Fumaça #22 – Quase da Família #3: O Sindicato (Série)

Fumaça #22 – Quase da Família #3: O Sindicato (Série)

QUASE DA FAMÍLIA

O SINDICATO

26 DEZEMBRO 2024

Quase da Família é uma série produzida para ser ouvida. Se puderes, aconselhamos a que ouças este episódio com auscultadores. Assim, poderás ouvir as vozes das mulheres reais que fizeram parte desta história e terás uma experiência imersiva que é impossível transpor para texto.

Tim Hart: Steeleye Span – Hark! The Village Wait (1970)

Tim Hart: Steeleye Span – Hark! The Village Wait (1970)

Memória de Elefante 09/01/25

Autor: Francesco Valente

Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.

Prazeres Interrompidos #330: José Pacheco Pereira – Personalia (2021)

Prazeres Interrompidos #330: José Pacheco Pereira – Personalia (2021)

Autor:

Octávio Nuno

Podcast sobre livros. Um livro num minuto! Em todas as tuas redes sociais, plataformas de podcasts, mas também nas rádios e jornais. Boas leituras!

Os textos reunidos neste volume dividem‑se em duas partes.

Em «Poeiras», um singular calendário transporta‑nos vertiginosamente no tempo, revelando o que fizeram, onde estavam, em que pensavam personagens tão díspares como Samuel Pepys — cujo diário regista o quotidiano na capital britânica do século XVII — Virgina Woolf, Albert Camus, Franz Kafka e outros escritores que deixaram notas diarísticas inestimáveis, os generais Lee e Grant no final da guerra civil americana, entre dezenas de outras.

Nos «Textos» da segunda parte, reúnem‑se ensaios sobre temas de especial valor intelectual e pessoal para José Pacheco Pereira, aos quais tem dedicado reflexão. É assim que revisitamos figuras centrais da democratização de Portugal, autores clássicos mas também muitos «livros de quadradinhos» acarinhados pelo autor, ou ainda os contextos de formação cultural desde a sua infância até aos tempos digitais em que hoje vivemos.

«Caibo mal apenas na ‘pequena caixa’ em que me metem. Durante quase toda a minha vida escrevi (e falei) sobre assuntos que se consideram fora da política. Não sei pesar bem as quantidades e muito menos as qualidades, mas é um número substancial, da crítica de arte a uma parceria com Óscar Lopes no suplemento literário do Comércio do Porto, de escritos diversos no Diário de Lisboa, no &etc e noutros jornais esquecidos a uma espécie de sessão de vanguarda com o Jorge Lima Barreto e o Ângelo de Sousa, a traduções de Emily Dickinson, René Char, Henri Michaux e Bertolt Brecht, a ensaios sobre Rilke e Bashô, de discretas aulas de cosmologia e filosofia das ciências em várias escolas a conversas públicas sobre arte, como uma sobre o homem da escola da capa deste livro, John Frederick Peto (há muitos anos em Serralves).

Significa esta enumeração que desejo algum reconhecimento intelectual por essa ‘obra’? Não há ‘obra’ nenhuma, apenas fragmentos. E aqui têm a resposta tão arrogante como muita outra coisa: sei demais para ter qualquer ilusão sobre essa fama. Sei demais para atribuir qualquer valor a um reconhecimento, por um lado por razões dos tempos, cheios de famas de 15 minutos e de salamaleques literários, mas também por uma razão mais de fundo: eu próprio não dou muito valor a tudo isto, porque já vi muita coisa, e já li muita coisa.

E sou, digamos assim, especialista do efémero.»

Coffee Breakz #98 – Funeral for Justice

Coffee Breakz #98 – Funeral for Justice

Autor: Helder Gomes

Colagens sonoras, encontros improváveis e grandes embates entre o vinil e o digital. O Coffee Breakz é o elo perdido entre o rádio a pilhas e os pratos de DJ. E tem um Samplaria do Bairro aberta 24/7.

Tracklist:

1. Kendrick Lamar — Not Like Us 

2. SZA — 30 for 30 (ft. Kendrick Lamar) 

3. Skaiwater — Rain 

4. Roy & God Colony — Loss Is Not Infinite 

5. Beth Gibbons — Floating on a Moment 

6. Geordie Greep — Holy, Holy 

7. Mdou Moctar — Sousoume Tamacheq 

8. Mica Levi — Slob Air 

9. Burial — Dreamfear

Teresa Salgueiro: Madredeus – Ainda (1995)

Teresa Salgueiro: Madredeus – Ainda (1995)

Memória de Elefante 08/01/25

Autor: Francesco Valente

Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.

Malibu Gas Station – Small Horse (2024) (single)

Malibu Gas Station – Small Horse (2024) (single)

Malibu Gas Station lançam o álbum “Never Never” e preparam regresso aos palcos em 2025

Os Malibu Gas Station, trio portuense formado em 2016 por Vítor Pinto, David Félix e, mais tarde, consolidado com João Losa, apresentam o seu segundo álbum, “Never Never”, que sucede ao disco de estreia “World Wide Dance”. Este trabalho chega ao público no final de dezembro, num gesto deliberadamente contracorrente — porque lançar um álbum num mês em que “ninguém quer saber” parece ser a atitude mais autêntica da banda.

O título, “Never Never”, carrega múltiplos significados. Por um lado, remete à qualidade imaginária, idealista e fantasiosa que define o termo no inglês britânico. Por outro, revela um capítulo que, segundo os próprios músicos, talvez queiram deixar para trás o quanto antes. “Adormecemos todos os dias sob o aplauso da nossa consciência”, poderia dizer alguém com autoridade, como um treinador português outrora citou. Este disco é o reflexo de uma banda que encerra ciclos, resolve carolices e se prepara para um futuro onde, esperam, o terceiro álbum seja o verdadeiro — ler “o verdadeiro” com o sotaque do Porto.

Desde que Vítor Pinto e David Félix formaram os Malibu Gas Station, foi na entrada de João Losa — antigo colega na banda O Abominável — que encontraram o tão sonhado “never-never”: aquele ideal utópico e perfeito de banda que parecia sempre fora de alcance. Este segundo disco reflete uma paz de espírito e, ao mesmo tempo, uma inquietação constante. Não é um álbum para agradar, talvez nem para a banda, mas é um passo necessário.

Parte do charme dos Malibu Gas Station reside na sua autossuficiência. Vítor Pinto é designer, David Félix trabalha como assessor de imprensa e João Losa é produtor musical. Combinando estas competências, o trio sabe que tem tudo para correr mal, e corre, sempre, mal, como previsto, mas com sentido.

“Desde que somos três, as coisas fazem sentido”, comentam Vítor e David. Mas esse sentido não vem de respostas fáceis. Ao longo deste projeto, tiraram elementos, adicionaram outros, voltaram a tirar. O resultado? Um disco que parece falar tanto de dúvidas como de certezas, e que anuncia, já em 2025, o regresso aos palcos — algo que não acontece desde o lançamento do single de estreia “Ellie Parker” em 2016.

Será que agora é que é? Será que os Malibu Gas Station se encontram finalmente resolvidos? Como agrupamento musical, preferem posicionar-se como um Braga ou um Belenenses, quem sabe até um Boavista, no campeonato — já que ir a um concerto é quase como ir à bola: sólidos, alternativos e fiéis a si mesmos, longe da pressão dos “três grandes”; uma defesa consistente, mas perto da reforma; ataque a duvidar de si mesmo; e um meio-campo inexistente nas transições defensivas e ofensivas que só vê jogar. “Somos todos amigos, a três, porque o gasóleo sai mais barato”, brincam. O preço do combustível, futebol e música também está relacionado, se usarmos o imaginário “Never Never”.

No entanto, a verdade é que os Malibu Gas Station nunca foram uma banda purista. Sempre carregaram consigo o impulso criativo e a resistência pragmática. “Nunca nos sentimos tão vivos como agora”, confessam. E isso, para eles, é o mais importante.

Com “Never Never”, a banda parece estar a fechar capítulos para abrir novos. O terceiro álbum, já prometido para o próximo ano, é onde as apostas estão. O que está para vir é sempre o melhor — a doce ansiedade. Até lá, este segundo disco é um lembrete de que a estrada é longa, mas nunca menos interessante.

A acompanhar o álbum, foi lançado o single “Small Horse”, o terceiro single de apresentação de “Never Never”. Inspirado pela reflexão de Darwin — “Poderia um pequeno potro, nascido numa estrebaria humilde, um dia galopar num hipódromo prestigiado? Não é essa, afinal, a questão e aspiração de muitos indivíduos nas sociedades?”. 

“Never Never” acaba de ser editado e está disponível em todas as plataformas digitais. O regresso aos concertos está previsto para 2025, prometendo trazer aos palcos a energia renovada que agora define a banda.

Analog Dakar Club #14 – We Live In A Secret Land

Analog Dakar Club #14 – We Live In A Secret Land

We Live In A Secret Land

Analog Dakar Club for Radio Olisipo – January 2025

Orchestre de l’université d’Abidjan – Lamentations (PolyGram – 830.293) 1986

Ghetto Blaster – Life Is Just a Party (Blackframe Production – 8600) 1985

Bozambo – Viva Bozambo ( Mancool Maniatakis – CL 02) 1976

Eco – Kilimandjaro My Home (Disc’ Africana – CLS 03) 1977

Boncana Maïga – Yala M’le (West African Music (WAM) – 793 013) 1982

Kabala – Voltan Dance (Red Flame – RF 1211) 1982

Neba Solo – Musow (Secousse – SEC006) 2002

Soul Ascendants – Tribute (Nuphonic – NUX134) 1999

Ephraïm Nzeka – Zombie (Tabansi – TRL 277)

Arp Frique Feat. Americo Brito – Nos Magia (Rush Hour Store Jams – RH-STORE JAMS 011) 2017

Oluko Imo – Praise-Jah (Psalm 150)(Invisible City Editions – ICE 012) 1978

DJ Boulaone feat. Sadrak – Chuipabo (Benbellajazz – AFR3D) 2016

Dave Cousins: Strawbs – Strawbs (1969)

Dave Cousins: Strawbs – Strawbs (1969)

Memória de Elefante 07/01/25

Autor: Francesco Valente

Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.

Trovador Urbano #32

Trovador Urbano #32

Autor:

David Calderon

(episódio de 6 de Janeiro) 

Trovador Urbano

Presentador:  David Calderón

Inicio emisiones:  Año 1994

Programa, duración, dia y hora: Trovador Urbano, 120-180 min, Martes a las 16:00 (hora Madrid)

Día y hora México (hora central): Martes a las 09:00 am

Tipo: Directo

Descripción: Su programa, Trovador Urbano, es una gran familia de la radio rock. Ahora, además, noticias y conciertos del rock/metal/punk nacional, siempre contando con tu fundamental apoyo, para dar visibilidad a las bandas….LARGA VIDA AL ROCK N ROLL!!

Dirección mail para envío material bandas: trovadorurbanoradio@gmail.com

País: Madrid (España)

Cherry – Rooftop (2024) (single)

Cherry – Rooftop (2024) (single) Id

Cherry edita videoclipe para “Rooftop”. Novo single é parte integrante do disco “The Good Breakup”, editado pela artista em 2023.

Após uma madrugada passada num telhado de Lisboa, olhando o Tejo, Cherry escreve “Rooftop”, remetendo-nos para “o lugar na Terra mais próximo do céu” — lugar esse em que sentimos liberdade para ser e amar, sem horários nem compromissos a cumprir. É esse amor e paz interior que nos colocam no topo do mundo e que a artista representa na sua plenitude neste novo single, que conta com a participação do multi-instrumentista Alexandre Manaia (Rui Veloso) na guitarra. O videoclipe do tema foi filmado em vários locais portugueses e noutros países europeus, ao longo de meses, pela própria cantora, alguns amigos e mesmo desconhecidos, e apresenta planos que refletem o espírito da letra: liberdade, solitude, mas não solidão.

Quanto ao disco “The Good Breakup”, é um trabalho que ganha vida num fechar de ciclo que se impunha: um conjunto de temas há muito compostos em parceria com Miguel Cervini. Cherry decide que estes temas teriam de ver a luz do dia, e “Cold Wind” foi a escolhida para a primeira representação do trabalho.

Produzido por Ivo Costa e Gonçalo Pimenta (Sara Tavares, Carminho, Dino D’ Santiago, Bateu Matou, Héber Marques) e gravado no estúdio Pimenta Preta, em Lisboa, com bem-sucedidos músicos como Diogo Santos, Hugo Ganhão, Ivo Costa, Miguel Cervini, Alexandre Manaia, Paulo Loureiro e Paulo Soares, o disco transportou a sonoridade da cantora para outros caminhos, assumidamente mais influenciados pela indie pop e indie rock, sem perder a voz quente e soul que a caracteriza.

“The Good Breakup” afasta-se conceptualmente do primeiro longa duração da artista, “London Express”, e foca-se na relação profissional e de amizade de Ana Caldeira — Cherry — e Miguel Cervini, como o final de um período de forte crescimento e grandes mudanças pessoais, do qual surgiu um produto final, como se de um filho se tratasse; terminando a parceria, fica a amizade e a boa convivência em prol de um bem comum: um conjunto de temas que a ambos são queridos e que tanto levou a crescer e a tornar-se no que é hoje: uma relação humana espelhada num trabalho artístico.

O LP “The Good Breakup” encontra-se disponível em todas as plataformas digitais desde 6 de janeiro de 2023, e o single, e respetivo videoclipe, “Rooftop”, acabou de ser disponibilizado.

Música em Bairros #1 – Gulami And Sibel

Música em Bairros #1 – Gulami And Sibel

Entrevista 03/01/25

Autor: Francesco Valente

Entrevistados: Gulami & Sibel (Turquia)

Música em Bairros

Música em Bairros brings music from diverse cultures to communities facing higher barriers for cultural participation while providing professional performing opportunities for migrant artists.

SOMA Cultura – Empowering newcomer artists

We are committed to empowering migrant artists in Portugal, enabling them to pursue their creative passions, collaborate with local artists and institutions, and build bridges within communities – strengthening the social fabric of an already diverse society.

https://www.somacultura.pt

Adriano Celentano – Azzurro (1968)

Adriano Celentano – Azzurro (1968)

Memória de Elefante 06/01/25

Autor: Francesco Valente

Uma rubrica que revela eventos, curiosidades, lançamentos, aniversários e fatos históricos ligados ao universo da música popular mundial.