Steve Marriott: Humble Pie – As Safe As Yesterday Is (1969)
Steve Marriott: Humble Pie – As Safe As Yesterday Is (1969)
Memória de Elefante 30/01/25
Autor: Francesco Valente
Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.
Prazeres Interrompidos #336: Deodato Rodrigues – Antes que a Cidade Morra (2024)
Prazeres Interrompidos #336: Deodato Rodrigues – Antes que a Cidade Morra (2024)
Autor:
Octávio Nuno
Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!
Ao longo das primeiras sete décadas do século XX, personagens ficcionadas e outras de vida real testemunham a extinção definitiva da matriz original do Funchal, a primeira cidade construída pelos portugueses no Atlântico.
A vida de Pedro Damião traduz a existência agreste e penosa da generalidade dos madeirenses ao longo desse período, como se fosse maldição viver na ilha adorada pelas elites locais, nacionais e estrangeiras, e por todos quantos a visitavam…
Lilboy Bruce feat. Apollo G – Macumba (2025) (single)
Lilboy Bruce feat. Apollo G – Macumba (2025) (single)
LilBoy Bruce acaba de lançar o primeiro feat do ano, no final do mesmo, ‘Macumba’ com o rapper Apollo G. 2024 fica marcado, na carreira do artista pelos lançamentos ‘PROCESSO’ e ‘CRIMINAL BODY’ onde aborda a intimidade física e o prazer ‘fatal’. O artista encerra o ano com um lançamento há muito esperado, a colaboração com Apollo G.
Apollo G é um rapper português de origens Guineense e Cabo Verdiana que emerge na cena musical portuguesa com um estilo irreverente, uma voz significativa na comunidade lusófona que aborda as suas raízes africanas. Dentro dos vários sucessos, destacam-se ‘Decha Mundo Roda 3’ que acumula mais de 3 milhões de visualizações no YouTube e ‘Cabeça Cheia’ com Plutónio.
Até este ano, Lil Boy Bruce já nos tinha apresentado o seu EP de estreia ‘Black Mind’ e mais de 10 singles originais, como Zoom, Julieta e EX.
Esta ‘Macumba’ não é de todo negativa na carreira dos artistas, mas aborda exatamente esse termo e a conotação pejorativa que o acompanha, desafiando estereótipos e preconceitos enraizados. O novo single de Bruce surge como uma resposta às críticas injustas enfrentadas por artistas africanos que, após atingirem o sucesso e não só, são frequentemente acusados de terem apenas “sorte” ou de recorrerem a “macumbas” para alcançar o que vão conquistando.
‘Macumba’ é um hino de resistência e valorização do trabalho árduo, da força e da persistência que estão por detrás de cada sucesso alcançado nas carreiras de ambos os artistas. É a união dessa força, da defesa do sacríficio. Com versos impactantes, como o refrão de LilBoy Bruce – “Hora ki n’consegue co fala cuma I sorte, I ka sorte” –, a música reflete a trajetória dos artistas, desafiando o público a percepcionar o que realmente constrói o ‘sucesso’: talento, dedicação e sacrifício.
Cantada em crioulo, a música reforça as raízes culturais dos artistas, que traz também influências da Guiné-Bissau e de Cabo Verde. Esta colaboração entre LilBoy Bruce e Apollo G ultrapassa a música criada a dois, culminando numa ponte que une e fortalece as conexões entre os dois povos. “É só uma família, um sonho e um povo”.
A produção de ‘Macumba’ ficou a cargo de VMBEATZ, como aconteceu nos singles anteriores de LilBoy Bruce. A mistura e masterização foram realizadas por Mixedbyfinesse.
Este single surge também com um videoclipe, com lançamento previsto para 29 de dezembro, com direção e conceito visual de John Bravo. Glaze assina a produção do vídeo, a realização ficou a cargo de Sérgio Carmona e a fotografia de cena por Fieldproject. Toda a produção executiva do vídeo e da canção ficam a cargo de Maktub Art Group.
‘Macumba’ é mais do que uma canção: é um manifesto cultural, uma celebração do esforço e da identidade africana, e um convite ao público para reconhecer e valorizar os artistas desde o início. Encontra-se agora disponível em todas as plataformas digitais.
Coffee Breakz #101 – The Bad Fire
Coffee Breakz #101 – The Bad Fire
Autor: Helder Gomes
Colagens sonoras, encontros improváveis e grandes embates entre o vinil e o digital. O Coffee Breakz é o elo perdido entre o rádio a pilhas e os pratos de DJ. E tem um Samplaria do Bairro aberta 24/7.
Tracklist:
1. Mogwai
1.1 Hi Chaos
1.2 Lion Rumpus
1.3 God Gets You Back
2. Chester Watson — Glimpses of God (prod. Elaquent)
3. JPEGMafia — Protect the Cross
4. Limp Bizkit — Nookie
5. Musical Youth — Pass the Dutchie
6. Classik & Awon — Out of My Mind
7. De La Soul — Bigger (ft. Choklate)
8. Count Bass D — Crayons
9. 44th Move — The Move (ft. Quelle Chris)
10. Sumac & Moor Mother — Scene 1
11. Mão Morta — A Liberdade
Jonny Lang – Turn Around (2006)
Jonny Lang – Turn Around (2006)
Memória de Elefante 29/01/25
Autor: Francesco Valente
Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.
Ivo Lucas Ft Noninho Navarro – Custa Aceitar (2025) (single)
Ivo Lucas Ft Noninho Navarro – Custa Aceitar (2025) (single)
Depois de vencer o prémio de canção do ano com ‘Onde Vais’ de Bárbara Bandeira e Carminho, vencer o Globo de Ouro de artista revelação, e após single de colaboração com os Azeitonas no início do ano, Ivo Lucas lança novo single, desta vez com Noninho Navarro.
O autor de sucessos como ‘Amor Desleixado’ e ‘Senhora de Si’ em colaboração com Carolina Deslandes, junta-se agora a Noninho Navarro em ‘Custa Aceitar’, num Pop Latino com lufadas de tradicional e palmas, onde se funde a bagagem musical de Ivo com a tradição de Noninho.
É assumidamente uma canção para dançar ao ritmo desta fusão de vozes dos artistas, que casam na perfeição.
Noninho Navarro traz na voz as suas raízes ciganas e sentimentos profundos, “sem preconceitos, sem cores, sem etnias”, assim como influências musicais próprias das mais jovens gerações, onde o amor e os desamores continuam a ser a inspiração maior do jovem cantor romântico.
“O tema ‘Custa Aceitar’ nasce com base nas minhas influências musicais de infância. Cresci a ouvir Gipsy Kings em casa dos meus pais, e sempre fui contagiado pela energia das guitarras, palmas, e a forma como as letras são interpretadas. Quando mostrei a ideia do refrão ao Phelipe Ferreira, o meu braço direito na composição, foi-me sugerido conhecer um pouco mais o trabalho do Noninho Navarro pois poderia ser a junção perfeita. E assim foi. Conheci o trabalho do Noninho, e rapidamente me rendi à sua interpretação e musicalidade.” afirma Ivo Lucas.
É impossível ficar indiferente à sonoridade criada pelos artistas e compositores desta canção – é, certamente, a banda sonora perfeita para qualquer momento de festa. Apesar de transmitir uma letra poderosa e profunda, a música convida-nos a dançar “a dor de aceitar que a vida muda” ao som de uma envolvente junção de esperança e ritmos viciantes.
“É que eu sofro tanto com as Voltas que a vida nos deu
E só peço a Deus que este amor Não me torne ateu
Sou dor e tristeza que espera”
Esta nova canção conta com um videoclipe refrescante, de cores quentes e vibrantes, onde se comprova a boa energia criada nesta fusão de musicalidade, tradição e arte. O tema já se encontra disponível em todas as plataformas digitais.
Robert Wyatt: The Soft Machine – The Soft Machine (1968)
Robert Wyatt: The Soft Machine – The Soft Machine (1968)
Memória de Elefante 28/01/25
Autor: Francesco Valente
Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.
Trovador Urbano #35
Trovador Urbano #35
Autor:
David Calderon
(episódio de 28 de Janeiro)
Trovador Urbano
Presentador: David Calderón
Inicio emisiones: Año 1994
Programa, duración, dia y hora: Trovador Urbano, 120-180 min, Martes a las 16:00 (hora Madrid)
Día y hora México (hora central): Martes a las 09:00 am
Tipo: Directo
Descripción: Su programa, Trovador Urbano, es una gran familia de la radio rock. Ahora, además, noticias y conciertos del rock/metal/punk nacional, siempre contando con tu fundamental apoyo, para dar visibilidad a las bandas….LARGA VIDA AL ROCK N ROLL!!
Dirección mail para envío material bandas: trovadorurbanoradio@gmail.com
País: Madrid (España)
Bombazine – Até Três (2025) (single)
Bombazine – Até Três (2025) (single)
bombazine anunciam primeiras datas de apresentação de Samba Celta e novo single “Até Três”
8 de fevereiro/ Musicbox, Lisboa
21 de fevereiro/ Maus Hábitos, Porto
5 de abril/ SHE, Évora
12 de abril/ Texas Bar, Leiria
16 de maio/ Casa do Artista Amador, Famalicão
Os bombazine anunciam as primeiras datas da apresentação ao vivo do seu LP de estreia Samba Celta, numa digressão que irá passar por Lisboa, Porto, Évora, Leiria e Famalicão, e que contará ainda com mais concertos.
A banda vai estrear a apresentação do disco no Musicbox, em Lisboa, dia 8 de fevereiro, seguindo para uma estreia na cidade do Porto no dia 21 de fevereiro, no Maus Hábitos – Espaço de Intervenção Cultural.
Após os concertos de Lisboa e Porto, segue-se a participação da banda nas meias-finais do Festival da Canção 2025, no dia 1 de março.
As apresentações ao público retomam no mês de abril, com concertos na SHE em Évora (5 de abril), no Texas Bar em Leiria (12 de abril) e na Casa do Artista Amador, em Famalicão (16 de maio).
O novo disco da banda é fruto de cerca de um ano de trabalho criativo em estúdio, culminando numa viagem por 9 faixas que consolidam as raízes e influências do grupo, pintando-as na tela de um Portugal moderno.
O título Samba Celta simboliza as balizas criativas que a banda usou na definição da estética do novo trabalho: “Estávamos com algumas influências de sonoridades mais tropicais e queríamos contrastá-las com uma emoção mais local, mais portuguesa. O resultado não é seguramente samba nem celta, mas acreditamos que as músicas têm todas um paralelismo estético que as une”.
Gravado no Bairroup Studios, em Lisboa, o disco conta com a produção e mistura de João Sampayo e a masterização de Miguel Pinheiro Marques (Arda Recorders). Conta ainda com a participação dos músicos Fernão Biu (sopros), Sofia Ribeiro de Faria (violinos), Inérzio Macome (violoncelo) João Sampaio (percussões, coros) e Quica Granate (coros).
O disco – lançado nas plataformas de streaming em novembro de 2024 – conta agora com uma edição física limitada e exclusiva em vinil, já disponível para venda através do marketplace da banda e do Spotify.
Em relação ao EP de estreia Grã-Matina, que assumiu uma verticalidade indie mais “rock”, Samba Celta representa “uma procura consciente por novos horizontes estéticos, sem nunca perder de vista os elementos de um tecido sonoro vincado pelo groove”.
Depois dos singles “Cartago”, “Pouca Dura” e “Continuar Assim”, a banda recorta também um novo single do álbum Samba Celta – intitulado “Até Três”. A canção retoma a sonoridade mais alegre e festiva de “Cartago” e “Pouca Dura” – evocando os grooves mais dançáveis a que a banda nos tem habituado – e conta ainda com as participações especiais de Fernão Biu (Zarco, Conjunto Cuca Monga) no clarinete, e Sofia Ribeiro de Faria, nos violinos.
A banda tem planos para estender a sua digressão pelo país, com mais datas a anunciar em breve.
Tigran Mansuryan: Kashkashian & Schulkowsky – Hayren / Music Of Komitas And Tigran Mansurian (2003)
Tigran Mansuryan: Kim Kashkashian, Robyn Schulkowsky – Hayren / Music Of Komitas And Tigran Mansurian (2003)
Memória de Elefante 27/01/25
Autor: Francesco Valente
Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.
1 Álbum 100 Palavras #78: The Roy Hargrove Quintet – Earfood (2008)
1 Álbum 100 Palavras #78: The Roy Hargrove Quintet – Earfood (2008)
Um podcast de Francesco Valente:
1 álbum “sem” ou “100” palavras, por semana! Uma pérola musical da história da música, descrita em 100 palavras! Cada dia da semana, às 14h na Rádio Olisipo. Boa escuta!
“”Earfood” (2008) é um dos álbuns mais aclamados do trompetista Roy Hargrove com seu quinteto. O disco apresenta uma fusão elegante de hard bop, soul e baladas líricas, destacando o virtuosismo de Hargrove e seu grupo. A faixa de abertura, “Strasbourg / St. Denis,” tornou-se um clássico moderno, com seu groove envolvente e melodia marcante. Outras faixas, como “Divine” e “Trust,” mostram a profundidade emocional e técnica do quinteto. Com arranjos refinados e uma abordagem acessível, “Earfood” é uma celebração do jazz contemporâneo que honra suas raízes, solidificando o legado de Hargrove como um dos grandes músicos de sua geração.”
Boa escuta!
Prazeres Interrompidos #335: David Martelo – Origens da Grande Guerra (2013)
Prazeres Interrompidos #335: David Martelo – Origens da Grande Guerra (2013)
Autor:
Octávio Nuno
Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!
Está prestes a completar-se um século sobre o início do primeiro conflito mundial – a Grande Guerra, como então foi designado. Na sua grandeza e importância na caracterização do século XX, não haverá, provavelmente, outra guerra que a história registe cuja motivação e processo de desencadeamento, associada à absurda conduta das operações militares, proporcione críticas tão severas sobre a sanidade mental de quem por ela foi responsável, política e militarmente. A história das quatro décadas que antecederam o conflito – muito marcada pela generalizada crença de que essa tal guerra aconteceria mais tarde ou mais cedo – é rica de ensinamentos sobre os sucessos e erros então cometidos, todos eles convergindo para o desastre político, social e militar em que a Grande Guerra se converteu. É esse percurso político-militar, com particular realce para as expectativas criadas, que o autor evoca e analisa na presente obra, recorrendo aos mais elucidativos testemunhos da época, prestados, na sua maioria, em datas anteriores à eclosão do conflito.
Apesar da questão da culpabilidade da guerra não ser o propósito do autor, o leitor não deixará de encontrar nesta obra algumas considerações que o ajudarão a formular o seu juízo.