Jazz Tracks de Danilo Di Termini #202

Jazz Tracks de Danilo Di Termini #202

Descrição do podcast:

Cada Domingo a partir das 8 horas, uma hora de jazz com Danilo Di Termini. Duke Ellington disse uma vez que estava se tornando sempre mais difícil estabelecer onde começava ou acabava o jazz, onde começava Tin Pan Alley e acabava o jazz, ou até onde residia a fronteira entre a música clássica e o jazz. Não será certamente o Jazztracks a traçar estas linhas de fronteira.

Tracklist:

Branford Marsalis →  Spiral Dance

Arturo O’Farrill & The Afro Latin Jazz Orchestra → Blue Palestine Part Two

Patricia Brennan → Los Otros Yo

Jimmy Giuffre → Squirrels

Bill Evans → The Two Lonely People

John Coltrane →  Miles’ Mode

McCoy Tyner → The Wanderer

King Oliver’s Creole Jazz Band → Dippermouth blues  

Betty Carter → The Surrey with the Fringe on Top

Catman Plays The Blues #160

Catman Plays The Blues #160

Continuamos esta semana a divulgação dos nomeados dos Blues Music Awards de 2025, seleccionados pela Blues Foundation, com as categorias Acoustic Blues Artist e Band of the year.

Manifesto Sonoro #58

Manifesto Sonoro #58

MANIFESTO SONORO escolheu os melhores trabalhos da nova música nacional de 2024.

Este é o segundo de dois episódios com a lista dos mais relevantes e criativos álbuns deste ano, das edições mais independentes da musica feita em Portugal ou em língua portuguesa.

Manifesto Sonoro é um programa de rádio, em formato podcast, de divulgação de música nacional ou em língua portuguesa, com a realização de Carlos Ramos Cleto e a produção de Nuno Duarte.

Os manifestantes desta semana foram:

Sweet Nico – Panda Heart

Mão Morta – Viva La Muerte!

Memória de Peixe – Good Morning

Quase Nicolau – Primeiro Amor

Márcia – Manhã Bela

Mia Tomé – Pudesse eu Infinita Cavalgar

Pedro da Linha · The Legendary Tigerman · Lucy Val – Aqui se faz, aqui se paga

Frankie Chavez – Jogo do Empurra

Mão Morta – Deus Pátria Autoridade

Mão Morta – Ressentidos e Ressabiados

Ligados às Máquinas – Acordar p’ra vida

Paul Weller, Beautify Junkyards – Sister Moon

BADBADNOTGOOD & Tim Bernades – Poeira Cosmica

Ena Pá 2000 – bahum

Adolfo Fito De La Parra: Canned Heat – Boogie With Canned Heat (1968)

Adolfo Fito De La Parra: Canned Heat – Boogie With Canned Heat (1968)

Memória de Elefante 07/02/25

Autor: Francesco Valente

Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.

Carmen Souza – Cais D’port Inglês (2025) (single)

Carmen Souza – Cais D’port Inglês (feat. Joao Oliveira, Theo Pas’cal & Elias Kacomanolis) (2025) (single)

Digressão:

7 Fevereiro, 21h30 – Festival Microsons, Grândola

8 Fevereiro – Auditório Carlos do Carmo, Lagoa

15 Fevereiro – Centro de Artes e Espetáculo, Portalegre

10 Maio, 21h30 – Cine-Teatro Louletano | Concerto de apresentação do Festival MED

Carmen Souza apresenta em Portugal no dia 31 de Janeiro o seu novo disco, “Port’ Inglês”, onde conta as histórias esquecidas das marcas deixadas na cultura Cabo-Verdiana, pela presença Britânica em Cabo Verde. Neste disco, o Jazz na música e voz de Carmen Souza representa uma linguagem de liberdade que é significativa para todas as culturas, combinando na perfeição com músicas e ritmos tradicionais como Funana, Contradança, Morna ou Mazurca. Para esta rica tapeçaria musical contribuíram um grupo de talentosos músicos de origem Lusófona e Britânica. 

“Port’ Inglês” já foi lançado em alguns países, em Setembro de 2024, e tem conquistado algumas tabelas de música: #5 no World Music Charts Europe; Top 40 dos Melhores Álbuns do Ano 2024 – World Music Charts Europe; #2 na LIMúR: Raiz Iberian Roots Music Chart / Lista Ibérica de Músicas de Raíz; #27 na Transglobal World Music Chart. A crítica tem-se rendido também ao novo disco (ver alguns exemplos em baixo). No início deste ano foi anunciado que o disco está nomeado para os German Record Critics Awards na categoria de Best World Music Album.

Depois de residir em Londres durante 16 anos, Souza usa a sua música para mergulhar nas ligações inesperadas entre a sua terra ancestral, Cabo Verde, e o Reino Unido, país que tem alimentado a sua criatividade. Inspirada na sua tese de mestrado sobre a presença Britânica em Cabo Verde, Carmen Souza embarcou numa viagem profundamente pessoal e musicalmente enriquecedora, elaborando uma colecção de canções originais profundamente enraizadas no espírito das ilhas. Reconta as histórias dos encontros destas duas culturas e o seu impacto duradouro em Cabo Verde após séculos de presença Inglesa. Esta viagem é uma prova da sua paixão e dedicação à sua arte, convidando o público a partilhar a sua exploração musical. 

“Depois da vasta pesquisa que fiz para a minha tese de mestrado era impossível não expressar as minhas descobertas através da minha música. Imediatamente senti-me inspirada para compor/escrever estas canções que personificam este período histórico. O álbum investiga temas de identidade cultural, resistência, colonialismo e descolonização destacando a ligação entre Cabo Verde e o Reino Unido. A inspiração veio de contos populares, contos do mar e até mesmo da música folclórica Britânica.” 

Tal como as pessoas que habitam as ilhas, a música de Cabo Verde é de origem cultural mestiça. Carmen Souza e Theo Pascal, há mais de duas décadas, que arriscam com o seu som único, usando o Jazz para criar uma nova sonoridade musical Crioula com o seu ADN Lusófono/Cabo Verdiano. A voz de Carmen Souza apresenta uma variedade de registos texturizados que exploram as subtilezas da sua capacidade expressiva. 

Neste disco contam com os músicos Deschanel Gordon (UK), Diogo Santos (PT), João Oliveira (Angola) no piano. Na bateria, dois Londrinos de origem Lusófona – Elias Kacomanolis (Moçambique/UK) e Zoe Pascal (PT/UK ). No trompete, Mark Kavuma (Uk) e Gareth Lockrane na flauta (UK). Theo Pascal no baixo e contrabaixo, Carmen Souza também no piano e violão. 

Em Fevereiro Carmen Souza e Theo Pascal iniciam uma digressão que vai passar por Grândola, Lagoa, Portalegre, Loulé, e outras localidades a anunciar.

CRÉDITOS:

Musica de Theo Pascal & Letras de Carmen Souza

Produção & arranjos de Theo Pascal

Co-produção de Carmen Souza

Produção executiva de Patricia Pascal

Gravação, Misturas e Masterização de Theo Pascal

no SESSIONS STUDIO em Lisboa

& SESSIONS MOBILE STUDIO em Londres.

thisissessions.com @thisissessions

Featuring

(Moçambique) Elias Kacomanolis_Baterias– todas as tracks excepto tracks 2 & 8

(PT) Diogo Santos_Piano – Track 1, 7

(Angola) João Oliveira_Piano – Track 3

UK) Deschanel Gordon_Piano – Track 4, 6

(PT/UK) Zoe Pascal_Bateria– Track 2

(UK) Mark Kavuma_Trumpete – Track 2

(UK) Gareth Lockrane-Flautas_ – Track 5

Nuno Bracourt – Sabe Sempre Tão Bem (2025) (single)

Nuno Bracourt – Sabe Sempre Tão Bem (2025) (single) Id

Depois do single de estreia ‘Madalena’, lançado em 2024, Nuno Bracourt apresenta o seu segundo single ‘Sabe Sempre Tão Bem’. 

Dentro do estilo que nos apresentou, Indie Pop alternativo, ‘Sabe Sempre Tão Bem’ retrata a ilusão das reconciliações improváveis que lançam o amor próprio numa viagem de sentimentos ambíguos, desde a apatia, à esperança e ao desejo de libertação.

Licenciado em songwriting em Manchester, integrou a antiga formação da banda inglesa Everything, Is, na qual compunha e tocava sintetizadores. 

Foi na cidade de Manchester, onde estudou e viveu vários anos, que iniciou o seu percurso musical através do Indie Eletronic Pop, e onde editou as suas primeiras 3 canções, em banda. Com Wearing Velvet (agora Everything, Is), chegou a abrir concertos para artistas como Los Bitchos, Nile Marr e Drug Store Romeos.

Agora em Lisboa, o artista e compositor de raízes algarvias, inspirado pelos Beatles desde criança, começa a criar a sua carreira a solo e é junto de João Só que faz acontecer estas canções. Primeiro ‘Madalena’, agora ‘Sabe Sempre Tão Bem’, ambas farão parte de um EP de estreia a sair em breve.

Este novo single fala sobre uma personagem cujas relações românticas parecem encaminhar-se para um impasse do qual se tenta libertar. Nessa relação há tentativas sucessivas de reatar algo que está em crise e que as mesmas tentativas acabam por levar à exaustão. “Compus a música ao piano e procurei com os restantes instrumentos reforçar os vários estados de humor, por vezes contraditórios, que tento exprimir ao longo da canção.” acrescenta Nuno Bracourt.

Com letra do artista e produção de João Só, este novo single envolve a sonoridade vintage num indie-pop-rock atual já característico de Nuno Bracourt. Está neste momento disponível em todas as plataformas digitais. 

King Curtis & The Kingpins – King Size Soul (1967)

King Curtis & The Kingpins – King Size Soul (1967)

Memória de Elefante 07/02/25

Autor: Francesco Valente

Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.

c-mm – Podre! (2025) (single)

c-mm – Podre! (2025) (single)

c-mm edita a 24 de Janeiro o EP de estreia Dar a volta.

c-mm são um quarteto da periferia Lisboeta. Gui, Matilde, João e Diogo partem da exploração musical do nervosismo e da memória, para os diversos territórios daquilo que acham bonito e notável, sob a forma de músicas diretas e intensas, escrevendo cartas de amor a sítios, velhos amigos e parapeitos de onde, por vezes, todos nos vemos pendurados. Juntam-se no início do verão de 2023, inicialmente como trio, tomam a forma definitiva de quarteto ainda no final desse mesmo verão. Assim, continuando a composição sob forma de adaptação de improvisos espontâneos (vocais e instrumentais), surgem as ideias iniciais que compõem este EP de estreia. Em Março de 2024 editam de uma forma caseira dois singles soltos Zé Gato/Chão Molhado, gravados no frio de Novembro de ‘23, numa garagem algures em Mem Martins.

Volvidos sete meses, entre muitos ensaios e alguns concertos na região de Lisboa, regressam a estúdio, agora no calor tardio de Setembro de 2024, para gravar Dar a volta, EP de 4 músicas que, traçando esta curta evolução, revelam um amadurecimento e aperfeiçoamento na composição e modo de operarem os quatro, em músicas mais concretas e definidas. Gravado entre três dias por André Isidro, no seu estúdio nos Olivais, o trabalho conta com a mistura e masterização de Tomé Silva. Estes esforços traduzem-se em 12 minutos e meio de música nos quais c-mm dizem o que têm a dizer, sobre os outros e sobretudo sobre si, sendo o único objetivo definido a priori, a entrega de um testemunho fiel à realidade interior de c-mm.

Dar a volta estará disponível a 24 de Janeiro com selo do coletivo/label GRAVV. e terá edição física de 25 cópias em CD.

Carlos Félix – Um Amor Assim (2025) (single)

Carlos Félix – Um Amor Assim (2025) (single)

‘Um Amor Assim’ é o single de estreia do cantor, compositor e ator Carlos Félix, já disponível em todas as plataformas digitais. Este é o primeiro lançamento do artista, que protagonizou recentemente “Tony”, uma série biográfica da Amazon Prime/TVI sobre Tony Carreira. Com uma sonoridade pop e uma estética retro inspirada pelos clássicos dos anos 60 e 70, a canção é marcada pelo piano épico, o som das cordas – guitarra, violoncelo e violinos – e as harmonias vocais e interpretação intensas de Carlos Félix. A letra foi coescrita pelo próprio com Rita Onofre, que é também a autora da música.

“Esta canção autobiográfica surge da necessidade de falar sobre as relações que têm tudo para dar certo e o fim não parece ser uma hipótese mas que, por alguma razão, terminam. Daí nasce uma certa inquietação por se ter investido tudo mas, ao mesmo tempo, uma tranquilidade por se acreditar que o destino também desenha o melhor para nós. ‘Um Amor Assim’ encerra, também, essa mensagem de esperança em transformar um amor passado num amor novo, revigorado e completo. E não há melhor do que querer voltar a viver um amor assim”, conta Carlos Félix.

O processo de escrita e composição de ‘Um Amor Assim’ teve início com uma partilha de histórias entre o cantor e compositor e a artista Rita Onofre. Rapidamente encontraram o rumo da canção que foi depois produzida por Ricardo Ferreira e se apresenta com um videoclipe realizado por Eva Mina.

“Eu e a Rita falámos de histórias reais, sobre a maneira como olhamos para os relacionamentos e o amor que ambos depositamos nas coisas que fazemos e nas relações em que estamos. A partir daí a energia fluiu e a música construiu-se com os dois ao piano a experimentar acordes e a regressar ao passado, não só nas nossas experiências, como aos clássicos e à forma de compor e escrever grandes baladas. O nosso objetivo com ‘Um Amor Assim’ tornou-se dar magnitude a uma mensagem de amor com uma grande produção musical e instrumentos clássicos e orgânicos, procurando uma certa ideia de fantasia com uma roupagem pop atual”, afirma Carlos Félix.

O cantor e compositor conta que “também o videoclipe que acompanha ‘Um Amor Assim’ tem elementos retro aliados a uma identidade mais edgy, num universo imagético que faz referência aos grandes artistas e às grandes bandas que, na segunda metade do século passado, se popularizaram junto do público através de programas de televisão. Realçamos também o fascínio pelo espetáculo, refletido num manifesto que sublinha a valorização das emoções e dos sentimentos e que se traduz num sonho e num lugar de imaginação”.

‘Um Amor Assim’ abre caminho para o percurso discográfico de Carlos Félix, com mais lançamentos previstos para este ano.

Akira Yamaoka – Silent Hill 2 (Original Soundtracks) (2001)

Akira Yamaoka – Silent Hill 2 (Original Soundtracks) (2001)

Memória de Elefante 06/02/25

Autor: Francesco Valente

Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.

Prazeres Interrompidos #338: Tácito – Anais (116)

Prazeres Interrompidos #338: Tácito – Anais (116)

Autor:

Octávio Nuno

Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!

Anais (em latim: Annales) é o título de uma obra histórica escrita por Tácito que relata a vida de quatro imperadores, os que sucederam a César Augusto. As partes da obra que chegaram até a atualidade tratam de grande parte dos governos de Tibério e de Nero. 

Os Anais foram a obra final de Tácito. Escreveu ao menos 16 livros, mas os livros 7-10 perderam-se, bem como parte dos livros 5, 6, 11 e 16. O livro 6 acaba com a morte de Tibério e os livros do 7 ao 12 cobriam presumivelmente os governos de Calígula e de Cláudio. Os demais livros tratam do governo de Nero, provavelmente até a sua morte em junho de 68, ou até final desse ano, para depois se juntar às Historiae. A segunda parte do livro 16 perdeu-se (termina narrando os eventos de 66). Não se sabe se Tácito completou a obra ou decidiu terminá-la antes de outros trabalhos que planejasse escrever; faleceu antes de poder trabalhar nas histórias de Nerva e Trajano e do período de Augusto e os começos do império, que havia prometido escrever.

Telmo Pires – O Corpo É Que Paga (2025) (single)

Telmo Pires – O Corpo É Que Paga (2025) (single) 

2o Single – O Corpo é que paga – 17 Janeiro 2025

Já anunciado o EP em homenagem a António Variações, Telmo Pires vai revelando os temas que farão parte desse novo trabalho discográfico que compôs com o produtor Tiago Machado, e que tem edição marcada para o mês de Março.

Após a estreia do primeiro single “Voz-Amália-de-Nós”, editado a 3 de Dezembro de 2024, assinalando a data do nascimento de António Variações, o segundo single “O corpo é que paga” será editado no dia 17 de Janeiro.

Este tema lançado originalmente no álbum “Anjo da guarda” em 1983, “O corpo é que paga”, veio a ser uma das mais icónicas, inesquecíveis e conhecidas canções de António Variações. Telmo Pires leva-nos para um ambiente quase castiço e pela sua ligação ao fado, o som da guitarra portuguesa de José Manuel Neto, em “O corpo é que paga” tem um pé seguro no ambiente fadista característico do cantor. Um fado contemporâneo e vivo que com a parceria de Tiago Machado, parece ter sido feito à medida de Telmo Pires, mostrando mais uma vez a intemporalidade da arte de António Variações, que nos fala dos nossos vícios, medos e prazeres.

Um hino à vida, já que a sua bem curta foi, mas cuja memória perdurará para sempre, sendo um dos nomes mais marcantes na história da música nacional, e de quem Telmo Pires sempre foi fã.

Uma homenagem muito significativa para Telmo Pires, que com o seu cunho pessoal honra essa memória.