
Tiaslovro – Torre do Tempo (2025) (single)
Entre o céu e o mar: Tiaslovro apresenta “Torre do Tempo” e prepara lançamento do EP “Portos do Reino”
Artista paulistano bebe da trajetória no audiovisual para criar narrativa cinematográfica em trabalho musical de estreia
Entre céu e mar, sonho e realidade, as canções de Tiaslovro, criador paulistano radicado em Florianópolis, são convites à travessia. Cada faixa é um porto com um barco esperando – basta abrir os ouvidos e embarcar. Após o lançamento do single e videoclipe Mountain, ele avança no percurso que desemboca em seu EP de estreia, “Portos do Reino”, mostrando a faixa “Torre do Tempo”, um mergulho em águas profundas que convidam à imaginação e ao mistério. A faixa chega até as plataformas de música no dia 08 de agosto, sexta-feira – Escolha onde escutar.
Se “Mountain” trouxe o frescor solar de uma estrada aberta, “Torre do Tempo” revela um lado mais introspectivo do artista. Uma canção folk de atmosfera etérea construída sobre voz e violão, com o sutil arranjo sutil de Caio Nazaro e Teco Costilhes, que expande seu universo sonoro sem perder a delicadeza. A letra fala de encontros breves e transformadores, vividos em um lugar simbólico: uma torre onde o tempo ecoa e deixa marcas profundas. Tiaslovro afirma, com o lançamento, a dualidade poética de seu projeto, que transita entre o movimento e o silêncio, o externo e o interno, o visível e o simbólico.
A canção se torna um ponto de inflexão em sua narrativa, abrindo caminho para um repertório que não teme se aprofundar, arriscar e revelar. “Enquanto nas outras composições a letra dita o rumo da canção, sinto que em Torre do Tempo a ambiência sonora é rainha. O violão expressa mais do que as palavras em si. Acho que ela representa muito bem quem eu sou como compositor: meu negócio é contar histórias, criar mundos imaginários arquetípicos e deixar a imaginação do ouvinte completar as lacunas, projetando sua subjetividade”, revela.
“Sonoramente, o brilho das cordas de Norwegian Wood, dos Beatles, me inspirou muito na composição dessa música. Por alguma razão, aquele som de violão e cítara ficava no meu ouvido enquanto eu compunha. Já como conceito e atmosfera, duas grandes referências são The Shrine, do Fleet Foxes, e Tower of Song, do Leonard Cohen, que tem uma versão linda interpretada pela Martha Wainwright”, complementa sobre o processo de composição da faixa que precede o EP “Portos do Reino”.
Por trás de Tiaslovro está Matias Lovro, roteirista, diretor e montador audiovisual. A bagagem trazida do segmento artístico se derrama em sua música de forma sensível e cinematográfica, dando origem a paisagens sonoras etéreas e atmosferas oníricas que evocam uma mitologia própria — feita de memórias, símbolos e intuição. Guiadas por voz e violão, as composições têm o folk como ponto de partida, mas se permitem navegar livremente por outras águas. “Portos do Reino” reunirá cinco canções compostas ao longo da última década — reflexos de jornadas internas e externas, gravadas com a mesma verdade com que foram vividas.
FICHA TÉCNICA
Composição: Matias Lovro
Produção musical: Caio Nazaro e Teco Costilhes
Músicos –
Matias Lovro: Voz, violão de aço
Caio Nazaro: Violão de aço, violão de nylon, viola, hammond
Teco Costilhes: Baixo elétrico, percussão (bumbo, bandeirola, reco reco, panela, palmas, chocalhos)
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