Memória de Elefante (14/04/25)

Memória de Elefante (14/04/25)

Memória de Elefante rubrica semanal de 14/04/25 a 20/04/25
Autor: Francesco Valente

Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.

Tracklist:

  1. Cal Tjader – Tanya (1965)
  2. Chris Stapleton – South Dakota (2023)
  3. Herbie Mann – New Orleans (1969)
  4. Nick Drake – Fly (1971)
  5. The Mahavishnu Orchestra – Meeting Of The Spirits (1971)
  6. Johnny Cash & June Carter Cash – If I Were a Carpenter (1970)
  7. Funkadelic – Nappy Dugout (1973)
  8. Tito Puente – Pa Lante (1970)

1 Álbum 100 Palavras #89: Herbie Mann – Memphis Underground (1969)

1 Álbum 100 Palavras #89: Herbie Mann – Memphis Underground (1969)

Um podcast de Francesco Valente: 

1 álbum “sem” ou “100” palavras, por semana! Uma pérola musical da história da música, descrita em 100 palavras! Cada dia da semana, às 14h na Rádio Olisipo. Boa escuta!

“Memphis Underground” (1969) é um dos álbuns mais icônicos do flautista Herbie Mann, fundindo jazz, blues, rock e soul com uma sonoridade inovadora. Gravado em Memphis com músicos como Larry Coryell (guitarra), Roy Ayers(vibrafone) e membros do American Sound Studio, o disco tem uma pegada groove intensa. Faixas como “Memphis Underground” e “Hold On, I’m Comin'” destacam a fusão entre improvisação jazzística e ritmos do sul dos EUA. O álbum influenciou o jazz fusion e a cena acid jazz, sendo um dos primeiros a explorar a flauta em um contexto mais funk e psicodélico, tornando-se um clássico do gênero.

Boa escuta!

Prazeres Interrompidos #357: Maurice Nadeau – História do Surrealismo (1945)

Prazeres Interrompidos #357: Maurice Nadeau – História do Surrealismo (1945)

Autor:

Octávio Nuno

Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!

Catarina Guinot – Orações (2025) (single)

Catarina Guinot – Orações (2025) (single)

O tema coescrito com INÊS APENAS e produção de NED FLANGER é o segundo avanço do EP de estreia da artista, que será editado este ano

A cantora e compositora Catarina Guinot edita ‘Orações’, o segundo single do seu percurso discográfico. Com letra e música da autoria da artista e de INÊS APENAS, a canção pop representa a superação do desamor sob a ótica do empoderamento e da libertação, traduzindo-se numa métrica acelerada e visceral, em sintonia com a urgência emocional do tema. 

“Se o single anterior, ‘Metade de Mim’, abordava a valorização pessoal e a leveza de seguir em frente, esta faixa transporta-nos para o momento definitivo da rutura, quando não há mais volta a dar e a única saída possível é terminar. O título tem um duplo sentido: inicialmente remete para as orações gramaticais da língua portuguesa e, à medida que a canção se desenrola, para o apelo quase religioso de quem deseja que a relação funcione, mesmo quando não há entidade que a possa salvar”, conta Catarina Guinot. 

Segundo a cantora, ‘Orações’ começou de forma espontânea: “peguei no dictafone e gravei as palavras que precisavam de sair de mim naquele momento”. Juntou-se depois à compositora INÊS APENAS, também pianista neste tema, para o finalizar e confessa que “a genialidade musical e talento da INÊS APENAS foram fatores chave para que esta canção ficasse exatamente como eu a imaginava. Numa única sessão criámos uma demo super completa. A secção final de som disruptivo é obra da genialidade do NED FLANGER como produtor”, conta ainda Catarina Guinot, que acrescenta que “esta música ganha agora vida para todos os que precisam de ouvir esta mensagem de força para a libertação do que não nos faz bem, quando não há volta a dar”.

Realizado por Camilla Ciardi, o videoclipe de ‘Orações’ dá continuidade à narrativa visual de ‘Metade de Mim’. No final do vídeo do single anterior Catarina Guinot surge com um vestido branco e uma corda à cintura, que simbolizam que, apesar da aparente liberdade, ainda há amarras invisíveis. Já o videoclipe de ‘Orações’ começa exatamente nesse ponto, com a cantora a romper a corda num gesto de libertação definitiva. Desenvolvido pela artista em parceria com a realizadora, o conceito visual para a canção é inspirado na mitologia grega, com Catarina Guinot a assumir o papel de várias deusas.

Catarina Guinot – Orações

Letra e Música: Catarina Guinot e INÊS APENAS

Produção: NED FLANGER

Piano: INÊS APENAS

Mistura e masterização: Michael “Mic” Ferreira

Composto, produzido e gravado na Great Dane Studios

Fotografia: Ricky Creative

Design e Artwork: Marta Viegas

Tomás Rocha e Carolina de Deus – Feitos de Carne e Osso (2025) (single)

Tomás Rocha e Carolina de Deus – Feitos de Carne e Osso (2025) (single) 

TOMÁS ROCHA LANÇA SINGLE DE ESTREIA EM DUETO COM CAROLINA DE DEUS

‘Feitos de Carne e Osso’ é uma canção que espelha a intimidade e a vulnerabilidade humana e tem letra e música da autoria do cantor e compositor

Tomás Rocha acaba de editar o primeiro single ‘Feitos de Carne e Osso’, dueto com Carolina de Deus, já disponível em todas as plataformas digitais. Com letra e música da autoria do cantor e compositor, a canção apresenta uma sonoridade pop e reflete a ligação física entre duas pessoas, focada na vulnerabilidade ligada a esse “jogo”.

“Este tema nasceu da vontade de explorar a sensualidade de forma elegante. Liricamente, procurei equilibrar provocação e subtileza, criando um jogo de desejo e intimidade que se foca no toque e na conexão física. Com um ritmo envolvente, a música transmite a tensão e a entrega do momento. A repetição do verso “feitos de carne e osso” reforça a vulnerabilidade inerente à natureza humana, destacando o desejo como uma expressão genuína e crua da nossa essência”, afirma Tomás Rocha.

O músico revela que o tema que marca o início do seu percurso discográfico “representa de forma autêntica a minha identidade artística e a maneira como quero apresentar-me no panorama musical. É envolvente sem ser demasiado melancólico e cativante sem perder a atmosfera íntima. Era importante começar com uma canção que refletisse esse equilíbrio e criasse a atmosfera certa para abrir este capítulo da minha carreira”.

Jazz Tracks de Danilo Di Termini #211

Jazz Tracks de Danilo Di Termini #211

Descrição do podcast:

Cada Domingo a partir das 8 horas, uma hora de jazz com Danilo Di Termini. Duke Ellington disse uma vez que estava se tornando sempre mais difícil estabelecer onde começava ou acabava o jazz, onde começava Tin Pan Alley e acabava o jazz, ou até onde residia a fronteira entre a música clássica e o jazz. Não será certamente o Jazztracks a traçar estas linhas de fronteira.

Tracklist:

Furio Di Castri → The Bass and His Double

Emanuele Cisi → Pharoah’s message

Milos Colovic → Shapeshifter

Michel Portal & Bojan ZulfiKarpasic → Mozambique

Les McCann → Burnin’ Coal

Mose Allison → Your Mind Is On Vacation

Billie Holiday → I’ll Be Seeing You

McCoy Tyner feat Michael Brecker → Flying High

John Coltrane → Russian Lullaby

Anita O’Day → You Are My Sunshine

Catman Plays The Blues #169

Catman Plays The Blues #169

Escutamos esta semana o novo trabalho do guitarrista Seth Walker e redescobrimos o disco que maior satisfação terá proporcionado ao lendário Johnny Winter.

Mantū – Deixa de ser criança (2025) (single)

Mantū – Deixa de ser criança (2025) (single) 

mantū acaba de editar o single de estreia ‘deixa de ser criança’, já disponível em todas as plataformas digitais. Depois de se tornar conhecido do grande público como finalista no The Voice Portugal em 2023, na equipa de Sónia Tavares, Manuel Antunes revela agora a sua nova identidade artística. Com letra e música da autoria do próprio, a sonoridade deste primeiro tema é crua, nostálgica, melancólica e marcada pela simplicidade melódica do piano e do violoncelo.

Nas palavras de mantū, ‘deixa de ser criança’ “retrata o sentimento de enevoamento das memórias de uma criança que se perdeu por entre as dores de se tornar adulto. Este tema intensifica a presença de um “eu” adulto angustiado e consumido pela vontade de reavivar a felicidade do seu “eu” criança, tendo plena consciência da impossibilidade desse desejo. Sempre tive alguma dificuldade em escrever canções na minha própria língua, sobretudo pela sua sonoridade, mas esta acabou por ser bastante rápida de escrever e a letra surgiu de forma bastante intuitiva”.

mantū confessa ainda que “a escolha de ‘deixa de ser criança’ como rampa de lançamento artístico deve-se muito ao facto de ser a primeira música que escrevi com o sentimento certo, no momento certo e que rapidamente percebi que era algo que gostaria de eternizar. Não olho para ela com o receio de ‘será esta a canção certa?’ porque para mim é a que mais importa neste início’”.

Samuel Mor – Nova Iorque (2025) (single)

Samuel Mor – Nova Iorque (2025) (single) 

Samuel Mor, nome artístico de Samuel Moreira, é um cantor e compositor natural do Grande Porto, que se destaca no panorama indie Pop português. Estreou-se em 2017 com o single “Broken Heart” e, desde então, tem explorado uma sonoridade versátil, combinando elementos de pop e eletrónica com letras introspectivas e emocionais.

Com vários singles lançados, incluindo “labirinto” e “espaço”, samuel afirma-se como uma das vozes emergentes, capaz de transformar vivências pessoais em música autêntica e cativante.

António Norton – Paraíso Perdido (2025) (single)

António Norton – Paraíso Perdido (2025) (single) 

Por vezes o pano reabre nas nossas vidas e de um sono adormecido passamos a estar novamente acordados.

A convite de uma dança perfumada saímos de um sonambulismo entorpecido para revisitar um paraíso que tínhamos como perdido.

Esta canção fala sobre a experiência de nos voltarmos a apaixonar.

Sobre esse estado de graça, em que a melancolia da poesia deixa de ser uma presença constante e pode finalmente descansar.

Mas talvez esse repouso não possa ser eterno…

As cordas entram em cena fulgurantes! Cheias de alegria, entusiasmo e esperança, anunciando que algo está para chegar!

Os pizzicatos das cordas são alegres e vão colorindo a letra.

A guitarra entra de mansinho e ganha confiança para nos embalar no seu ritmo até ao refrão.

Tudo está pleno e envolto de alegria até que se dá a quebra do embalo rítmico, anunciando o regresso de algo…

Uma canção onde os grandes protagonistas são a voz, a guitarra acústica e eléctrica e um ensemble de cordas.

Uma vénia à magia do enamoramento e ao retorno da poesia como lugar de refúgio inquebrável.

Tomás Meirelles – Sonho (2025) (single)

Tomás Meirelles – Sonho (2025) (single) 

Tomás Meirelles acaba de lançar o seu ‘Sonho’ ao mundo, ou o ‘Sonho’ de qualquer um que neste mundo habita. Artista do Estúdio Zeco, conhecido pelo timbre distinto e letras emocionantes, entrega-nos agora mais uma balada melancólica que nos cativa a cada acorde, a cada melodia.

Em 2024, após esgotar o Espaço Moche, Tomás lançou ‘Vou Ficar Por Cá’ que não deixou ninguém indiferente. A cada canção o artista entrega o reflexo daquela que é a sua jornada de autodescoberta artística e também pessoal.

A letra da sua nova canção surgiu-lhe de forma muito natural, sendo autobiográfica e totalmente despida do abstrato: dizer de forma simples o que no sonho, ou naquilo que imaginamos para a nossa história, podemos complicar por ser tão abstrato. 

“Sempre me fascinou essa ideia de projetar sentimentos, de tentar sentir através dos outros. ‘Sonho’ nasceu precisamente desse impulso – de observar a felicidade dos outros e transportá-la para mim.” afirma o artista. A produção ficou a cargo de João Só, seu parceiro na criação das suas mais recentes canções. 

“A música surgiu como uma espécie de narrativa imaginada. Pensei no início de uma relação, na euforia das primeiras conversas, naquela sensação quase mágica de estar tão feliz que tudo o que queremos é contar a toda a gente. Mais do que descrever uma história específica, ‘Sonho’ fala sobre a vontade de sentir. Não apenas ver a felicidade nos outros, mas tê-la nas mãos, vivê-la intensamente.” acrescenta.

A letra refletiu essa urgência, essa sede de emoção genuína. Cada acorde, cada palavra, carrega essa essência de desejo e esperança, que todos conseguimos sentir quando Sonhamos. “No fundo, “Sonho” é sobre querer sentir. Sobre dar a si próprio a oportunidade de viver aquilo que tantas vezes apenas imaginamos.” conclui Tomás Meirelles.

Este ‘Sonho’ vem então abrir o ano de 2025 para Tomás, que tem concerto marcado no Auditório Carlos Paredes, em Benfica, já no próximo dia 28 de março. Os bilhetes encontram-se à venda nos locais habituais.

Prazeres Interrompidos #356: Jon Fosse – Manhã e Noite (2000)

Prazeres Interrompidos #356: Jon Fosse – Manhã e Noite (2000)

Autor:

Octávio Nuno

Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!

Um menino está prestes a nascer ― chamar-se-á Johannes como o avô e será pescador como o pai. Uma vida boa, é esse o desejo de quem o traz ao mundo, embora este seja um mundo duro, ruim e cruel. Um homem, velho e sozinho, morre ― chama-se Johannes e foi pescador. É o seu melhor amigo quem o vem buscar rumo a esse destino onde não há corpos nem palavras, apenas tudo aquilo que se ama. Antes do regresso definitivo ao nada, Johannes revisita o museu da sua vida, longa, simples e quotidiana, confrontando-se paulatinamente com a morte num constante entrelaçamento de real e alucinação, passado e presente.

Manhã e Noite é um romance sobre o maravilhoso sonho que é viver e a aceitação do ciclo natural das coisas. Numa linguagem poética e elíptica, inovadora e despojada, Jon Fosse condensa toda uma existência em dois momentos-chave, urdindo uma reflexão encantatória sobre o significado da vida, Deus e a morte.