digitais.

Entre concertos, tours e tocar na rua, os Caravananana fizeram uma breve paragem em Lisboa no Estúdio Roma 49 para gravar estes dois singles. Entre os quais Lonely Bird, que tem um videoclipe gravado entre o Porto e a sua cidade natal de Setúbal. Para partilhar estes singles os Caravananana embarcaram numa tour de 3 meses rumo à Inglaterra!

Pedro Venceslau na voz e guitarra, João Figueiras na bateria, Mauro no baixo e participação especial de José Zambujo na flauta transversal e saxofone. Este é o power trio que certamente vos vai pôr a mexer!

Sid Saint – Lisboa Menina e Moça (feat. Vânia Fernandes & Pedro Gouveia) (2025) (single)

Sid Saint – Lisboa Menina e Moça (feat. Vânia Fernandes & Pedro Gouveia) (2025) (single) 

Tributo a Carlos do Carmo com colaboração da Vânia Fernandes (Festival da Canção e Operação Triunfo 2008), em 2022 abri o concerto da Elisa (minha conterrânea e vencedora do Festiva da Canção 2020)

No ano passado lançou o primeiro álbum “Quem?” No festival Aqui Acolá, a abrir para o Legendary Tigerman e nesse mesmo ano abri o concerto do Bispo no Festival A’NORTE.

Jazz Tracks de Danilo Di Termini #218

Jazz Tracks de Danilo Di Termini #218

Descrição do podcast:

Cada Domingo a partir das 8 horas, uma hora de jazz com Danilo Di Termini. Duke Ellington disse uma vez que estava se tornando sempre mais difícil estabelecer onde começava ou acabava o jazz, onde começava Tin Pan Alley e acabava o jazz, ou até onde residia a fronteira entre a música clássica e o jazz. Não será certamente o Jazztracks a traçar estas linhas de fronteira.

Tracklist:

Ujig → Make Make

Daniele Comoglio → Flores e Rimas

Anais Drago → Balkan Nugget

Silvia Bolognesi → Such sweet thunder

Andrea Pozza → Due Maggio

Robert Wyatt – Round Midnight

Thelonious Monk → Played Twice

Barry Harris → Bull’s eye

Steve Lacy & Roswell Rudd → Monk’s dream

Josè James → Rock With You

Catman Plays The Blues #176

Catman Plays The Blues #176

No programa desta semana apreciamos o novo trabalho do músico belga Guy Verlinde e  tiramos do baú das memórias o emblemático disco do saxofonista A.C. Reed “I’m in the wrong business”

Democrash – Important People (2025)(2025) (single)

Democrash – Important People (2025)(2025) (single) 

Com Important People, os Democrash ampliam o seu universo distópico e confrontacional, mergulhando mais fundo nas estruturas invisíveis que moldam a nossa percepção de identidade, de valor e de realidade.

Cada faixa é um episódio desse colapso moderno, onde o reconhecimento se torna moeda, o corpo se torna um símbolo e a linguagem é uma armadilha. O single “The Concept of Clothing” despe-nos da pertença e “Important People” questiona o véu do estatuto social, enquanto que o resto do álbum continua esse percurso de desprogramação, entre sistemas manipulados, escolhas impostas e verdades disfarçadas.

Da alienação urbana ao hacking emocional, da memória que se desfaz às relações que nunca se concretizam, o disco não oferece respostas. Tenta apenas expor o ruído, o vazio e as sombras do tempo em que vivemos.

Important People é um grito para um espelho partido. É uma denúncia musical e estética do colapso lento do “eu” no meio de algoritmos, distrações e falsas utopias, com a urgência de dizer o que importa.

Antes que o silêncio nos substitua.

O segundo LP da banda tem data de lançamento marcada para o dia 12 de Maio com o selo da Raging Planet e Vinil Experience e vai ser apresentado no dia 16 de Maio no Tokyo em Lisboa.

Leonor Baldaque – Uma Lua (2025)(2025) (single)

Leonor Baldaque – Uma Lua (2025)(2025) (single) 

Leonor Baldaque é uma artista nascida em Portugal, que começou a sua carreira muito nova, no cinema, como actriz de Manoel de Oliveira. É também autora de romances escritos em língua francesa, e publicada por prestigiadas editoras francesas. Ao mesmo tempo, desenvolve em Portugal a sua carreira de cantautora, com canções e poemas até agora em Inglês, de sua autoria.

O seu primeiro disco A Few Dates of Love foi apresentado em Fevereiro de 2024, na Casa da Música. O seu primeiro romance traduzido para português foi publicado em 2024 pela Quetzal, Piero Solidão.

“Uma Lua” é a primeira incursão de Leonor Baldaque pela canção cantada em português. Surge com um tema que é etéreo, ao mesmo tempo que as palavras o ancoram numa realidade poética, mas palpável. Pela primeira vez também, Leonor Baldaque escolheu produzir uma canção, colaborando com Cláudio do Lago Tavares (entre outros, baterista dos Glockenwise) no processo criativo de criação de um background sonoro para “Uma Lua”, o que leva a canção ainda mais além. Leonor Baldaque continua com “Uma Lua” a exploração da sua sonoridade decididamente Alt-Pop / Dream Pop.

Uma Lua surgiu do nada, ou deste tudo, numa tarde quente, em Portugal, quando estava prestes a partir de novo.

São as canções que decidem por mim, quando elas me vêm buscar, em que língua vão falar. Uma Lua é como uma amarra a Portugal que diz: eu também te sei aqui.

Fala dessa lua de Agosto, essa lua que se insinua até mim nas noites longas de Verão, essa lua que é como um espelho e uma testemunha. Os Verões portugueses são, desde há uns anos para cá, um universo que me parece quase um infinito de possibilidades.

Leonor Baldaque

Dia 24 de Maio, Leonor actua no “Junta-te ao Jazz”, no Palácio Baldaya em Lisboa, onde terá o gosto de cantar canções do seu primeiro álbum, bem como algumas canções em português, pela segunda vez apenas.

African Roots #76

African Roots #76

Autor:

Gil Santos 

African Roots é um podcast semanal que explora as sonoridades Africanas, indo às raízes e aos discos perdidos, passando por novos projetos sem rótulos estilísticos, podemos ir do boogie ao semba, das mornas ao soul, do zouk ao disco. Há espaço para tudo o que seja boa música Africana.

Tudo gravado em vinil.

TRACKLIST:

1 – Orlando Owoh – Shanu-Olu Se Bebe Ni Decca

2 – King Sunny Ade – Orisun Iye

3 – Tete Mbambisa – Khumbula Jane

4 – Assiko Golden Band De Grand Yoff – Bègue Bègue

5 – Marcy Luarks – Funky Boogie Woogie

6 – Ntombi Ndaba – Is This Love

7 – Oscar Sulley – Bukom Mashie

8 – Question Mark – Love

9 – Wilson Boateng – Asew Watchman

10 – Melvin Ukachi – Evolution

11 – Mike Nyoni and Born Free – Coming Home

12 – Mbilia Bel – Sans Frontiere

13 – Karantamba – Titi

Daniela Galhoz – Wild and Fun (2025)(2025) (single)

Daniela Galhoz – Wild and Fun (2025)(2025) (single) 

“Wild and Fun” é o single de estreia de um álbum atualmente em produção. Daniela Galhoz, cantora e compositora de 24 anos com percurso internacional e uma identidade sonora marcadamente pessoal, dá assim o primeiro passo na sua carreira musical, preparando uma série de lançamentos para 2025.

Com uma energia contagiante e um refrão que é ao mesmo tempo libertação e manifesto, “Wild and Fun” nasceu de um momento de estagnação e dúvida. “Estava a tentar controlar tudo. Até que alguns amigos especiais me mostraram que, por vezes, o melhor que podemos fazer é parar, respirar fundo e aproveitar a viagem”, partilha a artista. A canção é, assim, um convite à leveza, à entrega e à alegria que resiste mesmo em contextos de incerteza. “‘Wild and Fun’ é para todos os que sabem que viver também é saber desfrutar”, diz Daniela. 

Daniela Galhoz vive atualmente em Madrid, depois de ter iniciado o seu percurso musical no Reino Unido. A paixão pela música levou-a a estudar em Cambridge e posteriormente em Londres, onde durante cinco anos vivenciou tudo o que a vibe londrina tem para oferecer. Atuou em salas de referência como The Half Moon e Amersham Arms. Em Espanha, apresentou-se já em palcos como o Intruso e El Pez Gato, afirmando-se como uma das novas vozes a acompanhar na cena indie alternativa. Com uma voz poderosa e interpretação emocional, a artista mistura melodias envolventes com influências anglo-saxónicas e uma entrega visceral em palco.

A acompanhar o lançamento de “Wild and Fun”, Daniela Galhoz soma novas datas em Portugal e Espanha. Entre 29 e 31 de maio, será a artista de abertura da digressão portuguesa do norte-americano Dylan LeBlanc, com passagens por Lisboa, Guarda e Arcos de Valdevez. No dia 20 de junho, regressa a Madrid para um concerto em formato duo.

“Wild and Fun” é o primeiro passo de um caminho que se quer autêntico, luminoso e plural. Uma canção para quem sabe — ou está a aprender — que a liberdade também se dança.

Homem em Catarse – Mergulho no Cávado (2025)(2025) (single)

Homem em Catarse – Mergulho no Cávado (2025)(2025) (single) 

A vontade e o desejo estão na liberdade de um mergulho. Tirar a roupa a correr, um quase tropeçar nas raízes das árvores, antes de mergulhar no rio onde a cidade não manda. Da liberdade à libertação nas águas mais densas, dança-se e celebra-se a possibilidade das coisas simples, das asas não cortadas, dos últimos redutos sem rede antes que a selva de betão expluda.

“Mergulho no Cávado (2025)” celebra um pássaro revigorado, um “Guarda-Rios” num voo picado, mostrando-nos que, para ele, a liberdade de um rio ainda impera. É nele que as coisas simples da mãe- natureza nos mostram que as âncoras de mundo ainda são melhores. Se desligarmos os dados móveis podemos homenagear, com gratidão, a dança que a liberdade de um mergulho no rio nos promete.

Os rios sempre foram inspiração para Homem em Catarse, e o Cávado foi o primeiro de todos. Dez anos depois celebra-se o primeiro álbum com uma nova, fresca e dançável versão de “Mergulho no Cávado”, a que seguirá uma reedição em vinil de “Guarda-Rios”. Curto, mas especial, este registo catapultou Homem em Catarse para a estrada e para um trajeto sempre ascendente, bem próprio na nova música portuguesa da última década.

Prazeres Interrompidos #370: Antony Beevor – A Batalha pela Espanha: A Guerra Civil Espanhola 1936-1939 (2006)

Prazeres Interrompidos #370: Antony Beevor – A Batalha pela Espanha: A Guerra Civil Espanhola 1936-1939 (2006)

Autor: Octávio Nuno

Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!

Quando a primeira versão deste livro foi publicada em 1982, o escritor britânico Gerald Brenan o descreveu como, “de longe, o melhor, mais franco e acurado” livro sobre a Guerra Civil espanhola já escrito. Desde então, uma enorme quantidade de novos materiais apareceu na Espanha e em arquivos russo e alemães. O editor espanhol de Antony Beevor então o persuadiu de que era tempo, com a aproximação do aniversário, em 2006, dos 70 anos do início da guerra, de reescrever o libro, utilizando as novas informações disponíveis e reforçando o trabalho de pesquisa.

A edição espanhola, publicada em setembro de 2005, excedeu as 900 páginas e foi extremamente bem recebida, figurando por semanas no topo da lista de livros mais vendidos do país. O livro que o leitor tem em mãos foi revisto para publicação em outros países pelo próprio Antony Beevor. 

A Guerra Civil espanhola permanece um dos conflitos mais apaixonadamente debatidos dos tempos modernos. Muitos a vêem como o round de abertura da Segunda Guerra Mundial e quase uma guerra por procuração, com intervenções nazistas, fascistas e soviéticas. Alguns defensores da república ainda acreditam que uma vitória da esquerda na Espanha teria derrubado o fascismo e salvado a Europa dos horrores que viriam. Os nacionalistas, por sua vez, argumentam que a Guerra Civil foi na verdade o round de abertura da guerra fria entre a civilização ocidental e a ditadura soviética.

Antony Beevor traça aqui o curso da guerra sob nova luz, e ilustra ferozes lutas de ambos os lados, as esperanças e os medos de toda uma geração afundada em desilusão e desespero diante do cruel conflito que devastou a Espanha.