1 Álbum 100 Palavras #82: Bernardo Sassetti – Nocturno (2002)

1 Álbum 100 Palavras #82: Bernardo Sassetti – Nocturno (2002)

Um podcast de Francesco Valente: 

1 álbum “sem” ou “100” palavras, por semana! Uma pérola musical da história da música, descrita em 100 palavras! Cada dia da semana, às 14h na Rádio Olisipo. Boa escuta!

O álbum, “Nocturno” (2002) é uma obra-prima do pianista português Bernardo Sassetti, reconhecida pela sua introspeção e delicadeza. Neste álbum único, Bernardo Sassetti explora o piano solo com uma abordagem cinematográfica, misturando jazz contemporâneo, música clássica e elementos do folclore português. As composições, como “Nocturno em Mi Bemol” e “Inquietação,” revelam uma atmosfera contemplativa, com harmonias subtis e silêncios expressivos que evocam o universo noturno sugerido pelo título. “Nocturno” destaca a sensibilidade poética de Sassetti, consolidando-o como um dos músicos mais criativos do jazz europeu. O álbum é um convite à introspeção, proporcionando uma experiência auditiva rica e profundamente emocional.

Boa escuta!

Prazeres Interrompidos #343: Marco Polo – As Viagens de Marco Polo (1298)

Prazeres Interrompidos #343: Marco Polo – As Viagens de Marco Polo (1298)

Autor:

Octávio Nuno

Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!

Escrito por volta de 1.300, em plena Idade Média, As viagens é um dos relatos mais fascinantes da História. O livro foi ditado a um companheiro de prisão de Marco Polo, Rustichello, autor de romances de cavalaria. Também conhecido como Il Milione, a obra foi encarada, na época, como um fantasioso conjunto de lendas; somente séculos depois estas valiosas revelações foram consideradas referências para a geografia e a história modernas.

Samuel Martins Coelho – I Error-Unselfing (2025) (single)

Samuel Martins Coelho – I Error-Unselfing (2025) (single) 

“Unselfing” é o segundo disco de I ERROR, projeto de música eletrónica do músico multi-instrumentista e compositor Samuel Martins Coelho. O novo trabalho parte da ideia de unselfing de Iris Murdoch: afastarmo-nos do ego e das preocupações do dia a dia para observar com atenção genuína.

O disco vai ser apresentado no dia 21 de fevereiro, às 22h, no CAAA – Centro para os Assuntos da Arte e Arquitectura de Guimarães.

Se o primeiro álbum, “I ERROR”, lançado há um ano, explorava diferentes fases enquanto músico e apresentava o erro como uma nova oportunidade, uma perspetiva que transforma falhas em possibilidades, este novo trabalho aprofunda a busca por momentos de clareza e foco no essencial. Cada faixa de “Unselfing”, lançado pela Invisível, convida o ouvinte a desligar-se das distrações e a encontrar espaço para simplesmente ouvir.  Sem complicações ou pretensões, procura traduzir essa ideia de pausa e escuta de uma forma direta. É um passo em frente que mantém o espírito experimental do projeto.

O projecto I Error assume-se como um conjunto de rascunhos colecionados ao longo do tempo, que refletem diferentes interesses estilísticos de um violinista que se aventura no mundo electrónico.

BIOGRAFIA:

Samuel Martins Coelho (1980) é violinista, compositor e multi-instrumentista. Tem feito um percurso de descoberta e constante reinvenção da sua linguagem musical. Com raízes na música clássica, tem vindo a desenvolver uma linguagem muito própria, utilizando diversas fontes sonoras. O seu trabalho atravessa vários géneros e universos musicais, desde a música clássica à música conceptual, experimental e à improvisação. A sua actividade artística desenvolve-se em vários projetos, tais como: Samuel Martins Coelho, Tosco, Peixe Míope, Estranhofone, Space Ensemble, Escola do Rock, Colectivo Invisível, Ondamarela, JP Coimbra, I ERROR. Nos últimos anos tem colaborado como diretor musical, compositor e instrumentista em várias companhias de Dança e Teatro. Desenvolve atividades com comunidades e lidera intervenções musicais criativas, dirigidas a crianças e ao público em geral, colaborando com diferentes artistas. Em 2017 foi artista residente do AiR Programme, em Malta (Gozo), no âmbito do programa da Fondazzjoni Kreattivitá e Valletta 2018 – Capital Europeia da Cultura.

Participou no II Curso de Formação de Animadores Musicais do Serviço Educativo da Casa da Música, tendo colaborado como facilitador nos cursos posteriores.

No seu percurso artístico já conta com várias composições de bandas sonoras, em 2018 compôs uma nova banda sonora para o filme Giuseppi do realizador maltês Cecil Santariano, a qual foi apresentado ao vivo na capital europeia da cultura em malta em 2018. Colaborou na banda sonora da curta-metragem de Regina Pessoa “Tio Tomás a contabilidade dos dias”. Desde a estreia internacional, em Junho de 2019, na Croácia, o filme foi já distinguido no Festival de Cinema de Annecy, em França, com o prémio especial do júri, no Festival Animamundi, no Brasil, ou nos Caminhos do Cinema Português, em Coimbra. Foi também candidato às nomeações para os Óscares e venceu a corrida para o galardão de melhor curta-metragem nos Prémios Annie Awards. 

Em 2024 compôs a banda sonora do filme O Pior Homem de Londres, realizado por Rodrigo Areias, produzido por Paulo Branco-Leopardo Filmes, com argumento de Eduardo Brito, e um elenco onde pontuam Albano Jerónimo, Edward Ashley, Victoria Guerra, Scott Coffey, Christian Vadim, Carmen Chaplin, Simon Paisley Day, e Jean-François Balmer.

Diogo Fonseca – Alone With You (2025) (single)

Diogo Fonseca – Alone With You (2025) (single)

SOBRE O DIOGO

Crescido em Lisboa e agora com 22 anos, Diogo Fonseca, desde os 6 anos que toca guitarra e começou aos 12 anos de idade a compor músicas, lançando a primeira aos 18. Até à data o Diogo já conta com 11 singles e 1 EP GETAWAY em colaboração com Luís Braz Teixeira lançado no verão de 2023. A música de Diogo Fonseca integra uma grande variedade de estilos, incluindo Pop, R&B, Hip-hop e Rock. Diogo já atuou em restaurantes, bares, festas e em 2023 apresentou o seu EP no Tokyo Lisboa com o Luís Braz Teixeira. O último single, LA QUE ME GUSTA, traz um lado mais de Reggaeton e conta com três versos em três línguas diferentes, misturando o inglês, espanhol e português. O Diogo participou em 2024 na décima segunda edição do The Voice Portugal e agora prepara-se para lançar um EP com 4 canções de nome: BEFORE THE “SEE YOU LATER”.

PRÓXIMO EP

O próximo EP de Diogo Fonseca conta com quatro canções, todas dentro do ciclo do que é uma “relação amorosa de hoje em dia”. A “LA QUE ME GUSTA” trata do conhecer a pessoa, a “ALONE WITH YOU” na fase de lua de mel que existe em cada relação, a “COME BACK” onde os problemas começam e por fim a “THE WAY IT GOES” que descreve o sentimento de introspecção que um final de relação cria no artista, fechando assim o ciclo. BEFORE THE “SEE YOU LATER” vem pois Diogo quer inovar a sua sonoridade mas nunca fechado a porta aos estilos já editados.

Bezerra Da Silva – Eu Não Sou Santo (1990)

Bezerra Da Silva – Eu Não Sou Santo (1990)

Memória de Elefante 23/02/25

Autor: Francesco Valente

Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.

Jazz Tracks de Danilo Di Termini #204

Jazz Tracks de Danilo Di Termini #204

Descrição do podcast:

Cada Domingo a partir das 8 horas, uma hora de jazz com Danilo Di Termini. Duke Ellington disse uma vez que estava se tornando sempre mais difícil estabelecer onde começava ou acabava o jazz, onde começava Tin Pan Alley e acabava o jazz, ou até onde residia a fronteira entre a música clássica e o jazz. Não será certamente o Jazztracks a traçar estas linhas de fronteira.

Tracklist:

Benjamin Lackner → Mosquito Flats

Pablo Held → I’ll never be the Same

Kris Davis → Heavy-Footed

Pee Wee Russell & Coleman Hawkins → If I Could Be With You One Hour

Oliver Nelson → Cascades

Chet Baker → This is Always

Jimmy Giuffre → Jesus Maria

Eastern Rebellion → Jacob’s Ladder

Wayne Shorter feat. Milton Nascimento → Miracle of the Fishes

Milton Nascimento & Esperanza Spalding → Earth Song

Catman Plays The Blues #162

Catman Plays The Blues #162

Partimos esta semana à descoberta dos nomeados nas categorias  Traditional Blues Female Artist e Contemporary Blues Album respeitante aos Blues Music Awards de 2025 

Manifesto Sonoro #59

Manifesto Sonoro #59

MANIFESTO SONORO escolheu os melhores trabalhos da nova música nacional de 2024.

Este é o segundo de dois episódios com a lista dos mais relevantes e criativos álbuns deste ano, das edições mais independentes da musica feita em Portugal ou em língua portuguesa.

Manifesto Sonoro é um programa de rádio, em formato podcast, de divulgação de música nacional ou em língua portuguesa, com a realização de Carlos Ramos Cleto e a produção de Nuno Duarte.

OS MANIFESTANTES DESTA SEMANA  FORAM :

Himalion – lighter than air

PZ – The Shithole Countries (feat. Joe Zé)

Clara Bicho & Exclusive Os Cabides – Árvores do Fundo do Quintal

Ayom -Io Sono il Vento (feat. Salvador Sobral)

junno – Crocodile

Monday – On and on

Napa – Deslocado

Bernardo – What, If Not the Family?

MaZela – Entre Amor e Ódio

Da Chick – Cartoon

Cacique’97 -Letter to the Martyrs

OMIRI -Noite escura

Girls 96 – Circos

Eletric Man – O Espetáculo

Lx 90 – Mariana

Taheyya Kariokka – Belly Dance Divas – Solos and Spotlight (2025)

Taheyya Kariokka – Belly Dance Divas – Solos and Spotlight (2025)

Memória de Elefante 22/02/25

Autor: Francesco Valente

Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.

Afonso Rodrigues – Onde Foi (2025) (single)

Afonso Rodrigues – Onde Foi (2025) (single) 

Afonso Rodrigues, melhor conhecido pelo seu papel em Sean Riley & The Slowriders ou nos Keep Razors Sharp, viveu sempre na música.

Chegou-lhe primeiramente pela mão do pai, que partilhava com ele discos de Fado MPB e Jazz. Depois teve bandas de liceu, foi Radialista – na Radio Universidade de Coimbra – DJ, Promotor de Eventos e A&R numa editora multinacional.

Quando começou a escrever canções “mais a sério”, por alturas da faculdade, escolheu o Inglês como língua mãe. Um pouco por timidez, muito por influência dos escritores que mais admirava na altura. Nunca o soube explicar melhor.

O Português sempre o apaixonou, e a guitarra e a voz do discos do Zeca Afonso que ouvia com o pai sempre chamaram por ele, mas não sabia como fazê-lo. Faltava tempo e vocação.

Nunca se tinha sentido particularmente Português, ou de outro lado qualquer, e o Inglês tinha servido o desejo de falar para o mundo, mas com o passar do tempo, com o nascimento dos filhos em Lisboa a enterrarem cada vez mais fundo as suas raízes nesta terra, a língua soltou-se finalmente e começou a falar aquela que hoje sente como a sua verdade.

Em 2022 após uma temporada em África decidiu trabalhar numas ideias que tinha começado a escrever antes e durante a pandemia, e iniciou assim este novo caminho, que escolheu fazer com o Filipe Costa, irmão de longa data e companheiro de sempre nos Sean Riley & The Slowriders que se ocupa da maioria dos arranjos e co-produção deste primeiro trabalho.

 A visão é cruzar um pouco a escrita mais clássica de cantautor com uma maior contemporaneidade na abordagem e na instrumentação.

Bernardo – What, If Not The Family (2025) (single)

Bernardo – What, If Not The Family (2025) (single) 

Bernardo lança “What, If Not The Family?”, primeiro single do álbum de estreia “Secrets of Six-Figure Women”  

No dia em que Bernardo sobe ao palco para o concerto de abertura dos Franz Ferdinand, em Lisboa, a artista luso-britânica lança “What, If Not The Family?”, o primeiro single que antecipa o seu álbum de estreia “Secrets of Six-Figure Women”, previsto para setembro.  

Este tema, escrito e produzido por Sónia Bernardo e co-produzido por Dave Maclean, dos Django Django, explora a complexidade das relações familiares e a construção da identidade pessoal num mundo em constante mudança. A música reflete a fusão entre as raízes portuguesas e britânicas da artista, que cresceu entre o fado tradicional e a cena alternativa londrina.  

O single mergulha na luta universal contra as expectativas da sociedade, captando a ansiedade crua de talvez escolher um caminho diferente. Com a família a desempenhar simultaneamente o papel de maior apoio e maior fonte de pressão, explora a profunda tensão entre as pressões externas e a incerteza pessoal, reconhecendo a coragem silenciosa necessária para continuar a avançar, mesmo sem ter todas as respostas.  

“What, If Not The Family?” ganha vida através dos arranjos de Sean O’Hagan (The High Llamas), com a mistura de Syd Kemp (Ulrika Spacek) e Dom Shaw (Real World Studios), criando uma paisagem sonora rica e introspectiva. O single é acompanhado por um videoclipe que já se encontra disponível, expandindo a narrativa visual e emocional do tema.  

Bernardo, multi-instrumentista e produtora, nasceu em East Ham, Londres, e aos 8 anos mudou-se para a aldeia da mãe, no centro de Portugal. A sua trajetória musical começou aos 11 anos, quando influenciada pelo fado e pela música alternativa, começou a compor. Aos 17, regressou a Londres para aperfeiçoar a sua arte, desenvolvendo um som próprio que funde o alt-soul com o indie, enquanto explora as suas raízes culturais.  

Com uma carreira que já inclui colaborações com nomes como Phil Manzanera (Roxy Music), Django Django, Skinny Pelembe e Sean O’Hagan, Bernardo prepara-se agora para apresentar ao público o seu universo musical com “Secrets of Six-Figure Women”, um álbum que promete uma sofisticada reflexão sobre ambição moderna e identidade.  

A composição e produção de “What, If Not The Family?” são assinadas por Sónia Bernardo e Dave Maclean, com contributos de Jonny Wickham no baixo, Sean O’Hagan e Hal Sutherland no piano, e Dave Maclean na bateria.  

“What, If Not The Family?” já está disponível em todas as plataformas digitais.

African Roots #68

African Roots #68

Autor:

Gil Santos 

African Roots é um podcast semanal que explora as sonoridades Africanas, indo às raízes e aos discos perdidos, passando por novos projetos sem rótulos estilísticos, podemos ir do boogie ao semba, das mornas ao soul, do zouk ao disco. Há espaço para tudo o que seja boa música Africana.

Tudo gravado em vinil.

TRACKLIST:

1 – Francis Bebey – Sanza Tristesse

2 – Damas Swing Orchestra – Odylife

3 – Idrissa Soumaoro – Ben

4 – L’African Fiesta Sukisa – Afrique de l’Ouest

5 – The Good Samaritans – Onughara

6 – Eko Roosevelt – Funky Disco Music

7 – Itadi – Hustle

8 – Ofege – Lead Me On

9 – Dick Khoza – Chapita 

10 – Boncana Maiga – Koyma Hondo

11 – The Funkees – Salem

12 – War-Head Constriction – Graceful Bird

13 – Africa Negra – Tlechi ope di bengui

14 – Black Power – Matchona