Jazz Tracks de Danilo Di Termini #203

Jazz Tracks de Danilo Di Termini #203

Descrição do podcast:

Cada Domingo a partir das 8 horas, uma hora de jazz com Danilo Di Termini. Duke Ellington disse uma vez que estava se tornando sempre mais difícil estabelecer onde começava ou acabava o jazz, onde começava Tin Pan Alley e acabava o jazz, ou até onde residia a fronteira entre a música clássica e o jazz. Não será certamente o Jazztracks a traçar estas linhas de fronteira.

Tracklist:

Jason Palmer → Do You Know Who You Are? (A line for Dr. Cornel West)

Ambrose Akinmusire → Bloomed (the ongoing processional of nighas in hoodies)

Carl Allen → Parker’s Mood 

Thad Jones, Frank Wess, Teddy Charles, Mal Waldron, Doug Watkins, Elvin Jones → Embraceable You

Miles Davis → In Your Own Sweet Way  

Ike Quebec → A Light Reprieve

Eric Dolphy → Straight Up and Down

Giovanni Falzone → Suite for Bird – 2 – Anthropology

Fred Hersch & Esperanza Spalding → A Wish

Catman Plays The Blues #161

Catman Plays The Blues #161

Esta semana debruçamo-nos sobre o Villa Sessions Festival de Blues de Vila do Conde que está aí à porta e divulgamos mais uma categoria dos Blues Music Awards, no caso Best emerging artista álbum.

David Brown: Santana – Santana III (1971)

David Brown: Santana – Santana III (1971)

Memória de Elefante 15/02/25

Autor: Francesco Valente

Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.

Paulo To – Ajuste De Contas (2025) (single)

Paulo To – Ajuste De Contas (2025) (single) 

Como um encontro entre Brasil e Portugal, a canção Ajuste de Contas, de Fausto Bordalo Dias, de 1975, é agora revisitada pelo brasileiro Paulo Tó, com participação do pernambucano Siba, um dos nomes mais distintos a levar adiante a cultura popular brasileira atualmente. Na releitura, o ritmo português transforma-se em um frevo (estilo musical com origem no estado de Pernambuco), cantado com sotaque brasileiro. O tema  faz parte do disco a ser editado, Cantos da Revolução (ybmusic), que presta homenagem às canções de protesto que marcaram o período de luta contra a ditadura em Portugal, entre 1926 e 1974. Oiça aqui. 

“Essa música do Fausto tem uma rítmica muito interessante que vem da maneira como a letra é articulada. Isso acabou por conduzir o nosso arranjo para um frevo. Foi aí que surgiu a ideia de convidar o Siba para cantar comigo – um dos grandes compositores brasileiros da atualidade”, conta Paulo Tó. “Além disso, é uma canção escrita dentro do processo revolucionário, que poderia até ser taxada como ‘panfletária’. E, de facto, ela tem um tom didático, mas que justifica-se dentro do processo de luta social. A música é construída por Fausto de maneira brilhante, com inovação formal e muita qualidade poética e musical”, continua.

Antes de Ajuste de Contas, a primeira versão a apresentar o álbum foi Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, de José Mário Branco. A ideia para o projeto surgiu durante uma temporada em que Paulo Tó viveu em Portugal. No país, o artista conheceu o repertório que integra o disco a partir de indicações de amigos. “Na época tive o privilégio de conhecer pessoalmente dois grandes compositores portugueses desta safra: José Mário Branco e Fausto Bordalo Dias, com quem me encontrei algumas vezes e estabeleci mais contacto”, divide. O álbum terá participações de Thiago França, Jéssica Areias, Cauê Silva, Eugénia Melo e Castro, Arthur de Faria, além de Siba.

A capa desenvolvida por Roberto Zink foi criada à mão a partir de imagens históricas, com caneta esferográfica em papel. A técnica e o resultado remetem à anotações em caderno e rascunhos, à simplicidade do dia-a-dia e à “pessoalidade” do fazer.

Lhobo – Bagagem (2025) (single)

Lhobo – Bagagem (2025) (single) 

LHOBO

Single  “Bagagem” já disponível nas plataformas digitais

Depois de “Túnel” editado em outubro de 2024, os Lhobo abrem a cortina a 2025 com novo lançamento – “Bagagem” – que antecede o EP de estreia que a banda pretende lançar ainda no primeiro semestre do novo ano.

“Bagagem” é quiçá o tema mais abrangente (no sentido comercial do termo) da banda, banhado por melodias Beatlianas e com uma sonoridade universal, mas ainda assim intemporal que nos remete para os singles das décadas de 60 e 70, mas embrulhado numa produção muito contemporânea. Produção a cargo de Bruno Xisto mais uma vez, com coprodução de Tiago Candeias e gravado nos Blacksheep Studios em Sintra.

Os Lhobo voltam a colocar a tónica no rock mainstream, pretendendo afirmar-se como banda sonora quotidiana na vida de quem os ouve, tema a tema…

African Roots #67

African Roots #67

Autor:

Gil Santos 

African Roots é um podcast semanal que explora as sonoridades Africanas, indo às raízes e aos discos perdidos, passando por novos projetos sem rótulos estilísticos, podemos ir do boogie ao semba, das mornas ao soul, do zouk ao disco. Há espaço para tudo o que seja boa música Africana.

Tudo gravado em vinil.

TRACKLIST:

1 – Sorko – Ben Kôrô

2 – Ayom – Es̩u

3 – Gnonnas Pedro & His Dadjes Band – Azo Nkplon Doun Nde

4 – Jacqueline Fortes – Dialogue

5 – Milk and Coffee – Onarinà (Na Ri Na)

6 – Cabo Verde Novo – Moreninha

7 – Marcos – Saudade

8 – Mpharanyana & The Peddlers – Kgale Ke Hlopheha

9 – Nahawa Doumbia – Demisen Kulu

10 – Lucas Niggli – Kalo-Yel

11 – Damily – Havandra

12 – Elisio Gomes & Joachim Varela – Chuma Lopes

13 – Kofi Ayivor – A Song For You (Ayawa)

Merl Saunders And Aunt Monk – You Can Leave Your Hat On (1976)

Merl Saunders And Aunt Monk – You Can Leave Your Hat On (1976)

Memória de Elefante 14/02/25

Autor: Francesco Valente

Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.

Damani Van Dunem – Liberdade Liberdade (2025) (single)

Damani Van Dunem – Liberdade Liberdade (2025) (single)

O rapper angolano reafirma o seu lugar no panorama musical lusófono em nova fase da sua carreira.

O talentoso rapper angolano Damani Van Dunem apresenta o seu mais recente single, “Liberdade, Liberdade”, uma obra que simboliza uma nova fase na sua carreira musical e conta com as colaboração de Walter Nascimento e Elzo Sénior, na produção. Este lançamento assinala um marco importante para Damani, que busca consolidar ainda mais a sua presença tanto no mercado musical angolano como no português.

“Liberdade, Liberdade” é uma faixa que traduz uma poderosa mensagem de emancipação pessoal e coletiva, invocando a busca constante pela liberdade em suas diversas formas — social e, sobretudo, emocional. Com a inconfundível voz de Walter Nascimento, que traz uma sensibilidade única ao refrão, e a produção envolvente e meticulosa de Elzo Sénior, a canção mistura habilmente o rap com elementos da música urbana, criando uma ponte entre diferentes mundos sonoros e culturais.

Damani Van Dunem, já conhecido pela sua trajetória consistente e pelas letras profundas que abordam questões sociais e pessoais, considera este single uma reafirmação da sua missão artística: O single já está disponível em todas as plataformas digitais e conta com um videoclip que já estreou no Youtube e promete ser um tema forte na playlist dos amantes da música lusófona.

A aposta de Damani é clara: criar pontes entre culturas, sensibilidades e públicos, utilizando a sua voz como instrumento de expressão e, acima de tudo, de liberdade.

Liberdade “é um tributo ao poder transformador da música e à capacidade que ela tem de inspirar mudança e reflexão.”

Biloba – Quando For Para Ir (2025) (single)

Biloba – Quando For Para Ir (2025) (single) 

BILOBA lançam “Quando For Para Ir”, novo single em antecipação ao álbum de estreia

Os BILOBA apresentam “Quando For Para Ir”, o quarto single de avanço para o álbum de estreia, “Sala de Espera”, com lançamento previsto para março. Depois de temas como “Flor de Verão”, “Se Deus Demora” e “Rei dos Animais”, a banda lisboeta continua a explorar o cruzamento entre rock alternativo, jazz e hip-hop, sempre ancorado numa forte componente autoral e lírica.  

“Quando For Para Ir” nasce da necessidade de expressar uma inquietação coletiva. Francisco Nogueira, baixista e vocalista da banda, compôs o tema num momento de incerteza, traduzindo o sentimento de muitos que se veem impossibilitados de alcançar independência financeira e estabilidade no seu próprio país. O dilema entre partir e ficar, o peso da crise na habitação e a sensação de desenraizamento percorrem a canção, que se assume como um desabafo geracional.  

“Rapidamente percebi que as pessoas à minha volta se relacionavam com esta letra. Apesar de a ter escrito, a canção não era minha – era um desabafo de imensos que não encontram um lugar para viver aqui. Quer seja pela crise da habitação ou por outros desencontros, seja consigo próprios ou com os outros.”, explica o autor do tema.  

Com uma melodia envolvente e um refrão que ecoa a saudade de um futuro incerto, a canção reflete um sentimento tão português quanto universal: o de ter de partir para poder construir algo, mesmo contra a vontade de abandonar o que nos é familiar.  

“Quando For Para Ir também me parece algo muito português: o saber que ‘o que tem de ser feito deve ser feito’, mesmo quando se resiste ao que parece inevitável. Este meio estado, esta queixa, é algo bastante nosso.”, acrescenta Francisco Nogueira.  

Produzida por Francisco Nogueira e Diogo Lourenço, a canção foi gravada nos Estúdios Bela Flor por Eduardo Vinhas, com mistura e masterização de Tiago de Sousa. Além da voz e baixo de Francisco Nogueira, os BILOBA são formados por Nazaré da Silva (voz), Simão Bárcia (guitarra), Diogo Lourenço (guitarra) e Miguel Fernández (bateria).  

O single já se encontra disponível em todas as plataformas digitais, acompanhado por um videoclipe que traduz em imagens o dilema da partida e a sensação de deslocação.  

Os BILOBA continuam, assim, a antecipar o seu primeiro álbum, “Sala de Espera”, um disco que promete explorar as incertezas e contradições da vida contemporânea.

FICHA TÉCNICA / BILOBA / QUANDO FOR PARA IR

Composição: Francisco Nogueira

Letra: Francisco Nogueira

Gravação: Eduardo Vinhas, Estúdio Bela Flor

Mistura e Masterização: Tiago de Sousa

Produção musical: Francisco Nogueira e Diogo Lourenço

Francisco Nogueira – Baixo e Voz

Nazaré da Silva – Voz

Simão Bárcia – Guitarra

Diogo Lourenço – Guitarra

Miguel Fernandez – Bateria

Ahlam – Moweadak (2013)

Ahlam – Moweadak (2013)

Memória de Elefante 13/02/25

Autor: Francesco Valente

Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.

Prazeres Interrompidos #340: Kaliane Bradley – O Ministério do Tempo (2024)

Prazeres Interrompidos #340: Kaliane Bradley – O Ministério do Tempo (2024)

Autor:

Octávio Nuno

Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!

Num futuro próximo, em Londres, uma funcionária pública tem a oportunidade de receber um salário de sonho se participar num projeto ultrassecreto: um ministério recém-criado pelo Governo está a reunir “expatriados” de diversas épocas históricas para determinar os efeitos das viagens no tempo.

O seu papel é servir de “ponte”: tem de prestar assistência e vigiar o expatriado conhecido como “1847” – o comandante Graham Gore. Segundo os registos históricos, o comandante Gore morreu em 1845, na expedição de exploração do Ártico de Sir John Franklin, por isso sente-se desorientado quando constata que está vivo e rodeado de conceitos bizarros como “máquina de lavar”, “spotify” ou a queda do Império Britânico.

Ao longo do ano que se segue, o que começa por ser uma relação constrangedora evolui para algo mais profundo. Quando a verdade sobre o projeto do Ministério do Tempo é revelada, os dois estão irremediavelmente apaixonados e terão de confrontar as escolhas que os juntaram com as consequências que elas terão no futuro.

Maia Balduz – Na Penumbra Do Meu Quarto (2025) (single)

Maia Balduz – Na Penumbra Do Meu Quarto (2025) (single)

Maia Balduz, uma das mais recentes vozes do novo jazz português, prepara-se para lançar o seu disco de estreia “A Casa que Hoje Sou”. “Na Penumbra do Meu Quarto”, um dueto com a icónica música Maria João, é o novo avanço desse disco.

“Na Penumbra do Meu Quarto” é uma canção com mais de 5 minutos onde Maia Balduz interpreta uma das letras mais intimistas do seu disco. Um single que nos convida aos pensamentos mais pessoais da artista num caminho de auto-descoberta enquanto pessoa e artista. Neste caminho Balduz não o podia deixar de fazer com uma das suas maiores inspirações da sua carreira jazzistíca, a gigante da música nacional, Maria João.

Este single faz parte de uma jornada que Maia Balduz tem feito desde 2022, ano em que surgiu a ideia e a inspiração para começar a trilhar o seu caminho até a um disco de estreia. “A Casa Que Hoje Sou” foi sendo gravado desde 2023, e tem agora lançamento agendado para 28 de fevereiro 2025, após a estreia dos singles “Não Sei Ser”, “Sonho Sem Sentir” e “Tristemente Azul”. A gravação contou Fernando Nunes (Naná) como engenheiro de som, reconhecido pelo seu trabalho com artistas como António Zambujo e Ana Moura, e de Francisco Duque, engenheiro de som do estúdio Camaleão.

Este projeto é um marco na sua carreira, unindo música e literatura de forma singular. Maia e Simão Bárcia musicaram 10 poemas, incluindo 9 de Fernando Pessoa, com destaque para o heterónimo Alexander Search, e um poema encomendado a José Lobo Antunes. Produzido por Ricardo Cruz, o álbum promete transcender géneros, cruzando jazz, fado e pop.

“A Casa Que Hoje Sou” conta com a participação de 16 músicos, incluindo formações variadas como um quarteto de cordas, Xauta, duduk, tablas, ensemble vocal e secções de sopros. As formações variam entre duos e octetos, sendo a voz de Maia a única constante, proporcionando uma jornada emocional e musical profundamente rica.

A partir de 28 de fevereiro disponível em todas as plataformas digitais.